Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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240 - A Don BENIGNE TROUSSET D'HÉRICOURT, bispo de Autum, Saône-et-Loire.


21 de janeiro de 1839.

Segundo informações colhidas nos anais de Vauban pelo Irmão Avit, o bispo de Autun escreveu ao Padre Champagnat aos 12 de janeiro, para pedir que mandasse mais um Irmão para Semur. Vários postulantes para o futuro noviciado de Vauban poderiam ser confiados a este Irmão, pensava o Bispo, e assim já estariam preparados para quando Vauban começasse a funcionar.

Excia. Revma.,

Eu não saberia expressar a V. Excia. quanto me sensibilizam suas honrosas solicitações e o zelo ardente que manifesta em favor da propagação de nossa Sociedade em sua interessante diocese. Aceito prazeroso a feliz idéia que me facilita o meio de cooperar com os pontos de vista de V. Excia. enviando mais um Irmão para o estabelecimento de Semur, se V. Excia. achar que é aquele lugar apropriado para receber provisoriamente os postulantes que se apresentarem.

O Irmão irá para lá logo que V. Excia. julgar oportuno.

Queira aceitar etc.

241 - A Dom JOSEPH BERNET, Arcebispo de Ais-en-Provence, Bouches-du-Rhône.


23 de janeiro de 1839.

O Padre Champagnat, como tem feito com outros pedidos, pede um prazo, com toda humildade e submissão à autoridade máxima da hierarquia eclesiástica. Mas, o fato é que o caso não teve prosseguimento.

Excia. Revma.,

A solicitude verdadeiramente apostólica que V. Excia. tem para com seu rebanho, o zelo ardente do digno pastor de Pélissanne, os sentimentos religiosos e benevolentes do prefeito do município, e, sobretudo, as necessidades dos meninos despertam em meu coração sentimentos de pesar tanto mais vivos e angustiantes quanto maior a impossibilidade em que me encontro de responder neste momento às solicitações urgentes de V. Excia.

Sinto intensamente, Excia., quanto seria vantajoso para os Irmãozinhos de Maria fundar escolas em sua excelente diocese, sob os auspícios de V. Excia. e à sombra de sua proteção. Porém, já prometi para o ano próximo mandar Irmãos a vários municípios. Foram solicitados faz tempo e fizeram enormes gastos para poder receber os Irmãos. Minha palavra está dada e eu preciso ser fiel a ela, sobretudo porque os pedidos vêm apoiados pela autoridade episcopal.

Assim sendo, permita-me prostrar-me aos pés de V. Excia. para suplicar-lhe humildemente que haja por bem usar de um pouco de paciência, por mais um tempinho. Apresso-me em assentar seu pedido nos registros, bem resolvido a dar-lhe seqüência no mais breve espaço de tempo possível.

Dentro em breve, vamos lançar as bases de um noviciado na pequena cidade de Lorgues (Var). Ser-nos-á mais fácil então fornecer-lhe Irmãos, visitá-los e socorrê-los depressa nas diversas dificuldades que tiverem de enfrentar. Atualmente, dois Irmãos ficariam por demais isolados e abandonados à própria sorte, num estabelecimento tão afastado da casa principal.

Considero-me feliz pelo fato de esta circunstância me proporcionar a ocasião de apresentar a V. Excia. a homenagem de profunda veneração e total disponibilidade, com que tenho a honra de ser...

242 – Ao Irmão DOMINIQUE, Diretor de Charlieu, Loire.


14 de fevereiro de 1939.

Frère Dominique se via a braços com muitas dificuldades em Charlieu e as autoridades municipais não ajudavam a escola dos PETITS GARÇONS. Quem salvou mais uma situação crítica foi a generosidade do senhor Blaise Aurran. (cf. Carta no 219).

Uma questão a resolver era a habitação dos Irmãos. (cf. Carta no 13). O aluguel da casa onde moravam estava com prazo vencido; os Irmãos deveriam então voltar para o mosteiro do Padre Hugand.

O Fundador promete ao Irmão Dominique fazer-lhe uma visita.

Depois disto, não sabemos como os Irmãos puderam se arranjar. Muitas outras dificuldades foram vencidas pela paciência e o espírito de luta dos Irmãos, principalmente por causa da onda de laicização que tomou conta da França toda, no final de século XIX. Os Irmãos só deixaram Charlieu em 1978 por falta de Irmãos.

Meu caríssimo Irmão,

Tenho a intenção de ir visitá-lo dentro de poucos dias. Verei juntamente com você o que de melhor se pode fazer. Enquanto isso, junto com seus colaboradores, faça o que for possível. Maria, nossa Mãe comum, não lhe recusará seu socorro se você lhe pedir com confiança e perseverança.

Fico muito contente, meu caro Irmão Dominique, de saber que vocês têm muitos alunos. Levar-lhe-ei um relógio. Já não sei mais qual foi que você me deu nas férias.

Anime muito seus colaboradores. Transmita muitas saudações amigas de minha parte ao bom Irmão Andeol.

Em l'Hermitage, tudo vai mais ou menos. Já temos alguns Irmãos doentes, vindos de nossos estabelecimentos. Juntos rezemos por eles para que Deus os ajude a suportar santamente a situação em que se acham.

Adeus, meu caro Dominique. Que Jesus e Maria estejam com você.

Tenho a honra de ser seu mui humilde servidor.


243 – Ao Padre JACQUES FRÉDÉRIC LIMPOT, Pároco de Cosne-sur-L'Oeil, Allier.


17 de fevereiro de 1839.

A carta do Padre Champagnat ao Arcebispo de Aix (cf. Carta no 241) deixava margem a esperar alguma fundação em Cosne. Esta, pelo contrário, dirigida ao pároco, fala simplesmente na impossibilidade. e não mais apareceu algum pedido para que se pensasse em criar uma escola de Irmãos em Cosne, no Departamento de Allier, logo para cima do Loire e Puy-de-Dôme.

Senhor Pároco,

Seria impossível para nós fornecer-lhe Irmãos atualmente ou fixar uma data precisa em que poderia contar com eles. É com muito pesar que nos vemos obrigados a adiar os pedidos por demais numerosos de pastores zelosos que nos honram com sua confiança.

Esteja certo dos sentimentos de respeitoso devotamente, com que tenho a honra de ser, etc.


244 – Ao Irmão BASIN, Saint-Paul-en-Jarret, Loire.


23 de fevereiro de 1839.

Nós estranhamos que um Irmão da comunidade de Saint-Paul-en-Jarret escrevesse, recorrendo ao Padre Fundador, para lhe pedir licença de comprar um canivete de aparar penas de ganso, que era com que se escrevia naqueles tempos. Não podia o próprio Irmão Xavier, Diretor, dar-lhe a autorização?

Não sabemos explicar, diz o Irmão Paul Sester. Em todo caso, o piedoso Fundador não deixa de responder com todo carinho nem de assegurar ao Irmão que em todas as Missas que reza tem uma intenção por ele. Esta caridade e os conselhos do Padre nos autorizam a pensar que o Irmão Basin escreveu a ele coisas bem mais importantes do que simplesmente pedir uma licença.

Meu caríssimo Irmão,

Causou-me grande prazer sua cartinha, Irmão. Dou a licença de que o Irmão Diretor compre para você um canivete e uma pasta.

Você não pode duvidar de meu carinho para com você. Nunca subo ao altar sem rezar por você. Meu caro filho, Deus há de lhe conceder a perseverança da qual depende sua santificação. Se você a pedir pela intercessão de Maria, tenho certeza de que a obterá. Ande todos os dias de sua vida na santa presença de Deus. Que a sua santa vontade seja o móvel de todos os seus atos!

Adeus, meu caro Irmão. Deixo-o nos Sagrados Corações de Jesus e de Maria.

Champagnat


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