Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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245 – Ao Padre LÉONARD GAZEL, Pároco de Chambom-Feugerolles, Loire.


26 de fevereiro de 1839.

O Padre Léonard recebeu em setembro de 1838 a notícia que lhe deu Champagnat que não haveria possibilidade de criar uma escola tão de repente, logo um mês ou dois depois do pedido. (Cf. Carta no 214)

Mas, então, pensava ele, quem sabe se em 1839.

Apesar de toda esta expectativa, a escola do Chambon só foi aberta em 1852, É o que informa a carta do Irmão François ao Arcebispo de Lião. (Cf. Circ. II, p. 468)

Senhor Pároco,

Atrasei-me um pouco para responder à sua honrosa carta, porque julgava poder fazê-lo pessoalmente, porém uma viagem que me vejo obrigado a empreender, para resolver assuntos importantes, me impede de ir.

Não esquecemos o estabelecimento de nossos Irmãos em Chambon. O seu pedido está assentado, sob o no 3, no nosso registro de estabelecimentos com fonte de pagamento garantida. São justamente aqueles aos quais damos preferência.

A sua vez chegará, espero, ainda este ano, na Festa de Todos os Santos. Não me lembro de lhe ter prometido fundá-lo mais cedo, ou se prometi foi sob condição. Desejo ater-me à data que lhe indiquei na minha carta. Vou tornar a lê-la, se o senhor tiver a bondade de me indicar o número. (É o no 18 do caderno, cf. Carta no 214).

Receba a confirmação do respeitoso devotamento, com que etc.


246 – Ao senhor JOSEPH ANTOINE BETHENOD, prefeito de Saint-Martin-la-Plaine, Loire.


7 de março de 1839.

As más condições de salubridade em que se encontrava a moradia dos Irmãos em Saint Martin lhes custou caro. (Cf. Carta no 191).

Agora é o dinheiro do pagamento que está fazendo falta. O Padre Champagnat escreve ao prefeito para reclamar da situação. Pelo que vemos na Carta número 291, em que o assunto volta à baila, o prefeito não respondeu.

Senhor Prefeito,

Creio que o senhor pároco já o terá informado da situação em que se encontram nossos Irmãos em Saint-Martin-la-Plaine. O que lhes é pago mensalmente cobre apenas os dois terços do salário deles. Em dois anos, houve um déficit de 600 francos; com mais 400 francos da fundação que não foram pagos, tudo isso importa em mil francos a receberem.

O senhor pároco nos declarou que ele não tem condições de pagar este débito e de garantir o salário dos Irmãos. Em vista disto, senhor Prefeito, é que lhe mandamos a presente carta, para sabermos se podemos esperar alguma melhora. É impossível que continuemos o trabalho escolar no seu município se, na sua perspectiva, o senhor não encontrar um meio de garantir o salário dos Irmãos. Como estamos exigindo apenas o estrito necessário, a mínima sonegação nos pesa demais.

Estamos recebendo de toda parte propostas de escolas gratuitas, mas não temos por costume abandonar as antigas para começar outras novas, a menos que seja impossível a subsistência para nossos Irmãos.

Queira dar-nos a honra de uma resposta sua o mais cedo possível, a fim de que possamos tomar uma decisão definitiva.

Queira aceitar os sentimentos respeitosos e sinceros de devotamento, com que temos a honra de ser...

247 – Ao Irmão AVIT, Pélussin, Loire.


10 de março de 1839.

Vai aqui um exemplo do empenho do Padre Fundador em acompanhar a vida espiritual dos Irmãos.

Como o Irmão Basin (carta no 144), o Irmão Avit acabava de fazer profissão, havia apenas cinco meses.

Pélussin foi o meu primeiro estabelecimento, escreve o próprio Irmão Avit, nos seus Annales. Meu primeiro Diretor foi o Irmão Pie."



A carta que vamos ler é resposta do Padre Champagnat. Primeiro concede as licenças que o Irmão terá pedido e depois passa aos conselhos de ordem espiritual ou princípios de vida religiosa.

Em carta nenhuma deixava ele de dar orientações aos Irmãos, para animá-los na piedade e no exato cumprimento das obrigações.

V.J.M.


Notre Dame de l'Hermitage, 10 de março de 1839.

Meu caríssimo Irmão Avit,

Recebi suas duas cartas, cada uma em sua respectiva data, e não as esqueci. Desejaria dar-lhe a resposta seguinte: Concedo-lhe a licença de fazer a santa comunhão, como você está pedindo.

O pensamento da morte e da Paixão de Jesus Cristo é um meio excelente para rechaçar todo pensamento estranho e contrário à santa virtude. Outro bom meio para adquirir as virtudes religiosas, como você bem sabe, caro amigo, é a prática da santa presença de Deus, recomendada por todos os mestres da vida espiritual. Embora seja apenas um conselho para as pessoas do mundo, para os religiosos é um preceito. Exercite-se, pois, nesta prática, durante o resto da quaresma.

Deixo-o, meu caro Irmão, nos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, e sou seu mui devotado servidor,

Champagnat


248 – Ao Irmão ANACLET, Saint Ddidier-sur-Rochefort, Loire.


23 de março de 1839.

Tanto nesta, como nas cartas de número 244 e 247, o Padre Champagnat responde aos Irmãos que lhe escreviam. A Regra prescrevia que a cada quatro meses, os jovens Irmãos deviam escrever ao Superior.

A pesquisa para saber quem seria o mano do Irmão Anaclet não deu em nada.

Meu caríssimo Irmão,

Que Jesus e Maria sejam sempre toda a sua riqueza. Eles conhecem bem o seu nome, e suas necessidades são bem conhecidos por eles. Contudo, não deixe de lhes expor sem cessar o de que você precisa, e conte com seu poderoso auxílio.

Concedo-lhe receber a santa comunhão aos domingos, às terças e quintas-feiras, como antes. Concedo-lhe também a licença de servir-se de todos os objetos ao seu uso.

Seu mano ainda não chegou no noviciado, estamos esperando por ele qualquer dia desses.

Não duvide de quanto desejo que Deus o abençoe, e abençoe também tudo o que você faz. Que devido a suas preces, abençoe a escola em que você está e todos os Irmãos que estão com você.

Reze pela prosperidade da missão da Polinésia e fique unido com os que rezam pela mesma intenção.

Tenho a honra de ser todo seu nos Sagrados Corações de Jesus e de Maria.

Champagnat

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