Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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252 – Ao Padre MARIE FRANÇOIS PICCOLET, Diretor do Colégio de Évian, Haute-Savoie.


12 de maio de 1839.

Pelos dizeres desta carta, podemos supor que o padre Piccolet pediu Irmãos ao Padre Champagnat, fazendo também alusão à possibilidade de conseguir outros religiosos, os Irmãos da Santa Cruz.

Para não repetir mais uma recusa por falta de pessoal disponível, Champagnat aproveitou a deixa para animar o Padre a recorrer logo à outra solução. Veremos, mais adiante, na Carta no 255, que o correspondente parece não ter ficado muito convencido.

Senhor Pároco,

Bendizemos ao Senhor por Ele estar facilitando aos habitantes do município de Cluse o meio de terem dentro em breve mestres zelosos, na pessoa dos bons Irmãos da Santa Cruz. Deve ser indiferente para nós que Deus se sirva dessa Sociedade e não da nossa, pois devemos buscar em tudo sua maior glória.

Aceite os sentimentos respeitosos e o sincero devotamento com que tenho a honra de ser.


253 – Ao Padre AUGUSTIN REVOL, Pároco de Gougé-Chambalud, Isère.


12 de maio de 1839.

Pelo que o Padre Champagnat escreve nesta carta, entendemos que o Padre Augustin já tinha pedido Irmãos para a sua paróquia. A construção estava até pronta. Ele só espera a determinação da data em que começariam as aulas.

Eis que lhe vai a informação: Não poderá ser na Festa de Todos os Santos deste ano de 1839 e, portanto, os Irmãos não darão aulas em 1840. Enquanto se espera o final de 1840, a casa estará com as paredes praticamente secas, o que é uma medida higiênica importante.

Senhor Pároco,

Não esquecemos o seu pedido. Está assentado em nosso registro, sob o no 7. Vemos com prazer o adiantamento de sua construção e desejamos sinceramente cooperar com seu zelo.

Entretanto, seria impossível para nós atendê-lo para a próxima Festa de Todos os Santos, por causa de promessas já feitas e do reduzido número de Irmãos atualmente disponíveis.

Há grande vantagem em que as aulas sejam dadas desde o início na nova casa, mas que se lhe dê todo o tempo necessário para que seque, antes de ser habitada.

Aceite os respeitosos sentimentos com que tenho a honra de ser...


254 – Ao Padre ABEL XAVIER MÈGE, Arcipreste de Morestel, Isère.


4 de junho de 1839.

Por duas vezes, o Padre Abel pediu Irmãos para a sua paróquia de Morestel, como está nas Cartas no 188 e 337.

O Padre Champagnat dá como razões da demora em atender:

1. alguns Irmãos caíram doentes;

2. outros bem válidos e animados partiram para as Missões da Oceânia. Portanto, não há Irmãos disponíveis para começar em novembro próximo.

Infelizmente nem no ano próximo, 1840 nem mesmo em 1851, quando o bom do pároco fez mais uma tentativa. Só o segundo sucessor dele é que teve a sorte de ver os Irmãos iniciarem o trabalho em Morestel, em 1875.

Senhor Pároco,

É com muito pesar que nos encontramos na impossibilidade de responder favoravelmente à sua interessante missiva. Irmãos há que ficaram doentes, vários outros dos nossos partiram para a Missão da Oceânia. Esses desfalques não nos permitem abrir outros estabelecimentos na próxima Festa de Todos os Santos, a não ser os que tínhamos já prometido no ano passado.

Esperamos da bondade do Senhor, que tudo dispõe para a sua maior glória, que afaste os obstáculos que V. Revma. teme ou que faça com que redundem em benefício de seu estabelecimento.

Aceite a homenagem do sincero e respeitoso devotamento com o qual sou...

255 – Ao Padre MARIE FRANÇOIS PICCOLET, Diretor do Colégio de Évian, Haute-Savoie.


8 de junho de 1839.

Em vez de recorrer ao bispo, como fizeram outros, este pároco dirigiu-se ao Padre Colin, Superior da Sociedade de Maria. Nem assim; a demora em atender ao Padre Piccolet foi muito maior do que ele podia imaginar...

Os Irmãos foram àquele Departamento da Haute-Savoie, lá nos limites com a Itália, no sopé dos Alpes, na cidade de Cluse, sim, mas somente um século depois, em 1937.

Venerando senhor Cônego,

Dirigir-se ao Padre Superior Geral é o mesmo que dirigir-se diretamente a nós mesmos, pois nós agimos perfeitamente de acordo com ele, e gostamos de cumprir suas intenções.

Já temos dito ao senhor, na carta precedente, que não nos é possível prometer Irmãos para o próximo ano. Os dias que se seguiram a esta declaração não suprimiram as dificuldades que se opõem ao desejo que temos de cooperar com seu zelo.

Pode V. Revma. acreditar, senhor Cônego, que seria com o maior prazer que iríamos trabalhar no campo pelo qual o senhor se interessa tanto, se nossos meios no-lo permitissem e se as diversas ordens religiosas que já estão estabelecidas na Sabóia não fossem suficientes para difundir a instrução religiosa e dar acolhida aos que desejassem consagrar-se ao ensino.

256 – Ao Padre BENOÎT RÉGIS HECTOR, Coadjutor de Sain-Lattier, Isère.


16 de junho de 1839.

A carta-resposta de 9 de janeiro (cf. Carta no 237), dizendo ao Padre Benoît Régis que "era impossível" fixar um prazo para atender ao seu pedido, foi um tanto ríspida. Entretanto, sabendo que seu requerimento estava anotado na lista de espera, ele voltou para informar que os trabalhos de construção da escola tinham tido um bom adiantamento. A municipalidade também aguardava a chegada dos Irmãos.

Vai agora outra carta do Padre Champagnat, prometendo Irmãos para 1840. Foi o que aconteceu em fins de outubro.

Senhor Padre,

Ficamos muito lisonjeados com a confiança que o senhor e o Conselho Municipal de sua cidade gentilmente manifestam para com nossa casa. Faremos tudo o que de nós depender para cooperar com o seu zelo, criando um estabelecimento pelo qual o senhor e seus piedosos paroquianos fizeram os maiores sacrifícios. É o que nos atesta a leitura de sua honrosa carta.

Se pudéssemos fornecer-lhe Irmãos neste ano, seria com imenso prazer, mas não nos é possível. Mas, como o senhor tem a paciência de aguardar até 1840, esperamos ter a felicidade de encaminhar nossos obreiros apostólicos para trabalharem, sob sua direção, no campo que o senhor cultiva com tanto esmero.

Queira aceitar os sentimentos respeitosos e o sincero devotamento com que sou...

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