Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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257 – Ao Padre JEAN JOSEPH BAROU, Vigário Feral de Lião, Rhône.


27 de junho de 1839.

Quem intercede agora para conseguir Irmãos em favor de Curis e Albigny é o Vigário Geral de Lião.

A paróquia de Albigny pedia há seis anos, mas tinha poucos habitantes, só uns 400, o que reduzia tanto o número de alunos que um Irmão sozinho daria conta.

Os cálculos que faziam dos gastos de fundação não tomavam em conta certas despesas, tão avultadas quer se tratasse de dois Irmãos, quer de um só.

Mais adiante, nas cartas no 301 e 302 o Padre Champagnat se encarregará de propor uma solução viável.

Não me lembro de ter feito nenhum convênio com Albigny. A obrigação que tenho em mãos foi assumida na minha ausência pelo senhor Souvanan, a pedido do Padre Loire, pároco de Curis, que, segundo o que contava ele mesmo, tencionava não fundar mais do que um estabelecimento para as duas paróquias. O Padre Marin, pároco de Albigny com quem tive a honra de conversar ultimamente, me disse que não poderia nunca arcar com as condições exigidas pelo nosso prospecto.

Senhor Vigário Geral, mesmo pelo direito natural, é necessário absolutamente que um funcionário, qualquer que seja o combinado, tenha comida e roupa.

Ainda que em nosso prospecto último, impresso em 1837, tenhamos elevado o pagamento de dois Irmãos para mil francos, ficamos mesmo assim bem abaixo do que exigem as outras instituições que têm o mesmo fim; mas, estamos vendo que em breve será necessário que nos equiparemos a elas.

Inúmeras razões teria a aduzir em favor disto, mas uma simples carta não me permite detalhá-las. Aliás, tenho esperança de ir vê-lo dentro em breve. O fato de ser Irmão de Maria não reduz as necessidades ordinárias da vida. Cada ano vemos com muito pesar aumentar o número de inválidos em nossas fileiras.

Digne-se aceitar a confirmação de sincero devotamento etc.

Champagnat

258 - A Dom BÉNIGNE TROUSSET D'HÉRICOURT, bispo de Autum, Saône-et-Loire.


17 de julho de 1839.

Houve um mal-entendido entre o Bispo e o Padre Champagnat. Dom Bénigne, na carta do dia 21 de janeiro, endereçada a ele pelo Padre Champagnat, não prestou atenção ou esqueceu depois o seguinte detalhe: "O Irmão irá para lá (Semur) cuidar dos postulantes, logo que V. Excia. julgar oportuno." E ficou aguardando ordens.

Vendo o Bispo que o Padre Champagnat não mandava ninguém, escreveu ao Padre Colin, o qual deve ter interpelado Champagnat. Daí, a carta que vamos ler.

Enquanto Champagnat aguardava a ordem do Bispo, ruiu parte da casa em Semur. Será que é preciso tirar os Irmãos de Semur?

Excia. Revma.,

O Padre Superior Geral de nossa Sociedade acaba de me fazer chegar às mãos uma pergunta que V. Excia. fez a ele ultimamente, com respeito ao castelo de Vauban. Após ter relido atentamente as minhas cartas, de 7 de janeiro deste ano e do dia 21, que foram respostas às cartas que V. Excia. houvera por bem dirigir-me, tenho a honra de assegurar-lhe que continuamos com idênticas disposições. Continuamos pensando em mandar um Irmão a mais para Semur, ao primeiro sinal que V. Excia. nos der, aguardando a Festa de Todos os Santos de 1840.

Nosso parecer é que a moradia dos Irmãos, em Semur, não foi achada em condições, visto que tudo tinha ficado na mesma. O que comprova aquilo que estou pensando é que chegou a seguinte notícia: Desmoronou uma parte do que servia de alojamento para os Irmãos. Estarei obrigado a retirar os Irmãos deste município até que arrumem uma casa ad hoc. Se V. Excia. quiser começar em Vauban, os Irmãos de Semur estarão à sua disposição imediatamente.

É com alegria que aproveito de mais esta ocasião para apresentar a Vossa Excia. minha respeitosa homenagem e reiterar o perfeito e sincero devotamento, com que tenho a honra de ser...

259 – Carta a um Irmão jovem


20 de julho de 1839.

O Padre Champagnat escreve a um Irmão jovem e lhe dá orientações espirituais para que possa vencer no combate contra as tentações contra a castidade.

Pela obediência, diz o Fundador a título de conclusão," você se preparará maravilhosamente para fazer os votos."

Meu prezado Irmão,

A felicidade de ser filho de Maria bem que vale algum combate e algum sacrifício. Além do que se pode dizer a Jesus, o que é que não se pode dizer a Maria? “Porque seria eu o primeiro a invocar-vos?” Melhor ainda: "o primeiro a ser seu filho!" Portanto, diga a Maria que a honra de sua Sociedade exige que Ela o ajude a ser puro como um anjo!

O meio que você toma para isso é pensar na morte e na Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Fique sempre ocupado. Obedeça cordialmente, pois é a Jesus e a Maria que estará obedecendo. Sem isto, você não seria por toda sua vida senão péssimo religioso, melhor dizendo: Não ficaria religioso por muito tempo.

A obediência torna uma pessoa toda santa, impecável, inseparável de seu Deus. Só me afastarei de Deus se me afastar da obediência. Por meio desta virtude, você se preparará maravilhosamente para fazer os votos.

Adeus, prezado Irmão,

Champagnat


260 – Ao Padre FRANÇOIS MAZELIER, Superior dos Irmãos da Instrução Cristã, Saint-Paul-Trois-Chateaux.


21 de julho de 1839.

Notificação ao Padre Mazelier da volta do Irmão Raphaël, um daqueles que foram confiados a ele (cf. Carta no 202), mas que ficou doente e veio se tratar em l'Hermitage.

Uma vez restabelecido, o Irmão Raphaël retorna a Saint-Paul para se preparar à conquista do “brevet" (diploma). Em maio de 1840 foi destacado para dirigir a escola de Firminy, portanto já diplomado.

21 de julho de 1839.

Padre Superior,

O prezado Irmão Raphaël, tendo-se restabelecido, apressa-se em voltar para junto de V. Revma., para aí continuar seus estudos, a fim de poder obter o certificado no próximo exame.

Fiquei surpreendido de ver os progressos que fez, sob sua orientação. Maria, nossa primeira Superiora, não deixará sem recompensa o imenso benefício que o senhor nos presta com sua extrema caridade. Bem quisera eu ter uma ocasião de lhe demonstrar com fatos concretos até onde vai a nossa gratidão.

Queira aceitar a confirmação do perfeito devotamento com que tenho a honra de ser, senhor Superior, seu mui humilde servidor.

Champagnat

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