Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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261 – Ao Padre ALEXIS SANQUIN, Pároco de Vernaison, Rhône.


24 de julho de 1839.

Vernaison e Charly, localidades muito pequenas e desprovidas de recursos, só vão receber Irmãos 35 anos mais tarde.

Senhor Pároco,

Não nos será possível fornecer-lhe Irmãos neste ano, porque os estabelecimentos que podemos abrir já estão prometidos, mas o seu pedido é tomado em consideração, de maneira particular.

Com muito prazer enviaremos nossos Irmãos para que exerçam o apostolado em sua paróquia, conjuntamente com a de Charly, desde o momento que nos acharmos em condições de mandá-los.

Receba nossos sentimentos de gratidão pela confiança com que o senhor tem a gentileza de nos honrar, e a certeza do sincero devotamento, com que tenho a honra de ser, com todo respeito, ...

Champagnat,

sup.

262 – Ao Senhor JEAN-MARIE GUINAULT, prefeito de Charlieu, Loire.


27 de julho de 1839.

Os Irmãos de Charlieu ficaram morando primeiro num convento. De lá passaram para um prédio pertencente ao Seminário, de onde voltaram novamente ao convento.

Agora, o prefeito Guinault promete construção própria. Enquanto esta não sai, os Irmãos, com exceção do diretor, vão ter que se alojar nas dependências da prefeitura, lá mais longe no meio da cidade.

O Padre Champagnat ficou muito satisfeito com os planos do prefeito e com o empenho da população em proporcionar a educação religiosa àqueles meninos carentes, os PETITS GARÇONS.

Senhor Prefeito,

A proteção que o senhor tem a peito conceder aos nossos Irmãos estabelecidos na cidade de Charlieu nos cumula da mais viva gratidão. Diversas circunstâncias adversas os teriam evidentemente perturbado no serviço, se não tivessem encontrado amparo na sábia administração do senhor.

Temos esperança que finalmente Deus há de abençoar os esforços que o senhor está fazendo para proporcionar instrução religiosa aos meninos pobres que, sem o seu empenho teriam ficado sem ela, devido à indiferença da maior parte dos pais.

Aceitamos a casa nova que o senhor destina para a escola e os quartos da prefeitura que o senhor põe à disposição dos Irmãos, para onde poderão recolher-se após as aulas.

Nosso Irmão Visitador nos escreveu que o senhor planeja levantar, para o ano, uma construção que servirá de escola, e então não haveria mais do que um só local para os Irmãos. Se lhe for possível executar, no prazo previsto, o plano tão bem traçado, os Irmãos e também toda a população lhe ficarão imensamente agradecidos.

Receba a homenagem do respeitoso e sincero devotamento com que tenho a honra de ser, senhor Prefeito,...

263 – A senhora STÉPHANIE DE VIRIEU, Grand-Lemps, Isère.


9 de agosto de 1839.

Mlle. Stéphanie era marquesa do castelo de Virieu, residente num castelo em Grand-Lemps, a 24 km de La-Tour-de-Pin, Isère.

O Padre Ballet, arcipreste daquele lugar entrou em entendimento com a marquesa para criar uma escola de educação religiosa. O pedido era de conseguir Irmãos para 1840, mas foi só no ano seguinte que pode ser satisfeito.

Excelentíssima Senhora,

O Padre Cholleton, Vigário Geral de Lião, acaba de nos escrever a respeito do estabelecimento que a senhora quer fundar no Grand-Lemps, para a instrução religiosa dos meninos.

Convidado que foi pelo Padre Cholleton, nosso Superior manifestou muito desejo de ir ter com a senhora, por volta do dia 12 do corrente, mas uma viagem urgente que está obrigado a empreender nesta data, não lhe dá chance de usufruir desta vantagem. Mandaríamos com imenso prazer vários Irmãos para começar a benéfica obra pela qual a senhora tanto se interessa, mas os estabelecimentos que podemos abrir neste ano já foram prometidos, de modo que não nos será possível, no momento atual, condescender às piedosas aspirações que a animam.

Temos esperança de que o Pai de Família há de aumentar o número dos operários e que então teremos a satisfação de destacar alguns para trabalharem sob a sua proteção.

Receba os sentimentos de gratidão pela confiança com que a senhora se digna honrar nossa Sociedade e o sincero devotamento com que tenho a honra de ser, com todo respeito, ...


264 – Ao Padre CLAUDE-MARIE PAGE, Pároco de Digoin, Saône-et-Loire.


12 de agosto de 1839.

Vimos na Carta no 97 que o pároco de Digoin comunicou ao Padre Champagnat a resolução do Conselho Municipal de chamar os Irmãos para a direção de uma escola.

O Padre Champagnat deu as indicações precisas para que construíssem um prédio com as instalações necessárias ao correto funcionamento de uma escola.

O pároco foi depois a l'Hermitage, mas, como o prédio não ficou pronto em 1840, o Padre Page consentiu em ceder a preferência ao senhor bispo Dom Bénigne, que queria os Irmãos para o castelo de Vauban. Digoin ficou para 1841.

Senhor Pároco,

Teria eu desejado muito sinceramente dar-lhe uma resposta de acordo com seus anseios, mas como o senhor tinha adiado o seu pedido "sine die" em favor de outra paróquia, não esperava ter de satisfazê-lo tão depressa. Não podemos multiplicar promessas para este ano, porque já nos comprometemos de acordo com o número de Irmãos disponíveis.

Foram-nos oferecidos vários estabelecimentos com fonte de pagamento garantida e pedem com insistência que os comecemos logo que pudermos. O senhor bem vê, senhor Pároco, que tais estabelecimentos são os que sempre preferimos, custam menos para nós e lá podemos realizar um bem maior, sendo escolas gratuitas.

Apesar da vontade que nos anima de satisfazer a seu pedido, vemo-nos forçados a adiar a fundação de sua escola para uma data mais distante. Talvez este compasso de espera lhe será útil para colocar tudo sobre bases sólidas. (Cf. carta no 316).

Queira aceitar...


265 – Ao Padre CLAUDE-MARIE THORIN, antigo Pároco de Lancié, Rhône.


16 de agosto de 1839.

O Padre Champagnat comunica ao pároco de Lancié que seu pedido vai ser assentado no livro de registro de estabelecimentos em vias de serem criados. Assim sendo, terá que esperar sua vez. Informa que tipo de escola tem prioridade.

Senhor Padre,

Somos-lhe muito gratos pela confiança com que o senhor se digna honrar nossa Sociedade, solicitando que lhe mandemos alguns de seus membros, para a instrução religiosa dos meninos do município de Lancié.

Gostaríamos muito de marcar a hora de termos a satisfação de enviar-lhe Irmãos, mas as múltiplas promessas que fizemos não nos permitem que lhe anunciemos uma data tão cedo. Mas, o seu pedido foi levado em consideração e, se o senhor quiser, o inscreveremos no registro dos estabelecimentos a serem criados. Entretanto não deixaremos de lhe informar que nós aceitamos preferentemente estabelecimentos com fonte de pagamento garantida e de ensino gratuito.

Considero-me feliz de poder aproveitar o ensejo para lhe apresentar os sentimentos de respeitoso e sincero devotamento, com que tenho a honra de ser,...

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