Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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8 – Ao senhor ALEXANDRE DENIS DEVAUX DE PLEYNÉ, prefeito de Bourg-Argeantal, Loire.


final de 1827.

Finalidade da carta: Convencer o prefeito da impossibilidade de reduzir o pagamento que a prefeitura deve aos Irmãos.

A data é deduzida do lugar que ocupa no caderno de notas de onde foi extraída. O texto vem antes da carta endereçada aos padres de Annecy, datada dos primeiros meses de 1828.

Quanto à mobília, o prefeito e senhora se encarregaram de fornecê-la. Não foi providenciada em tudo, mas a senhora se esmerou em colocar à disposição dos Irmãos camas boas com os respectivos colchões.

Apesar de receberem alguns donativos por parte de pessoas generosas, o pagamento ficou incompleto até 1832. Em vez de 1200 francos os três Irmãos juntos só receberam 960.

O montante de mil e duzentos francos já é quantia bastante módica para cobrir os gastos necessários à manutenção de três Irmãos num município. Diminuí-la mais seria, a meu ver, já não digo subtrair-lhes o magro salário atribuído ao trabalho mais ingrato e mais penoso de um cidadão, mas seria até diminuir-lhes a comida, que já é pobre e nada rebuscada. Todos os municípios em que temos três Irmãos estão pagando mil e duzentos francos. É o que fazem Boulieu, Ampuis, Neuville l’Archevêque, Charlieu, Mornant e Saint-Paul-en-Jarret.

Podemos, isto sim, para favorecê-lo, colocar o estabelecimento do seu município em pé de igualdade com o de Saint Sauveur, à razão de mil francos para três Irmãos no inverno e dois no verão. Entretanto, bem que o senhor sabe que os Irmãos das escolas Cristãs são pagos à razão de seiscentos francos cada um. Contudo, tanto no caso deles como no nosso, um, só cuida da cozinha. Mas nós reduzimos a dois terços a quantia que é paga a eles e que ninguém contesta. Além de exigirem um local adequado, os respeitáveis Irmãos das Escolas Cristãs solicitam mil e seiscentos francos para a casa mãe, no primeiro ano; três mil pelo mobiliário que, no espaço de três anos, fica sendo deles; mil e oitocentos por ano, quantia reconhecida como absolutamente necessária.

Quanto a nós, além da morada, não pedimos senão mil e duzentos francos anuais e mil e quinhentos por uma mobília simples. Essa quantia Bourg-Argental nunca nos deu.

Deixo que sua prudência e seu coração generoso julguem se não seria uma crueldade reduzir ainda mais essa quantia. Comunicarei sua carta ao prefeito do Departamento. Ele me prometeu que se interessaria pelos municípios pobres.

Receba meus sentimentos de elevada consideração com a qual tenho a honra de ser, senhor Prefeito...


9 – Aos padres de ANNECY, Haute Savoie.


no decorrer do ano de 1828.

Promete quatro Irmãos a serem mandados por ocasião da Festa de Todos os Santos. A carta estipula as condições exigidas para que os Irmãos se encarreguem da direção de um estabelecimento, em Annecy, que na época já tinha uma população superior a 11.500 habitantes. Não era, como se vê, "une petite école de campagne".

Notamos que, ao enviar Irmãos a Bourg-Argental, Champagnat tinha em mira proporcionar ensino e educação cristã aos meninos de pequenas localidades do interior. (Cf. Vida de M. Ch. Edição do Bicentenário, p. 86) Isto em 1822. Seis anos são decorridos e já se nota uma abertura maior nos pontos de vista do Fundador.

1o) Respondi ao senhor cônego que teríamos prazer em fundar na sua região uma ou duas casas, com o único objetivo de trabalharmos para a glória de Deus e aumentar o número dos filhos de Maria.

2o) Respondi que por volta da festa de Todos os Santos, poderíamos destacar quatro Irmãos para Annecy.

3o) Fiz saber que a Casa Mãe só pede que paguem os gastos de viagem e que ela sempre reserva para si o direito de dispor de seus membros, de acordo com o bem geral que a Sociedade exigir, seja qual for a região em que se encontrem.

4o) Pedimos para os Irmãos, em cada lugar onde forem, uma casa espaçosa, bem arejada e saudável; salas de aula amplas, de acordo com o número de alunos, um quintal para os Irmãos se distraírem trabalhando; mobília de dois mil francos e cem francos anuais para a sua conservação.

5o) Solicitamos sejam pagos mil e seiscentos francos por ano, para quatro Irmãos. Em alguns lugares, permitimos que cobrem pequenas contribuições dos pais remediados, para cobrir uma parte dos gastos do estabelecimento.

Tomo também a liberdade de avisar a administração de Annecy que nós queremos manter o direito de dispor dos candidatos que se apresentarem, segundo nossos critérios, não só para a Sabóia mas também para toda a França.

10 – Circular aos Irmãos.


Janeiro de 1828.

Como não traz assinatura, podemos duvidar que seja do próprio punho do Fundador. O estilo é um pouco diferente. Pode ser um Padre ou Irmão, que a tenha redigido, obedecendo às idéias enunciadas por Champagnat. (Cf. Bulletin de l’ Inst. Vol. 22, p. 165)

Caríssimos Irmãos,

Deus nos amou desde toda eternidade; escolheu-nos e nos separou do mundo. A Santíssima Virgem nos plantou em seu quintal, Ela tem o cuidado de que nada nos falte.

O Senhor bispo Administrador da diocese viaja para Paris. Ao mesmo tempo que vai se ocupar dos assuntos da Igreja Galicana, defenderá também nossos interesses junto ao rei. A atenção e o zelo que vem demonstrando para com nossa Instituição bem merecem nosso reconhecimento e nossa gratidão para com este bom Pai.

Assim pois, vamos fazer súplicas, orações, votos e ações de graças por todas as pessoas: pelos reis e por todos os constituídos em dignidade, para que tenhamos vida tranqüila na piedade e em toda pureza de costumes. É isto que agrada a Deus; Ele quer que todos os homens sejam salvos (Tm 2).

Quando receberem nossa carta, queiram recitar durante nove dias seguidos, junto com os alunos, as Ladainhas da Santíssima Virgem no encerramento das aulas da manhã ou por ocasião da visita do Santíssimo Sacramento. Intenção da novena: pedir uma boa viagem para o senhor Bispo e sua comitiva.

Agradecemos as lembranças e lhes desejamos paralelamente um bom ano.

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