Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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270 – Ao Padre JULIEN DESCHAL, Pároco de Vierelade, Gironde.


15 de setembro de 1839.

Outro Arcebispo, Dom Ferdinand Donnet, originário de Bourg-Argental e condiscípulo do Padre Champagnat (Cf. O. M. 3, p. 989) vem apoiar o pedido de fundação de uma escola marista. Como o Padre Champagnat pede mais uma vez paciência e propõe um compasso de espera, o pároco tornará a insistir mais tarde. (Cf. Carta no 284)

Senhor Pároco,

Recebi com muito prazer a importante carta que o senhor nos fez a honra de escrever, na qual nos fala das benévolas intenções do senhor Arcebispo de Bordéus para com nossa Sociedade. Faremos tudo o que de nós depender para tornar-nos úteis à sua importante diocese, quando a Providência nos proporcionar a ocasião de estabelecer escolas na região.

No momento é impossível para nós fornecer-lhe Irmãos, porque os estabelecimentos que podemos criar já estão todos prometidos e porque temos que atender a um grande número de pedidos anteriores ao seu.

Rogo-lhe aceitar meus sentimentos de gratidão pela confiança com que o senhor se digna honrar nossa casa e o sincero devotamento com que tenho a honra de ser...

271 – Ao Padre JEAN-BAPTISTE SALLANON, Pároco de Craponne, Haute-Loire.


17 de setembro de 1839.

Apesar da insistência de Dom De Bonald, bispo de Puy, não foi possível mandar Irmãos em 1838, para a paróquia de Craponne.

A escola deixada pelos Irmãos do Sagrado Coração ficou durante um ano sob a direção do professor Roche.

Cumpridas as condições abaixo indicadas, os Irmãos Maristas darão prosseguimento ao trabalho da educação religiosa em Craponne.

Senhor Pároco,

Estamos de acordo em lhe mandar três Irmãos, contanto que o senhor satisfaça às condições seguintes:

1o) que o senhor nos assegure o uso da casa onde vão morar os cinco Irmãos;

2o) que o senhor assegure o salário dos três que lhe estamos mandando;

3o) que os gastos de fundação sejam pagos adiantados conforme sempre se costumou fazer;

4o) que a mobília que deve servir aos Irmãos seja fornecida completa;

5o) quanto aos pensionistas ou os que tiverem pousada, se não forem da cidade, que os Irmãos cobrem deles contribuições que ficarão para proveito próprio.

Senhor Pároco, todos os seus recursos provirão do recebimento de mensalidades dos meninos remediados da cidade: assim é bom ver se o senhor vai conseguir o suficiente com os recursos que esse recebimento pode oferecer.

Receba etc.


272 – Ao Padre FRANÇOIS ROBITAILLE, Pároco de Saint-Pol-sur-Calais.


17 de setembro de 1839.

Após um ano de trabalho em Saint- Pol, o Padre Champagnat fica inteirado de que nem tudo anda conforme as promessas. Mesmo assim mais um Irmão é mandado para ajudar os três que lá trabalham: Irmãos Jean-Baptiste, Africain e Marie-Laurent

Devido aos gastos de viagem, os Irmãos do Norte não foram fazer o retiro em l'Hermitage. Esta exceção se prolongou até 1845, dizem os Anais do Irmão Avit.

Senhor Decano,

Estamos para mandar mais um Irmão para Saint-Pol, o que muito nos contraria, pois estávamos um tanto quanto esperançosos que a região haveria de, pelo menos, fornecer gente para um recrutamento local.

O pagamento dos Irmãos é tão pequeno que nem podemos pagar os custos de viagem. Acho que tínhamos combinado que o senhor os pagaria, sem o que não poderemos sustentar seu estabelecimento. Os gastos de moradia não estão sendo pagos, como nos tinham prometido. A escola não tem fonte de pagamento garantida. Parece até que a autoridade civil se opõe a isto. Vou escrever ao senhor Delbecque, pois foi a pedido dele que abrimos esta escola.

Receba etc.

Champagnat


273 – Ao Senhor LIBERSAT, funcionário do Ministério da Instrução Pública, Paris.


19 de setembro de 1839.

As autoridades de Saint-Pol não simpatizam com o trabalho dos Irmãos. O Padre Champagnat, informado pelo Irmão Jean Baptiste, comunica esta falha ao Decano Padre François Robitaille (CF. Carta precedente).

Em muitas ocasiões é ao senhor Delbecque que se tem dirigido, e agora vai fazer intervir também o senhor Libersat, funcionário do Ministério da Instrução Pública.

Afinal, todo este pessoal sabe que a escola de Saint-Pol foi aberta a pedido do próprio Ministério. Por que, então, esta implicância das autoridades locais contra a escola?

Prezado Senhor,

Permita que venha uma vez mais pedir-lhe que me diga o que poderá ter conseguido a respeito da nossa autorização. O que é que lhe disse o senhor Delbecque? Que providências me resta tomar?

O senhor Salvandy tinha dito ao senhor bispo de Belley que se nós tomássemos os estatutos de uma Sociedade já autorizada, a nossa seria aprovada. Se assim for, não haverá de nossa parte dificuldade nenhuma quanto a isto; o de que fazemos questão mesmo é de formar bons cristãos e bons cidadãos entre os habitantes das zonas rurais.

Estamos tendo conhecimento de que em Saint-Pol o vice-prefeito departamental e o prefeito Municipal são contra os nossos Irmãos. Estou aborrecido por causa disto e sobremaneira surpreso, dado que abrimos este estabelecimento sob os auspícios do senhor Delbecque e com a aprovação desses senhores.

Não quero absolutamente suscitar entraves a nenhuma administração. Preferiria retirar nossos Irmãos, pois nem os temos em número suficiente para suprir as escolas de nossas regiões.

Queira aceitar etc.

Champagnat


274 – Ao Padre PAULIN LOISSON DE GUINAUMONT, Vigário Geral de CHâlons-sur-Marne, Marne.


30 de setembro de 1839.

Mais uma diocese pede Irmãos. O Padre Champagnat concorda com o pedido, pois que todas as dioceses do mundo estavam em seus planos (cf. Carta no 93).

A resposta a um segundo pedido (cf. Carta no 296) do mesmo Vigário Geral vai nos mostrar que se trata aqui também da ereção de um noviciado, lá no norte, a 160 km a leste de Paris.

Senhor Vigário Geral,

Recebi sua carta com sentimentos de gratidão pela confiança com que o senhor se digna honrar nossa Sociedade.

Desejo muito sinceramente corresponder, na medida do possível, ao zelo ardente que V. Revma. manifesta pela educação da juventude e pela expansão de nosso Instituto em sua interessante diocese. Entretanto, só seria dentro de dois ou três anos que poderíamos fornecer-lhe Irmãos, tendo em conta a importância de um tal estabelecimento e pedidos que prometi atender durante este tempo de espera.

Considero uma felicidade para mim que a circunstância me dê a ocasião de lhe apresentar minhas respeitosas saudações e assegurar-lhe total devotamento, com que tenho a honra de ser, etc.

Champagnat


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