Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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275 – Ao Padre FRANÇOIS MAZELIER, Supeior dos Irmãos da Instrução Cristã, Saint-Paul-Trois-Chateaux.


6 de outubro de 1839.

O assunto é ainda o caso do Irmão Apollinaire (cf. Carta no 126, 128, 141, 198), sempre doente e sem diploma de "instituteur", portanto sujeito a ser convocado. Deveria apresentar um certificado médico ou a declaração de uma autoridade. De que Departamento? Do Loire, no qual se encontra ou do Drôme, onde está inscrito? Ou do Departamento do Isère, seu lugar de origem?

Outro caso é o do Irmão Gérasime. Está sendo convocado. Como já tem seu "brevet", para se livrar do serviço militar precisaria apresentar um compromisso de dez anos de magistério (engagement décennal), juntamente com sua qualificação de "instituteur", conferida por um prefeito municipal. Se estivesse na congregação do Padre Mazelier, nada disto lhe seria exigido. Por isso, Champagnat propõe ao Padre Mazelier que mande o Irmão Gérasime lecionar numa de suas escolas, como se fosse Irmão da Instrução Cristã.

Padre Superior,

Pois que a Santíssima Virgem quis que o senhor fosse o recurso de seus filhos, permita-me que venha incomodá-lo. O Irmão Apollinaire está atualmente em Notre Dame de l'Hermitage. Saiu de Marlhes faz seis semanas, ou dois meses, julgando-se completamente curado, mas uma reação violenta da doença se manifestou de repente, com tanta força que em dois ou três dias se tornou irreconhecível.

Começa agora a melhorar, mas está com palidez tão grande que me faz temer pela vida dele.

Acabam de me informar que estão recolhendo informações sobre ele, tendo em vista a convocação ao serviço militar. Não gostaria que a polícia viesse aqui para deitar-lhe a mão em cima.

Que providências deverei tomar e com quem? O médico de Saint-Chamond está disposto a dar todos os certificados necessários a respeito do estado de saúde do Irmão.

O Irmão Gérasime, de sobrenome Terme, se dispõe a voltar para Saint-Paul, pois foi sorteado para o serviço. O senhor que bem conhece sua abnegação pode empregá-lo no ensino, se julgar oportuno.

Estamos neste momento fazendo nosso retiro. É um retiro de muitos Irmãos. Recomendo-o muito às suas orações e às de seus bons Irmãos.

Continuam a se apresentar muitos vocacionados. Se o senhor estivesse mais perto e fosse possível estabelecer alguma filiação por meio da Ordem Terceira que o Soberano Pontífice aprovou, poderíamos dar a entender que seria uma mesma Sociedade. Os candidatos se decidiriam mais facilmente. Neste caso, o senhor poderia continuar a dirigir pessoalmente uma obra toda dedicada à glória de Deus.

O senhor nos presta um grande serviço. Eu quisera ser-lhe de alguma utilidade, a qualquer preço.

Digne-se aceitar que lhe testemunhe, senhor Padre Superior, o mais sincero devotamento com que tenho a honra de ser, com respeito, seu mui obediente servidor.

Champagnat


276 – Ao Padre JEAN-PIERRE AVIT, Pároco de Érome, Drôme.


7 de outubro de 1839.

Esta é mais uma resposta, aconselhando espera paciente, ou então sugerindo que apele para outras Congregações dedicadas, como a dos Maristas, à educação dos jovens.

Pelo visto, no caso atual foi o que decidiu o Padre Avit, pois não voltou a insistir.

Senhor Pároco,

Somos-lhe muito gratos pela confiança com que o senhor nos honra, pedindo-nos Irmãos para sua interessante paróquia. No momento atual, porém, é-nos impossível ir ao encontro de seu zelo pela instrução religiosa de seus queridos meninos. Grande número de pedidos anteriores ao seu estão para ser atendidos. Entretanto, faremos tudo o que de nós depender para lhe fornecer Irmãos, logo que pudermos.

Temos esperança que a Providência há de proporcionar o número de Irmãos à medida das necessidades. Não posso fixar a data em que o senhor poderá contar com nossos Irmãos. Mas, seu pedido, se o senhor quiser, poderá ser inscrito na lista dos concorrentes, e levaremos em conta os esforços de seus bons paroquianos, no sentido de preparar e consolidar esta boa obra.

Receba a certeza do respeitoso devotamento pelo qual tenho a honra de ser...

277 – Ao Padre FRANÇOIS FLANDRIN, Pároco de Ville-sur-Jarnioux, Rhône.


7 de outubro de 1839.

O Padre François era coadjutor em Charlieu, onde conheceu os Irmãos e lhes prestou bons serviços. Em vista disto o Padre Champagnat, no final desta carta, lhe faz um agradecimento todo especial. Quanto a lhe mandar Irmãos para a paróquia que agora lhe cabe pastorear, por enquanto não há gente formada e disponível.

Senhor Pároco,

Ficamos deveras surpresos ao sabermos, através do pároco de Izieux, que nossa carta-resposta não lhe chegara às mãos. Transcrevemo-la pressurosos tal qual foi copiada em nossos registros.

Quanto ao piedoso projeto que o senhor concebeu de proporcionar instrução a seus queridos jovens, só podemos felicitá-lo pelas boas disposições que ao senhor estão manifestando, seus paroquianos, no sentido de ajudarem.

Nosso maior desejo seria de imediatamente ir ao encontro de projeto tão excelente, mas os estabelecimentos que podemos erigir neste ano já estão todos prometidos; também, no momento presente ser-me-ia difícil marcar com exatidão a época em que poderia mandar-lhe Irmãos, visto o número de pedidos anteriores ao seu.

Aproveito a oportunidade para agradecer mais uma vez por todos os bons serviços que prestou a nossos Irmãos, durante o tempo em que tiveram a dita de estar junto do senhor, em Charlieu. Conservam desse tempo uma viva gratidão.

Queira aceitar...

278 – A Dom BÉNIGNE DU TROUSSET D'HÉRICOURT, bispo de Autum, Saône-et-Loire.


13 de outubro de 1839.

Dom Bénigne tinha pressa em passar o castelo de Vauban para a Congregação Marista, a fim de que o Padre Champagnat instalasse nele um noviciado.

O Padre Champagnat informa o Bispo a respeito de certos pontos que julga essenciais e que vão figurar no contrato a ser assinado com a diocese de Autun. O primeiro e principal ponto do contrato será a autonomia total do noviciado.

Pede que o bispo manifeste também sua opinião.

Excia. Revma.,

Pela bondade com que V. Excia. trata a Sociedade de Maria, só posso congratular-me e tornar a apresentar-lhe a expressão de nossa profunda e respeitosa gratidão. Espero que a santa união que V. Excia. quer oficializar no Coração de nossa Boa Mãe, junto com a Sociedade de seus Irmãos e filhos, será unicamente para a sua glória e a salvação das almas.

V. Excia. deseja conhecer as bases do acordo que deve cimentar e garantir esta união. Estou de pleno acordo: é bom nos entendermos de antemão sobre as condições essenciais para que em nossa entrevista só tenhamos que acertar as questões de detalhes.

De nossa parte, Excia., encarregando-nos da direção do noviciado de Vauban, e comprometendo-nos a erigir em sua diocese estabelecimentos particulares em proporção com o número de Irmãos habilitados que pudermos formar no dito noviciado; parece-nos bom, de acordo com as propostas que V. Excia. teve a bondade de nos apresentar, estabelecer como primeira condição, que o noviciado esteja pura e simplesmente à disposição da Sociedade e se torne propriedade inalienável da mesma. Entretanto, no caso em que, devido a acontecimentos imprevisíveis, a Sociedade viesse a se dissolver, a casa de Vauban voltaria a ficar à disposição de V. Excia. e uma indenização calculada pelos peritos seria concedida aos titulares de direito, por melhorias feitas no intervalo do uso.

Espero que V. Excia. tenha a bondade de me dar a conhecer também suas intenções, e assim que tiver recebido sua carta, irei a Autun para um ajuste definitivo.

Queira...

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