Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



Baixar 1.34 Mb.
Página92/108
Encontro18.07.2016
Tamanho1.34 Mb.
1   ...   88   89   90   91   92   93   94   95   ...   108

279 – Ao Padre ÉTIENNE ANDRÉ CELLE, Coadjutor de Saint-Julien- Molhesabate, Haute-Loire.


14 de outubro de 1839.

Falando em nome do seu pároco já muito idoso, Padre Besson, o coadjutor escreveu ao Padre Champagnat para lhe dizer que tinha em vista uma casa para abrigar os Irmãos; só estava a exigir ainda alguns retoques. Assegurou também o pagamento aos professores.

Tudo combinado, no final de 1839, dois Irmãos foram destacados para começar a escola. Não tardaram em conquistar o título "instituteurs" do município, podendo assim ser pagos pelo prefeito, conforme estatuía a Lei de 1833.

Senhor Padre,

Apresso-me em garantir-lhe o envio de dois Irmãos para a paróquia de Saint Julien Molhesabate. Só nos resta dar logo conhecimento às autoridades eclesiástica e civil, a fim de que nada se faça sem ter a aprovação delas de maneira explícita.

Há contudo um pequeno empecilho de que o senhor terá que se encarregar. Nossos Irmãos que possuem certificado estão todos colocados. Eu só poderei mandar-lhe dos que estão se preparando para os exames do mês de março próximo. A situação legal dos mesmos estará atrasada de alguns meses, mas creio que o senhor encontrará um meio de remediar a esta falha. Quanto ao mais, eles estarão aptos para se apresentarem aos próximos exames.

Queira comunicar-me quanto antes se esta condição lhe serve.

280 – Ao senhor JULIEN CAMILLE LEGOUX, prefeito do Departamento de Puy, Haute-Loire.


Outubro de 1839.

Sempre o mesmo cuidado e deferência do Padre Champagnat: Prevenir as autoridades do lugar onde irão trabalhar nossos Irmãos.

Senhor Prefeito,

Tinha planejado ir ao Puy para submeter à sua apreciação o pedido que a cidade de Craponne nos fez para conseguir Irmãos de nossa Sociedade, mas uma indisposição bastante grave somada às múltiplas preocupações ocasionadas pelo trabalho de colocação dos Irmãos, me tornaram impossível executar o planejado.

Como eu soube pelo senhor pároco de Craponne que o senhor deverá estar naquela cidade no dia 22 do corrente, apresso-me em mandar para lá o nosso prezado Irmão Assistente para obter a aprovação expressa do senhor e entrar em entendimentos com a autoridade municipal do lugar, a respeito desse estabelecimento. Manifestei ao senhor pároco de Craponne a nossa decisão de não agirmos, senão de acordo com a autoridade civil e com o consentimento da mesma, dado com antecedência. É este o nosso costume. Desejamos que o senhor pároco garanta ao município o edifício da escola e insistimos muito nisto.

Aproveito também da circunstância presente para submeter a seu parecer o pedido que nos foi feito pelo município de Saint-Julien-Molhesabate. Se o senhor Prefeito houver por bem dar aprovação, nossos Irmãos se darão por muito felizes de irem trabalhar em prol da instrução primária no departamento do Haute-Loire, com o honroso apoio do senhor Prefeito Departamental. Pelo que me toca, aproveitarei de todas as ocasiões para manifestar-lhe o profundo respeito e a inteira dedicação com que tenho a honra de ser...

281 – Ao senhor VICTOR DUGAS, Saint-Chamond, Loire.


19 de outubro de 1839.

O senhor Victor Dugas era o Presidente do conselho de administração das Casas de Assistência social de Saint-Chamond. O Irmão Avit, nos seus Anais sobre o Orfanato de Saint- Chamond faz notar que "os pobrezinhos dos órfãos eram, às vezes, tratados com excessiva severidade."

Seria por causa disto que o Presidente do Conselho de Administração pediu ao Padre Champagnat que trocasse o Diretor? Dentro de alguns meses o Fundador mandaria o Diretor para as Missões.

Foi nas Missões da Nova Caledônia que o Irmão Claude Marie (Jean-Claude Bertrand) experimentou a dureza do trabalho missionário e a grande cruz da obediência religiosa.

Desembarcado em Kororareka, aos 11 de julho de 1840, foi designado para o posto missionário de Hokianga.

Foi lá que tive que amargar a maior decepção de minha vida, escreve ele. Minha ocupação não era a que eu projetava quando parti para as Missões, mas que a santa vontade de Deus seja feita! Cozinha e trabalho, aí está o que tocou para mim. Com enorme pesar tive que largar meu pobre hábito marista! Como me foi dura esta prova!"



Após muitos trabalhos e provações de vária natureza, o santo religioso entregou sua alma a Deus em Nelson, na Nova Zelândia, aos 5 de novembro de 1893, com 80 anos.

Prezado senhor,

Eu pretendia dar uma chegada até Saint-Chamond para me entender com o senhor a respeito do pessoal do seu estabelecimento. Não me foi possível, devido à partida de nossos Irmãos. Resolvi então escrever para lhe dar a conhecer o motivo que me levou a nada mudar por enquanto.

O Irmão Augustin está com muito receio de ser nomeado Diretor. Ele gosta do Irmão Claude Marie e se dá bem com ele. Para que uma casa ande bem, é ponto importantíssimo haver união entre o Irmão Diretor e os seus auxiliares. Penso que se animarmos o bom Irmão Claude Marie, ele se doará totalmente e sem meias medidas para fazer o que lhe compete. O Irmão é obediente, é piedoso, mostrar-se-á dócil às observações que eu lhe fizer e saberá tirar proveito delas.

Quanto ao mais, senhor Dugas, é meu grande desejo entender-me com o senhor para conseguirmos o bom andamento deste estabelecimento pelo qual me interesso sobremaneira.

Não há nada que eu não esteja disposto a fazer para manifestar-lhe minha gratidão e meu empenho. Sempre considerarei como obrigação, e também como prazer, tomar todas as medidas possíveis para fazer prosperar a boa obra cuja direção está confiada a seus generosos cuidados.

Aproveito o ensejo para reiterar-lhe que a Sociedade dos Irmãos de Maria conservará para sempre em relação à sua pessoa a mais viva e profunda gratidão pelas benemerências que o senhor teve para com ela.

Na verdade, a simpática cidade de Saint-Chamond tem sido para conosco uma providência viva e diária; mas, quanto devemos em particular à sua piedosa e benevolente caridade!

Queira receber uma vez mais meus sinceros agradecimentos e fique certo que não deixarei passar nenhuma ocasião para lhe provar que eu tenho que ser, senhor Dugas, com o maior respeito e atenção, seu humilde e atento servidor,

Champagnat

Notre Dame de l’Hermitage, sur Saint-Chamond, 19 de outubro de 1839.

1   ...   88   89   90   91   92   93   94   95   ...   108


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal