Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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282 – Ao Padre FRANÇOIS MAZELIER, Superior dos Irmãos da Instrução Cristã.


20 de outubro de 1839.

Das cartas que o Padre Champagnat escreveu ao Padre Mazelier esta é a última. Não foi posta no correio. Deve ter sido entregue pessoalmente pelo Irmão Gérasime, que no dia 21 recebeu 15 francos para ir a Saint-Paul-Trois-Châteaux.

Padre Superior,

Envio-lhe o prezado Irmão Gérasime para preveni-lo a respeito do número dos que planejamos mandar-lhe no começo do mês de novembro. A Sociedade de Maria lhe continua infinitamente agradecida pela obsequiosidade de que nos dá prova. Sinto mais do que nunca toda a importância dos bons serviços que o senhor presta a nossos Irmãos e a mim; por isso, garanto-lhe estar perfeitamente disposto a ater-me exatamente às condições que o senhor teve a gentileza de acertar conosco.

Se eu tivesse sabido que o caro Irmão Apollinaire não se explicara direito com o senhor, eu teria considerado como obrigação minha não dispor dele senão depois de saber que decisão o senhor tomaria. Aliás, sua doença foi uma constante; sempre ficou em l'Hermitage, excetuando alguns dias em que o mandamos sair para apressar e garantir seu restabelecimento.

Senhor Padre Superior, rogo-lhe que tenha a bondade, cada vez que se apresente a ocasião, de me fazer sem constrangimento as observações que julgar necessárias. Havemos de recebê-las com gratidão e observá-las com exatidão.

O senhor só quer é a maior glória de Deus e a salvação das almas; a sua benevolência para conosco é tão generosa quanto desinteressada. É muito justo que tomemos para com o senhor as medidas convenientes para assegurar e facilitar a continuidade.

Recebemos a lã que o senhor teve a delicadeza de nos mandar. Queira aceitar de bom grado para si e para o Irmão Jean-Baptiste os agradecimentos de nosso Irmão ecônomo e os meus.

Deixamos a seu dispor o caro Irmão Gérasime. Prestar-se-á de boa vontade a tudo o que o senhor quiser dele. O caro Irmão Apollinaire agradece muito a carta que o senhor teve a bondade de lhe mandar. Espero que lhe seja útil e que o bom Irmão não seja incomodado.

Queira aceitar, senhor Padre Superior, os protestos de respeitoso afeto com que sou seu servo muito humilde e obediente,

Champagnat


283 – Ao Padre JEAN FRANÇOIS RÉGIS PEALA, Pároco de Tence, Haute-Loire.


21 de outubro de 1839.

Já vai para três anos que o bom do pároco Peala, mais ou menos na mesma época, reclama que lhe mandem Irmãos. (Cf. Cartas no 136 e 212). Tanto pediu que, depois de Craponne, foi a vez de Tence. Champagnat promete primeiro ir visitar o local. Mais adiante (cf. Cartas no 335 e 338), vão continuar as negociações.

Senhor Pároco,

Sua carta chegou bem na hora para suscitar a lembrança de seu estabelecimento, com o qual já não mais contávamos.

Com mais esta sua tentativa, acrescida às precedentes, decidimo-nos a lhe prometer mandar finalmente Irmãos na Festa de Todos os Santos do ano próximo. Aproveitaremos dos primeiro momentos livres para irmos visitar o seu estabelecimento.

Aguardando esta oportunidade, sou com muito respeito e atenção...

284 – Ao Padre JULIEN DESCHAL, Pároco de Virelade, Gironde.


21 de outubro de 1839.

Depois que o Padre Champagnat se mostrou interessado em mandar Irmãos para Bordéus, o Padre Deschal torna a insistir. Infelizmente como não houve mudança de situação também não poderia haver mudança de resposta. Nem Virelade nem Verdelais (cf. Carta no 249) foram beneficiadas com escola marista.

Senhor Pároco,

Apesar de toda a nossa boa vontade, vemo-nos obrigados a ficar nos termos da última carta que lhe enviamos. Está sendo impossível para nós, no momento, determinar a época em que poderemos dar-lhe Irmãos. O grande número de pedidos anteriores ao seu que nos cumpre atender ocupará por vários anos o número de candidatos que recebemos. Esperemos, contudo, que a Providência há de multiplicar os operários na medida do necessário. Para nós, não deixa de ser causa de pesar esta impossibilidade de nos prontificar a colaborar com o seu zelo pela instrução de seus queridos meninos.

Queira aceitar...


285 – Ao Padre TOUZET, Aigueperse, Puy- de- Dôme.


22 de outubro de 1839.

O pedido de fundação do Padre de Aigueperse foi registrado no livro dos estabelecimentos em perspectiva. Infelizmente, apesar da promessa de visita e outras providências, a fundação não se realizou.

Senhor Padre,

As dificuldades das colocações e a partida dos nosso Irmãos me impediram de responder mais cedo à sua prazerosa carta de 6 de outubro. Espero que o senhor tenha a gentileza de me desculpar pelo atraso, tendo em conta a multiplicidade de minhas ocupações.

Suas propostas e o pedido foram tomados em consideração. Será para nós um prazer fazer-lhe uma visita nos primeiros dias de novembro. Talvez possa Deus proporcionar a uns e outros o meio de trabalharmos juntos na boa obra que o senhor está levando adiante com tanto zelo.

Receba a confirmação...

286 – Ao Padre ViCTOR PROSPER DUROUX, Pároco de Lamastre, Ardèche.


22 de outubro de 1839.

Na presente carta, o Padre Champagnat se detém um pouco mais nas razões pelas quais não pode atender de imediato ao pedido do Padre Victor Prosper. São duas:

1. faltam Irmãos formados disponíveis para assumir o posto;

2. não houve entendimento prévio com as autoridades.

Se estamos lembrados das suspeitas levantadas por Vernet (cf. Cartas no 148, 149 e 150), esta segunda advertência tem aqui seu peso duplo.

Seja como for os Irmãos Maristas não se estabelecerão em Lamastre, os de Viviers tampouco.

Senhor Pároco,

O pedido que o senhor me está fazendo me parece muito interessante e vantajoso, mas não podemos aceitá-lo, por duas razões:

A primeira é que os Irmãos disponíveis já estão todos colocados, e ainda temos muitas promessas a cumprir.

A segunda é que o nosso costume é de só fundar estabelecimentos com a autorização prévia e formal da autoridade superior, seja eclesiástica, seja civil. Então, é preciso antes de mais nada, que seu pedido venha sancionado por essas autoridades.

Aliás, espero que os bons Irmãos de Viviers possam finalmente atender a seus desejos. Entretanto, fico-lhe grato pela confiança que o senhor manifesta para conosco. Rogo-lhe, pois, aceitar nossos mais do que justos agradecimentos, como também a homenagem do profundo respeito com que tenho a honra de ser...


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