Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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287 – Ao Padre JOSEPH BENETON, Pároco de Perreux, Loire.


5 de outubro de 1839.

Champagnat anuncia que manda mais um Irmão para a classe dos adultos. Poucos dias depois da morte do pároco, o Padre Beneton assumiu a paróquia e se empenhou em continuar e favorecer a escola de Perreux.

Como o novo pároco não estivesse bem familiarizado com nossos usos e costumes, o Padre Champagnat bondosamente se detém a dar explicações.

Senhor Pároco,

Para que o pedido que o senhor me mandou, em 18 de setembro, se coadume com nossos regulamentos e costumes, mando-lhe mais um Irmão, será o quarto Irmão da comunidade, para a turma de adultos.

Não creio que um Irmão que tenha passado o dia inteiro a dar as aulas de costume possa recomeçar a dar outras, à noite. O interesse que tenho pela saúde de todos, a proibição que já em outras circunstâncias me veio por parte do senhor Administrador da Diocese, a respeito desse tipo de sobrecarga, não me permitem impor este fardo a um Irmão.

Espero que o município entre em acordo com os jovens que vão freqüentar as aulas da noite e que eles usem de generosidade suficiente para que este quarto Irmão não fique sendo pago às nossas custas.

No que diz respeito às reclamações de nossos Irmãos, devo ainda observar, senhor Pároco, que a modicidade do que estamos recebendo não nos permite receber alunos gratuitos vindos de municípios vizinhos. Em todas as nossas escolas, as contribuições mensais pagas por tais alunos entram como um reforço, suplementando os parcos recursos dos Irmãos.

Fiquei lisonjeado com os testemunhos que o senhor me deu dos Irmãos. Espero que continuem a dar-lhe plena satisfação, bem como a seus generosos paroquianos. De minha parte, desejo ardentemente a prosperidade de seu estabelecimento e nenhum esforço deixarei de envidar para garantir que continue progredindo.

288 – Ao Padre JEAN-ANTOINE GILLIBERT, Pároco de Saint-Genest-Malifaux, Loire.


31 de outubro de 1839.

O problema da escola de Saint-Genest-Malifaux é o seguinte: Se não houver nenhum Irmão com Diploma, a escola deixa de receber o pagamento dos professores por parte do prefeito.

Senhor Pároco,

Receio que o Irmão Pierre-Marie não lhe tenha suficientemente explicado os meios que julgamos adequados para tirar o senhor de apuros por causa da falta de Diploma (brevet). Por isso, vou de novo, colocá-lo a par de nossas idéias, por escrito.

Faz-se necessário sugerir ao senhor Prefeito e aos Conselheiros Municipais que dirijam uma petição ao senhor Prefeito do Departamento para expor-lhe os seguintes pontos:

1. a morte acaba de arrebatar ao município de Saint-Genest-Malifaux o professor que possuía o Diploma e a autorização legal;

2. o substituto primeiro do professor falecido mereceu sob todos os aspectos o beneplácito da autoridade, a confiança dos pais dos alunos e a afeição dos discípulos; por isso, seria de desejar com muito empenho que o senhor Prefeito se dignasse autorizá-lo a ensinar até o mês de março, época em que se apresentaria a exames. Tendo em conta sua reconhecida capacidade, pode-se esperar que consiga o Diploma.

Penso que o senhor Prefeito Departamental não se negará a atender o pedido, tanto mais que ele mesmo fala de tais autorizações em sua Circular. O Irmão Pierre-Marie ficando assim de posse da autorização para lecionar, o coletor não fará dificuldade para atender a ordem de pagamento.

Quanto ao mais, senhor pároco, estamos firmemente resolvidos a não deixar que seu estabelecimento desapareça. Se o Irmão Pierre-Marie não for aprovado nos exames, trataremos de encontrar um Irmão que tenha o Diploma. Enquanto isso, ponhamos em execução o expediente que lhe estou sugerindo.


289 – Ao Padre AUGUSTIN REVOL, Pároco de Bouge-Chambalud, Isère.


outubro de 1839.

A benfeitora Esther de Revol faleceu poucos dias após a assinatura do testamento que fizera em favor da escola. (cf. Carta no 269). Nenhum dispositivo tinha ela deixado para o pagamento de 800 francos à escola. O Padre Augustin foi pedir esta quantia à velha condessa, que se negou secamente. Mas, foi generosa assim mesmo, cumprindo um pedido da filha antes de morrer, a saber: Entrar com 1.000 francos para a mobília dos Irmãos. O Conselho Municipal também cooperou e votou "la prime", isto é: a garantia do cumprimento de suas disposições testamentárias, que seria justamente os 800 francos.

Senhor Pároco,

É pena que a benfeitora do seu estabelecimento não tenha tido a felicidade de ver realizado o piedoso projeto de uma escola religiosa na sua paróquia, mas Deus, que pediu a esta pessoa generosa o novo sacrifício, saberá recompensá-la.

Dentro de alguns dias, mandaremos um Irmão para visitar o seu estabelecimento. Ao mesmo tempo, ele comprará o que for mais necessário para a instalação dos Irmãos

Para falar com total sinceridade, desejaríamos fazer o abatimento que o senhor está solicitando, pois não nos movem especulações de interesse pecuniário. Mas, senhor Pároco, nossas atuais carências, a carestia dos víveres, a necessidade de manter um ritmo uniforme e constante na fundação de nossos estabelecimentos e muitas outras razões de ordem superior nos colocam na impossibilidade de conceder qualquer abatimento.

Queira, por favor, dar a entender a seus queridos e bons paroquianos esses nossos motivos; generosos como são, não deixarão de encontrar meios de obviar a esta pequena exigência.

Receba a homenagem de sincero...

290 – Ao Padre JEAN-BAPTISTE SALLANON, Pároco de Craponne, Haute-Loire.


outubro de 1839.

O Padre Champagnat teve a satisfação de anunciar a chegada dos Irmãos em Craponne. Vai na frente o Irmão Diretor para tratar com o pároco a respeito da mobília. Tudo deve estar em ordem para começar no dia primeiro de novembro, início do novo ano letivo 1839-1840.

O Conselho Municipal declarou a escola "communale", municipa; portanto, os Irmãos serão pagos pelo município. Serão domiciliados pelo pároco. Para terem melhores condições de vida, poderão receber meninos dos municípios vizinhos, os quais deverão pagar uma contribuição aos Irmãos.

Senhor Pároco,

O Irmão Diretor de seu estabelecimento parte hoje para Craponne, a fim de entender-se com o senhor a respeito da confecção do mobiliário. Vai mandar-nos a lista de todos os objetos que o senhor pretende mandar comprar em Saint-Etienne, sejam livros, sejam utensílios para a cozinha. Nós nos encarregamos de fazer a compra desse material e os Irmãos designados para essa escola levarão tudo.

Tenha a bondade de apresentar ao Conselho Municipal de sua cidade, o documento que lhe mandamos, a fim de que possamos ter por escrito a aprovação do mesmo. O Irmão Diretor lhe entregará também os documentos necessários para conseguir o reconhecimento por parte do Ministério.

Logo que tivermos em mãos a aprovação do seu Conselho Municipal, os demais Irmãos irão a Craponne para procederem à abertura das aulas. Se a reunião do Conselho Municipal não pudesse se realizar logo, e que, por causa disso fosse preciso atrasar o começo das aulas, deixamos a seu critério de se entender com esses senhores, a fim de que sua aprovação nos seja remetida por escrito em tempo hábil.

Receba...


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