Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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294 – Ao Padre ETIENNE COIGNET, Pároco de Sorbiers, Loire.


14 de novembro de 1839.

Os Irmãos foram retirados de Sorbiers por falta de condições de se manterem, como foi noticiado na Carta de no 76. Deixaram a escola nas férias de 1837.

Agora, como o município não tem professor, o Conselho Municipal decidiu chamar de volta os Irmãos. Foi o pároco que comunicou a decisão ao Padre Champagnat. Este logo responde, mas os Irmãos não voltaram logo; só em 1844.

Senhor Pároco,

Apresso-me em responder ao pedido que o senhor me fez para a paróquia de Sorbiers. Como tenho muito interesse em mostrar-me serviçal para com o senhor, mesmo que tenha feito já todas as colocações, tratarei de encontrar dois Irmãos para satisfazer seu pedido. As condições de manutenção dos Irmãos não serão diferentes para o município de Sorbiers. O senhor pode confrontá-las através do prospecto que anexo à presente. Só exigimos o que nos deve ser dado em qualquer outro lugar, a saber:

1o) um mobiliário de 500 francos para cada Irmão, 1.000 francos para dois;

2o) um pagamento anual de 1.000 francos, aprovado e garantido pelo Conselho Municipal;

3o) o município deverá encarregar-se de cobrar as mensalidades.

Senhor Pároco, tenha a bondade de dar a conhecer estas disposições a estes senhores e nos comunicar o resultado das deliberações que tomarem. Assim que tivermos tomado as medidas suficientes para garantir a continuação do estabelecimento, que vemos com muito bons olhos, trataremos de apressar a ida dos Irmãos.

O senhor percebe que não podemos recomeçar em Sorbiers senão munidos das plenas garantias sólidas, que nos ponham a salvo de uma nova interrupção da obra, acontecimento sempre muito desagradável, tanto para o município como para nossa casa.A pedido dos bons Irmãos Cassien e Arsène, não exigiremos nem os encargos da fundação nem os atrasados dos anos passados. Será grande prazer para nós fazer esta concessão ao município de Sorbiers, em consideração a estes bons educadores, benefício este que em parte alguma outorgamos.

Queira aceitar...

295 – Ao Padre CLAUDE-MARIE THORIN, antigo Pároco de Lancié, Rhône.


19 de novembro de 1839.

A Carta no 265 nos informou que o Padre Thorin queria Irmãos para Lancié. O Padre Champagnat lhe respondeu dando as condições exigidas pelo prospecto. O Pároco volta no ano seguinte, insistindo, mas a resposta o faz desanimar de conseguir a escola, o prazo de três anos lhe parece muito dilatado. Não sabemos se foi bater em outras portas. Os Irmãos Maristas não irão mais para Lancié.

Senhor Pároco,

Vemo-nos obrigados a manter inalterados os termos da nossa primeira carta, datada de 16 de agosto de 1839:

1o) não é possível lhe darmos Irmãos, antes do prazo de três anos;

2o) nossos Irmãos não se apresentam no estabelecimento antes que tudo esteja pronto;

3o) se o senhor persistir no propósito de conseguir Irmãos apesar do prazo que nos vemos obrigados a lhe marcar, quando tiver disposto tudo o que for necessário, consideraremos dever nosso enviar um Irmão para visitar o estabelecimento.

Lastimamos deveras não poder contar com o número de candidatos em proporção com nossas necessidades; seria realmente um prazer para nós poder acudir de imediato a seus piedosos desígnios.

Sou ...

296 – Ao Padre PAULIN LOISSON DE GUINAUMONT, Vigário Geral do Bispado de Châlons-sur-Marne.


19 de novembro 1839.

O bispo de Châlons-sur-Marne queria um noviciado de Irmãos Maristas na diocese. É o que vimos na carta no 274. Nesta segunda resposta ao mesmo Vigário Geral, o Padre Champagnat dá as condições para implantar um noviciado, lá no norte da França.

Exmo. Vigário Geral,

Tomamos em especial consideração o pedido que V. Revma. tem a gentileza de nos fazer em favor de uma paróquia da diocese de Châlons. Estamos inteiramente dispostos a cooperar com o zelo de V. Revma. para a tão importante obra da instrução religiosa de seus caros meninos. Antes, porém, de iniciarmos o estabelecimento que está solicitando, cumpre entrarmos em entendimento sobre tudo o que puder garantir a estabilidade da obra.

1o) A situação da paróquia para a qual o senhor está solicitando Irmãos: quais os seus recursos? Poderá cumprir as exigências do nosso estatuto que segue em anexo?

2o) O noviciado que o senhor pede poderá estar sob a orientação de um Padre da nossa Sociedade? É uma das primeiras condições.

3o) Poderá ficar inteiramente dependente da casa mãe da Sociedade? É um requisito essencial, apesar de nos impormos como obrigação mandar para a diocese que nos oferece tais estabelecimentos um número de Irmãos proporcional ao de candidatos provenientes da dita diocese.

4o) Conforma-se com esperar por dois anos? Prevemos que não será possível mandar-lhe Irmãos antes de 1841.

Queira examinar, Revmo. Senhor Vigário Geral, estas diversas questões e nos dar a conhecer o seu parecer a respeito.

Sou ...

Champagnat


297 – Ao Padre ANDRÉ BERTHIER, Vigário Geral de Grenoble, Isère.


19 de novembro de 1839.

As divergências com o Padre Douillet pareciam estar sendo contornadas. Agora, surge novo impasse. O Superior do Seminário Menor queria que os Irmãos pagassem 50 francos por ano pelos lugares que os alunos de La Côte ocupavam na Capela do Seminário, no Ofício de Vésperas e em outros Ofícios solenes. (Cf. Abrégé des Annales, do Imão Avit, p. 295).

Ora, uma das condições exaradas nos prospectos dos Irmãos é que os alunos ocupem gratuitamente lugares na igreja. Isto estava estipulado desde o começo da escola, porque em muitas igrejas e nas catedrais da França, terminada a cerimônia, avança pelo corredor central um funcionário vestido pomposamente a caráter, brandindo golpes de cajado no soalho, sentenciando com toda seriedade: "Payez vos chaises", paguem os assentos.

Na carta, o Padre Champagnat se dirige ao Vigário Geral, para que este com sua autoridade faça com que seja retirada a exigência do superior do seminário.

Senhor Vigário Geral,

Desde que o senhor Bispo teve a bondade de aceitar nossos Irmãos para ministrarem o ensino aos meninos de La Côte-Saint-André, tiveram eles a liberdade de assistir gratuitamente junto com seus alunos internos, na Capela do Seminário Menor, às Vésperas e aos demais Ofícios solenes.

Estão completamente isolados dos seminaristas por um tabique bem alto e só ocupam a parte superior do espaço reservado aos fiéis da cidade.

O Superior do Seminário está agora pensando em pedir uma quantia anual de 50 francos pela ocupação destes lugares. Ora, como uma das condições estipuladas em nosso prospecto é que os Irmãos e seus alunos tenham lugares gratuitos na igreja, ousamos suplicar a V. Revma. o favor de nos conseguir do senhor Bispo, para La Côte-Saint-André, a mesma coisa que temos em todas as localidades onde nossos Irmãos são chamados a trabalhar.

O pagamento deles é incompleto para escolas gratuitas e a pensão dos alunos internos é mais do que módica, por isso temos a esperança de que, para os interesses da obra e o bem da diocese, o senhor Bispo fará a gentileza de nos manter esse benefício.

Com a permissão do senhor Bispo, talvez seja possível com o correr do tempo, e para obviar a todos os inconvenientes, tentar achar na casa dos Irmãos um lugar adequado para celebrar os Ofícios solenes e cantar as Vésperas. O senhor sabe, Revmo. Vigário Geral, que a distância até a igreja matriz, a exiguidade de espaço que lhes é reservado impossibilitam aos internos dos Irmãos irem lá assistir aos Ofícios. Outro inconveniente: a disciplina estaria muito comprometida. Quanto ao seminário, parece que não existe outro problema senão o pagamento dos 50 francos anuais, pois que o superior não apresenta outra dificuldade.

Senhor Vigário Geral, espero, da benevolência paternal que V. Revma. sempre manifestou aos Irmãos de Maria, o favor de conversar com o senhor Bispo, para depois dizer-nos quais são as intenções dele.

Queira ...

Champagnat


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