Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



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298 – Ao Padre JEAN-FRANÇOIS MADINIER, Pároco de Saint-Didier-sur-Chalaronne, Ain.


20 de novembro de 1839.

É pena que não possamos consultar a carta do Padre Madinier e os Anais de Saint-Didier nada digam. Temos que nos contentar em deduzir, pelos dizeres desta carta, toda a complexidade para a qual o Padre Champagnat traça umas diretivas. Temos que admitir que muitos alunos faltam às aulas ou para ajudar os pais nos trabalhos do campo ou sem motivo. Importante é controlar essas faltas. (O penúltimo parágrafo está riscado no texto).

Senhor Pároco,

Sua carta nos causou muita surpresa. Estamos de acordo com o senhor: se os alunos seguissem assiduamente as aulas dos Irmãos, seus progressos seriam mais visíveis, a disciplina das aulas muito mais estável. Mas, nós também pensamos que, falando de maneira geral, esta assiduidade perfeita e seguida não pode ser conseguida nas escolas rurais. Portanto, compartilhamos perfeitamente a maneira de ver que o senhor nos manifesta em sua carta, relativamente aos alunos que são obrigados a se ausentar em certos dias ou a faltarem a algumas aulas. Só recomendamos aos nossos Irmãos de estarem bem de acordo quanto às ausências, de combinarem bem direito a respeito dos dias em que os meninos são obrigados a se ausentar, ou da aula a que deverão faltar. Que os Irmãos estejam, na medida do possível, avisados com antecedência, quando razões extraordinárias exigirem ausências acidentais.

O senhor compreende que sem essas precauções, os meninos poderiam abusar da confiança dos pais e dos Irmãos e ficar andando pelas ruas. Aí poderia acontecer que os pais pensassem estar eles na escola, e os Irmãos, estarem os meninos na casa dos pais.

(Sinto muito que as suas observações tenham sido mal compreendidas pelos Irmãos e as tenham levado além da medida. Rogo-lhe comunicar-lhes meus desejos, que julgo conformes aos seus. Estou certo que eles os acatarão fielmente.)

Quanto ao mais, senhor Pároco, deixo a seu critério e à sua prudência. Aconselho aos Irmãos que se entendam com o senhor em tudo o que diz respeito ao interesse e ao bom andamento de nosso estabelecimento.

Queira ...

Champagnat


299 – Ao senhor BLAISE AURRAN, em Cuers, Var.


30 de novembro de 1839.

Vimos na carta de n.º 293, que o senhor Blaise persiste em conseguir Irmãos para Lorgues. O Padre Champagnat promete para 1840; mas houve empecilhos a vencer e que fizeram recuar a data da fundação para 1846 ou pouco mais tarde. Dizemos "um pouco mais tarde", porque uma carta do Irmão François em 1846 ao Pároco de Beausset não faz nenhuma referência a Lorgues. Aurran também, segundo diz o Irmão Avit (cf. Abrégé des Annales, p. 295) deixou de se manifestar. (Cf. Carta no 293) Passou a entender-se com os Irmãos de São Gabriel (Cf. Circ. II, p. 481-482).

Prezado Senhor,

Bendizemos a Providência pela perseverança que dá ao senhor nos seus piedosos intentos. Já que persiste em entregar sua obra aos Irmãos de Maria, será um prazer para nós colaborarmos com o senhor na instrução religiosa dos seus caros provençais. Apesar do grande número de pedidos que temos de atender, não desistiremos da promessa que lhe foi feita. Teremos em mente preparar-lhe Irmãos para 1840, quer para as aulas, quer para o noviciado.

Esperamos que o senhor continuará a preparar as condições necessárias; que, por seus esforços com o apoio da proteção de nossa boa e terna Mãe, seu piedoso empreendimento dará certo para a glória de Deus e a salvação das almas.

Eu sou ...

Champagnat

P.S. Tenho certeza que a cidade de Lorgues satisfará a todas as condições de nosso prospecto no referente a custos de fundação, de viagem etc.

300 – Ao Padre JOSEPH BENJAMIN CHABERT, Coadjutor de Les Vans, Ardèche.


20 de novembro de 1839.

O modo de se expressar mostra que esta carta não é da autoria do Padre Champagnat, embora tenha sido ele o inspirador.

O prazo de espera é bastante longo, mas as autoridades da paróquia não desanimaram. Voltarão a pedir. Em 1845, o pároco Saléon Terras foi até la Bégude e conseguiu do Irmão Jean-Baptiste três Irmãos para a metade do ano letivo. Abriram a escola no dia 15 de junho.

Senhor Padre,

É com prazer que tomamos nota do seu pedido, para a cidade de Les Vans, de acordo com os seus anseios, mas não é possível atendê-lo no ano que vem. Se o senhor puder fazer aprovar seu projeto pela autoridade superior, tanto a eclesiástica como a civil e conseguir a subvenção da municipalidade da cidade; se, de acordo com este ajuste, a remuneração para três Irmãos estiver assegurada, podendo também ser cumpridas as exigências de nosso prospecto, do nosso lado providenciaremos para fornecer-lhe Irmãos dentro de dois ou três anos.

O avultado número de pedidos a atender não nos permite determinar com precisão um prazo mais curto.

Tenho a honra...

Champagnat


301 – Ao Padre JOSEPH MARTIN, Pároco de Albigny, Rhône.


21 de novembro de 1839.

Talvez tenha chegado a hora de concretizar o que já em 1836 o Padre Champagnat havia anotado para ser um artigo da futura Regra: “Embora os Irmãos não trabalhem menos de dois, pode-se estabelecer uma casa central de onde os Irmãos sairão um a um para os municípios vizinhos. Voltarão todos os dias, se possível, ou pelo menos cada oito dias. O Irmão Diretor do estabelecimento os visitará todos os meses ou mais frequentemente se puder”. (AFM 132.4, p.29).

Senhor Pároco,

De volta de Neuville, passei por Lião, onde tive a oportunidade de falar com o Padre Cattet, Vigário Geral, a respeito de seu estabelecimento de Albigny. Ele está de acordo com meu parecer, a saber: que a melhor situação para a escola é colocá-la em Villevert, ao alcance dos dois municípios, o de Albigny e o de Curis.

Seguindo o conselho do Padre Cattet, eu o convido a procurar unir os recursos dos dois municípios para que a escola possa ter dois Irmãos que, residindo em Neuville, irão cada dia, de manhã e de tarde, dar aula em Villevert. Desta maneira, haverá um número suficiente de alunos para ocupar os dois Irmãos e o estabelecimento poderá sustentar-se e progredir. Vou escrever duas palavrinhas ao pároco de Curis, a conselho do senhor Vigário Geral, que deseja muito, desse modo, conseguir para as duas paróquias o benefício da instrução cristã e religiosa.

Queira aceitar...

Champagnat


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