Lettres de Marcellin J. B. Champagnat (1789-1840) Fondateur de l’Institut des Frères Maristes



Baixar 1.34 Mb.
Página98/108
Encontro18.07.2016
Tamanho1.34 Mb.
1   ...   94   95   96   97   98   99   100   101   ...   108

302 – Ao Padre PIERRE LOIRE, Pároco de Curis, Rhône.


21 de novembro de 1839.

É a carta anunciada na precedente.

Senhor Pároco,

Na minha última viagem a Lião, tive ocasião de entrevistar-me com o Padre Cattet, Vigário Geral. Falei com ele a respeito do estabelecimento que o município de Albigny nos pede desde há muito tempo.

Sugeriu-me de lhe escrever para convidá-lo a juntar seus recursos aos de Albigny, a fim de poder pagar os honorários de dois Irmãos, que, residindo em Neuville, iriam cada dia a Villevert para dar as aulas aos alunos dos dois municípios.

O Padre Cattet acha que esta colocação convém perfeitamente às duas cidades; a mim também me parece que nada há de melhor para garantir o bom andamento deste estabelecimento.

Veja lá o senhor se acha isto viável, e como entrará em entendimento com o Pároco de Albigny. Quanto a mim, é com prazer que verei as suas duas paróquias usufruírem do benefício de uma escola religiosa e cristã.

Eu sou ...

Champagnat


303 – Ao senhor JOSEPH-ANTOINE BETHENOD, prefeito de Saint-Martin-la-Plaine, Loire.


28 de novembro de 1839.

A palavra “continuação”, no início da carta, a vincula à de no 291, escrita algumas semanas antes. Neste ínterim os Irmãos devem ter sido aprovados como “professores municipais” e, nesse caso, a Lei de 1833 facultava que o Conselho Geral do Departamento pudesse dispor de verbas para pagar dívidas do município relativas à educação e suplementar o salário dos professores. Champagnat não deixa de lembrar isso.

Senhor Prefeito,

(Continuação)

Espero que a autorização dos Irmãos em Saint-Martin lhe facultará pagar-nos os atrasados dos anos precedentes. Ficar-lhe-ei imensamente grato por tudo quanto sua bondade puder fazer com relação a isto, tanto mais que a casa mãe foi obrigada a fazer, a favor deles, adiantamentos que a sobrecarregaram muito.

Todos os nossos recursos estão nas pequenas economias que nossos Irmãos conseguem amealhar sobre o módico pagamento que recebem e nos auxílios que nos são oferecidos por pessoas generosas.

Estribado nesta dupla contingência, ouso pedir-lhe, senhor Prefeito, o favor de nos fazer chegar estas quantias, de que tanto necessitamos e que nos são devidas até pela lei. Use, senhor Prefeito, seu crédito poderoso.

Se a ocasião me for propícia, terei o prazer de lhe falar a respeito em Montbrison e também apresentar-lhe pessoalmente a homenagem do profundo respeito e da mais perfeita gratidão com que ...

Champagnat


304 – Ao Padre MARCELLIN RIOCREUX, Pároco de Saint-Ferréol D'Auroure, Haute-Loire.


2 de dezembro de 1839.

Um exemplo de como o Padre Champagnat passava ao secretário as idéias que este devia formalizar na carta.

Responder ao senhor Pároco de Saint-Ferréol (Haute-Loire): Impossível dar-lhe Irmãos, aliás não faz menção alguma dos recursos. Mandamos nosso prospecto para que conheçam as nossas exigências...

Champagnat

305 - A Dom ALEXANDRE RAYMOND DEVIE, bispo de Belley, Ain.


3 de dezembro de 1839.

Dom Devie pediu ao Padre Champagnat (cf. Carta no 143) que instalasse um noviciado em Saint-Didier.

O Padre Champagnat expõe, nesta carta, as dificuldades em manter juntos, na mesma instituição, alunos internos e noviços. Argumenta inclusive com exemplos.

O bispo não ficou muito convencido e se dirigiu aos Irmãos de Santa Cruz e aos da Sagrada Família que começavam a se constituir na diocese.

Excia. Revma.,

Lamentei sinceramente não ter podido, na época do retiro, gozar da sorte de ir apresentar a V. Excia. minha respeitosa homenagem e comunicar-lhe de viva voz minhas observações sobre o noviciado de Saint-Didier.

De acordo com o desejo que V. Excia. me havia manifestado, quer pelo Padre Superior, (Jean-Claude Colin), quer através das diferentes entrevistas que tive com o senhor, aumentei o pessoal de Saint-Didier, a fim de que o Irmão Diretor pudesse dedicar-se especialmente ao cuidado dos noviços. Ele acaba de me escrever, anunciando que tem aceito alguns e foi com prazer que recebi a notícia, mas temo deveras que o andamento do noviciado seja prejudicado pelo funcionamento das aulas e do internato.

Por experiências várias, descobrimos que não podem funcionar bem, na mesma casa, essas obras diferentes.

A princípio também nós tínhamos resolvido receber em l'Hermitage alunos externos e alguns internos. Fomos obrigados a abandonar a idéia, porque uma tal situação acarretava a perda de um número significativo de noviços. Ficou evidente que o prejuízo era de todos. Chegamos ao ponto de nos ver obrigados a separar os postulantes dos Irmãos. Só desta maneira é que pudemos colocar ordem em nossa casa e conservar nossos candidatos.

Um excelente eclesiástico da diocese de Grenoble (Douillet), tendo começado em La Côte-Saint-André um estabelecimento exatamente nas mesmas condições que o de Saint Didier, quis também colocar lá um noviciado. Tivemos que ceder às suas instâncias, mas foi ele o primeiro a reconhecer que aquele estado de coisas não podia continuar. Escreveu-me então dizendo que se limitaria ao preparo de candidatos para a Sociedade, com a condição que nós mandássemos para a diocese um certo número de Irmãos em proporção ao número de candidatos que nos mandaria.

Senhor Bispo, a questão não está na recusa de começarmos o noviciado que V. Excia. deseja, mas no fato de que depois de termos refletido e maduramente examinado, chegamos à conclusão que não dará certo nas condições em que se acha o estabelecimento. Contudo, se V. Excia. persistir nas mesmas disposições, vamos experimentar, mas seria depois lamentável ver a obra esboroar-se ou, pelo menos, esmorecer.

Não seria preferível colocar provisoriamente o estabelecimento de Saint-Didier nas mesmas condições de funcionamento que o de La Côte, até que nos seja possível encontrar um local adequado, destinado unicamente ao noviciado? Seria uma situação mais ou menos igual à que nos está sendo oferecida em Vauban, pelo senhor bispo de Autun. Eu recearia expor demais a vocação de nossos postulantes, tirando-os de l'Hermitage para mandá-los a Saint- Didier. Aliás, para isso, seríamos obrigados a comprar o mobiliário ou transportar o de l'Hermitage para lá. Isto custaria muito, e nossos recursos não suportariam esse gasto atualmente, visto que as despesas quase duplicaram neste ano.

Peço, por favor, senhor Bispo, examine bem minhas ponderações. Submeto-as totalmente à discrição de V. Excia. A Sociedade de Maria lhe deve demais, tanto que estamos dispostos a tudo fazer, a tudo arriscar para provar a V. Excia. com que respeito, com que gratidão e atenção tenho a honra de ser, etc.

Champagnat

1   ...   94   95   96   97   98   99   100   101   ...   108


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal