Lev vygotski e nobert elias: notas sobre suas proposiçÕes a respeito de linguagem e conhecimento



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LEV VYGOTSKI E NOBERT ELIAS: NOTAS SOBRE SUAS PROPOSIÇÕES A RESPEITO DE LINGUAGEM E CONHECIMENTO

Maria Cecília Rafael de Góes

UNIMEP – mcrgoes@unimep.br


Resumo

Neste trabalho procuro focalizar discussões de Lev Vygotski e Norbert Elias sobre a relação entre linguagem e conhecimento. Quanto a Elias, os comentários são baseados principalmente em seu trabalho A Teoria Simbólica. A intenção é salientar as contribuições dos autores para essa complexa questão e apontar algumas similaridades e divergências em suas interpretações. Dirijo a atenção a aspectos de suas proposições sobre as funções da linguagem na formação humana e o papel da linguagem nos processos de conhecimento. De suas asserções, pode-se depreender que ambos criticam a noção de um sujeito solitário que enfrenta um objeto de conhecimento e insistem na consideração do sujeito imerso nas interações sociais e nas experiências de linguagem. Também aparecem similaridades quanto ao papel crucial da comunicação – na história da espécie, dos grupos sociais e dos indivíduos -, assim como nos argumentos sobre a interdependência de linguagem e pensamento. No entanto, devido ao fato de assumirem paradigmas diferentes, diferenças importantes são constatadas nos modos de abordar a participação da linguagem na conceitualização da realidade.

Palavras-chave: linguagem, conhecimento, relações sociais.



Introdução

Vigotski e Elias apresentam discussões que se assemelham, tais como as considerações sobre a estreita interdependência das instâncias de formação social e individual, e a necessidade de abordar os processos humanos na história da espécie, dos grupos sociais e dos indivíduos. Contudo, eles assumem matrizes teóricas diferentes, produzem seus trabalhos sob perspectivas diferentes, em campos diferentes - um mais vinculado à Psicologia e outro à Sociologia -, ainda que transitem por esferas interdisciplinares. Por isso penso que não cabe procurar equivalências entre os dois autores. Por outro lado, me parece interessante e proveitoso, do ponto de vista conceitual-metodológico, discutir temas comuns que neles encontramos, buscando indicadores de convergência e divergência, sem querer encontrar uma sintonia que implique identificação das posturas teóricas em questão.

Proponho-me a comentar algumas das idéias de Elias sobre a linguagem e reporto-me à relação entre linguagem e conhecimento. Não falo da linguagem como pesquisadora da Lingüística, que não sou; nem leio Elias como pesquisadora da Sociologia, que não sou. Atuo na área da Educação, a partir de uma formação em Psicologia e, para meus trabalhos de investigação e docência, tenho me inspirado na abordagem histórico-cultural formulada por Vigotski, na qual é atribuído um lugar de centralidade à linguagem. Tudo isso circunscreve minhas possibilidades de explorar as proposições de Elias, além de uma familiarização recente com sua obra.

Dado o interesse sobre questões da linguagem na formação cultural do homem, chamou-me a atenção o livro de Elias, Teoria simbólica (1987 - último trabalho extenso que o autor redigiu para publicação, conforme é indicado na apresentação do organizador). Para a presente exposição, apoiei-me nesse texto e, complementarmente, em A sociedade dos indivíduos (1994). Portanto, não há de minha parte qualquer presunção de cobrir o que o teórico tenha eventualmente discutido a respeito da linguagem ao longo de suas demais produções. Quanto a Vygotski, baseio-me em diversos trabalhos, particularmente em Pensamento e Linguagem (VYGOTSKI, 1993) e História do Desenvolvimento das Funções Psíquicas superiores (VYGOTSKI,1995).

Em relação aos dois autores, pretendo colocar textos em proximidade o que não significa estabelecer aproximações afirmativas. Por essa razão usarei o recurso de trazer várias citações literais. Focalizo duas questões: as funções da linguagem na formação humana e a relação entre linguagem e conhecimento. Começo por uma exposição das proposições de Elias a esse respeito e em seguida passo a relacionar suas idéias com as de Vygotski. Tendo em conta que este evento centra-se no Processo Civilizador, reporto-me mais a Elias.

Elias

Ao discutir a linguagem, em Teoria simbólica, Elias utiliza com freqüência os termos língua, símbolo lingüístico, palavra e fala. Afirma que a linguagem verbal é marca específica do humano e a privilegia entre as diversas formas de atividade simbólica. Atribui a ela várias funções, dando ênfase às de representação, comunicação e regulação.

Seus argumentos sobre a função representacional indicam que a palavra permite ao homem designar ou nomear o mundo, simbolizar as experiências, desprender-se da situação imediata e remeter ao ausente. Através dela, o homem “evoca imagens da memória sobre objetos ou fatos que podem não estar presentes” (ELIAS, 1987, p. 63).

Ressalta, ao mesmo tempo, a função de comunicação, que funda os processos interpessoais e propicia a transmissão de conhecimento em processos intergeracionais. Os encontros de pessoas face a face e os encontros de pessoas com seu mundo social se fundam na linguagem. Ao apontar distinções entre a comunicação animal e a humana, lembra que somente os símbolos lingüísticos têm caráter representacional e que as formas de comunicação dos animais são específicas da espécie, enquanto no humano são específicas do grupo, pois constituem-se em línguas.

Ele traz também uma função diretamente ligada à comunicativa, que é a de regulação. Elias enfatiza que os seres humanos, devido ao uso da língua, regulam os comportamentos uns dos outros e regulam seus próprios comportamentos. A língua é vista, ademais, como meio de orientação, já que ela possibilita ao indivíduo orientar-se no mundo.

Em suas várias argumentações, nota-se que Elias menciona de modo recorrente a função comunicativa (de intercâmbio social e transmissão), alicerçada na representacional (de presentificação ou evocação do ausente), mas procura ampliar o papel dos símbolos lingüísticos. Segundo ele, “embora a função primária da língua seja a comunicação, a comunicação lingüística impregna toda a experiência dos seres humanos” (ELIAS, 1987, p. 63, grifo meu). Sinaliza, desse modo, uma função abrangente, formativa, para a língua ou a linguagem.

Sobre o conhecimento, a posição do autor é especialmente crítica do sujeito epistêmico solitário, como se fosse “um eu desprovido de um nós” (Elias, 1994, p. 171). Diz que, apesar de divergências, os pensadores geralmente colocam-se numa mesma posição equivocada. Consideram um sujeito do conhecimento fora da coexistência social e geralmente negligenciam o fato de que ele faz uso de uma língua. A esse respeito, Elias apresenta réplicas alegando que a linguagem é imprescindível para a aquisição de conhecimentos e sugerindo, por vezes, que não há conhecimento que se constitua fora da linguagem.

Ao interpretar a formação de conceitos, o autor entende que esse processo tem caráter social e está vinculado aos símbolos lingüísticos. Conceitualizamos um mundo que existe independente de nós, mas nossa experiência conceitual está enredada numa uma teia simbólica. Aponta a interdependência entre conceito e palavra, ressaltando que as línguas carregam a sedimentação de experiências de gerações e são como um depósito dessas experiências sob a forma simbólica. Daí, a comunicação ser uma fonte poderosa de conhecimento, pois um conceito “só pode atingir seu estatuto depois de ter sido trabalhado pelo moinho dos diálogos que envolvem e interrelacionam as actividades mentais de muitas pessoas” (Elias, 1987, p. 58, grifo meu). Valoriza também a comunicação que se dá no plano de funcionamento interior e transforma o conhecimento: “as idéias de um interlocutor penetram no diálogo interno do outro como um adversário, assim impulsionando seus pensamentos” (ELIAS, 1994, p. 29).

Portanto, ele salienta que o conhecimento é um processo que emerge e se transforma com base nos símbolos lingüísticos ou nas línguas. De um lado, porque adquirir e transmitir conhecimentos depende da comunicação entre os homens. De outro, porque o conhecer requer um distanciamento e um auto-distanciamento que são propiciados pelo uso da língua. Podemos ter experiências de conhecimento direto (por meio das modalidades sensoriais nas relações individuais com o campo imediato de atividade), porém formas elevadas de conhecimento se caracterizam por um deslocamento do sujeito - por um desprendimento das situações e de si próprio, que é tornado possível pela linguagem.

A força da linguagem é apontada também de uma outra perspectiva, quando o autor indica que as línguas podem favorecer ou impedir conhecimentos.

Ao aprenderem uma primeira língua, uma língua materna, as crianças têm acesso ao mundo simbólico. Elas abrem para si próprias a possibilidade de adquirir mais conhecimento, mais experiências simbolizadas. Mas a língua que aprendemos quando crianças limita também – pode mesmo bloquear – as oportunidades de realizar experiências e adquirir conhecimento. (...) A língua abre a porta para o mundo simbólico de um modo fortemente seletivo e, assim, de um modo limitador. (ELIAS, 1987, p. 129)
Assume, então, uma posição categórica, de que o conhecimento implica um sujeito que enfrenta o objeto através da rede de símbolos lingüísticos. Ao mesmo tempo, porém, ele reduz a força da linguagem, ao colocar-se um problema: o conhecer é uma busca de congruência com a realidade, mas, segundo ele, as línguas podem ter um nível maior ou menor de congruência. Frente a isso, considera que é possível conhecer apesar dos símbolos lingüísticos, como é ilustrado nesta afirmação: “Não se sugere aqui, porém, que a língua se interpõe como um véu irremovível, entre os sujeitos e os objetos” (ELIAS, 1987, p. 63). Ou seja, é possível remover, pelo menos em parte, o interposto - a linguagem. Isso se daria pelo distanciamento do sujeito, através de algum outro processo de busca de congruência do pensamento com a realidade.

Com essa formulação, penso que o autor procura recusar uma total sujeição do indivíduo aos discursos circulantes que fazem parte do habitus do grupo em que se insere. De fato, a linguagem pode impor certos conhecimentos e limitar outros. Não obstante, no conjunto de suas interpretações, fica indefinido se o conhecimento depende inescapavelmente da linguagem - isto é, se é também nela que mudamos nosso pensamento e nosso conhecimento -, ou se ela pode ser apartada para estabelecermos uma relação mais congruente com o mundo por um caminho diverso.




Vygotsky e Elias


Para configurar aproximações e afastamentos entre Elias e Vygotski, aponto sucintamente algumas idéias de cada um sobre as funções da linguagem e a questão do conhecimento.

Vygotski tem como pressuposto a formação do homem nas condições concretas de vida, sobretudo a partir de teses marxistas, e põe-se a investigar essa formação enquanto processo cultural, com uma concepção ampla de cultura como produto da vida social e processo de atividade entre os homens. No que concerne ao estatuto atribuído à linguagem, assim como Elias, ele a concebe como marca da especificidade humana e discute seu papel na filogênese, na história dos grupos sociais e na ontogênese.

Os dois autores reconhecem a importância da base biológica da espécie e pode-se depreender que enfatizam a ruptura e a descontinuidade entre processos da vida humana e da vida animal, uma ruptura estabelecida, entre outras condições, pela força da linguagem. Ou seja, o humano se distingue pela linguagem, ainda que não exclusivamente. Porém, no que respeita à história da espécie, diferentemente de Elias, Vygotski interpreta a emergência da linguagem em seu vínculo com necessidades criadas na atividade social de trabalho, numa visão marxista.

A comunicação baseada na compreensão racional e na transmissão intencional do pensamento e das sensações exige necessariamente um sistema de meios,cujo protótipo foi, é e será sempre a linguagem humana, que surgiu da necessidade de comunicação no processo de trabalho. (VYGOSTKI, 1993, p. 22).


Na ontogênese, a linguagem e o outro fundam a formação individual, sendo que as funções superiores, exclusivas seres humanos, são construídas a partir da vida no coletivo. Na infância, diz o autor, “o significado da palavra existe antes para outros e apenas depois passa a existir para a criança. Todas as formas fundamentais de comunicação verbal do adulto com a criança se transformam mais tarde em funções psíquicas” (VYGOTSKI, 1995, p. 150, grifo meu).

Elias reporta-se à língua como sistema de símbolos lingüísticos, que abrangem conceitos e padrões sonoros, ou seja, significado e significante. Suas proposições tendem a referir-se à língua constituída, embora admita que “enquanto processo, a linguagem está numa condição de fluxo” (Elias, 1987, p. 63). Para Vigotski a língua importa obviamente, mas ele se interessa mais e pelas categorias de significado e sentido da palavra e pela linguagem em acontecimento, em sua constante participação em toda atividade humana, nas múltiplas realizações de sentido nas interações verbais concretas.

Na verdade, Elias menciona freqüentemente a dinamicidade da língua em uso - no diálogo, no jogo de concordâncias e discordâncias entre locutores -, porém parece subordinar esse âmbito à função representacional dos símbolos lingüísticos e à relação mais ou menos adequada entre o símbolo e o real.

Vygotski fala dos processos de conhecimento alicerçado na tese da mediação social-semiótica, segundo a qual o ser humano se relaciona com o mundo e consigo mesmo através dos outros e dos signos1. A linguagem faz parte do processo de significar o mundo. O indivíduo compreende ou age sobre o mundo por meio dos signos. Igualmente, pode relacionar-se consigo próprio apenas por meio dos signos. A significação é, assim, uma função maior da linguagem, a que sustenta e constitui a formação do indivíduo e dos grupos humanos em geral.

No conhecimento do mundo, o conceito e a palavra estão entrelaçados. Esse entrelaçamento existe porque o significado da palavra é ao mesmo tempo um fenômeno verbal e intelectual. “O significado da palavra é um fenômeno do pensamento apenas na medida em que o pensamento está ligado à palavra e encarnado nela; e, vive versa, é um fenômeno da linguagem apenas na medida em que a linguagem está ligada ao pensamento e iluminada por ele” (VYGOTSKI, 1993, p. 289).

O sujeito não se relaciona diretamente com o objeto de conhecimento. Tanto os conteúdos quanto os modos de conhecer são constituídos na experiência cultural, dependem da mediação social-semiótica. A função da linguagem como significação implica sua indispensável participação no conhecimento do mundo. Toda palavra implica generalização, é um reflexo generalizado da realidade. O significado da palavra tem uma história, no âmbito tanto dos grupos sociais quanto da formação individual, e transforma-se em termos de níveis de generalidade.

Nota-se, então, que Vygotski e Elias exploram a relação estreita entre linguagem e formação de conceitos. Discutem várias funções da linguagem, destacando a função comunicativa e reguladora (enquanto inter-regulação e auto-regulação). Mas há proposições divergentes, particularmente por conta da importância que Elias atribui à representação. Por exemplo, Vygotski (1993, p. 290) rejeita a função evocativa do ausente, segunda a qual “a palavra recorda seu significado com a mesma exatidão com que o casaco de uma pessoa evoca essa pessoa ou o aspecto exterior de uma casa evoca as pessoas que a habitam”.

Essa divergência entre os autores desdobra-se na abordagem do processo de conhecimento. Vygotski vincula esse processo à mediação semiótica; as possibilidades de conhecer, de transformar o que se conhece e de duvidar de conhecimentos circulantes realizam-se também pela linguagem, em sua função significativa e das multiplicidades e indeterminações dos sentidos construídos.




Comentários Finais


Resumindo, apesar de divergências importantes, Vygotski e Elias contribuem muito para a discussão dos processos de conhecimento, por rejeitarem o sujeito abstrato do conhecimento e insistirem na necessidade de considerá-lo imerso na vida social e na linguagem.

Quero, finalmente, retomar aspectos relevantes do tratamento que Elias dá ao sujeito do conhecimento e ao papel da linguagem no conhecer.

Ele critica as ciências sociais e a epistemologia clássica, para as quais “o ponto de partida da reflexão é a idéia de que todo o nosso conhecimento é, primordialmente, um conhecimento de corpos isolados“ (ELIAS, 1994, p. 81). Esses campos tratam de “pessoas que podem dizer eu mas não nós ou tu, como seres humanos do tipo homo clausus” (ELIAS, 1987, p. 86).

Diz que a incerteza do período pós-cartesiano sobre a relação entre conhecimento e realidade constitui “uma dúvida persistente sobre a existência de qualquer coisa que seja independente do sujeito cognoscitivo” e acrescenta “este é o bicho na maça da modernidade” (ELIAS, 1987, p. 15). Ao recusar essa incerteza, arrisco dizer que ele oscila nas elaborações sobre conhecimento e linguagem, quanto a duas questões interligadas.

Aponta reiteradamente para o fato de que as possibilidades criadas pela atividade simbólico-lingüística do humano permitem o conhecer - processo que implica perguntar-se, distanciar-se do mundo e distanciar-se de si. Mas afirma uma noção de representação pela qual que é possível uma congruência com a realidade e, ao mesmo tempo, reconhece a impossibilidade de uma efetiva correspondência, pois, segundo ele, os símbolos não são espelhos do mundo.

Em decorrência desse problema, ele deixa ambíguo o papel da linguagem no conhecimento. Isso porque, como mencionado, atenua a força da linguagem ao invocar possibilidades outras de conhecer, de encontrar congruência com a realidade. Preocupado com a congruência entre o que conhecemos e o que é real, ele declara que os símbolos lingüísticos são indispensáveis para o conhecer, e admite, por outro lado, que o sujeito pode, por vias diferentes, compreender o mundo, independentemente desses símbolos e daquilo que as línguas induzem.

A despeito dessa ambigüidade (e qualquer teórico apresenta ambigüidades), o autor traz uma discussão muito rica, sublinhando que sua análise busca superar a separação de conhecimento, pensamento e linguagem, e que ainda falta investigação sobre a relação entre esses processos. Mas insiste: “Podemos afirmar, de modo inequívoco, que os seres humanos sem a linguagem seriam também seres humanos sem o conhecimento e a razão” (ELIAS, 1987, p. 71).

LEV VYGOTSKI AND NOBERT ELIAS: NOTES ON THEIR PROPOSITIONS ABOUT LANGUAGE AND KNOWLEDGE

Abstract

This paper is focused on discussions of Lev Vygotski and Norbert Elias about the relationship between language and knowledge. With respect to Elias, the comments are based mainly on his work The Symbol Theory. The intent is to highlight the contributions of the authors to this complex issue and point to some similarities and divergences in their interpretations. I address aspects of their propositions about the functions of language in human formation and the role of language in knowledge processes. Their assertions show that both authors criticize the notion of a solitary subject who faces an object of knowledge, and insist in the consideration of the subject immersed in social interactions and in language experiences. Similarities also appear in regard to the crucial role of human communication - in the history of the species, of the social groups and of the individuals -, as well as in the arguments about the interdependence of language and thought. However, due to the fact they assume different paradigms, important differences can be noted in the ways they approach the participation of language in the conceptualization of reality.

Key words: language, knowledge, social relationships

Referências Bibliográficas

ELIAS, N. A sociedade dos indivíduos. Trad. Vera Ribeiro. Rio de janeiro: Zahar, 1994 (coletânea de textos de 1939, 1940-50).

ELIAS, N. Teoria simbólica. Trad. Paulo Valverde. Oeiras: Celta, 1994 (original de1989).

PINO, A. - O social e o cultural na obra de Lev S. Vigotski. Educação e Sociedade, ano XXI, no. 71, 2000, p. 45-78.

MORATO, E. Vigotski e a perspectiva enunciativa da relação entre linguagem, cognição e mundo social. Educação e Sociedade, ano XXI, no. 71, 2000, p. 149-165.

SMOLKA, A.L.B. e NOGUEIRA, A.L.H. O desenvolvimento cultural da criança, mediação, dialogia e (inter)regulação. In: OLIVEIRA, M.K., SOUZA, D.T.R. e REGO, M.C. (Orgs.) Psicologia, Educação e as Temáticas da Vida Contemporânea. São Paulo: Moderna, 2002.

VYGOTSKI, L.S. Pensamiento y lenguaje. Obras Escogidas – vol. 2. Trad. Amelia Alvarez e Pablo Del Rio. Madri: Visor, 1993 (original de 1934).

VYGOTSKI, L.S. Historia del desarrollo de las funciones psíquicas superiores. Obras Escogidas – vol. 3. Trad. Amelia Alvarez e Pablo Del Rio. Madri: Visor, 1995 (original 1931).



WERTSCH, J.V. Vygotsky and the social formation of mind. Cambridge, Mass.: Harvard University Press, 1985.

1 Para uma discussão das funções da linguagem e da noção de mediação semiótica em Vygotski, ver Wertsch (1985); Pino (2000); Morato (2000); Smolka e Nogueira (2002).




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