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Licenciatura




Plano de Estudos




Ano lectivo




Regime




Créditos Nacionais







ARQUITECTURA




2012-2013




2005/2006




Semestral




5 ECTS

Disciplina










Ano Curricular

Semestre

ECTS





HPE




História Crítica do Património Edificado




2012-2013




2ª semestre




5




Carga horária







Professor Responsável







Docentes







3 horas semanais
















Paulo Pereira







Departamento/Secção

















































Objectivos




O presente programa visa conferir conhecimentos e capacidade crítica aos discentes no domínio do Património Arquitectónico. É objectivo das aulas dar a conhecer um conjunto de problemas e questões relacionadas, simultaneamente, com a teoria e estética na arquitectura enquanto parte integrante e indissociável de uma (outra) história da arquitectura, entendida como disciplina do âmbito da história da arte, em relação com modos de trabalhar no domínio do património construído. Apresenta-se-nos, assim, um binómio:

a) História / tradição

b) Actuação e crítica patrimonial
A metodologia assenta em aulas expositivas com discussão posterior com os discentes dos temas tratados.


Metodologia

Tendo em conta a especificidade do tema, procurar-se-ão identificar os períodos e os objectos arquitectónicos mais importantes, dando a conhecer de forma sintética e introdutória as séries e as tipologias da arquitectura em geral e da portuguesa em particular, centrando a análise em exemplos particularmente significativos, enquanto base para uma resenha de conhecimento. Do ponto de vista metodológico a abordagem será cronológica e sequencial de modo a assegurar a necessária clareza na captação dos diversos momentos em causa. O esquematismo desta abordagem é propositado e destina-se a uma recapitulação dos saberes.


Terminologia e nomenclatura: Idade Média (Pré-românico; Românico; Gótico; Gótico-Tardio); Renascimento; Maneirismo; Classicismo; Barroco; Rocaille / Rocócó; Neo-classicismo; Romantismo; Revivalismo; Ecletismo; Art Nouveau; Art Deco; Vanguardismo; Tradicionalismo; Modernismo; Racionalismo; Expressionismo; Surrealismo; Anti-urbanismo; Des-urbanismo; Moderno (movimento); Movimento Internacional; Estilo Internacional; Brutalismo; Pós-modernismo; Neo-moderno (estilo/caracter); Informalismo;

Um segundo volante, que passa transversalmente pelos que anteriormente mencionei, prende-se com a leitura e percepção do Tempo. As dinâmicas culturais envolvidas na percepção do Tempo e as escolhas que estas convocam, serão, igualmente, objecto de discussão.




Conteúdo programático

1.

Abordagem tão exaustiva quanto possível, das concepções do património edificado desde ca. 1700 até ao nosso tempo, numa perspectiva teórica. Por um lado, terá que se entender a concepção de Tempo, bem como palavras inventadas ou reinventadas durante os séculos XVIII-XIX –tais como “progresso” e “cultura”- e aquilo que produziram nos discursos patrimoniais. Trata-se de estudar, uma vez mais, as escolhas e as retóricas subjacentes a essas escolhas –que são escolhas de objectos- e das ideologias que vão espelhando. Estas ideologias reflectem-se, também, na história da arquitectura.


2.

Continuação da abordagem anterior, numa perspectiva teórica, aplicada a Portugal, mas também com exemplos à colação, de modo a informar os discentes das dinâmicas culturais portuguesas. Será dada atenção não apenas ao património edificado “monumental”, mas também ao património “urbano”:




  1. a conjuntura do século XIX;

  2. o romantismo e o idealismo enquanto formadores das disciplinas da conservação do património construído; o tardo-romantismo e os revivalismos tardios;

  3. restauros do século XIX até à década de 20 do século XX;

  4. a criação da DGEMN e a sua actuação entre 1929-1960;

  5. conjunturas portuguesas: da especificidade à identidade;

  6. “património urbano” e a noção da “cidade.monumento”;

  7. conjunturas pós-1974: o “centro histórico”

  8. património arquitectónico e património urbano

  9. a criação do IPPC (1980)

3.
Apresentação das linhas mestras da gestão do património edificado em Portugal na actualidade, com um enfoque especial sobre a legislação, sistemas protectivos do património, e questões correlacionadas, designadamente, a gestão e ordenamento do território e a gestão urbana (“das cidades”), em função das práticas sociais e impactes na arquitectura e urbanismo contemporâneos. Será dada especial atenção à área da salvaguarda:




  1. a história da organização recente das instâncias da gestão e intervenção no património construído em Portugal (do IPPC ao IPPAR; a DGEMN; IGESPAR; DGPC)

  2. organização actual da intervenção patrimonial no edificado (IPPAR, IPA IPCR; DGEMN; IGESPAR; DGPC autarquias)

  3. Leis de Bases do Património Cultural: Lei 107/2001

  4. A protecção administrativa do património edificado: gestaõ territorial e património construído (Classificação (critérios, níveis, categorias, nomenclaturas; Zonas Especiais de Protecção; Zonas Non aedificandi); Planos de Pormenor de Salvaguarda)

  5. Intervenções no património edificado: critérios contemporâneos



Modalidades e Número de Avaliações

Será realizado:

  1. um teste de frequência.

Será solicitado:

  1. trabalho de grupo (max. 3/4 alunos sobre tema a escolher mediante proposta e aprovação do docente, com exposição em aula (ca. 20m));



Critérios de Avaliação

Relação percentual para a avaliação: Trabalho de grupo e avaliação corrente (30%) + Dois testes (média=70%). Os alunos sem aproveitamento (abaixo dos 9,5 valores) serão admitidos a exame final.

Obtenção da frequência: nota superior ou igual a 9,5 valores tendo como alternativa em caso de média inferior a realização de um trabalho individual específico determinado pelo docente

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