Lição 5 3 de maio de 2008 Orgulho e Preconceito Texto Bíblico



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Lição 5
3 de maio de 2008
Orgulho e Preconceito
Texto Bíblico: Jonas

Comentário: Profetas e Reis, capítulo 22.
PREPARANDO-SE PARA ENSINAR
I. SINOPSE

A história de Jonas tem de tudo – terror em alto-mar, tentativa de suicídio, regaste sobrenatural, profecias de punição e destruição, uma demonstração inesperada de amor verdadeiro – tudo, menos um final convencional. Lá estava Jonas, mais longe de casa do que jamais poderia imaginar. Já tinha viajado de navio, de peixe e a pé, e agora estava sentado fora da cidade de Nínive sentindo pena de si mesmo e se lamentando da forma mais egoísta do mundo.

Como nenhum outro livro da Bíblia, talvez exceto o livro de Jó (uma outra história de alguém que aprendeu que se você discutir com Deus não espere ganhar), somos deixados com inúmeras perguntas não respondidas. Como que Jonas, pregando de forma tão indiferente que Deus destruiria aquele povo pelo fogo, conseguiu tocar o coração de tantas pessoas? O que será que aconteceu com aqueles ninivitas – especialmente ao considerarmos que algumas gerações mais tarde os babilônicos reduziram aquela cidade a nada? Por que Deus enviaria alguém tão preconceituoso para pregar a um povo que ele desprezava tanto? Quando e por quanto tempo os ninivitas mudaram os seus caminhos e o quanto passaram a compreender acerca de Deus? Será que Jonas voltou a comer peixe depois disso?

Somos deixados com uma resposta: Foi uma obra de Deus. Um Deus que Jonas conhecia muito bem: “Deus que tem compaixão e misericórdia... sempre paciente e bondoso... sempre pronto a mudar de idéia e não castigar”. Jonas 4:2. Deus salva quem Ele escolhe, e Ele escolheu a todos nós. Nenhum pecado é tão grande que não possa ser perdoado. Nenhum pecador foi tão longe que não possa ser salvo. Jonas teve que aprender a mesma lição que o profeta Samuel, Pedro e a maioria de nós: “[As pessoas] olham para a aparência, mas Eu vejo o coração.” 1 Samuel 16:7.

O livro de Jonas pode parecer um livro insignificante se comparado com outros livros da Bíblia, mas trata-se de um livro repleto de alguns temas importantíssimos. Ao explorar com seus alunos os temas abordados em Jonas, pense a respeitos de questões como as seguintes:

• Deus ama e Se importa com as pessoas mais pecadoras – e também as mais teimosas.

• Deus já fez tudo para nos salvar, basta aceitarmos.

• A importância de vermos os outros como Deus os vê.


II. OBJETIVOS

Os alunos deverão:

• Entender os elementos principais para confiar que Deus fará o impossível. (Saber)

• Sentir o desejo de Deus em salvar até mesmo os mais pecadores – e os mais ingratos.(Sentir)

• Escolher enxergar os momentos de fé como oportunidades de crescimento em vez de calamidades a serem evitadas. (Responder)
III. PARA EXPLORAR

• Preconceito

• Testemunho/Demonstração de Fé/Evangelismo

• Graça


• Propósito (reconhecer o seu)
ENSINANDO
I. INICIANDO
Atividade

Encaminhe os alunos à seção da lição intitulada O Que Você Acha? Depois que tiverem concluído a atividade, discuta suas respostas.

Os adventistas têm tradicionalmente alcançado muitas pessoas por meio da verdade – a verdade sobre o sábado, sobre o estado dos mortos, sobre a marca da besta. Embora todas essas verdades sejam encontradas e fundamentadas na Bíblia, Jonas contém uma das histórias bíblicas (assim como o ladrão na cruz ou anjos que resgataram Ló) que descreve Deus salvando pessoas que mal haviam ouvido sobre Ele ou a maioria de nossas doutrinas.

Ao refletir sobre isso com seus alunos, leia Mateus 24:4-13, a passagem em que Jesus adverte Seus seguidores a não serem enganados pelos falsos profetas e estarem alertas quanto à decepção. Qual é o ponto de equilíbrio entre a importância de simplesmente apresentar as pessoas a Jesus e assegurar que elas saibam o suficiente para evitar serem enganadas?
Ilustração

Conte esta ilustração em suas próprias palavras:

Ana só tirava nota dez, cantava no coral da escola e se orgulhava de estar envolvida na igreja. A irmã de Ana, Sandra, amava praticar esportes e ficar com os amigos, mas ia muito mal na escola. Os pais de Sandra falavam da importância de se traçar metas para o futuro, mas Sandra lhes assegurava que cuidaria disso mais tarde.

Ana sabia que seus pais não tinham uma filha favorita, mas tinha certeza de que se orgulhavam mais dela. Ela era a filha que ficava em casa para ajudar a pintar a varanda enquanto Sandra saía para passear com algum namorado de fim de semana. Ela era a filha que cozinhou e serviu as refeições para a tia Margarete quando esta sofreu um acidente e quebrou a perna.

No sábado à noite, antes de a família sair para viajar, Ana ficou acordada até mais tarde preenchendo um formulário para concorrer a uma vaga na universidade – enquanto Sandra não chegava da rua e desobedecia ao horário determinado pelo pai para chegar em casa. Ao dirigir-se para o quarto para dormir, Ana encontrou a mãe ainda acordada. Às três horas da manhã, Ana foi nas pontas dos pés até o banheiro e ouviu o barulho de um carro – Sandra havia chegado em casa quatro horas atrasada.

Ao ser acordada pela mãe às 5 horas da manhã para carregar o carro para a viagem, Ana deixou escapar: “Você vai deixar a Sandra de castigo?” De alguma forma, ficar de castigo no meio das férias familiares soava como o castigo perfeito. Mas a mãe apenas disse: “Sandra e eu conversamos e tomamos algumas decisões – e, sinceramente Ana, isso não é da sua conta.”

Ana resmungou consigo mesma ao se vestir. Por que os pais sempre permitiam que Sandra se safasse de tudo?


II. ENSINANDO A HISTÓRIA
Uma Ponte para a História

Conte o seguinte em suas próprias palavras

Justiça própria. Por que as falhas dos outros são tão fáceis de serem vistas, ao passo que as nossas parecem ser invisíveis aos nossos olhos? É difícil enxergar o mundo através dos olhos de outra pessoa quando nossos olhos estão cegados para enxergar nossas próprias falhas.

“Por que é que você vê o cisco que está no olho do seu irmão e não repara na trave de madeira que está no seu próprio olho? Como é que você pode dizer ao seu irmão: ‘Me deixe tirar esse cisco do seu olho’, quando você está com uma trave no seu próprio olho? Hipócrita! Tire primeiro a trave que está no seu olho e então poderá ver bem para tirar o cisco que está no olho do seu irmão.” Mateus 7:3-5.
Aplicando a História (Para Professores)

Após ler com seus alunos a seção Estudando a História, use as perguntas a seguir, em suas próprias palavras, para discutir com eles.

1. Sublinhe as partes da história que sejam novas para você.

2. Qual é a parte mais surpreendente da história?

3. Destaque as partes da história em que as pessoas falaram com Deus ou tentaram enviar uma mensagem a Ele.

4. Quais temas são abordados no livro de Jonas?

5. Qual é a diferença da história de Jonas em relação a outras histórias da Bíblia?

6. De que maneira você acha que os israelitas reagiram ao ouvirem pela primeira vez a respeito da visita de Jonas a Nínive?

7. Qual (is) verso (s) em sua opinião resume (m) os temas abordados na história de Jonas?



Utilize as passagens a seguir como fontes alternativas relacionadas à lição desta semana:

Mateus 5:43-48; Provérbios 25:21 e 22 (compare com Romanos 12:19-21); Mateus 12:41; Lucas 10:25-37; Lucas 23:39-43; compare Jonas 4:11 com Mateus 6:34; 1 João 2:29.


Apresentando o Contexto e o Cenário

Use as informações a seguir para elucidar a história para seus alunos. Explique em suas próprias palavras.

Ao ouvir o nome “Jonas” imediatamente vem à mente a palavra “baleia”. Embora qualquer estudioso da Bíblia possa lhe dizer que o texto apenas diz “peixe grande”, poucos percebem que Jonas aparece em outro lugar do Antigo Testamento. Segundo Reis 14:25 revela que ele profetizou durante o terrível reinado de Jeroboão II de Israel, por volta do período de 800-760 a.C.

Nínive, localizada nos dias de hoje próximo a Mosul, no Iraque, foi uma cidade que possuía grandes templos e palácios ao longo das rotas de comércio fluviais entre o Ocidente e o Oriente. Era a capital do antigo império Assírio e a maior parte de sua expansão arquitetônica ocorreu algumas décadas antes que seu visitante mais famoso aparecesse para profetizar sua destruição. Jonas descreveu a cidade de Nínive como “uma cidade tão grande, que uma pessoa levava três dias para atravessá-la” (Jonas 3:3), que os estudiosos acreditam se referir ao tempo que levaria para caminhar ao redor dela.

Registros arqueológicos indicam um reavivamento do culto ao deus Marduque em Nínive próximo aos tempos de Jonas, mas nem a Bíblia nem os arqueólogos sugerem que todos os ninivitas se tornaram “Assírios do Sétimo Dia”. Na história, Jonas não pede que os ninivitas deixem seus deuses. O texto também não diz que eles aceitaram a Deus como seu único Senhor. Jonas apenas pediu que eles se arrependessem de seus pecados, e mesmo entendendo quase nada da religião dos israelitas, Deus aceitou o arrependimento dos ninivitas e a fé que tiveram como sendo genuínos.

O rei de Nínive ficou convencido de que o pior dos pecados dentre o povo era a “violência”, e a compreensão que teve sobre a salvação foi tão clara como qualquer outra na Bíblia: “Que cada pessoa ore a Deus com fervor e abandone os seus maus caminhos e as suas maldades! Talvez assim Deus mude de idéia. Talvez o seu furor passe, e assim não morreremos!” Jonas 3:8 e 9.

Jesus fez referência a Jonas ao rogar aos israelitas para que se arrependessem de sua justiça própria. Na ocasião em que exigiram um sinal, Ele lhes disse que o único sinal que teriam seria o “sinal de Jonas”. “Porque assim como Jonas ficou três dias e três noites dentro de um grande peixe, assim também o Filho do Homem ficará três dias e três noites no fundo da terra.” Mateus 12:40. Jesus os fez lembrar que os ninivitas haviam recebido muito menos evidências para crer do que eles; no entanto, “no dia do juízo o povo de Nínive vai se levantar e acusar vocês porque, quando ouviram a mensagem de Jonas, eles se arrependeram dos seus pecados. E Eu afirmo que o que está aqui é mais importante do que Jonas”. Lucas 11:32.

Por mais que gostemos de condenar Jonas, a oração que ele fez no ventre do grande peixe é uma das mais belas da Bíblia e nos lembra que, apesar de vacilarmos na fé, Deus está sempre pronto a nos ouvir.
Dicas Para um Ensino de Primeira Linha

Hora de Escrever

Peça que os alunos escrevam um pequeno artigo de jornal ou uma manchete do Noticiário da Noite de Nínive a respeito da visita inesperada de um misterioso profeta israelita. Peça que incluam declarações dos ninivitas de como se sentem em relação a Jonas, o impacto que está causando na cidade e se acreditam ou não que a mensagem do profeta seja divina.

Esse exercício ajudará os alunos a enxergarem a história de Jonas sob uma perspectiva mais pessoal. Lembre-os, como mencionado por Jesus, que os ninivitas creram, apesar de não receberem nenhum sinal miraculoso. O que é preciso para alcançar as pessoas com o evangelho hoje? A mensagem em si já é suficiente ou precisamos de “milagres”?
III. ENCERRAMENTO

Atividade

[Use Dicas Para um Ensino de Primeira Linha.]


Resumo

Comente com os alunos os seguintes pensamentos, usando suas próprias palavras:

A história de Jonas nos adverte quanto aos nossos preconceitos em relação ao julgamento de Deus, nossos preconceitos em relação os não-cristãos e aquilo que está em nosso coração. Essa história nos lembra que não há lugar no Céu para a justiça própria, pois é somente pela graça de Deus que cada um de nós – “santo” ou pecador, pregador ou leigo, cristão ou mulçumano – poderemos ser salvos. Iremos para o Céu porque Deus nos amou muito e, ao bater à porta de nosso coração, nós a abrimos e O deixamos entrar.



A história de Jonas também nos lembra que geralmente aqueles que estão “mais perto” de Deus – aqueles que cresceram memorizando versos da Bíblia e participando de boas escolas cristãs – são aqueles que mais têm a aprender sobre Deus. Os ninivitas perceberam o quanto necessitavam de Deus, mas o próprio profeta de Deus teimava em correr na direção oposta. Jonas pensava estar em vantagem porque guardava os mandamentos de Deus, enquanto os ninivitas sabiam apenas fazer o mal, mas ele havia se esquecido da base de tudo: “Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças e com toda a mente. E ame o seu próximo como você ama a você mesmo.” Lucas 10:27.
[Lembrete Especial]

Lembre os alunos sobre o plano de leitura, em que eles estudarão, na série O Grande Conflito, o comentário inspirado da Bíblia. A leitura correspondente a esta lição é Profetas e Reis, capítulo 22.


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