Lição 6 Jonas a misericórdia de Deus Ev. Levi Gomes de Faria Texto Áureo



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Lição 6
Jonas - A Misericórdia de Deus

Ev.Levi Gomes de Faria


Texto Áureo: "E Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria e não o fez" (Jn 3.10)
Verdade Prática: O relato de Jonas ensina-nos o quanto Deus ama e está pronto a perdoar os que se arrependem.

Autor: Jonas.
Tema: A Magnitude da Misericórdia de Deus.
Data: Cerca de 760 a.C.
Introdução

Pensemos em uma pessoa que possui um dom que muitas pessoas gostariam de ter. Essa pessoa é detentora de um ministério divino, amante de sua pátria e que tem a oportunidade de mudar o destino de uma nação com suas próprias palavras. Mas pensemos nessa pessoa não apenas como responsável por um dom e um ministério, mas como alguém que luta contra sua própria vontade e se vê vencido pelo poder de Deus. Esse é Jonas, o profeta hebreu nacionalista, que se viu obrigado por Deus a pregar aos assírios, um povo que Jonas adoraria ver sendo exterminado.


I. O Livro de Jonas

1-Contexto Histórico: Jonas foi um profeta do Reino do Norte, e seu vaticínio aos ninivitas não foi o único de seu ministério. No período do rei Jeroboão, quando era rei em Samaria, este restabeleceu os termos de Israel de acordo com uma profecia de Jonas.

"Também este restabeleceu os termos de Israel, desde a entrada de Hamate até ao mar da planície, conforme a palavra do Senhor, Deus de Israel, a qual falara pelo ministério de seu servo Jonas, filho do profeta Amitai, o qual era de Gate-Hefer".(2Rs 14.23-25), Portanto, Jonas era um Profeta reconhecido em seus dias.
2- Vida Pessoal: Jonas, cujo nome significa pombo, é descrito como filho de Amitai.

"E veio a palavra do Senhor a Jonas filho de Amitai, dizendo: Levanta te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim. E Jonas se levantou para fugir de diante da face do Senhor para Társis; e, descendo a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem e desceu para dentro dele, para ir com eles para Társis, de diante da face do Senhor.

Fugindo para o ponto mais distante possível da direção apontada por Deus, pensava ele estar longe de Deus, assim não cumpriria com a ordem recebida, porém, não demorou a sentir o peso da impugnação divina: uma violenta tempestade no Mar Mediterrâneo.
3.a -Estrutura: O livro é composto de 04 capítulos e 48 versículos assim divididos:

I. O Comissionamento e desobediência de Jonas,1.1-3
II. A interposição de Deus, 1.4-2.10

- A Tempestade, 1.4-14



- O lançamento de Jonas ao Mar, 1.15-17

- A Libertação de Jonas, 2.10
III. O Reconhecimento e Obediência de Jonas.

- A Comissão, 3.1,2

- A Obediência, 3.3,4

- O Resultado, 3.5-10


IV. Deus Convence Jonas pela Lógica, 4.1-11

- O Descontentamento de Jonas, 4.1-11

- O Parecer de Deus, 4.4-9

- A Preocupação de Deus por todos, 4.10,11


3.b - Mensagem: A Magnitude da Misericórdia Salvífica de Deus.

Jonas foi chamado para pregar aos inimigos do povo de Deus, os Assírios, que tinham um histórico de crueldades para com os povos dominados. (Asurnasipal, por exemplo, estava acostumado, depois da vitória a cortar as mãos e os pés, os narizes e as orelhas, a tirar os olhos aos cativos e a fazer pirâmides com as cabeças humanas).



II.O Grande Peixe

1. Baleia ou grande peixe?

As versões da Bíblia costumam variar nesse aspecto, no que tange ao peixe ser ou não ser uma baleia. Para nós, o que importa é o que está registrado na Palavra de Deus. O Senhor Jesus mesmo a referiu como uma História real, para mostrar o que aconteceria no futuro: A sua morte e ressurreição ao terceiro dia.

"Pois como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do Homem três dias e três noites no seio da terra". Mt 12.40
2. Interpretação.

Este livro tem sido considerado por muitos estudiosos como ficção, lenda, mito ou outras interpretações, porém, nós cristãos temos que considerá-lo como: um acontecimento real e não alegórico, fictício, mitológico ou qualquer outra interpretação que não seja esta, porque o nosso Deus é real.

Jesus considerava este livro fidedignamente Histórico.

Considerá-lo sob outro prisma, é ter a Bíblia como falível, e, consequentemente, o Salvador também será tido como falível.



III. A Misericórdia de Deus

1. A Conversão dos ninivitas.

Penso que não foi fácil para os Assírios encarar esse fato, pois Jonas era de uma nação dominada.

Os ninivitas aceitaram a mensagem de Jonas, crendo já estarem condenados, a menos que se arrependessem.

Como expressão de seu genuíno arrependimento e humildade juraram, e vestiram-se de panos de saco(um tecido grosseiro, geralmente feito de pêlo de cabra).

"E Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho". Jn 3.10a.

Jesus declarou que Nínive se levantará no dia do juízo para condenar Israel por causa de sua incredulidade e dureza de coração.(Mt 12.41).


2. O Arrependimento de Deus

Deus, mediante o arrependimento do povo, suprimiu o Juízo, pois o seu desejo primordial é usar de misericórdia, e não executar o castigo que a sua justiça requer.

O Senhor é um Deus que se move de compaixão pelos pecadores que, sinceramente, se arrependem.

IV.A Justiça Humana
1. Descontentamento de Jonas

Jonas irritou-se porque Deus resolvera perdoar os ninivitas. Ele não queria que o Senhor poupasse este arquiinimigo de Israel.



1) O problema fundamental de Jonas era que ele não priorizava a vontade de Deus. Preocupava-se mais com a segurança física dos israelitas.

2) Os crentes podem estar preocupados com o "sucesso" da Igreja sem que estejam, todavia, no centro da vontade de Deus, conforme os padrões revelados na Bíblia.

"E orou Jonas e disse: Ah! Senhor! não foi isso o que eu disse, estando ainda na minha terra? por isso, me preveni fugindo para Társis, pois sabia que és Deus piedoso (gracioso, anela ajudar-nos) e misericordioso (sente compaixão), longânimo (não deseja castigar os ímpios) e grande em benignidade (é compassivo e clemente) e que te arrependes do mal (deleita-se em abolir seus juízos quando nos arrependemos de nossos pecados) Jn 4.2


2. Jonas esperava vingança?

Jonas tinha seus"motivos" para desobedecer à ordem de Deus, porém, não justifica.

Os assírios foram os responsáveis por mais de um século de exploração de Judá e Israel. A maioria dos descendentes de Abraão foram levados cativos, e longe de suas terras entendiam perfeitamente que a Assíria deveria ser tida como uma grande inimiga de Jeová e destruída. "Então, Jonas saiu da cidade, e assentou-se ao oriente da cidade, e ali fez uma cabana, e se assentou debaixo dela, à sombra, até ver o que aconteceria à cidade". Jn 4.5.
3. Compreendendo a misericórdia divina

Fazendo o uso de uma planta, de um verme e do vento oriental, Deus ensina ao profeta contrariado, que Ele se deleita em colocar a sua graça à disposição de todos, e não apenas de Israel e Judá. "Passando, pois, o Senhor perante a sua face, clamou: Jeová, o Senhor Deus misericordioso e piedoso, tardio em irar e grande em beneficência e verdade; que guarda a beneficência em milhares; que perdoa a iniquidade, e a transgressão, e o pecado; que ao culpado não tem por inocente; que visita a iniquidade dos pais sobre os filhos até a terceira e quarta geração" Ex 34.6 e 7. "Com amor eterno te amei; também com amável benignidade te atraí”. Jr 31.3b.



Conclusão: Deus sempre dá oportunidades a todos os homens e nações, porque o seu amor e misericórdia são sem fim.

Ainda que o homem tente fugir da presença de Deus como fez Jonas, para não cumprir com a missão recebida, mesmo assim Deus o leva a cumprir da maneira como lhe aprouver, porque Deus tudo vê e controla.

Assim, Jonas cumpriu com a sua missão e a cidade de Nínive se arrependeu e Deus não a destruiu, mas infelizmente não alcançou as gerações seguintes, e não foi porque Deus limitou sua generosidade à posteridade ninivita, mas porque tornaram a fazer coisas que desagradavam a Deus, e Deus, décadas depois, anunciou por meio do profeta Obadias, a destruição daquela nação. A Assíria teve a sua chance, e conseguiu desperdiçá-la.

"Que o Senhor seja a primeira e a última palavra em nossas vidas”.




Bibliografia:

Bíblia de Estudo Pentecostal.



COELHO, Alexandre e DANIEL, Silas. Os doze Profetas Menores. CPAD: Rio de Janeiro, 2012.

Dicionário da Bíblia John D. Davis


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