Lição 8 20 de fevereiro de 2010 Os Princípios de Pedro



Baixar 33.16 Kb.
Encontro27.07.2016
Tamanho33.16 Kb.
Lição 8

20 de fevereiro de 2010

Os Princípios de Pedro

Texto Bíblico: Atos 12:1-23; 1 Pedro; 2 Pedro.

Comentário: Atos dos Apóstolos, capítulos 15, 51 e 52.

Verso Bíblico: 2 Pedro 1:3.



PREPARANDO-SE PARA ENSINAR

I. SINOPSE

Tanto as primeiras palavras de Jesus a Simão Pedro (Marcos 1:17) quanto as últimas (João 21:22) foram as mesmas: “Siga-Me.” Entre essas duas ordens, Pedro aprendeu lições de vida mui­to importantes que também servem para todos aqueles que desejam seguir a Cristo.

Antes de aceitar o convite de Jesus, Pedro era um pescador. O encontro com o Salvador redefiniu radicalmente a trajetória de sua vida. Recebeu um novo nome – que significa “ro­cha” e, além de tudo, recebeu uma nova vida. Pedro certamente nunca foi perfeito, mas seu caráter pouco a pouco foi sendo transforma­do à semelhança do caráter de Cristo. Pedro entregou a própria vida para proclamar as boas-novas da ressurreição do Mestre. Foi um grande líder entre os discípulos de Jesus e o primeiro a pregar com grande autorida­de sobre o evangelho durante e após o dia de Pentecostes. Certamente conheceu Marcos e passou-lhe informações para que pudesse es­crever o Evangelho de Marcos. Finalmente, Pedro foi o autor de dois livros da Bíblia: pri­meira e segunda cartas de Pedro.

A lição desta semana aborda a vida de Pe­dro. Devido à sua história emocionante, sua personalidade cativante e seus escritos espe­ciais, há muitos temas que podem surgir du­rante o estudo. Porém, a lição desta semana aborda a história da libertação miraculosa de Pedro da prisão, enfocando os milagres e ma­ravilhas que ocorreram na vida desse grande discípulo. A narrativa também apresenta li­ções de amor e graça, pois Jesus, ao escolher Seus seguidores, não procura pessoas perfei­tas, mas pessoas que podem ser transforma­das por Seu amor.

II. OBJETIVOS



Os alunos deverão:

• Ouvir a história da libertação miraculosa de Pedro da prisão. (Saber)

• Enxergar Pedro como uma pessoa real – marcada pelo sucesso e também pelos fracassos. (Sentir)

• Ter a oportunidade de responder ao de­sejo de Deus de operar milagres em sua vida, assim como fez na vida de Pedro. (Responder)

III. PARA EXPLORAR

Milagres

• Graça

• Amar é...



ENSINANDO

I. INICIANDO



Atividade

Encaminhe os alunos à seção da lição intitulada O Que Você Acha? Depois que tiverem concluído a atividade, discuta suas respostas. Ou, se preferir, realize a seguinte atividade para introduzir o assunto:

Distribua entre os alunos os seguintes per­sonagens presentes na história da libertação miraculosa de Pedro: Pedro, dois soldados, um anjo, dois guardas, crentes reunidos na casa de Maria para orar e Rode. Instrua os alunos a encenarem a história enquanto você lê em voz alta Atos 12:1-18.



Ilustração

Conte esta ilustração em suas próprias palavras:

Nossa história começa em Roma em 19 de julho, 64 d.C., ocasião em que Nero, um im­perador lunático incendiou a própria cidade.

Naquela época, todo mundo sabia que Nero odiava a arquitetura de Roma. As ruas da ci­dade eram estreitas demais e as construções estavam em más condições. No dia em que recebeu a visita de dignitários internacionais, Nero ficou muito envergonhado de levá-los para conhecer a cidade.

Assim, criou um modelo de Roma aprimo­rada e simétrica, mas sabia que sua ambição nunca se concretizaria – a menos, claro, que por uma fatalidade do destino a cidade fosse destruída. Apesar de não ter sido provado, o povo não teve dúvida de que na noite de 19 de julho aquele ditador insano provocou a des­truição da cidade, colocando-a em chamas.

De acordo com o relato histórico, assim que as chamas começaram a enfraquecer, Nero ordenou que seus subordinados reini­ciassem o fogo. Dos escombros da cidade, criou-se a frase: “Nero festejava enquanto Roma queimava.”

Imagine os protestos que surgiram por causa desse incêndio culposo. Enraivecidos, os cidadãos romanos uniram-se contra Nero exigindo retribuição. Sentindo a insatisfação do povo, Nero exclamou: “Foram os cristãos que fizeram isso. Destruíram nossa amada ci­dade na esperança de construir outra para si.” Com isso, ordenou: “Soldados, prendam to­dos os cristãos e joguem-nos no calabouço.”

Em seu comentário sobre o livro da pri­meira carta de Pedro, o pastor Doug Murren e Barb Shurin explicam: “Ao ordenar a pri­são em massa dos cristãos nos locais de reu­nião, Nero não apenas deu credibilidade a sua mentira monstruosa, como também sagaz e diabolicamente livrou-se dos senadores e do povo romano. Isso marcou o início do período em que os cristãos precisaram esconder-se e reunir-se nas catacumbas embaixo da cidade – a primeira carta de Pedro foi escrita aproxi­madamente nessa época.”

II. ENSINANDO A HISTÓRIA



Uma Ponte Para a História

Comente com os alunos em suas próprias palavras:

Tenha esse contexto histórico em mente ao ler a primeira e a segunda cartas de Pedro, como também as histórias de Pedro relata­das no livro de Atos. Aquele era um perío­do de grande perseguição e muitos cristãos serviram de alimento para feras famintas. A maioria dos cristãos fugiu para salvar a pró­pria vida, orando para que Deus os poupasse. Por causa do relacionamento singular de Pe­dro com Jesus, assim também como a história de sua prisão e perseguição, sua experiência e escritos nos animam a permanecermos fiéis a Deus – a despeito das circunstâncias.



Aplicando a História (Para Professores)

Após ler com seus alunos a seção Estu­dando a História, use as perguntas a seguir, em suas próprias palavras, para discutir com eles.

Atos 12:1-23

Qual o milagre mais surpreendente de que você já teve notícia? Em que pode ser compa­rado à história da libertação de Pedro da pri­são? Em sua opinião, por que Deus decidiu li­bertar Pedro? No verso 17, que “Tiago” é esse mencionado por Pedro (ver Gálatas 1:18-19)? Por que Pedro mencionou-o especificamente? Por que Deus permitiu que Tiago morresse (Atos 12:2-11) ao mesmo tempo em que sal­vou miraculosamente a vida de Pedro?

Reflita: De que “prisão” em sua vida você tem pedido que Deus o liberte? Para você, é ne­cessário que Deus o liberte de maneira tão mi­raculosa como no caso de Pedro? Justifique.

Primeira carta de Pedro

Em meio à dura prova de aflição (1 Pedro 4:12), os cristão estavam enfrentando grandes sofrimentos. Tente imaginar os cristãos que estavam sendo perseguidos. Visualize a irmã Marta ou o irmão Nicodemos escondidos em algum esconderijo juntamente com outros crentes. Sua vida corria perigo. Em momentos assim, as pessoas não perdem tempo falando de coisas triviais. Conversam sobre assuntos de vida e morte. Concentram-se naquilo que realmente importa. Leia a primeira carta de Pedro e encontre passagens que ilustrem a natureza de vida e morte da mensagem desse fiel servo de Cristo.

Segunda carta de Pedro

O tema da segunda carta de Pedro difere do tema da primeira. Em sua segunda carta, Pedro aborda a questão da negligência dentro da igreja – que resultou de doutrinas detur­padas. Por exemplo, uma das doutrinas mais importantes em questão se relacionava à se­gunda vinda. “O que houve com a promessa da Sua vinda?”, questionaram os escarnece­dores. “Desde que os antepassados morre­ram, tudo continua como desde o princípio da criação.” 2 Pedro 3:4. A resposta de Pedro en­contra-se no verso 9: “O Senhor não demora em cumprir a Sua promessa, como julgam al­guns. Ao contrário, Ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento.”



Apresentando o Contexto e o Cenário

Use as informações a seguir para elucidar alguns aspectos da história para seus alunos. Explique em suas próprias palavras.

Herodes Agripa I

“Nessa ocasião, o rei Herodes prendeu al­guns que pertenciam à igreja.” Atos 12:1. A Bíblia menciona quatro gerações da dinastia de Herodes: Herodes o Grande que assas­sinou os bebês na época do nascimento de Cristo; Herodes Antipas que esteve envolvido no julgamento de Jesus e na morte de João Batista; Herodes Agripa I que assassinou o apóstolo Tiago e é mencionado em Atos 12 e, finalmente, Herodes Agripa II que foi um dos juízes que julgou Paulo.

Herodes Agripa I (neto de Herodes o Gran­de e irmão de Herodias – a mulher responsável pela morte de João Batista) desfrutava de certa aprovação entre os judeus por ser neto de uma judia (Miramne). Apesar de na juventude ter sido preso por Tibério César, mais tarde Roma confiou-lhe a responsabilidade de governar a maior parte da Palestina. Cometeu um erro muito grave na ocasião em que visitou a região de Cesareia onde os habitantes o chamaram de deus e ele nada fez para impedi-los. “Visto que Herodes não glorificou a Deus, imediatamente um anjo do Senhor o feriu; e ele morreu co­mido por vermes.” Atos 12:23. Assim como o avô, o tio e o filho, Herodes Agripa I conheceu a verdade, mas a rejeitou. Para eles, a religião era importante apenas para promover suas as­pirações políticas.

Maria, Mãe de João Marcos

“Percebendo isso, ele se dirigiu à casa de Maria, mãe de João, também chamado Mar­cos, onde muita gente se havia reunido e es­tava orando.” Atos 12:12. Os estudiosos su­gerem que a casa de Maria era o centro de operações da igreja cristã primitiva. Sugerem também que foi na casa de Maria que Jesus e os discípulos realizaram a última ceia. Note que, nessa história, os crentes se reuniram em sua casa para orar. Em tempos de aflição, sempre buscavam o auxílio divino.



João Marcos

João Marcos, mais conhecido como Mar­cos, escreveu o Evangelho de Marcos. Foi um fiel companheiro de três líderes influentes da igreja primitiva – Barnabé, Paulo e Pedro. Pe­dro foi a fonte principal das informações que reuniu para escrever seu Evangelho. Por ser um observador perspicaz, tirou muito proveito de sua função de assistente. Ouviu Pedro falar várias vezes sobre Jesus e Seu ministério e foi um dos primeiros a escrever esses relatos.

III. ENCERRAMENTO

Atividade

Encerre com uma atividade. Explique em suas próprias palavras.

Com antecedência, encontre uma notícia que alguns interpretam como um milagre. Discuta se a interpretação dos fatos encontra-se ou não de acordo com nosso conceito de milagre. Por exemplo, você pode referir-se à história da aeronave americana que caiu em 15 de janeiro de 2009. De acordo com a fonte consultada na internet, “com as duas turbinas sem funcionar, o piloto conseguiu manter a calma e manobrar o avião lotado de passagei­ros por sobre a cidade de Nova Iorque e fazê-lo pousar no gélido rio Hudson numa quinta-fei­ra. Todos os 155 passageiros a bordo saíram com segurança enquanto a aeronave afundava lentamente.” Nas palavras do governador, foi “o milagre de Hudson”. Compare e analise os milagres modernos como esse com os mila­gres que ocorreram na vida de Pedro.



Resumo

Compartilhe os seguintes pensamentos, usando suas próprias palavras:

Referindo-se à história da fuga de Pedro da prisão, o acadêmico William Barclay es­creveu: “Nessa história não vemos necessa­riamente um milagre. Pode ser muito bem a história de um resgate emocionante; mas, da maneira como ocorreu, a mão de Deus estava claramente envolvida.”

Perguntas para discussão:

• Você concorda ou discorda da declaração de Barclay? Justifique.

• Relate uma história de sua vida em que viu claramente “a mão de Deus” sobre você.

• Você acha que hoje há milagres ocorren­do ao nosso redor – todos os dias – e que não conseguimos enxergar?

• Qual é a lição mais importante que pode­mos extrair da vida de Pedro?

Lembre os alunos sobre o plano de leitura, em que eles estudarão, na série O Grande Conflito, o comentário inspirado da Bíblia. A leitura cor­respondente a esta lição é Atos dos Apóstolos, capítulos 15, 51 e 52.



Dicas Para um Ensino de Primeira Linha

Cooperação Entre os Alunos

Os teoristas de educação sugerem que o nível de aprendizado aumenta a partir do mo­mento em que os alunos passam a trabalhar mais em equipe do que sozinhos. O ensino superior promove mais a colaboração e a interação social do que a competição e o iso­lamento. Esse princípio se aplica também à sala de aula tradicional e à Escola Sabatina. O trabalho em equipe tende a aumentar o envolvimento no aprendizado. Ao partilhar as ideias e ao responder às perspectivas uns dos outros, promove-se a concentração e o apro­fundamento do conhecimento. Assim, sempre que possível, incentive o trabalho em equipe e a cooperação entre os alunos.


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal