Lição 9 31 de maio de 2008 Perigo à Vista Texto Bíblico



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Lição 9
31 de maio de 2008
Perigo à Vista
Texto Bíblico: 2 Crônicas 28:1-5; 2 Reis 16.

Comentário: Profetas e Reis, capítulo 27.
PREPARANDO-SE PARA ENSINAR

I. SINOPSE

Assim que o rei Acaz assumiu o trono depois da morte de Jotão, os habitantes de Judá não tinham a menor idéia do que aconteceria. Sob o reinado de Acaz, Judá caiu em tamanha apostasia que os sacrifícios do templo cessaram e sob cada árvore frondosa foram erigidos santuários a deuses estrangeiros. O povo foi encorajado pelo rei a adorar quem bem entendessem, no dia que achassem melhor. No Vale de Hinom, Acaz sacrificou até mesmo seu próprio filho em adoração a Moloque.

Por que Acaz não fez o que era reto diante de Deus? Fica claro pelos registros de sua vida que o medo o dominava e o impedia de escolher o caminho certo. Atacado pelos rei Peca de Israel e pelo rei Rezim da Síria, Acaz cometeu um grande erro: pediu ajuda ao rei da Assíria em vez de buscar a ajuda de Deus. Isaías advertiu o rei de que não havia motivo para temer enquanto Deus estivesse com ele, mas Acaz não lhe deu ouvidos.

Os assírios realmente o socorreram, mas para isso ele teve que pagar um preço muito alto. Os assírios não se contentaram com as riquezas do Templo que Acaz lhes deu e agora desejavam obter o reino inteiro de Judá. Além disso, Acaz cria que os deuses dos assírios haviam protegido Judá e assim promulgou uma lei para que aqueles deuses fossem adorados em todo o reino.

Súplicas foram feitas, mas Acaz não atendeu. Ao agir assim, apressou o julgamento de Deus. Hoje, muitos do povo de Deus fazem o mesmo que Acaz. Trocam a aparente insegurança de crer em um Deus invisível pela falsa segurança do dinheiro, da fama, dos amigos, dos cônjuges, de belas casas, etc. Estão fazendo uma péssima troca.


II. OBJETIVOS

Os alunos deverão:

• Entender que a obediência a Deus é um ato de adoração, além de ser o melhor que temos a fazer, mesmo quando nos sentimos inseguros. (Saber)

• Obedecer ao mandamento de Deus de não ter outros deuses diante dEle. (Sentir)

• Pedir a Deus que lhes mostre o que devem mudar para que Ele possa habitar no coração deles. (Responder)
III. EXPLORAR

• Humildade

• Crescimento/transformação em Cristo (Crença Fundamental 11)

• Tomada de decisão

• Como testemunhar
ENSINANDO

I. INICIANDO


Atividade

Encaminhe os alunos à seção da lição intitulada O Que Você Acha? Depois que tiverem concluído a atividade, discuta suas respostas.

As respostas para a atividade O Que Você Acha? são as seguintes: 1. B, 2. A, 3. D, 4. E, 5. C.

Convide os alunos a citarem nome de líderes atuais e antigos – políticos ou não – cujos atos errôneos marcaram sua história. Em seguida, faça as seguintes perguntas:

1. Quando um líder faz algo errado, por que mais pessoas não se opõem a ele?

2. Quando um líder alega estar agindo em nome de Deus, como podemos saber se realmente fala a verdade?

3. Será que os atos maldosos de um líder podem fazer com que a nação inteira siga o seu exemplo? No caso de um governo autoritário, será que as pessoas têm como escolher seguir ou não o que está sendo ordenado?


Ilustração

Conte esta ilustração em suas próprias palavras:

No período em que a China era governada pelos comunistas, a missionária Isobel Kuhn escapou a pé com seu filhinho, Danny, por Pienma, um perigoso desfiladeiro coberto de neve. Eles finalmente chegaram em Myitkyiana em Burma, mas Isobel encontrava-se totalmente desamparada, “no fim do mundo”, sem dinheiro, incapaz de se comunicar e a meio mundo de casa. “Não posso expressar em palavras o desespero e desânimo que tomou conta de mim”, ela escreveu mais tarde.

Mas mesmo em sua angústia, ela tomou duas decisões. “A primeira coisa era afastar o medo”, ela disse. “O único medo que um cristão deve ter é o de pecar. Todos os outros medos são provocados por Satanás para que nos sintamos enfraquecidos e confusos. Quantas vezes o Senhor disse aos discípulos: ‘Não temam’?” Assim, Isobel ajoelhou-se e abriu o coração em oração. “Recusei-me a sentir medo e pedi que Ele retirasse o temor do meu coração.”

Sua segunda decisão foi “buscar luz para o próximo passo a ser dado”. Ela não tinha idéia de como sair da Ásia, mas, com a ajuda de Deus, ela encontraria o que fazer naquele dia para conseguir comida e dinheiro, encontrar um lugar seguro para ficar e encontrar um meio de se comunicar com o mundo lá fora.

Finalmente chegou em casa em segurança, mas isso aconteceu porque ela confiou na direção de Deus nos pequenos e grandes detalhes, voltando para casa um passo de cada vez. – Robert J. Morgan, The Red Sea Rules, p. 64, 65.
II. ENSINANDO A HISTÓRIA

Uma Ponte Para a História

Compartilhe o seguinte em suas próprias palavras:

O medo nos torna covardes em um momento ou outro. Dessa maneira, não devemos ser tão cruéis com Acaz, ou devemos? Daquele que recebe muito, muito será exigido. Assim, aqueles que estão na liderança são mais responsáveis pelas escolhas que fazem do que aqueles que os seguem. O que faz a diferença? Em uma palavra – influência.

A influência de um líder tem o poder de construir ou destruir uma organização. E quando esse líder trabalha motivado pelo medo no lugar da segurança, ele se torna perigoso. No caso de Acaz, o medo que tinha de ser destruído causou uma ruptura em seu relacionamento com Deus e o levou à apostasia.
Aplicando a História (Para Professores)

Leia em voz alta com seus alunos a seção Estudando a História, e em seguida discuta as seguintes perguntas com eles:

• Acaz subiu ao trono ainda jovem – 20 anos – e era filho de um bom rei. Que papel a idade desempenhou na tomada de decisão de Acaz?

• 2 Reis 16:3 nos diz quais foram os modelos seguidos por Acaz. O que acontecia com os reis de Israel que atraía tanto o rei de Judá?

• Circule as partes da história em que os conselhos divinos teriam ajudado Acaz, caso ele os tivesse atendido. Peça aos alunos para fazerem uma lista de possíveis opções dadas a Acaz.

• Considere compartilhar com seus alunos um período em sua vida em que o medo tomou conta de você. Que lição você tirou dessa experiência?

• Acaz pegou o ouro e a prata do Templo para dar ao rei da Assíria. Será que esse ato foi uma forma de adoração a um deus estrangeiro?


Utilize as passagens a seguir como fontes alternativas relacionadas à lição desta semana: Mateus 23; Apocalipse 22:8 e 9; Romanos 1:18-24.
Apresentando o Contexto e o Cenário

Use as informações a seguir para elucidar a história para seus alunos. Explique em suas próprias palavras.

Há vários personagens que entram e saem de cena durante a vida de Acaz. A seguir, encontram-se alguns detalhes adicionais a respeito deles.

1. Tiglate-Pileser. Estudiosos traçaram o reinado de Tiglate-Pileser entre os anos de 747 a.C. e 727 a.C. Durante esses 20 anos, Tiglate-Pileser foi um rei muito ocupado. Antes de seu reinado, o vasto território da Assíria foi dominado principalmente pela força, uma maneira que não deu muito certo. Em vez de fazer o mesmo, Tiglate-Pileser criou uma estrutura de poder regional que ajudou a desestabilizar rebeliões em regiões longínquas do reino da Assíria. Ele também fez várias mudanças na estrutura militar, forçando os povos conquistados a servir na infantaria de seu exército, enquanto os assírios ocupavam posições mais elevadas, como cavalaria e condutores de carruagem. Essa pequena mudança aumentou a força de seu exército e permitiu que lutassem o ano todo, em vez de apenas uma vez no ano. Ele usou seu poder para oprimir com crueldade as nações vizinhas e que ousavam desafiá-lo.

2. Os Profetas. Sabemos que Isaías profetizou durante o reinado do rei Acaz, mas ele não foi o único. Ellen White escreveu: “O profeta Miquéias, que durante esses tempos conturbados deu o seu testemunho, declarou que os pecadores de Sião, ao mesmo tempo que afirmavam estar ‘encostados ao Senhor’, e em blasfêmia se vangloriando: ‘Não está o Senhor no meio de nós? nenhum mal nos sobrevirá’, continuavam a edificar ‘a Sião com sangue, e a Jerusalém com injustiça.’ Miq. 3:11 e 10.” – Profetas e Reis, p. 322. Oséias também profetizou durante o mesmo período em Judá. Através de Oséias Deus fez um pronunciamento contra Israel: “Toquem a corneta! O inimigo ataca a Minha terra como uma águia porque o Meu povo quebrou a aliança que fiz com eles e não obedece às Minhas leis.” Oséias 8:1. Ironicamente, Acaz raramente buscava orientação com os ungidos de Deus, provavelmente porque não queria ouvir o que tinham para dizer. Será que às vezes agimos como ele?

3. Praticidade Divina. Miquéias expressou muito bem uma das desculpas usadas pelo povo daquela época para não buscar a Deus: “O que é que eu levarei quando for adorar o Senhor? O que oferecerei ao Deus Altíssimo? Será que deverei apresentar a Deus bezerros de um ano para serem completamente queimados?” Miquéias 6:6. Note a acusação sutil contra Deus: “Não temos muita certeza de como vamos agradar a Deus. É muito difícil servi-Lo. Nada o satisfaz.” É isso que parecem dizer. Se você reconhece essa desculpa é porque já a ouviu antes. É a mesma acusação que Satanás fez contra Deus. Contudo, Miquéias deu uma resposta muito prática para a desculpa do povo. “O Senhor já nos mostrou o que é bom, Ele já disse o que exige de nós. O que Ele quer é que façamos o que é direito, que amemos uns aos outros com dedicação e que vivamos em humilde obediência ao nosso Deus.” Miquéias 6:8. Deus não estava interessado que Seu povo Lhe oferecesse grandes sacrifícios no passado, e não deseja que o façamos nos dias de hoje também.

4. Religião da Nação. Acaz foi capaz de fazer algo que nenhum outro rei de Judá conseguiu: Ele tornou a adoração dos deuses assírios a religião oficial da nação de Judá. Daí por diante, os cultos pagãos ocorriam nos altos que haviam sido erigidos por Salomão para fazer com que suas muitas esposas se sentissem em casa. Esses locais de adoração ainda existiam, mas Acaz levou a religião pagã ainda mais a sério. Toda vez que seres humanos tentam instituir uma única forma de adoração, seja cristã ou não, o que geralmente acontece é que o verdadeiro culto é proibido e o falso é promovido. Isso foi o que aconteceu em Jerusalém e também ocorrerá novamente um pouco antes de Jesus voltar, uma única religião será instituída pelo Estado.


Dicas Para um Ensino de Primeira Linha

Mais Valiosa do que Mil Palavras

Há um velho ditado que diz: “Uma imagem vale mais do que mil palavras.” Faça uma pesquisa no Google para encontrar imagens do deus Moloque. Você encontrará várias. Imprima aquela que você achar melhor para mostrá-la à classe. O culto a Moloque exigia o sacrifício de crianças.

Tente mostrar aos alunos o quanto o povo havia se afastado de Deus desde a ocasião em que Ele lhes deu os Dez Mandamentos. O primeiro mandamento nos diz que não devemos ter outros deuses diante dEle.
III. ENCERRAMENTO

Atividade

Encerre com uma atividade e explique-a em suas próprias palavras.

Peça para os alunos fazerem na lousa uma lista dos “deuses” que as pessoas adoram hoje. Dinheiro, prazer, carros, etc. são apenas alguns exemplos de “deuses” adorados nos tempos modernos. Para cada “deus” mencionado, pergunte aos alunos quais benefícios eles imaginam que esses “deuses” podem trazer na vida de quem os adora. Para finalizar, pergunte: “De que maneira alguma coisa que gostamos muito pode se tornar um deus em nossa vida?” Ore pedindo a Deus para ajudá-los a adorá-Lo sempre em primeiro lugar e a ajudá-los a retirar todos os outros deuses da vida deles.


Resumo

Compartilhe os seguintes pensamentos, usando suas próprias palavras:

O reino de Judá caiu em grande pecado sob o reinado de Acaz. Quase imediatamente após assumir o trono, Acaz enfrentou um terrível problema. Dois reis uniram os exércitos para atacá-lo e ele simplesmente não soube o que fazer.

Ao enfrentarmos grandes problemas em nossa vida, muitos de nós poderemos ser tentados a confiar em outras coisas no lugar de Deus. E foi isso que Acaz fez. Agindo assim, Acaz introduziu pela primeira vez em Jerusalém o culto ao deuses assírios (babilônicos). O culto pagão não era mais uma opção, mas foi introduzido como a religião oficial daquela nação.

As assombrosas ações do medroso rei Acaz têm muito a nos ensinar. Uma lição que podemos aprender é que quando somos tomados por preocupações e temores, devemos levá-los a Deus e buscar a Sua orientação. Outra lição que podemos tirar desta história é que a influência é um dom de Deus que pode ser usada tanto para o bem quanto para o mal daqueles que nos seguem. Devemos ser exemplo de santidade ao mundo. Devemos mostrar que a adoração pertence somente ao único Deus.


[Lembrete Especial]

Lembre os alunos sobre o plano de leitura em que eles estudarão, na Série O Grande Conflito, o comentário inspirado da Bíblia. A leitura correspondente a esta lição é Profetas e Reis, capítulo 27.


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