Lien Ch’ I e Meditação Dr. Jou História da Medicina Tradicional Chinesa(mtc)



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Lien Ch’ i e Meditação
Dr. Jou

História da Medicina Tradicional Chinesa(MTC)
1. Considerações gerais:

Estuda “Fenômenos” biofísicos e mentais do Ser humano e das forças da Natureza

Medicina holística. Aborda mente, corpo e meio como uma unidade integrada.

Consiste em: acupuntura, fitoterapia, dietoterapia e práticas físicas (p.ex.: Lien Chi e meditação).

Estuda fenômenos biofísicos e mentais do ser humano e das forças da natureza.

Desenvolve os valores espirituais, ou seja, a consciência, a reflexão, a intuição, a disciplina e a criatividade, e sua interação com o meio ambiente.

2. História:

Nei Ching – Tratado interno do Imperador Amarelo, atribuído a Huang Ti, em 2650 a.c.. Dividido em duas partes: Su Wen e Ling Shu.

a. Su Wen se subdivide em duas partes:

- biológica, onde descreve as estruturas anatômicas, sua correlação fisiológica, e sua função;

- energética: descreve as zonas de influências entre as estruturas anatômicas, suas interações e sinergismo - Qui e Xue

Campos de forças eletromagnética e Hormonais ( Endorfinas)


b. Ling Shu descreve as terapias utilizadas: acupuntura, fitoterapia, dietoterapia, práticas corporais, etc
3. Filosofia da MTC:

a. Considerações gerais:

Baseia-se no taoísmo e budismo.

Na antiga China, o Dragão simbolizava a força criativa e dinâmica do Universo, O Imperador, o princípio masculino Yang que atua no mundo do invisível e que tem seu campo no Espírito e no Tempo (enquanto o princípio feminino Yin influência a Matéria e o Espaço). Yang cria o princípio e Yin a realização.

No centro, aparece a pérola primordial dos inícios, da qual emanam todas as coisas. O significado dos tempos está nos fatos de, no seu Interior, as fases de crescimento terem início de maneira clara.

O Céu (ou Yang) mostra um movimento poderoso e incessante que, pela sua própria natureza, faz com que tudo aconteça num único tempo sincrônico que, de uma perspectiva Divina, é a Força do Destino. ( Insígnia do dragão na capa de um imperador da Dinastia Ming, 1850 – 1875).

“Um em todos

Todos em um…

Se isto tu compreendesses

deixarias de te preocupares por não ser perfeito…

A mente que crê não está dividida

e indivisa é a Mente que crê

e aqui é onde falham as palavras

porque não pertence ao passado,

ao futuro nem ao presente.”

- Suzuki, Studies in the Lankavatara sutra, pgs. 199-200

(Pintura de Yasuichi Awakawa, Japão).

b. Taoísmo: Lao-Tsé ( 590 a.C.)

Tao Te King é o livro que descreve seus conhecimentos e divide-se em:
- Tao do Poder como poder comandar uma estrutura de sociedade.

- Tao da Contemplação explica como ter o domínio do seu Eu espiritual.

Está mais ligado à parte filosófica.
c. Confucionismo:

Confúcio ( 540 a.C.) é chamado “mestre dos mestres”.

Influenciou artes e costumes.

Fundador da primeira Universidade na China.

Mais ligado à política social.
d. Budismo:

Sidharta Gautama ( 540 a.C.).

Busca o estado da “Iluminação”: Consciência Ch’an... um estado de espírito.

Filosofia Cha’n Tao é a base filosófica da MTC.

O triângulo formado pela longevidade, prosperidade e sabedoria, é a base para a harmonia, representada pelo símbolo do tao. Não basta a harmonia do corpo e mente. Tem que haver a harmonia com o meio que nos cerca. Daí o conceito de buscar equilíbrio com a ecologia.

A harmonia interior ou a pertubação da mente estão na mesma dimensão, e dependem somente do poder de decisão e opção de cada pessoa.

Esta é a filosofia Cha’n Tao, que busca a harmonia e equilíbrio da Mente e do corpo, e a força interior capaz de transformar as doenças.


Confucionismo

Doutrina , História , Os cinco livros , Rituais e tradições 


Filosofia, ideologia política, social e religiosa do pensador chinês Confúcio (551-479 a.C.), grafia latina do nome Koung Fou Tseu (ou mestre Kung). O princípio básico do confucionismo é conhecido pelos chineses como junchaio (ensinamentos dos sábios) e define a busca de um caminho superior (tao) como forma de viver bem e em equilíbrio entre as vontades da terra e as do céu. Confúcio é mais um filósofo do que um pregador religioso. Suas idéias sobre como as pessoas devem comportar-se e conduzir sua espiritualidade se fundem aos cultos religiosos mais antigos da China, que incluem centenas de imortais, considerados deuses, criando um sincretismo religioso. O Confucionismo foi a doutrina oficial na China durante quase 2 mil anos, do século II até o início do século XX. Fora da China, a maioria dos confucionistas está na Ásia, principalmente no Japão, na Coréia do Sul e em Cingapura.




Doutrina - No Confucionismo não existe um deus criador do mundo, nem uma igreja organizada ou sacerdotes. O alicerce místico de sua doutrina é a busca do Tao, conceito herdado de pensadores religiosos anteriores a Confúcio. O tao é a fonte de toda a vida, a harmonia do mundo. No confucionismo, a base da felicidade dos seres humanos é a família e uma sociedade harmônica. A família e a sociedade devem ser regidas pelos mesmos princípios: os governantes precisam ter amor e autoridade como os pais; os súditos devem cultivar a reverência, a humildade e a obediência de filhos.

Confúcio ensina que o ser humano deve cultuar seus antepassados mortos, de forma a perpetuar o mesmo respeito e amor que tem por seus pais vivos. De acordo com a doutrina, o ser humano é composto de quatro dimensões: o eu, a comunidade, a natureza e o céu - fonte da auto-realização definitiva. As cinco virtudes essenciais do ser humano são amar o próximo, ser justo, comportar-se adequadamente, conscientizar-se da vontade do céu, cultivar a sabedoria e a sinceridade desinteressadas. Somente aquele que respeita o próximo é capaz de desempenhar seus deveres sociais. O único sacrilégio é desobedecer à regra da piedade.




História - Confúcio nasce em meados do século VI a.C., em uma família pobre da província de Chan-tung. A China encontra-se dividida em estados feudais que lutam pelo poder, e sua família é forçada a se mudar repetidas vezes. Ao regressar a sua terra natal, reúne o primeiro grupo de discípulos. Suas doutrinas influenciam todas as esferas da vida chinesa e são a base da educação desde a unificação da China, no século II, até a proclamação da República pelo Kuomintang, no século XX. Suas idéias são continuadas por outros pensadores, como Mêncio Mengtzú (371-289 a.C.) e Hsun-tzu (300-230 a.C.). As primeiras críticas ao confucionismo surgem com a República: a doutrina é considerada conservadora e associada às estruturas feudais. A perseguição aos confucionistas acirra-se após a ascensão dos comunistas ao poder, em 1949, e sobretudo durante a Grande Revolução Cultural Proletária (1966-1976).


Os cinco livros - Os ensinamentos do confucionismo estão reunidos em cinco livros, chamados Wu Ching ou Os Cinco Clássicos, que incluem textos atribuídos a Confúcio e a outros autores de períodos anteriores. As obras são o Shu Ching (Clássico de Política); Shih Ching (Clássico de Poesia); Li Ching (Livro dos Ritos, visão social); Chun-Chiu (Anais das Primaveras e Outonos, visão histórica) e o I Ching (Livro das Mutações, que aborda os aspectos metafísicos da vida). Dos Cinco Clássicos, o I Ching é o mais conhecido no Ocidente. Ele afirma que o universo é regido por duas forças ou qualidades, complementares e opostas, o yin (feminino) e o yang (masculino), que provocam constante mudança. O homem nobre deve saber equilibrá-las, e, para isso, o livro traz um oráculo baseado em 64 hexagramas (conjunto de seis linhas que podem ser contínuas ou interrompidas), cada uma com um texto decifrativo. Na forma de consulta mais habitual, três moedas são jogadas seis vezes seguidas e as combinações de cara e coroa indicam o hexagrama. O confucionismo inclui ainda outras obras importantes, entre os quais o livro de pensamentos diversos Lun Yu, conhecido no Ocidente como Analectos.
Rituais e tradições - Os confucionistas prestam culto a seus antepassados pela veneração e oferendas, que podem ser feitas em altares domésticos ou nos templos. Os rituais mais importantes são os da vida familiar, com destaque para o casamento, por criar uma nova família, e para os funerais. Um dos aspectos do confucionismo que têm conseguido adeptos no Ocidente é o Feng Shui, conjunto de definições sobre como construir e ocupar casas ou edifícios, da escolha do terreno à disposição dos cômodos, suas funções e objetos, de forma a garantir que a energia vital da terra, chamada Chi, possa fluir e garantir saúde, harmonia, paz, prosperidade e felicidade a seus ocupantes.

O que é o Taoismo ?

Tao é, ao mesmo tempo, o caminho, o caminhante e o ato de caminhar. Filosoficamente, pode ser interpretado como o Absoluto. O Taoísmo é uma tradição espiritual que propõe o retorno do homem a um estado de consciência e vida plena, ao Tao.

Os meios para o retorno ao Tao englobam as artes (Su), a lei (Fa) e o caminho (Tao). As artes procuram restaurar o equilíbrio das energias da pessoa através de conhecimentos de saúde, de oráculos, de destino, de leitura da natureza ou do homem. O Fa é o conjunto de métodos místicos que restauram a ordem, a organização, a lei interior e exterior através da força espiritual. E o Tao, como meio, tem na meditação o caminho espiritual por excelência.

O Taoísmo é uma tradição espiritual milenar de origem chinesa. O ensinamento filosófico e a prática espiritual (meditação, alquimia e rituais), são praticados na Sociedade Taoísta do Brasil, oficialmente ligada e reconhecida pela Sociedade Taoísta da China. Fundada em 1990 pelo sacerdote Wu Jyh Cherng, que trouxe o puro conhecimento da tradição, adquirido com os mais representativos mestres iluminados vivos.

O Taoísmo é constituído por grandes ramificações e seus conhecimentos, manifestados através de Escolas Taoístas poderiam, de modo geral, ser classificados segundo cinco vertentes:
- a primeira delas se chama Dan Ting, que significa literalmente Caldeirão e Elixir; é a que nós chamamos no Ocidente de A Escola da Alquimia;
- a segunda se chama Fu Lu, Fu significa literalmente Correspondência, e Lu quer dizer Ordenar. Ou seja, é A Escola da Correspondência e da Ordenação, refere-se às Escola Ritualística e da Lei Cósmica;
- a terceira se chama Jin Dien, que literalmente significa Textos Clássicos. São escolas que enfatizam mais os estudos clássicos, podem ser chamadas de Escolas Filosóficas ou Escolas de Estudos filosóficos do Taoísmo;
- a quarta se chama Ji San, que significa Acumulação da Bondade: aplica os conhecimentos taoístas em benefício da sociedade, da pessoa, da vida; podemos dizer que é a escola taoísta voltada para as práticas taoístas na vida quotidiana;
- e a última, se chama Dzan Yen, que significa Oráculos e Experiências ou seja, I Ching, Astrologia, Artes Marciais, Acupuntura, incluindo conhecimentos de cura através da ervas da medicina Taoísta e diversos trabalhos energéticos.

 

 



Budismo

O Budismo é uma das mais antigas e maiores religiões do mundo. Nasceu de ensinamentos dados há aproximadamente 2.500 anos atrás por Gautama Buda, "O Despertado" ao norte da Índia. Um dos fundamentos principais do Budismo foi definido pelo Buda como as Quatro Verdades Nobres. Isto é, a vida é sofrimento. O sofrimento é causado por afeições e aversões, embora haja uma maneira de escaparmos deste sofrimento. O fim do sofrimento é a Iluminação que pode ser alcançada através da prática do Budismo.Desde o tempo de Buda, esta religião cresceu e se desenvolveu em três ramos principais. Os ramos Mahayana e Hinayana dão enfoque ao Budismo como religião e código moral da mesma maneira que o Cristianismo é adotado no ocidente. O terceiro ramo principal do Budismo é o Vajrayana, bastante parecido com o Budismo Zen Japonês, conhecido como o "caminho curto". Em Zen e Vajrayana, o Budismo não é visto como religião per se, mas como um estilo de vida. As práticas gêmeas de meditação e consciência plena são utilizadas para o alcance da Iluminação com extrema rapidez. O praticante usa todos os aspectos de sua vida diária como instrumentos para progredir no caminho da Iluminação. A Iluminação é um estado onde o ciclo de nascimento e morte é quebrado, por onde se obtem completa compreensão da vida. Na prática Vajrayana e Zen, reconhece-se que a Iluminação pode ser alcancada nesta vida atual!



"Nossa compreensão do Budismo não é apenas uma compreesão intelectual.
A verdadeira compreensão é a propria prática."

- Zen Mind, Beginner's Mind

Para estudantes no ocidente, o maior desafio é integrar estes ensinamentos antigos às nossas vidas diárias no novo milênio. Viver num mosteiro não é uma alternativa viável para a maioria dos praticantes do Budismo no ocidente. Temos carreiras, famílias, lazeres e todas as outras coisas que formam nossa vida diária. Portanto, usamos a meditação para nos fortalecer, dar clareza a cada dia e consciência plena para transformar cada ação numa prática de meditação. Integrando-a às nas nossas vidas diárias, podemos alcançar uma grande paz e felicidade.

 

Medicina Tradicional Chinesa

O poder do corpo humano de se autocurar era uma convicção fundamental na China Antiga há 5.000 anos. Os médicos chineses acreditavam que a saúde não era só a ausência de doenças mas sim o equilíbrio harmônico do ser humano como um todo. Eles acreditavam que a saúde poderia ser alcançada e mantida em parte pelas práticas físicas (LienCh’i e Meditação), pela alimentação correta (dietoterapia) , pela acupuntura e pelo uso de ervas medicinais (Fitoterapia). Este sistema de atenção ao paciente evoluiu e tem sido aperfeiçoado através dos séculos no que denominamos atualmente de Medicina Tradicional Chinesa (M.T.C.)

Diferentemente da Medicina Ocidental atual, que tende a tratar os sintomas específicos, freqüentemente sem direcionar-se à causa principal, a Medicina Tradicional Chinesa procura concentrar-se em trazer os sistemas orgânicos internos de volta à harmonia, fortalecendo os mecanismos de defesa naturais do paciente e permitindo que o corpo cure a si próprio.

Ao mesmo tempo que a Medicina Tradicional Chinesa comprova ser eficiente como um sistema primário de atenção à saúde, ela também complementa e aumenta a eficiência das terapias ocidentais.As fórmulas específicas usadas na Medicina Tradicional Chinesa têm séculos de dados clínicos como prova de seu sucesso. Estes produtos são extremamente eficientes, com poucos efeitos colaterais e realmente não são tóxicos.

Bibliografia:

HUAI, Chin Nan. TAO Transformação da Mente e do Corpo. São Paulo: Pensamento, 1993; il.

JUNG, G.G.; WILHELM. O Segredo da Flor de Ouro - Tradução de Dora Ferreira da Silva e Maria Luíza Appy. 7ª ed. Rio de Janeiro: Vozes, 1992.

MACIOCIA, Giovanni. A Prática da Medicina Chinesa Tratamento de Doenças com Acupuntura e Ervas Chinesas. São Paulo: Editora Roca, 1996; il.

ROHDEN, Huberto. Lao-Tse Tao Te King. 3ª ed. São Paulo: Alvorada.

SHAKER, Artur. Buddhismo e Christanismo – Esteios e Caminhos. Rio de janeiro: Vozes, 1997.



LienCh'i

Filosofia e Conceitos
Equilíbrio
Equilíbrio Postural
é o nosso comportamento Estrutural

  • É a nossa Defesa

  • Cultural

  • Regras do JOGO

  • Dogma

  • Condição adquirida

- Ambiental

- Atávico


Equilíbrio Psicológico
manifestação da nossa Consciência

  • É a nossa Experiência pessoal

  • Conflitos de adaptação

  • Sub-consciência

  • Formação Mental interno

  • Condição adquirida

- Vivêncial

- Sensorial


Equilíbrio Fisiológico
nosso Corpo e nossa Forma

É a nossa Evolução, do Homo sapiens

  • Cargas dos progenitores

  • Fator Ancestral

  • Desenvolvimento de Adaptação

  • Condição pré-estabelecida

-Genético
Macrocosmo e Microcosmo

1. Homem e Natureza


- Fatores Internos
- Fatores Externos
- Síndrome Mista
2. Influência do Macro sobre Micro
3. Reflexo do Micro em relação ao Macro
Homen e Natureza

Fatores Internos:
são sentimentos e emoções
alegria
racionalização
tristeza
medo
raiva

Fatores Externos:
variação climática
calor
umidade
secura
frio
vento
canícula

Síndrome Mista:
são processos de etiologia variável
acidentes
traumatismo
picadas
- insetos e cobras
- envenenamentos
- iatrogênia, etc.

Influência do Macro sobre Micro

Meridianos ( Zonas de Influências )
Pontos e poros de Qui
Vasos Lo
Músculos Tendíneos, etc.



Mecanismo de atuação através de:
- acupuntura
- fitoterapia
- dietoterapia
- Práticas Físicas, LienCh’i e Meditação

Medicina Holistica



Conhecimento Multidiciplinar

  • Necessidades e expectativa de novos tempos
    - Informações globalizadas e comunicações compartilhadas entre corporações



Tecnologias e Experiência

- Revolução de Idéias e Informações

- Homem e máquina

- Mundo Virtual


Aprendizado Contínuo

Novo valores e conceitos

- sócio-cultural

- valores agregados

- utilização de informações


  • flexibilidade de mudanças


Novos Hábitos

Mudança de paradigmas


Novo tempo, novo costume
Criatividade como instrumento
Globalização do Mundo


MTC: Medicina Holística

Condicões:

Ser Humano como um Todo

Mente e Corpo: Entidade Única

Teoria dos Caos, Causa-Efeito, Karma, Sincronicidade

Transformação, percepção, expansão da consciência

Evolução, Principio do equilíbrio

Principio do Uno, macrocosmo e microcosmo.
Consciência

Percepção do grau de desenvolvimento intelectual e evolução


Consciência Cartesiana e Holística
Consciência como manifestação de Energia- Ch, i
Auto-Percepção

Lei natural da fisiologia orgânica


Organização estrutural e anatômica
Ordem genética

Análise, Síntese e Abstração

Distinção entre realidade lógica e analógica


Visão global
- interpretação por parte
- interpretação por todo


Compreensão

Leitura da “Vivência” cotidiana


Conceito de Eternidade

Sincronicidade

1. Ciclo Cósmico


2. Mutação e Renovação
3. I-Ching
4. Consciência Emergente
5. Inconsciência Coletiva
Ciclo Cósmico

nascer


crescer

desenvolver

amadurecer

transformação


Mutação e Renovação

- Semente para árvore

- Morte e nascimento

- Borboleta e Casulo


I-Ching

Estuda processos de mutação das Energias


* Estuda Formas de Consciência Emergente e Inconsciência Coletiva
64 arquétipos

Consciência Emergente

Transcendência do nível intelectual e racional


Tradição, Costumes, Valores sociais e Familiares do íntimo emocional

Inconsciência coletiva

Relação causal descendente


mente
corpo
espírito


Harmonia dos Homens e Espíritos

(Poderes da Natureza)

“Estado alterado da Consciência”

Leitura das Imagens Mentais do Cérebro Direito (Yin)
Expansão da Consciência

1. Domínio e controle de Impulsos


2. Transformação do “Self”
3. Estruturação e flexibilidade do “Ego”
4. Viver e Criar o próprio Mito

1. Domínio e controle de Impulsos

Transformar a energia destrutiva em construtiva


Fortalecimento da Intuição e Síntese da Mente
2. Transformação do “ Self ”

Processo de auto-conhecimento


Romper influências do negativa do meio Exterior

3. Flexibilidade do “ Ego ”

Aumento da capacidade de sobrevivência, Prosperidade,


Capacidade de adaptação
4. Viver e Criar o Mito

Significado dos acontecimentos


Atento às mudanças Externas
Poder do Ritual e Símbolos


Domínio do Ego

Búfalo como Símbolo
Domínio do Búfalo

Transcendência do Ego


Procurando o Touro

Touro oculto:

o Caminho para Casa

Outros estados de Consciência, além do Sono ou Vigília

Outros níveis de realidade
Pegadas do Touro

Percepção

Caminho

Confiança



Visão do Touro

Insight


Modificação da consciência

O obvio
Brigando com o Touro

Dificuldades

Dúvidas e confirmação

Quebra da racionalidade
Cuidando do Touro

Pacificando a mente

Desapego

Liberdade


Montando Touro e indo para Casa

Domínio da natureza inferior

Caminho da verdadeira natureza

Esquecendo o Touro

O homem está só

Volta para casa

(O touro não é mais importante)

Barco e margem do rio
Não há o Homen, nem Touro

Ao atingir o objetivo

o vazio, pleno e atemporal

A gota contém a essência do Oceano

Eternidade
Voltando à FONTE

a energia flui de si para si mesmo...

Tudo e nada

Nirvana
Encontro do Self

O Homen realizado entra no mercado, sorridente,

Descalço


Montanhas são apenas, Montanhas

Onde a mão toca nascem flores



Lien Ch’i :


Lien significa Treinar, Ch’i, energia, a consciência da auto percepção mental e corporal; práticas físicas que reúnem diversos estilos e escolas que desenvolvem controle do corpo e mente, visando a harmonia e saúde. Lien Ch’i caracteriza pelos exercícios baseados em arte marcial e fundamentado em QiGong. Constituído de uma seqüência de oito movimentos realizados de forma leve e harmoniosa, como aquecimento; dezesseis de expansão realizada de forma vigorosa, aumentando a circulação sanguínea e Ch’i, finalmente quatro que enfoca a respiração, esta série de exercícios visa “ampliarr” o circuito energético do organismo (meridianos) de forma que possa expandir a energia do praticante, harmonizar a mente e o corpo, dando equilíbrio e sensação de bem estar. O Lien Ch’i (exercício da energia) mais de mil e quinhentos anos de existência de origem da escola ShaoLin, está sendo difundido pelo médico acupunturista Dr. Jou Eel Jia, e que conta com a sua experiência e anos de prática na medicina tradicional chinesa e seu conhecimento em artes marcias, vêem a ser uma prática terapêutica corporal que englobar atividade física com exercícios de profilaxia. Este trabalho enfoca dois aspectos importantes o Qi (energia) e a respiração, que são fundamentais neste tipo de prática corporal terapêutica.




Qi Gong
Qi é energia (Ch’i), e ela é encontrada em todos os seres vivos. Todos os diferentes tipos de energia interagem entre si se modificando mutuamente. Na China a palavra "Gong" é freqüentemente usada no lugar do termo Gong Fu o qual significa Técnica, Esforço e Dedicação. Qualquer estudo ou treinamento que requeira muita energia e tempo para ser aplicado a qualquer técnica ou estudo especial desde que ela requeira tempo, energia e paciência.

Assim, a correta definição de Qi Gong é: "Qualquer treinamento ou estudo relativo ao qi que requeira um treino e muito esforço". Também o termo Gong separadamente quer dizer ciência ou estudo, e qi energia, o qi existe em tudo, desde as coisas maiores até as minúsculas. Desde que o campo do qi é tão vasto os chineses o dividiram em três categorias paralelas aos três poderes primordiais. Céu, Humanidade e Terra. De maneira geral o qi do céu é o maior e poderoso; este qi do céu contém o qi da Terra e dentro do qi da Terra vive o homem, que tem o seu próprio qi.

O povo chinês acredita que o qi humano é afetado e controlado pelo qi do céu e da Terra e que eles na verdade determina o seu destino.

A maioria das pesquisas de qi gong tem focalizado o qi humano. Muito aspecto diferente do qi humano tem sido pesquisado, incluindo acupuntura, manipulação e, tratamento com ervas (Fitoterapia), para ajustar o fluxo do qi humano, tornou-se a raiz da ciência médica chinesa.

A meditação e os exercícios respiratórios são amplamente utilizados pelo povo chinês para melhorar a saúde e até mesmo para curar certas doenças.

A meditação e os exercícios respiratórios de qi gong, servem para um papel adicional sendo utilizados por Taoístas e Budistas em sua busca espiritual para iluminação.


Histórico

A história chinesa do qi gong se divide em três períodos:

1. O primeiro período se relaciona com a introdução do I Ching, o Livro das Mutações do povo chinês antes do ano 2400 aC;

2. O segundo se relaciona com a introdução do Budismo, importado da Índia no ano 206 aC. , o que levou a prática da meditação unida às técnicas do qi gong, surgindo o nome de qi gong religioso.

3. O terceiro período se relaciona com o descobrimento da prática do qi gong com propósito marciais, na época da dinastia Liang (502 -557 dC.).

Após o ano 1911 da nossa era, com o final da dinastia Qing os treinos de qi gong, aparecem mesclados com práticas da Índia, Japão e outros países.

A pratica do qi gong foi durante muito tempo realizadas a portas fechadas, tanto as técnicas religiosas como marciais, eram ensinadas de Mestre a discípulo cuidadosamente escolhidos.

Após o ano 1911 sua prática entrou numa nova era em função do advento das comunicações e influências do ocidente.

Criaram-se numerosas técnicas e podemos vê-las florescendo na Coréia e Oriente Médio. No ocidente, o conhecimento começa agora a se difundir, com grandes resultados, pois a prática do qi gong em função de sua eficiência extrema vem de encontro a sua necessidade proeminente do Ocidental, que é a melhoria da saúde e principalmente a prevenção de enfermidades de todo tipo.

Atualmente, foram publicados diversos trabalhos de mapeamento do qi, cujo enfoque foi o rastro de calor, infravermelho de 7,8 µn, que existem no corpo humano.




Categorias de Qi gong

Existem quatro escolas maiores ou categorias que foram criadas pelos diferentes tipos de pessoas: os eruditos, os médicos, os artistas marciais e os monges.

Todos tinham sua categoria específica de qi gong.

O qi gong religioso foi dividido em estilo Budista, Taoísta e Tibetano.

A maior parte da filosofia Chinesa, é focalizada no estudo da natureza humana sentimentos e espírito como se destaca especialmente nos eruditos chineses e nos budistas também tibetanos das sociedades religiosas.

Os eruditos acreditavam que as maiores enfermidades eram causadas por desequilíbrio emocional e espiritual. Usavam a meditação para regular a mente e obter saúde.

Os budistas procuravam a independência espiritual e o supremo estágio da iluminação Búdica. Tantos foram capazes de atingir os mais altos níveis de meditação coisa que nenhum outro estilo na China conseguiu. Apesar de que estes dois grupos enfatizavam a meditação espiritual eles também utilizaram os exercícios físicos deixados pelo vigésimo oitavo patriarca zen Budista Bodhidharma, o Luo Han Shi Pa Shou (dezoito mãos de Luo Han).

O qi gong criado pelos médicos enfatizavam a saúde e a cura física, utilizando muitos exercícios corporais. Eles também confiavam profundamente na acupuntura, nas ervas para ajustar o qi (energia básica) que se tornava irregular em função das doenças.



A Escola dos Eruditos

A Escola dos Eruditos era formada pelos confucionistas e pelos taoístas.

Pregavam a lealdade, a piedade filial, a humanidade, a suavidade, a sinceridade, a justiça, a harmonia e a paz.

Seus precursores eram Confucius, Lao Tzu. Baseavam-se no Tao Te King e nos ensinamentos Budistas; que gradualmente começou a ser tratado como religião.

Eles acreditavam que muitas doenças são por excessos mentais e emocionais, esses desequilíbrios afetavam seus órgãos.

Por exemplo, a depressão pode causar úlceras estomacais e indigestão.

A raiva causa o mau funcionamento do fígado. A tristeza causa estagnação nos pulmões. O medo pode perturbar o funcionamento normal dos rins e da bexiga.

Eles perceberam que se você quer evitar doenças deve aprender a equilibrar e relaxar seus pensamentos e emoções.




A Escola dos médicos

Na antiga sociedade chinesa a maioria dos imperadores respeitava os eruditos e eram afetados por sua filosofia.

A medicina foi se aprimorando e seus conhecimentos passados as gerações posteriores.

Os médicos acreditavam que era preciso práticas de exercícios físicos, não se detendo sós às meditações estáticas.

Acreditavam que o corpo precisava mover-se, isto, circulava a energia pelo corpo.

Após profundas investigações os médicos, encontraram movimentos que poderiam ajudar a curar doenças particulares e também que as causas de muitas enfermidades era a falta e o desequilíbrio do qi, que, após longo tempo afetaria os órgãos físicos.

Em suma a escola dos médicos enfatiza exercícios de meditação em movimento (Tai jii Quan, Gong Fu, Lien Gong, Lien Ch’i, entre outros).

Tem como principal objetivo, a manutenção da saúde e a cura de doenças e os exercícios de qi gong eram apenas uma pequena parte da ciência médica chinesa sendo as ervas medicinais, acupuntura e a massagem; os maiores métodos de cura.



A Escola dos Artistas marciais (militares)

O qi gong chinês marcial ou militar, começou a ser desenvolvido no mosteiro Shao Lin durante a dinastia Liang (502-557d.c.) depois que o vigésimo oitavo patriarca Zen Bodhidharma ensinou os exercícios do clássico cambio muscular (Luo Han Shi PA Shou).

Quando os monges treinaram este qi gong perceberam que não apenas melhoravam sua saúde, mas também aumentava grandemente o poder de suas técnicas marciais, desde aí muitos estilos marciais desenvolveram conjuntos de qi gong para aumentar sua efetividade.

Dentro destas escolas existem duas linhas: a Wei Dan (yin qi gong) do elixir externo que enfatiza gerar o qi nos membro para coordenar-se as técnicas marciais usadas pelos soldados imperiais, gerando qi usando exercícios especiais, concentração da mente no decorrer da prática, isto lhes aumentava a força tanto para golpes recebidos como para projeta-los.

A outra escola e a Nei Dan (Yang qi gong) do elixir interno que enfatiza geração de qi no corpo independente dos membros, este qi é então levado aos membros para aumentar seu poder através de técnicas mentais, este sistema é usado nas escolas de Tai jii Quan principalmente na escola Yang.


Qi gong Budista Tibetano

O Tibet foi influenciado tanto pela Índia como pela China, mas seus milhares de anos de estudos e pesquisas levaram os Tibetanos a estabelecer seu único e próprio estilo de meditação.

A meditação qi gong tibetana a as artes marciais foram mantidas em segredo, por causa disto e da diferença de idioma existem poucos documentos sobre isto na China.

O qi gong Tibetano e as artes marciais, não fora ensinada na sociedade chinesa, até quase a dinastia Qing (1644 -1911).

Desde lá se tornaram mais populares.

Esta pratica respiratória é a mesma praticada na Índia sob o nome de Tantra Yoga Superior, e conhecida no Tibet sob o nome Tung Mo ou a ciência do controle das artes vitais.



Benefícios da prática do Lien Ch’i:
Saúde física:

  1. Excelente para aumentar o tônus muscular;

  2. Melhora a circulação sistêmica do sangue;

  3. Estimula a propriocepção e nocicepção;

  4. Estimula os circuitos cerebrais entre área 4, gânglios da base e ações cerebelares;

  5. Melhora a mobilidade do músculo diafragma;

  6. Aumenta a capacidade respiratória.


Saúde emocional:

  1. Proporciona tranqüilidade;

  2. Libera a estase de raiva;

  3. Melhora o controle emocional;

  4. Promove bem estar pessoal.


Atividade intelectual:

  1. Melhora o raciocínio lógico;

  2. Possibilita uma melhor memorização através da estimulação de novas vias neurais;

  3. Aumenta a concentração.


Socialização:

  1. Melhora o bem estar social;

  2. Aumenta a conscientização de si e seu meio;

  3. Contribui para estimular o espírito de companheirismo.


Disciplina:

  1. Promove uma organização das ações do dia–dia através do movimento;

  2. Estimula a perseverança;

  3. Aumenta a autoconfiança;

  4. Estimula o espírito de liderança.



Origem do ideograma chinês:

A caligrafia chinesa não só é uma ferramenta prática para viver o dia-a-dia; ela compreende, junto com a tradicional pintura chinesa, a mais importante corrente de arte da história da China. Todos os tipos de pessoas, de imperadores a camponeses, têm avidamente colecionado trabalhos de boa caligrafia. E os trabalhos caligráficos não são feitos em rolos de papel ou emoldurados para se manterem em um quarto ou em estudo; são encontrados em todos os lugares que você olha: em placas de lojas e edifícios comerciais e governamentais, em monumentos e em inscrições de pedra. Todos estes exemplos de caligrafia chinesa possuem supremo valor artístico. Hoje, como no passado, calígrafos são freqüentemente literato como também artistas. Seus trabalhos caligráficos podem incluir representações de seus próprios poemas, músicas, versos ou cartas; ou de seus mestres famosos. (A caligrafia pode trazer benefícios físicos e espirituais para o praticante e pode treinar a pessoa em disciplina, paciência, e persistência. Como resultado, muitos dos calígrafos da história da China tiveram vidas ricas e viveram por muito tempo).

Praticar caligrafia pode refinar até mesmo a personalidade de uma pessoa e mudar sua perspectiva na vida. É por estas razões que os estudiosos chineses atribuem tradicionalmente grande importância à caligrafia.

O ideograma ao lado representa a palavra Ch’i: gás, ar, respirar, cheira odor;



O ideograma ao lado representa a palavra Mi: Arroz.



O ideograma ao lado representa a palavra Ch’i que é a junção de Ch’i, ar ou respirar, com Mi, arroz, ou seja, os dois elementos essenciais para a vida. Então, podemos dizer que Ch’i significa: Energia Vital, energia da vida, espírito, essência, etc.



O ideograma ao lado representa a palavra Lien: Exercício, treinar, praticar, etc.



Então, Lien Ch’i significa: Exercitar, treinar, praticar a elevação do espírito, a energia vital ou energia da vida.


Bibliografia


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JUNG, G.G.; WILHELM. O Segredo da Flor de Ouro - Tradução de Dora Ferreira da Silva e Maria Luíza Appy. 7ª ed. Rio de Janeiro: Vozes, 1992.
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YIN E YANG


Yin e Yang são conceitos que fundamentam a Medicina Tradicional Chinesa, tal como o conceito de Qui. São princípios fundamentais, opostos e complementares, que interagem entre si e auxiliam a percepção e compreensão de várias contradições na anatomia e fisiologia do corpo humano, assim como diagnóstico e tratamento.. Esse conceito chinês de Yin e Yang representa a idéia de que o mundo é um todo e que esse todo é o resultado da união contraditória de dois princípios, o yin e o yang. Para uma melhor compreensão dos acontecimentos dinâmicos de todas as coisas que ocorrem no Universo foi elaborada a teoria do Yin – Yang. Portanto tudo o que acontece no cosmos tem dois aspectos opostos e interdependentes e Yin-Yang é uma forma de expressarmos esse pensamento.

O conceito de Yin e Yang surgiu da observação das leis que estabelecem a ordem natural e existência das coisas e a essência e condição própria dos seres. Provavelmente a mais antiga observação foi a explicação da mudança cíclica entre o dia e a noite. Todas as coisas estão sujeitas à mutação a cada instante, porém as mudanças ocorrem em seqüências regulares, com períodos de duração sempre igual e com os fenômenos astronômicos repetindo-se sempre na mesma ordem. Noite e dia, primavera, verão, outono e inverno são previsíveis.

Yin e Yang são termos relativos para expressar que a polaridade não é estática, mas dinâmica, em constante mutação, significando que não existe apenas frio e calor, mas calor transmutando-se em frio e frio se transformando em calor.

Deste modo a correlação entre Yin e noite e Yang e dia permitiram estender a observação para outros fenômenos como escuridão e luminosidade, atividade e repouso, terra e céu e a correspondência entre Yin e Yang. O Yang puro ou cósmico refere-se ao Céu, pois é a Energia que se forma fora, para o alto, mais pura onde encontramos o Sol, e o Yin puro ou cósmico refere-se à Terra, à Energia mais pesada que toma forma e se adensa para formar a terra. O jogo entre dia e noite, intercalando-se, entremeando-se, confundindo-se entre si dá ao céu a forma arredondada e a terra a aparência plana. Do céu pendem essências yang e da terra brotam essências yin. O Leste é onde o sol nasce e corresponde ao Yang e o Oeste, o por do sol, ao Yin. Pela tradição, nas cerimônias o Imperador devia posicionar-se olhando para o Sul e ficando assim à sua direita o oeste e à esquerda o leste. Desta maneira, leste e esquerda corresponde ao Yang e oeste e direita ao Yin. De um modo geral tudo o que é animado, em movimento, exterior, ascendente, quente, luminoso, funcional, cujas capacidades se desenvolvem, tudo o que corresponde a uma ação é Yang. Tudo o que está em repouso, tranqüilo, interior, descendente, frio, sombrio, material, cujas funções decrescem, tudo o que corresponde a uma substancia é Yin. A água é Yin, o fogo é Yang. A água é de natureza fria e escorre, assim é Yin; o fogo é de natureza quente e suas chamas se elevam, e, portanto é Yang. Não se mover é yin, mover-se é yang. Yang simboliza o estado mais rarefeito e imaterial da matéria enquanto o Yin representa o estado mais material e denso

A dicotomia Yin –Yang é a expressão da variação sucessiva de estados opostos. O dia é Yang, mas ao alcançar seu apogeu o Yin dentro dele começa a se desenvolver e mostrar-se gradativamente. Isso significa que cada fenômeno pode pertencer ao Yin ou ao Yang, mas dentro dele há a semente da fase contrária.

Yin e Yang simbolizam a imagem de um estado único de mudança e transformação de tudo o que há no Universo. Nada é absoluto, portanto não há totalmente Yin ou Yang. Essa relatividade manifesta-se na idéia de que Yin e Yang podem transformar-se um em outro, assim como noite e dia se transformam, como o gelo solidificado transforma-se em água e esta em vapor que ao se condensar transformar-se-á em gelo novamente.

Juntos Yin e Yang produzem energia e todos os fenômenos. Yin e Yang atraem-se mutuamente e ao mesmo tempo se repelem e quanto mais semelhante maior a força de repulsão e vice-versa. Todos os fenômenos são efêmeros e são dotados de polaridade e transmutam-se.

Yin e Yang e a interdependência


Apesar de Yin e Yang serem representações de idéias opostas há uma relação de dependência entre eles. Yin e Yang são relativos, não absolutos. Todas as coisas existem em oposição complementar. Para existir o Yin é preciso haver o Yang, assim como não existe frio sem calor. Não há movimento sem resistência ou mudança. Não há sombra se não houver a luz, nem o verão sem o inverno. Esse princípio de oposição complementar transformando-se em um uno (o Tao), existe em todas as coisas da natureza e originam as manifestações que contem em proporções variáveis ambos os princípios, com predomínio de um ou outro temporariamente. Todos os aspectos em sentido contrário existem simultaneamente.

Esta interdependência entre yin e yang mostra uma relação de reciprocidade onde um depende do outro, não existe separadamente e não há separação

Do ponto de vista da Medicina Tradicional Chinesa não há separação entre Matéria e Energia. Energia é a essência do todo, seu princípio e fim, e manifesta-se no homem com todas as suas expressões vitais, físicas e psíquicas produto da atividade Yin-Yang. O homem carrega dentro de si o Tao e é o próprio meio e fim deste instrumento. Para a Medicina Tradicional Chinesa é um transformador de Energia e seu organismo está assim estruturado. As vísceras são de característica Yang, pois transforma alimento em Sangue que serão armazenados por órgãos de natureza Yin. Na esfera de pensamento da Medicina Tradicional Chinesa o conceito de oposição complementar entre Yin e Yang repercute nas observações físicas do corpo humano. Yin refere-se a substancias materiais, ao espaço interior e inferior, à temperatura fria e ao aspecto opaco ou lento. Yang por sua vez relaciona-se ao processo funcional, espaço exterior e superior, à temperatura quente e aspecto brilhante e rápido. Os meridianos que percorrem a face medial dos membros são de característica Yin, enquanto que os que percorrem a face lateral são de característica Yang. Entre os fatores causadores de adoecimento Frio e Umidade são considerados Yin, ao passo que Calor e Secura Yang.

Cada parte do corpo humano representa um aspecto Yin ou Yang, porém isso é relativo. A região abdominal pode ser considerada Yin em relação ao tórax, porém é Yang em relação à parte inferior do corpo.

A cabeça é o lugar onde todos os meridianos Yang se encontram e essa relação do Yang com a cabeça manifesta-se de várias formas . Primeiro, o Qui tende a se elevar e como a cabeça é a região mais alta do corpo o Yang tenderá a ascender para essa região. O segundo fator relaciona-se ao fato de ser uma região facilmente afetada por fatores perversos Yang como Calor e Vento, ao contrário do que ocorre com tórax e abdome que são mais facilmente afetados por fatores perversos Yin como Frio.

Cada órgão relaciona-se com uma víscera formando uma unidade bipolar Yin – Yang e no interior de cada órgão está presente o Yin e o Yang, como por exemplo, Yin e Yang do Fígado. Tendões e músculos são mais internos e são Yin, pele é Yang. Dessa mesma forma poderemos dizer que o dorso é Yang porque nele correm os meridianos Yang e protegem o organismo contra a invasão de fatores exteriores. A frente é Yin, pois os meridianos Yin que fluem transportam Qui que nutre o organismo.

Quanto às patologias a relação Yin-Yang é vista como a manifestação de excesso de Yin produzir frio e sua deficiência calor. A transformação de um em outro é observada quando do máximo Frio surge o Calor e vice-versa, e as patologias Yin podem se transformar em Yang. Manifestações de frio podem surgir em patologias de intenso calor. Essas mudanças só podem ocorrer quando houver condições para tal, como o amadurecimento das condições internas. Outra condição preponderante para o processo de transformação é o fator tempo, ou seja, as condições devem estar preparadas para a mudança.

A natureza oposta é refletida quando a deficiência de um leva ao excesso de outro. Também há de se considerar que a função vital Yang necessita da matéria Yin para agir. Se há excesso de Yang o Yin pode ser lesado e podemos ter manifestações clínicas de agitação, insônia, nervosismo. Quando o contrário acontece o excesso de Yin que surge pela deficiência de Yang pode ser expresso por sonolência, quietude.

A diferenciação entre Yin e Yang embasa o entendimento dos processos patológicos. Quando citamos Yin do Rim queremos exprimir a idéia de estrutura material do Rim onde está armazenado o Jing e Yang do Rim as funções primordiais do órgão.

Os aspectos contrários estão em contínuo movimento mantendo equilíbrio e permitindo que o aumento de um leve ao decréscimo do outro. Em condições normais há limitações para essas transformações promovendo harmonia dinâmica fisiológica. Quando surge a instabilidade há aumento das probabilidades de aparecimento de doenças. Essa instabilidade causa padrões mais comuns de manifestação do desequilíbrio Yin e Yang e que são vistos no surgimento das patologias: excesso de Yin associado à deficiência relativa de Yang, excesso de Yang com deficiência relativa de Yin, deficiência de Yang com aumento relativo de Yin e deficiência de Yin com excesso relativo de Yang. Como não podemos falar em absolutismo esses padrões mesclam-se para formar novos padrões e assim conseqüentemente novas etiologias para o processo de adoecimento.

Yin e Yang devem coexistir em harmonia e se ocorre o desequilíbrio surge a doença. Assim a teoria Yin – Yang é importante para servir como diagnóstico e auxiliar quanto ao princípio de tratamento.

Pode-se dizer que o homem é produto de forças cósmicas, saúde e doença são produtos dessas forças em equilíbrio ou não. Yin e Yang estão mesclados em proporções corretas e fornecem o equilíbrio energético. Quanto estas proporções se alteram há enfermidade. Yin e Yang originam água, fogo, madeira, metal e terra e os cinco formam o Yin e Yang.

Viver em harmonia é contrabalançar o Yin e Yang, é saber proporcionar o equilíbrio entre as formas opostas, perceber o constante movimento de transformação e ter a capacidade de adaptação a essas constantes mutações.

Lien ch’i: 8 movimentos
Aquecimento (oito movimentos): movimentos suaves que visam “ativar” circuito de circulação energética do organismo (meridianos), proporcionando sensação bem estar, de harmonia mental e relaxamento físico.


  1. Abraço do Céu e Terra: Triplo aquecedor, plexo solar

Finalidade: ativação do plexo solar, sistema mesentérica;

Indicação Clinica: flatulência, obstipação, cólica mestrual, etc.




  1. Giro do TaiCh’i: Rim, meridiano e TaiMai

Finalidade: ativação do Rim, órgão pélvicos

Indicação Clínica: lombalgia, cansaço, hérnias do abdômen inferior




  1. Arco e flecha: ZhongQui (pulmão)

Finalidade: expandir Pulmão, capacidade respiratória

Indicação Clínica: asma, doenças pulmonares, falta de “fôlego”




  1. Grande círculo do Ch’i: BP – energia YongQui

Finalidade: Sistema digestivo e circulatório

Indicação Clínica: má digestão, falta de apetite, gastrite, úlceras, colites, etc.




  1. Balanço do Dragão: Coração- ansiedade

Finalidade: sistema cardiovascular, circulação geral

Indicação Clínica: Hipertensão, palpitação, angústia, depressão, stress, perda de memória, etc.


6) Despertar do Ch’i: ZhengQui- Vaso concepção,

Finalidade: estado geral, energia Primordial, captação do Ch’i

Indicação Clínica: apatia, falta de ânimo, fadiga, desmotivação, infertilidade, diminuição de libido, etc.



  1. Tartaruga: (rim, plexo solar)- acumular JingQui

Finalidade: aumentar resistência física e mental

Indicação Clínica: tontura, vertigens, zumbido de ouvido, pesadelos, insônia, mão e pés frias, etc.




  1. Cegonha: Vaso concepção e governador

Finalidade: força mental e física

Indicação Clínica: flexibilidade, aumento de resistência imunológica, circulação geral do corpo, integrar fisiologia de todas sistema do corpo


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