Liesv parte 1: Da Estrutura Administrativa da Agremiação



Baixar 118.47 Kb.
Encontro27.07.2016
Tamanho118.47 Kb.





Organograma Oficial

Carnaval Virtual 2010
LIESV


Parte 1: Da Estrutura Administrativa da Agremiação

01. Nome Completo da Escola

GRESV Bambas Sambario




02. Presidente Administrativo da Escola (Nome completo não abreviado e pseudônimo)

Marco Andrews Felgueiras Maciel




03. Carnavalesco(a)/Comissão Carnavalesca da Escola (Nomes completos e pseudônimos)

Luis Gustavo Butti Peixoto




04. Intérprete(s) da Escola (Nomes completos não abreviados e pseudônimos)

Marco Andrews Felgueiras Maciel (ao vivo) e Antônio Carlos Sampaio da Silva (no CD)




05. Demais Membros Internos da Escola (Nome completo não abreviado, pseudônimo e respectivo cargo na escola, se houver)

Nenhum




06. Pavilhão (Bandeira) da Escola





Parte 2: Do Enredo a ser Apresentado

07. Tema-Enredo (Título do enredo e sub-títulos, se houverem)

Não tem pra Ninguém! A Bambas 90 é Nota 100!






08. Autor(es) do Enredo

Marco Andrews Felgueiras Maciel e Luis Gustavo Butti Peixoto




09. Enredo (Direcionado aos julgadores)

A GRESV Bambas Sambario levará para a Passarela João Jorge Trinta um resumo do que foi a década de 90. Como foi um decênio vivenciado por todos nós e até hoje está fresquinho em nossa memória, a escola traz para a avenida um desfile divertido, familiar, de fácil leitura, a fim de despertar tamanha nostalgia que fará todos retornarem aos anos 90 para reviver seus principais acontecimentos e fatos, em forma de fantasia. O que de mais relevante ocorreu na década? O que foi moda? O que fez sucesso naquela ocasião? Em sua estreia na LIESV, a Bambas Sambario leva para a Passarela Virtual, num mar de nostalgia, o melhor da década que encerrou o milênio em grande estilo.




10. Sinopse (Direcionada aos compositores – deixar em branco se for o mesmo texto apresentado aos julgadores)

JUSTIFICATIVA

Oh-oh...
Tá pensando o que eu tô pensando, B1?
Eu acho que sim, B2!
É HORA DE EXALTAR OS ANOS 90!!!!!


dado o recado, Bananas! A década de 90 – nem tão distante assim, ainda - e seus acontecimentos aos poucos começam a se tornar tão cultuados como os 80. Então já está na hora de traduzi-los em fantasias e alegorias, na magia do carnaval virtual, a fim de que a nostalgia reine dentre os espectadores na estreia da GRESV Bambas Sambario no Grupo de Acesso da LIESV, com a ideia fixa de que os 90 nunca irão terminar. Viva a Geração Trakinas! Parafraseando a histórica vinheta dos 25 anos da Rede Globo, completados em 1990: “Não tem pra ninguém! A Bambas 90 é Nota 100!”. 

SINOPSE

No ritmo da lambada, a dança proibida, a década começou com a posse de Fernando Collor de Mello, o primeiro presidente brasileiro eleito pelo voto popular depois do comando dos militares. E, de cara, tivemos de engolir um polêmico pacote econômico que confiscou nossa poupança. Antes dos jovens caras-pintadas saírem às ruas para clamar pelo impeachment do dono da Casa da Dinda, a União Soviética se dissolvia graças ao “homem da mancha” e uma guerra era transmitida ao vivo para todo o mundo. Depois da cassação do homem que clamou ao povo que “não o deixasse só”, o homem do topete assumiu e, além ressuscitar o Fusca, ajudou a estabilizar de vez nossa economia com o Plano Real e assim nunca mais o Dragão da Inflação nos atazanou. 

Pelas bandas de Seattle, um conjunto revolucionou o rock: era o Nirvana com o antológico álbum “Nevermind” e o bebê embaixo d’água na capa. Ao mesmo tempo em que o mundo tentava decorar passo a passo da complexa coreografia de “Macarena”, crianças e adolescentes presenciavam uma fábula chamada Mamonas Assassinas, cujo meteórico e gigantesco sucesso foi interrompido precocemente no alto de uma serra. Enquanto tínhamos a explosão das duplas sertanejas e dos Backstreets Boys, Spice Girls e New Kids on the Blocks da vida, o pagode também despontou nos 90. Se “a barata da vizinha” nos afligia, nada como pegar a vassoura e espantá-la. Pra depois, sair cantarolando: “diga aonde você vai que eu vou varrendo”... Em seguida, o país se viu contagiado pela onda do Axé Music. Foi um tal de “Segura o Tchan” aqui, um “Ralando na Boquinha na Garrafa” ali que eu vou te contar... Por isso, “Xô Satanás!”. 

Vamos recordar os principais acontecimentos esportivos? Nos Jogos de Barcelona, os mesmos que consagraram o “dream-team” norte-americano do basquete, a nossa seleção de vôlei masculino, embalada pelo “ai, ai, ai, ai, em cima, em baixo, puxa e vai”, conquistava a primeira medalha de ouro do país em esportes coletivos. Mas nem tudo seria felicidade... Numa manhã de domingo, o Brasil assistiria ao vivo, estupefato e impotente, ao fim de um sonho em uma batida a quase 300 por hora na temida curva Tamburello no circuito de Ímola. Ayrton Senna passaria a brilhar nas pistas divinas. Porém, dois meses depois, um grito preso na garganta seria finalmente libertado depois de um jejum de 24 anos: era o Tetracampeonato em terras norte-americanas.

Cientificamente, tivemos uma década bastante farta. A Internet tomava forma, com os computadores passando a ter fins domésticos, algo até então visto com ceticismo pelos intelectuais. As salas de aula, por um breve período, foram infestadas pelo “tamagotchi”, um bichinho virtual que a criança via nascer, dava comida para ele crescer, fazia dormir... até que um dia ele morria, para a comoção da criançada. Mas era só apertar o “reset” pra recomeçar uma nova trajetória... Os meninos, quando não colecionavam as miniaturas “cabeções” que representavam os jogadores brasileiros na Copa de 98, estavam por aí jogando tazos. No mundo do vídeo-game, daríamos vida a um ouriço azul que podia dar um giro supersônico, além de proporcionar um clube da luta cujo maior golpe chamava-se “hadouken”. Ah, e quem diria que uma simplória ovelhinha chamada Dolly iria centralizar todas as atenções... 

Tivemos fartura nas artes, tanto na TV quanto no cinema. A pureza da criançada na novela mexicana “Carrossel” incomodou e muito a Globo, assim como a bela paisagem do “Pantanal”. Os dinossauros, mesmos milhões de anos depois de extintos, voltaram à ser moda graças a um bordão: “Não é a mamãe!”. Até Steven Spielberg faria um parque só para eles... E o mundo inteiro chorou com o romance entre Jack e Rose no transatlântico “Titanic” e se divertiu com as histórias contadas por um certo “Forrest Gump”. Pena que, no Oscar, “Central do Brasil” bateu na trave. E enquanto Doug Funnie cortejava Patti Maionese cantando “Ôiô Mingau Matador”, a dupla Beavis & Butt-Head, dois jovens americanos à beira do retardo mental e obcecados por sexo (e impossibilitados de fazê-lo), levava os telespectadores da MTV à loucura. Pelas bandas da obscura Springfield, uma família maluca fazia apologia ao “politicamente incorreto”: eram os Simpsons. Faria ainda muito sucesso um desenho que, no Japão, seus efeitos visuais levaram centenas de crianças a serem hospitalizadas: Pokémon. Isso sem contar quatro tartarujas ninjas com nomes de artistas do Renascimento... Nas manhãs globais, a cachorra Priscila animava as manhãs “colossais” e quatro bonecos coloridos denominados “Teletubbies” cativavam a criançada. Numa plena época em que os hormônios dos garotos adolescentes – quando não estavam naquelas perigosas festas dos anos 90 - começavam a explodir, muito por incentivo das depilações da Tiazinha ou pela “Playboy” da Feiticeira, até hoje a mais vendida da história da revista. “Sai de Baixo!!!!!”.    

E os carnavais? Ah, os carnavais... Tivemos na Marquês de Sapucaí uma década marcada pelos belos sambas oriundos de Padre Miguel, que promoveu sua virada, exaltou as águas, afirmou que “sonhar não custa nada”, refletiu que “a mão que faz a bomba, faz o samba” e destacou a arte da música de Villa Lobos. Mas eis que a Paulicéia Desvairada da Estácio surpreendeu e o Brasil inteiro “explodiu os corações” com o Ita do Salgueiro. Com Rosa Magalhães e o “jegue escondido na história”, a Imperatriz Leopoldinense emplacaria uma sequência de títulos que até hoje é contestada pelos mais conservadores, que alegam que a verde-e-branco de Ramos realizou desfiles apenas para os jurados, com pouca empatia para com o público. Joãosinho Trinta ainda conduziria a Viradouro ao rol das campeãs do carnaval, bem como a Mangueira emocionaria com a homenagem a Chico Buarque e, por fim, arrancaria lágrimas do público com a inesquecível comissão de frente formada por sambistas em “O Século do Samba”. 

E já que o “Etê” de Varginha não deu as caras, o mundo não acabou como previsto em agosto de 1999 e o temido Bug do Milênio também não passou de disparate, quando o público acompanhar o desfile de 2010 da GRESV Bambas Sambario, cada bamba da Internet, na tela de seu computador, irá bradar: 

AH, EU TÔ MALUCO!!!! 

Texto: Compadre Washington (corrigindo, Marco Maciel)
Carnavalescos: Allejo, Janco Tianno e Rico Salamar (opa, quer dizer, Ewerton Fintelman, Leonardo Moreira e Luís Butti)
Enredo: Marco Maciel e Luís Butti


AOS COMPOSITORES: Para exaltar os 90, a GRESV Bambas Sambario deseja um samba-enredo leve, mas que tenha um requinte de lirismo e valentia, bem ao estilo David Corrêa em suas obras pra Portela. Que o espírito e a nostalgia dos 90 os ilumine na composição e proporcione à nossa escola mais um grande samba-enredo para 2010, bem como foi com a homenagem a Bezerra da Silva. Envie letra e áudio do samba-enredo parasambariobr@yahoo.com.br. Cada compositor pode concorrer com quantos sambas quiser, solo ou em parceria. Podem gravar com ou sem acompanhamento de cavaco e percussão, e de preferência com duas passadas da letra.

PS: Tomou?


Parte 3: Do Samba-Enredo a ser Apresentado

11. Autoria do Samba-Enredo

Rodrigo Raposa




12. Letra do Samba-Enredo (repetições devem ser destacadas em negrito)

Samba-enredo GRESV Bambas Sambario 2010
Sou eu, tô de volta na pista
Pra abrir meu baú de lembranças
Da luta "do dragão com a realeza"
Um "deixa-pra-lá" - tristeza
Num compasso de criança
"Nessa suruba" tem barata e vassourinha
Mais vitamina de banana com chiclé
Anjos olhando pelo nosso esporte
Corrente pra nossa banda prosperar
"Em cima, embaixo, puxa" e vamos lá!

Apitei que tô com fome... me dá carinho!
Sou molequinho e tô aprendendo a jogar
Lua pra frente, um e dois é o caminho (bis)
Vou te dar um nó na cuca
E dois de mim vão te bolar

Vem cá, pra eu te contar
Vou desfilar alta costura
Já tô "pra lá de Bagdá"
Vendo dobrado, que loucura
Entra na linha comigo
Ser meu virtual amigo
Tá tudo aí! Chega mais e vê que maravilha
Viva o hoje cheio de alegria
Pra amanhã ser só sorrir

Não tem pra ninguém!
Só quem é bamba "vira e mexe" pra valer (bis)
"Pintou" Sambario, "rolou" nota cem
"Um caso de amor com você"


Parte 4: Do Desfile da Agremiação

13. Número de elementos de desfile (Número de alas; de carros alegóricos; de tripés e quadripés, incluindo os utilizados pela comissão de frente, se houver; de casais de mestre-sala e porta-bandeira; de destaques de chão e afins, se houver)

25 alas, 5 carros, 2 tripés, 3 casais e 1 destaque




14. Organização dos elementos de desfile (a setorização é opcional; alas obrigatórias devem ser devidamente discriminadas)

Comissão de Frente - Ballet das Cegonhas na Estrela Bamba do Tempo

Abre-alas (Carro 1) - A Cidade Bambástica das Lembranças e o Senhor Bamba da Memória

Ala 1 - Cheguei! Sou bolacheiro, revoltado e pegador. Os Sobreviventes do Túnel do Tempo

Ala 2 - Devolve meu dinheiro, Presidente!

Ala 3 - Fuscão Preto, você tem bolso de aço!

Ala 4 - Mostraram o "Bill" do Presidente

Ala 5 - A Nova Ordem Mundial

Carro 2 - O Show Não pode Parar

Ala 6 - Coração Sertanejo

Ala 7 - Universo Pop

1º Casal de MS e PB - A Barata e a Vassoura

Ala 8 - A Bundalização (Axé Music)!

Ala 9 - Negro é Lindo (Música Negra)

Ala 10 - Olha o Gás! Pour Elise vive

Carro 3 - A Gente vai se ver na Globo! Ou não...

Ala 11 - A Geração M (MTV Brasil)

Ala 12 (crianças) - Mamíferos Parmalat (Hora do Comercial)

Ala 13 - A Sambario viu o Titanic que Afundou, Afundou…

2º Casal de MS e PB - Toe Jam & Earl - O Mundo dos Videogames

Tripé 1 - A Festa dos Esportes

Ala 14 - Enterrando o Preconceito (Magic Johnson e a NBA)

Ala 15 - Tyson x Holyfield (Mordendo Orelhas)

Ala 16 - A Pátria de Raquetes (Guga)

Destaque de Chão - É Tetra!

Carro 4 - Virou Mania!

3º Casal de MS e PB - Beavis & Butt-Head

Ala 17 - Menina, te contei? Então Liga pro meu Celular!

Ala 18 (Baianas) - Moda Jovem

Ala 19 - Entre Tazos e Tamagochis, qual a sua Diversão?

Ala 20 - Meu Pikachu é Bem Feroz

Ala 21 - Festa Estranha Com Gente Esquisita (Macacaralho)

Ala 22 (Bateria) - Ovelha Dolly – A Multiplicação do Som

Ala 23 - Oi, Kd Vc? Eu 20ver! Vamos Teclar? Ih, Xizou

Carro 5 - Entre alegrias e emoções, qual é a sua?

Ala 24 (Velha Guarda) - O Chuê-Chuá da Catarina em Paulicéia de Malandro

Ala 25 - Mê dê a mão, me abraça - Sampa também dá samba, sim senhor!

Tripé 2 – Nostra-Fail (O Bug do Milênio)



Descrição dos Elementos de Desfile

(em ordem de apresentação)

01: (Comissão de Frente) – (Ballet das Cegonhas na Estrela Bamba do Tempo)

Os Senhores Bambas da Memória (na comissão, representados por pessoas) proporcionam a magia da comissão de frente da Bambas Sambario. Os Senhores são soberanos no tripé e soltam a fumaça que invoca as cegonhas que irão bailar na Estrela Bamba do Tempo. A Estrela funciona como o túnel do tempo que nos conduz ao baú de lembranças do abre-alas e simboliza a explosão da nova vida nos anos 90.




02: (Carro 1 – Abre-Alas) – (A Cidade Bambástica das Lembranças e o Senhor Bamba da Memória)

O abre-alas é uma extensão da comissão de frente. A Cidade Bambástica das Lembranças, ao ritmo de samba e abençoada pela Escultura do Senhor Bamba da Memória, passa a tomar conta da Passarela, iniciando nosso retorno aos anos 90 em forma de carnaval. Ao abrirmos nosso baú, vamos passear por uma década de lembranças agradáveis – verdadeiros sonhos - e também de outras tristes – simbolizadas pelos dragões vermelhos que assombram a cidade. Na frente da alegoria, o letreiro BAMBAS em metal, traz o tom da alegoria. Na frente, um castelo medieval, tomado por dragões (sim, aquele mesmo da Realeza, presente em nossos pesadelos, trazendo as lembranças más) e cavalos alados, representando as lembranças boas. A Cidade Bambástica das Lembranças, com seus castelos e estrelas estava pronta para abrir seu baú. No alto da alegoria, um enorme baú abre e fecha, coberto por uma cortina de estrelas, que também abrem e fecham, dando um tom de magia. As cegonhas, que anunciam o nascimento da década, sobrevoam sobre nuvens e um enorme arco-íris de neon. Estava aberto o baú de lembranças. Vamos recordar.




03: (Ala 1) – (Cheguei! Sou bolacheiro, revoltado e pegador. Os sobreviventes do Túnel do Tempo)

Ala representada por duas fantasias. A primeira é referente à “Geração Trakinas”, simbolizada pela bolacha recheada com a carinha desenhada que é ícone dos anos 90, formada pelas crianças que na época não perdiam atrações como "Família Dinossauros" e "Pokemón", daí a máscara do Baby Sauro e a placa "Viva o Pikachu!". A segunda fantasia representa o adolescente grafiteiro e revolucionário, que, inspirado na figura de Ernesto "Che" Guevara e incentivado pela UNE, a União Nacional dos Estudantes, exigiu o "impeachment" do presidente Fernando Collor de Mello.

FANTASIA A: Molecada Geração Trakinas

FANTASIA B: Os Revoltados e Revolucionários




04: (Ala 2) – (Devolve meu Dinheiro, Presidente!)

Quando Fernando Collor de Mello tomou posse em 15 de março de 1990, anunciou o confisco das cadernetas de poupança dos brasileiros, um dos motivos pelo qual o presidente seria tão contestado pelo povo. Dois anos depois, jovens que seriam conhecidos como "caras-pintadas" foram às ruas para clamar pelo "impeachment" de Collor, que seria deposto do poder em 29 de dezembro de 1992. O cinza das plumas é referente à campanha "Fora Collor" e o ouro simboliza a cor do dinheiro.




05: (Ala 3) – (Fuscão Preto, você tem Bolso de Aço!)

A famosa canção interpretada por Almir Rogério inspira esta ala. Itamar Franco, vice de Collor, assume a presidência pelo resto do mandato. Famoso por seu topete, Itamar marca época ao relançar, em 1993, o Fusca, que havia saído de linha sete anos antes, incentivando a Lei do Carro Popular. Ainda em seu governo, o Plano Real é aprovado, sendo decisivo para conter a gigantesca inflação da época.




06: (Ala 4) – (Mostraram o Bill do Presidente)

Em 1998, o presidente norte-americano Bill Clinton se envolveu num escândalo que quase provocou o fim de seu mandato. A jovem Monica Lewinsky era pra ser apenas a estagiária da Casa Branca, porém sua relação com o presidente acabou sendo mais íntima do que o imaginado, com direito a sexo oral... e a um par de chifres na primeira-dama.




07: (Ala 5) – (A Nova Ordem Mundial)

Extra! Extra! O plantão do Jornal da Bambas informa em edição extraordinária! A partir da união das duas Alemanhas no fim do decênio anterior, a década de 90 moldou uma nova geografia no Leste Europeu. A União Soviética se dissolvia após 69 anos, dando lugar à CEI (Comunidade de Estados Independentes). Ao longo da década, a Iugoslávia passou por uma cisão, com as pequenas repúblicas que a formavam obtendo suas respectivas independências depois de sanguinários confrontos. No Oriente Médio, a Guerra do Golfo, que consistiu na invasão de tropas do Iraque ao Kuwait, foi a primeira transmitida ao vivo pelas principais redes de televisão do mundo. Uma nova conjuntura mundial se formalizava no fim do milênio.




08: (Carro 2) – (O Show não Pode Parar)

O segundo carro aborda a musicalidade dos anos 90. No alto, um enorme mosaico com imagens de astros que nos deixaram durante a década, com o destaque superior ausente para demonstrar a ausência destes grandes astros. Abaixo, uma sequência de palcos iluminados representando a explosão de vários ritmos e estilos. Nos anos 90, tudo virava megashow. Desde o Rock até o Gospel. Este último gênero é representado pelos dois destaques de branco com as cruzes, comprovando que até a música Gospel se tornara um megaespetáculo. Entre eles, um enorme boneco do Michael Jackson dança sobre um Vinil, representando a transição do LP para o CD. Porém, quando todos acreditavam que o LP estava morto, ele estava mais vivo do que nunca. O boneco do Michael Jackson também representa a repercussão de sua mudança de cor (era negro, e virou branco), cantada nos versos da canção “Black or White”. Nos palcos da frente da alegoria, em destaque, cantores de Música Gospel, que consagrara Padre Marcelo Rossi. Até a Igreja Católica fazia parte do Mega-Show. Acontecimentos marcavam fortemente o mundo da música nos 90. Acidentes, suicídios, escândalos, turnês. Não importa o que acontecia. O espetáculo não pode parar.




09: (Ala 6) – (Coração Sertanejo)

Os anos 90 presenciaram o boom da música sertaneja comercial, através das duplas e seus famosos penteados "mullets", que eram moda no começo da década. Na mesma época, a explosão do "country" também foi notada, tanto no vestuário quanto no crescimento da popularidade dos rodeios, a verdadeira Festa do Peão. Na metade do decênio, as principais duplas sertanejas se uniram e juntas realizaram o show "Amigos", que fez muito sucesso e teve grande repercussão. O verde e amarelo representa o Brasil, cantado em verso e prosa pelas duplas (em especial, Chitãozinho & Xororó, que estavam no auge, vindos da década de 90 com o LP "Os Meninos do Brasil") e a outra asa simboliza as aves sempre cantadas pelos sertanejos. O clima de campo e interior do Brasil toma conta da ala.




10: (Ala 7) – (Universo Pop)

A década semeou de vez a vertente Pop-Rock do Brasil e do Mundo. Conjuntos musicais que explodiram no decênio anterior solidificaram seus prestígios e adquiriram status de eternas perante o público. No entanto, muitas atrações apenas comerciais e sem conteúdo, mas com muitos seguidores, se multiplicaram, como New Kids on the Blocks, Backstreet Boys, Spice Girls, Britney Spears, entre outros. Foi uma época muito próspera em termos de vendagens de discos, simbolizadas pelos CDs ao fundo. As cores da moda nos 90 se sobressaem na ala. Quanto ao costeiro arco-íris, é pra representar a dúvida maldosa da molecada sobre as “boybands” e algumas cantoras POP: Será que ele(a) é?




11: (1º Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira) – (A Barata e a Vassoura)

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira sintetiza a popularização do pagode comercial dos 90, através de duas canções símbolo. A primeira é aquela que diz: "Toda vez que eu chego em casa, a barata da vizinha está na minha cama...". A outra é mais ou menos assim: "Diga aonde você vai que eu vou varrendo...". Poesia pura! O chapéu do mestre-sala no formato de cabo de vassoura em formato fálico é proposital, em alusão a pagodes-sambas de conotação sexual.

MESTRE-SALA: A Dança da Vassoura

PORTA-BANDEIRA: A Barata da Vizinha




12: (Ala 8) – (A Bundalização – Axé Music)

Na segunda metade da década, o culto ao chulo e ao corpo através da explosão do Axé Music sugeriu um empobrecimento intelectual do brasileiro. O que vimos foi a proliferação de loiras segurando e amarrando o Tchan, ralando na boquinha da garrafa, colocando a mão no joelho, dando uma abaixadinha, mexendo gostoso, balançando a bundinha, entre outras "escrotices", para a alegria da galera dos botecos. Era a abundância da "bundalização" da música tupiniquim.




13: (Ala 9) – (Negro é Lindo – Música Negra)

A cultura afro-brasileira também teve sua importância nos anos 90 relatada na música, impulsionada pela revolta proporcionada pelo Massacre do Carandiru e pela Chacina da Candelária, através do Rap, do Funk e do Samba de Raiz. As grades são referências à música "Diário de um Detento", do conjunto Racionais MC. As asas representam o Oitavo Anjo do 509-E e as fitas têm as cores da África, em homenagem aos estilos oriundos do continente, como o samba e o pagode. As fitas coloridas também lembram o clássico da MPB de Chico César: "Mama África"




14: (Ala 10) – (Olha o Gás! Pour Elise vive)

A ala representa a irreverência da musicalidade do dia a dia, fora dos ritmos convencionais. Até o caminhão de gás passa a ser trilha sonora dos 90. Por isso virou costume você ouvir, pelas ruas das principais cidades, desde as clássicas notas do piano de "Pour Elise" até a legendária canção do "lacre azul do cachorrinho", famosa no Sul do país. Os hits que dominavam a boca do povo também nasciam do dia-a-dia.




15: (Carro 3) – (A Gente vai se ver na Globo! Ou não...)

A terceira alegoria aborda o caos que dominava o universo da Televisão, cinema, teatro e história em quadrinhos. Propositalmente bagunçado, simulando uma desordem no mundo da arte, a alegoria não traz destaques nem queijos. O centro traz um enorme prédio formado por televisores nas cores do arco-íris, representando o domínio da Rede Globo, e seu PROJAC. No alto do prédio, barras prateadas do IBOPE davam ênfase a briga da Globo contra as demais emissoras. Na lateral do prédio, fantasmas amarelos representam a morte da Manchete, grande emissora dos 80/90 e que incomodara a Globo com sua novela "Pantanal", enquanto um meigo Pintinho Amarelinho dançava sobre um suporte, debochando da batalha. Era o SBT, que passava vários fins de semana com Gugu Liberato e sua exótica dança dominical. E, como essas emissoras disputavam pau a pau o topo do Ibope? Com o cobiçado "Jurassic Park" e o seriado "Família Dinossauros", exaustivamente reprisados. O duelo, que parecia tão moderno, apelava exatamente para o início da vida pra se manter em primeiro lugar. Enquanto as emissoras se digladiavam entre programas e números do IBOPE, o Cinema, o Teatro e a TV a Cabo cresciam, com os enlatados, como Seinfeld e Friends, desenhos animados, como Doug e Bananas de Pijamas, e filmes inéditos. Porém, o surgimento do DVD era uma constante ameaça à televisão. Antenas parabólicas e elementos do cinema também estão presentes na alegoria. O teatro é representado pelo Tablado do Caos, que traz Homer Simpson atuando exatamente como um super-herói e as Tartarugas Ninja, em seu papel de herói moderno. Enquanto o Superman morria e ressucitava no mundo dos quadrinhos, a juventude dos 90 ganhava novos heróis. Cowabunga! Estava feito o Caos na comunicação. A gente vai mesmo se ver na Globo?




16: (Ala 11) – (A Geração M - MTV Brasil)

Em 1990, a emissora MTV estreou no Brasil e levou para os jovens a linguagem do videoclipe e uma nova comunicação alternativa para o público daquela faixa etária, inserindo irreverência aliada a um estilo de comunicação coloquial, que inspiraria muitas atrações futuras nos mais diversos meios. A MTV também implantava uma forte influência de artistas internacionais nos jovens brasileiros. Porém, capitaneados por programas como o Video Music Brasil, a MTV também dava seu espaço a novos artistas tupiniquins. Muitos deles, deram seus primeiros passos para o sucesso na MTV Brasil, como o Pop-Rock do Pato Fu e do Karnak e o maracatu de Chico Science e Nação Zumbi.




17: (Ala 12 - Crianças) – (Mamíferos Parmalat – Hora do Comercial)

A ala das crianças representa um dos mais populares comerciais da década: o dos mamíferos da Parmalat. Representados por crianças, uma delas ganhou notoriedade ao encerrar o filme com uma simples pergunta ao telespectador sobre o leite anunciado: "Tomou?". Na década de 90, a propaganda brasileira tomava novos rumos. Vencia pela primeira vez o Grand Prix no Festival de Cannes em 1994 e era figurinha mais do que carimbada em outras premiações. A propaganda dos anos 90 também passava a alavancar a economia do país, tão bagunçada no início da década, até então.




18: (Ala 13) – (A Sambario viu o Titanic que Afundou, Afundou...)

A ala representa a explosão do cinema nos anos 90, simbolizada pelo estrondoso sucesso de "Titanic", maior vencedor de Oscar de todos os tempos com 11 estatuetas e protagonizado por Leonardo DiCaprio e Kate Winslet. Foi um tempo próspero com trilhas sonoras consagradas, aliadas às altas cifras de bilheteria. O cinema em casa também evoluía, com o nascimento do DVD e a morte prematura do Laser Disc, uma espécie de vinil digital, que por seu alto custo e tamanho, não pegou no Brasil e caiu no esquecimento.




19: (2ºCasal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira) – (O Mundo dos Vídeos-Game)

A dupla de extraterrestres mais estranha dos videogames, vinda diretamente de seu planeta multi-colorido, representa, em forma de casal, a explosão gráfica dos 16-Bits com o Mega Drive, até chegar nos mais avançados - Super Nintendo, Nintendo 64 e o Playstation. Também representam indiretamente a febre dos arcades, fliperamas, Lan Houses (estas, mais para o final da década) e locadoras de games, todos espalhados pelo mundo e despertando uma legião de fãs. Não bastava apenas jogar. Era preciso conhecer todos os combos, truques, códigos e dicas para passar de fase ou terminar aquele jogo complicado, que durava meses. Quando, pra alívio da turma, se terminava um game, vencendo a última etapa, a molecada costumava chamar esse ato de "zerar" ou "dar final".
ELA - Toe Jam (Cenário do Game, em laranja, verde e amarelo + ícones geométricos que davam tom ao jogo nas telas + Bonecão do Toe Jam, o inseparável sanduíche (ganhava vidas com ele) e o tão cobiçado Elevador, que enlouquecia todos os gamers. Era difícil encontrá-lo. Mas somente o elevador levava Toe Jam & Earl a passar de fase)
ELE - Earl (Coberto de planetas representando a origem dos personagens (extraterrestres) e um enorme Earl passeando pelo costeiro, ao lado de um rádio. O Rádio, por sinal tinha uma grande representatividade no game. Toe Jam & Earl foi um dos games pioneiros a ter uma trilha sonora excelente, e ficar famoso pelas suas músicas de cada fase. O curioso é que, ao largar o controle por alguns instantes, os personagens pegavam seu rádio e dançavam esperando o jogador retornar ao game)




20: (Tripé 1) – (A Festa dos Esportes)

No tripé aparecem as esculturas dos mascotes das três Copas (Itália, Estados Unidos e França) e das três Olimpíadas (Barcelona, Atlanta e Sydney), além do nosso Tetracampeonato e dos times brasileiros campeões mundiais e nacionais figurarem em estrelas e flâmulas. O Dream-Team norte-americano de 1992 é homenageado na escultura de Michael Jordan, bem como Gustavo Kuerten e sua pátria de raquetes. Por fim, a escultura de Ayrton Senna em forma de anjo, que partiu para o andar de cima em 1994 traído pela curva Tamburello, abençoa a Bambas Sambario no pódio verde-amarelo.




21: (Ala 14) – (Enterrando o Preconceito – Magic Johnson e a NBA)

O astro na NBA Earvin "Magic" Johnson surpreendeu o mundo em 1991, ao anunciar que havia sido contaminado com o vírus HIV. Ao encerrar a carreira de jogador de basquete, se entregou à luta pela prevenção contra a doença, conclamando o mundo numa verdadeira lição de vida. A Ala traz tabelas de basquete, símbolos da luta contra a AIDS, e uma bola da NBA, autografada pelo próprio Magic Johnson. NBA, que se tornava coqueluche entre os brasileiros. Era comum ver a garotada usando agasalhos, bonés e camisetas das equipes da NBA, onde Johnson se consagrava pelo Los Angeles Lakers.




22: (Ala 15) – (Tyson x Holyfield – Mordendo Orelhas)

A luta mais famosa do boxe internacional nos anos 90. Sem conseguir derrubar seu adversário, Mike Tyson dá uma dentada em Evander Holyfield, arrancando sua orelha e muitas risadas do público tempos depois... Orelhões de borracha presos a cabeça do desfilante dão o tom de sátira ao que parecia tão tenso antes da pancadaria começar.




23: (Ala 16) – (A Pátria de Raquetes - Guga)

Aquele menino com pinta de surfista e então desconhecido até pelos brasileiros, surpreendeu a todos ao vencer o torneio de Roland Garros em 1997. Desde então, Gustavo Kuerten, o Guga, se tornaria um dos maiores desportistas da história do país, fechando a década no final do ano 2000 como o número um do mundo após vencer o Masters Cup de Lisboa. As vitórias de Guga mundo afora lançam moda: nasce a GugaMania. Todos passam a se interessar por tênis, se vestir e se portar como o novo herói nacional: seus cabelos, seus trejeitos e estilos de vida em Santa Catarina viram mania entre a garotada. Até o Avaí, time de coração de Gustavo Kuerten entra na onda e fica conhecido pelo país. O País do Futebol também virava a Pátria de Raquetes.




24: (Destaque de Chão) – (É Tetra)

Depois de 24 anos de jejum, a desacreditada Seleção Brasileira comandada por Carlos Alberto Parreira conquistou o Tetracampeonato da Copa do Mundo nos Estados Unidos, depois de uma dramática decisão de pênaltis diante da Itália. O Brasil inteiro vibrou com os gols de Romário e com a explosão de raiva do capitão Dunga ao erguer a taça.




25: (Carro 4) – (Virou Mania!)

A alegoria apresenta os estilos, o comportamento e os hábitos que predominavam na década, o que embalou o cotidiano nos anos 90. Quais eram os vícios e costumes dos 90? As gírias mais ditas? O jeito de se falar? A maneira de se vestir? O que colecionar e consumir? O que era mania e o que era passageiro? A explosão digital começava a se destacar, com o surgimento em massa dos computadores domésticos, bem como os videogames também ganhavam seus personagens mais populares e até hoje lembrados. A alegoria traz dois patamares. No patamar superior, Sonic e Mario Bros, rivais históricos dos videogames aparecem nas pontas. Também estão presentes os Bananas de Pijamas, os Teletubbies, o Pikachu e a inseparável dupla Arrume Tudo e Pare Com Isso, da TV Cultura. Destaque para um garoto ao fundo, que joga o game Carmaggedon, que, por sua vez, tinha como objetivo atropelar violentamente as pessoas. Ao lado de Carmaggedon, uma legião de jogos violentos foram lançados no mercado. E, apesar dos avisos de faixa etária em suas capas, a criançada jogava sem a menor preocupação, sem saber o que estavam aprendendo. No patamar inferior, é possível encontrar um Tamagochi do Pokémon (duas febres dos anos 90 num só brinquedo), enquanto um Blanka, personagem do Street Fighter II, o game mais badalado de todos os tempos, tenta destruir um computador. Era a batalha pela atenção: video-game x computador. Quem iria levar vantagem ? Também está presente Ronald McDonald, representando a explosão do fast-food (a alimentação nada sadia travava suas batalhas com a Geração Saúde). Na frente, uma mamona gerava em todos uma pergunta que até hoje não se cala:Se não houvesse o acidente, os Mamonas Assassinas seriam uma moda passageira ou um estilo permanente ? Os destaques trazem cores quentes, representando a última fronteira do corpo: Piercings, brincos, tatuagens, cabelos exóticos. O uso da camisinha e das drogas também eram pautas frequentes entre os jovens. Usar ou não usar ? O jovem também ganhava voz. Enquanto na TV, Serginho Groisman e Luciano Huck davam voz a molecada, os jovens não tinham receio de fazer o que desejavam. Nada podia frear a ousadia do jovem. A saia da alegoria, em preto e branco, faz uma menção as cores do estilo gótico, que ficara extremamente popular na novela "De Corpo e Alma" (sim, a mesma novela que Daniella Perez atuava ao ser assassinada por Guilherme de Pádua no início da década).




26: (3º Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira) – (Beavis & Butt-Head)

O terceiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Bambas Sambario relembra a impagável dupla Beavis & Butt-Head, dois adolescentes que só pensavam em rock pauleira e mulher pelada, embora virgens. A fantasia do mestre-sala é coberta por nachos, o prato preferido de Beavis, enquanto a porta-bandeira ostenta uma com as cores preto e cinza predominantes por representarem a essência do rock and roll. Também estão presentes a indefectível risada dos personagens e o besteirol presente por quase todo o episódio.




27: (Ala 17) – (Menina, te Contei? Então Liga pro meu Celular!)

A década de 90 também presenciou o auge de um Brasil fofoqueiro, com o "boom" de revistas femininas para adolescentes, além de publicações repletas de fofocas sobre as celebridades e as telenovelas. A mulherada espalhava as últimas notícias sobre seus ídolos e colecionava tudo sobre a vida de quem elas tanto veneravam. E pra isso passaram a usar o emergente telefone móvel, o celular, que ganhou em seus primeiros tempos uma canção de sucesso na voz de Wander Pires, aquela que dizia "Liga pro meu Celular". As cores das plumas são fortes e "quentes" para fazer menção às capas, como a que cobre a parte íntima do desfilante seminu, em alusão ao verdadeiro intuito da fofoca: a sacanagem. Já o azul é referência à telefonia.




28: (Ala 18 - Baianas) – (Moda Jovem)

A Ala das Baianas vem representando a moda dos 90, e mostra que a alma jovem não envelhecerá jamais! A baiana vem muito bem produzida, portando marcas de grife, provando que é moderna e está por dentro da moda que imperou na década. O verde e branco representa subliminarmente o logo da Benneton, que ficara famosa com as polêmicas campanhas de Oliviero Toscani, o jacarezinho da Lacoste e a sagacidade dos produtos Ralph Lauren. Impulsionada por grandes estilistas e o jeito único de se vestir, a ala das baianas mostram que a moda jovem, enfim, não envelhecia jamais.




29: (Ala 19) – (Entre Tazos e Tamagochis, qual a sua Diversão?)

Ala referente à mania entre as crianças em colecionar Tazos, pequenos discos de papelão que vinham em sacos de salgadinho, gerando várias disputas e muitos enforcamentos de aulas. A meninada também proporcionou a invasão dos Tamagochis, os famosos bichinhos virtuais, que nasciam do ovinho, cresciam, recebiam cuidados e, para a tristeza da criançada, morriam. Mas bastava recolocar a bateria que o amiguinho virtual estava novamente na ativa, para desespero de pais e professores. O Tamagochi inicialmente tinha como função, ensinar responsabilidades as crianças, mas acabou tomando o tempo de outras.




30: (Ala 20) – (Meu Pikachu é Bem Feroz)

Os chamados animes japoneses tiveram seu auge nos anos 90, principalmente no desenho “Pokemon”, representado pelo personagem Pikachu, que faria um estrondoso sucesso no Brasil. Antes disso, em 1997, cerca de 10 mil pequenos telespectadores japoneses foram afetados pelas luzes de um raio lançado por Pikachu em um dos episódios, com quase mil delas indo parar no hospital. Põe feroz nisso... Outros animes como Dragon Ball Z, Digimon e Cavaleiros do Zodíaco também tiveram grande êxito. A febre dos Otakus (a maneira que se chamavam os fãs de desenhos japoneses) e Mangás (nas revistas em quadrinhos) estavam em alta.




31: (Ala 21) – (Festa Estranha com Gente Esquisita - Macacaralho)

Durante os anos 90, era comum você ir a festas de escolas, faculdades ou amigos, para, a princípio, namorar, jogar um videogame, ouvir uma música. O problema é que as festas sempre terminavam com drogas, bebedeira e polícia varrendo geral. Os bailes funks começavam a ganhar notoriedade, bem como a famigerada “dança das cadeiras”, simbolizada pelo órgão genital do “macacaralho”, o macaquinho tão legal da famosa canção do Programa Pânico, até então, na Jovem Pan, e que virava hit nas baladas caseiras. Esse bicho é "animal"!




32: (Ala 22 - Bateria) – (Ovelha Dolly – A Multiplicação do Som)

A bateria Cocada Boa, regida por Mestre Beberesco, homenageia a Ovelha Dolly. Em 1996, a ciência mais uma vez extrapolou seus limites ao apresentar ao mundo o primeiro mamífero clonado a partir de uma célula adulta. A ovelha foi produzida por meio de uma técnica em que se retira o núcleo de uma célula da glândula mamária de um animal adulto. Em seguida esse núcleo é fundido, com a ajuda de uma corrente elétrica, a um óvulo de outra ovelha que teve seu núcleo também retirado. Dolly gerou um filhote, uma fêmea chamada Bonnie, nascida em 1998. A Ovelha Dolly morreu em 2003.




33: (Ala 23) – (Oi, Kd Vc? Eu 20ver! Vamos Teclar? Ih, Xizou)

A Internet comercial começava a se popularizar nos 90. O povo percebe que tudo fica ao seu alcance num único clique. O mundo começa a se "plugar". Nascem os sites, surgem os "chats" e uma nova forma de se fazer amigos: os amigos virtuais. Despontam os namoros pela Internet, com muitos deles se transformando até em casamento. A década fica marcada pela briga entre os navegadores Netscape, pioneiro na Web, e o então novato Microsoft Internet Explorer, que revolucionaria o gênero. A empresa de Bill Gates ainda criaria o Windows, sistema operacional que facilitaria o uso do computador. A Microsoft, até então imprescindível para todos nós, não estava mais sozinha: a Apple, de Steve Jobs e seu Macintosh entrava forte na disputa tecnológica. Os portais de internet também se degladiavam diariamente. Pra fazer o internauta "entrar" na linha, valia tudo: preço mais baixo, CD com horas de internet grátis enviado no meio do cereal, campanhas publicitárias. O problema é quando a coisa ficava abusiva. Abusto também acontecia na web. Tristes episódios de pedofilia eram rotineiros entre as crianças plugadas na web. Mas os mais velhos queriam mesmo era ver as musas dos 90, Tiazinha e Feiticeira, peladinhas na net.




34: (Carro 5) – (Entre Alegrias e Emoções, Qual é a Sua?)

O quinto carro, que vem inteiro na madeira e no ferro, simula uma alegoria formada por uma construção dos sonhos de quem está assistindo. Esquilos, que constroem suas casinhas com pedaços de árvores e nozes, também constroem a lembrança do espectador, de forma lúdica. Não existe carro, escultura, destaque ou efeitos. A ideia do carro é justamente fazer com que o espectador imagine o carro que quiser, a imagem ou cena dos 90 que sonhar. É um carro 100% formado de lembranças, para o espectador relembrar o que ele não viu. A Bambas Sambario convida o internauta a abrir sua cabeça com a pergunta: do que mais você lembra? Até onde você pode sonhar? Chegou a hora de vocês abrirem seu baú de lembranças.




35: (Ala 24 – Velha Guarda) – (O Chuê Chuá da Catarina em Paulicéia de Malandro)

A Velha Guarda da Bambas Sambario representa o Show da Marquês de Sapucaí nos anos 90. A década do neon de Renato Lage com a Mocidade, da Paulicéia Desvairada dando à Estácio de Sá seu primeiro e único campeonato no Grupo Especial, da explosão de felicidade em vermelho e branco, e do carnaval técnico e eficiente de Rosa Magalhães com a Imperatriz, da vibração da batida funk do Mestre Jorjão e do histórico empate entre Mangueira e Beija-Flor em 1998. E o povo no Setor 1 vibrava: "ah, eu tô maluco". Homens e mulheres portam cada um fantasias diferentes.




36: (Ala 25) – (Me dê a Mão, me Abraça - Sampa também dá Samba, Sim Senhor!)

O então obscuro carnaval paulistano começava a se destacar no Brasil e já pensava em fazer frente ao poderoso desfile carioca. O samba-enredo "Coisa Boa é pra Sempre", que a Gaviões da Fiel cantou em 1995, fez um grande sucesso em todo o país e até hoje é lembrado. Desde então, a audiência do carnaval de São Paulo cresce a cada ano.




37: (Tripé 2) – (Nostra-Fail – O Bug do Milênio)

No fim de 1999, entrada do ano 2000, o mundo temeu que uma pane nos computadores em virtude da mudança dos dois primeiros dígitos do ano fosse provocar um caos sem precedentes, no chamado bug do milênio. Como no fim tudo não passou de disparate e de mais um equívoco de um certo arlequim chamado Nostradamus, eis que nosso amigo fecha o desfile da Bambas Sambario e os anos 90 vestido de palhaço.


Parte 5: Das Considerações Finais

30. Considerações finais que a agremiação considere pertinentes (evite fazer pedidos ou declarações desnecessárias)

1) Para evitar polêmicas sobre o que é e o que não é década de 90 para cada um, o enredo abordará do dia 1º de janeiro de 1990 ao dia 31 de dezembro de 2000;
2) Por se tratar de um enredo que aborda uma década, se optou por uma ordem de capítulos, e não cronológica. Portanto, se você ver algum acontecimento de 1998 antes de um 1992, por exemplo, é proposital. É impossível abordar uma década através da cronologia;
3) Infelizmente, o que há de interessante numa década, não cabe em um desfile. Portanto, é previsível que você lembre de algum acontecimento dos anos 90 e ele não esteja diretamente na avenida. Fizemos o possível para deixar tudo extremamente amplo e claro dentro de nossos limites de alas e alegorias. 




©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal