Lista de exercícios – brasil colônia 1 – prof. David nogueira



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LISTA DE EXERCÍCIOS – BRASIL COLÔNIA 1 – PROF. DAVID NOGUEIRA



LISTA DE EXERCÍCIOS BRASIL COLÔNIA

Caros Alunos;
Nesta lista tentei fiz uma seleção de exercícios de universidades diversas. Todas têm em comum o fato de terem vestibulares interessantes (difíceis ). O grau das questões é de médio para difícil. Espero que o gabarito ao fim ajude a dirimir possíveis dúvidas. Caso contrário vocês sabem onde me encontrar!
1. (Fuvest 2012) A formação histórica do atual Estado do Rio Grande do Sul está intrinsecamente relacionada à questão fronteiriça existente entre os domínios das duas coroas Ibéricas na América meridional. Desde o século XVIII, esta região foi cenário de constantes disputas territoriais entre diferentes agentes sociais. Atritos que não estiveram restritos apenas às lutas travadas entre luso-brasileiros e hispano-americanos pelo domínio do Continente do Rio Grande.
Eduardo Santos Neumann, “A fronteira tripartida”, Luiz Alberto Grijó (e outros). Capítulos de História do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2004, p. 25. Adaptado.
a) Caracterize a “questão fronteiriça”, mencionada no texto acima.

b) Quais são as principais diferenças e semelhanças entre a organização socioeconômica do Rio Grande colonial e a de regiões açucareiras, como Bahia e Pernambuco, na mesma época?

2. (Unicamp 2012) Durante o século XVIII, a capitania de São Paulo sofreu grandes transformações territoriais e administrativas. Em 1709, nasceu a capitania de São Paulo e das Minas do ouro, abrangendo imenso território correspondente à quase totalidade das atuais regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, à exceção da então capitania do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Até 1748, sucessivos desmembramentos formaram as regiões de Minas, Santa Catarina, Rio Grande de São Pedro, Goiás e Mato Grosso. O novo capitão-general, mais conhecido como Morgado de Mateus, foi diretamente instruído pelo futuro Marquês de Pombal a ocupar-se da fronteira oeste ameaçada pelos espanhóis e a fomentar a produção de gêneros de exportação.
(Adaptado de Ana Paula Medicci, "São Paulo nos projetos de império", em Wilma Peres Costa e Cecília Helena de Oliveira, De um império a outro: formação do Brasil, séculos XVIII e XIX. São Paulo: Hucitec/Fapesp, 2007, p. 243.)
a) Cite duas atividades econômicas que sustentavam a capitania de São Paulo no século XVIII.

b) Considerando a política territorial na América Portuguesa nos séculos XVI e XVII, comente as mudanças significativas do século XVIII nesse aspecto.


3. (Ufmg 2012) Durante a década de 1810, com a Corte Portuguesa no Rio de Janeiro, muitos estrangeiros vieram ao Brasil e elaboraram relatos sobre as populações que viviam no País.


Analise este mapa:

Leia, estes dois trechos de relatos de viajantes europeus sobre quilombos existentes no oeste de Minas Gerais, entre fins do século XVIII e início do século XIX:
Trecho I
[...] a região foi descoberta por negros que para ali fugiam de diversas partes da Província de Minas. Esses homens tornaram-se ousados e começaram a deixar seus esconderijos no mato e a levar intranquilidade aos fazendeiros vizinhos. Enviaram-se então soldados em sua perseguição, e a maioria foi capturada.

SAINT HILAIRE, Auguste. Wagem Nascente do Rio São Francisco. Belo Horizonte: ltatiaia, 1975. p. 129.


Trecho II
Anos atrás, ali onde se encontra a fazenda do Quilombo, formara-se uma pequena república de negros, escravos fugitivos. Ali passaram algum tempo em paz e felicidade, até que, descobertos, toram perseguidos de maneira cruel. Poucos escaparam vivos.

ESCHWEGE, Wilhem Ludwig von. Brasil, Novo Mundo. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1996. p.103.


A partir da análise do mapa e da leitura dos dois trechos, bem como considerando outros conhecimentos sobre o assunto,


a) Explique o que representavam os quilombos para as autoridades e para os escravos na sociedade mineira.

b) Cite um motivo que contribuiu para a formação de quilombos na região oeste de Minas Gerais, no século XVIII.

c) Indique uma diferença fundamental entre as interpretações sobre os quilombos feitas por Saint-Hilaire e por Eschwege.

4. (Ufjf 2012) Observe a imagem abaixo:



O reinado de D. José I, em Portugal (1750-1777), foi marcado pela atuação de Sebastião José de Carvalho e Melo (futuro Marquês de Pombal), nomeado secretário de estado do Reino. Ao se tornar figura central da administração portuguesa, Pombal procurou empreender uma série de reformas no país, de modo a reverter a situação de crise em que vivia o reino português. Segundo o historiador Kenneth Maxwell:
“Uma consequência imediata das medidas drásticas de Pombal foi desembaraçar o caminho para ações governamentais em várias frentes. Assim, a década de 1760 marcou um período de consolidação e ampliação das reformas iniciadas durante a década anterior. Estas incluíram (...) a afirmação da autoridade nacional na administração religiosa e eclesiástica, o estímulo a empreendimentos industriais e a atividades empresariais e a consolidação da autoridade para lançar impostos, das capacidades militares e da estrutura de segurança do Estado”.
MAXWELL, Kenneth. Marquês de Pombal: paradoxo do Iluminismo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996. p. 96.
Com base no texto acima e em seus conhecimentos, cite e analise:
a) uma medida da política econômica pombalina para a América Portuguesa.

b) uma medida da política pombalina em relação ao sistema educacional na colônia brasileira.

5. (Uff 2012) Nos últimos anos, a historiografia nacional e internacional tem somado esforços para compreender as redes de alianças que explicam as estratégias de sobrevivência no mundo rural. No caso brasileiro, esse tem sido o foco central nos estudos sobre as famílias escravas ao longo dos séculos XVIII e XIX. A partir dessa proposição, pode-se afirmar que

a) a enorme desproporção entre o número de escravos e escravas inibia formas de organização que não incorporassem os portugueses. Por essa razão, a constituição de famílias formada apenas por cativos foi uma realidade norte-americana, não brasileira.

b) a família patriarcal brasileira era a expressão da organização no Brasil colônia. Nesse sentido, é incorreto afirmar que as estratégias de sobrevivência dos cativos implicavam formas de organização familiar.

c) a despeito dos enormes entraves para a constituição de famílias escravas, posto que os cativos eram mercadorias, é possível identificar a existência de uniões estáveis de cativos no Brasil dos séculos XVIII e XIX.

d) as redes de alianças que explicam as estratégias das famílias escravas representaram uma concessão do senhor de escravos, cabendo a ele única e exclusivamente a decisão por unir os familiares cativos.

e) os setores sociais do mundo rural livres ou libertos, estiveram à parte das redes de alianças dos cativos, sendo eles excluídos no processo de constituição de famílias.

6. (Upf 2012) Sobre a mineração que se desenvolveu no Brasil colonial, podemos afirmar:

a) Contribuiu para a decadência do ciclo açucareiro, pois os grandes senhores de engenho abandonaram suas lavouras para se dedicar à mineração.

b) Contribuiu para o desenvolvimento da produção açucareira, na medida em que gerava capitais para serem investidos nesta atividade agroexportadora.

c) Contribuiu para o desenvolvimento do mercado interno, na medida em que criou um importante centro consumidor de produtos de subsistência de outras regiões.

d) Não favoreceu em nada o mercado interno, pois os raros produtos de subsistência que não eram produzidos na região eram importados da Europa.

e) Não contribuiu em nada para o mercado interno da Colônia, pois a zona de mineração era centro consumidor de gêneros de subsistência em proporções insignificantes.

7. (Unesp 2012) O artista holandês Albert Eckhout (c.1610- c.1666) esteve no Brasil entre 1637 e 1644, na comitiva de Maurício de Nassau. A tela foi pintada nesse período e pode ser considerada exemplar da forma como muitos viajantes europeus representaram os índios que aqui viviam.

Identifique e analise dois elementos da imagem que expressem esse “olhar europeu” sobre o Brasil.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

No século XVI, a crença de que o Eldorado estava no Novo Mundo ativou a cobiça de muitos conquistadores. O sonho nunca se tornou realidade, mas induziu à exploração de grande parte do continente americano. Expedições e desilusões se sucederam até o final do século XVIII. Eldorado transformou-se, mais tarde, em símbolo dos que se lançam em aventuras fantásticas.
Suzi Frankl Sperber. A terceira margem do Amazonas: o mito do Eldorado, suas hibridações e a apreensão do perspectivismo em romance de Milton Hatoum. Internet: .

8. (Unb 2012) Considerando que a Amazônia, por sua reputação de região de riquezas e oportunidades, ainda está, de certa forma, associada ao mito mencionado no texto acima, julgue o item a seguir.


Para os colonizadores portugueses, a crença no Eldorado americano tomou forma com o domínio absoluto da região platina, o que explica a fundação da colônia de Sacramento e a entrega da Amazônia aos espanhóis.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

Um exemplo de embaixada alegórica é apresentado no vídeo Festa do Rosário dos Homens Pretos do Serro, que começa com a narração da seguinte história.
“Dizem que Nossa Senhora tava no meio do mar. Aí vieram os caboclos e lhe chamaram, mas ela não veio não. Depois vieram os marujos brancos, mas ela só balanceou. Aí chegaram os catopês. Eles cantaram, tocaram só com caco de cuia e lata veia. Ela gostou deles, teve pena deles e saiu do mar”.
Trata-se de um mito de reconciliação e integração, bem como de uma compensação simbólica para a experiência histórica de escravidão negra em Minas Gerais. Essa experiência é abertamente expressa em muitos textos musicais das congadas.
José Jorge de Carvalho. Um panorama da música afro-brasileira. In: Série Antropologia. Brasília: Editora da UnB, 2000.

9. (Unb 2012) A partir do texto acima, julgue o item a seguir.


A experiência histórica da escravidão negra mencionada no texto difere da experiência do regime de trabalho vigente na agroindústria açucareira nordestina, porque, na região mineradora, a rigidez das instituições e das normas vigentes impedia tanto a eventual alforria de escravos quanto a mobilidade social.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

Leia o texto a seguir.
Nas primeiras três décadas que se seguiram à passagem da armada de Cabral, além das precárias guarnições das feitorias [...], apenas alguns náufragos [...] e “lançados” atestavam a soberania do rei de Portugal no litoral americano do Atlântico Sul.
(Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota. História do Brasil: uma interpretação, 2008.)

10. (Unesp 2012) Os lançados citados no texto eram

a) funcionários que recebiam, da Coroa, a atribuição oficial de gerenciar a exploração comercial do pau-brasil e das especiarias encontradas na colônia portuguesa.

b) militares portugueses encarregados da proteção armada do litoral brasileiro, para impedir o atracamento de navios de outros países, interessados nas riquezas naturais da colônia.

c) comerciantes portugueses encarregados do tráfico de escravos, que atuavam no litoral atlântico da África e do Brasil e asseguravam o suprimento de mão de obra para as colônias portuguesas.

d) donatários das primeiras capitanias hereditárias, que assumiram formalmente a posse das novas terras coloniais na América e implantaram as primeiras lavouras para o cultivo da cana-de-açúcar.

e) súditos portugueses enviados para o litoral do Brasil ou para a costa da África, geralmente como degredados, que acabaram por se tornar precursores da colonização.
11. (Ufsm 2011)


As duas figuras simbolizam dois processos econômicos que se consolidaram e se expandiram no século XVIII, provocando amplas e irreversíveis modificações nos respectivos ecossistemas.

As relações históricas entre os dois processos podem ser consideradas

a) meramente cronológicas, pois ambos se desenvolveram nos inícios do século XVIII, época em que se expandia, tanto na Europa quanto nas Américas colonizadas pelos europeus, a utilização do trabalho escravo dos negros africanos devidamente controlados e administrados pelos seus proprietários, os membros da elite branca.

b) muito tênues, na medida em que apenas representam dois exemplos isolados de destruição predatória dos ambientes naturais, seja para extrair riquezas minerais em zonas rurais despovoadas, seja para promover a urbanização das cidades industriais afetadas pela poluição, prevenindo os efeitos danosos dessa poluição na vida e na saúde da crescente população.

c) significativas, pois, desde a assinatura do tratado de Methuen (1703), o Estado português ficou subordinado aos interesses da Inglaterra: como as importações dos 'panos' tecidos pelas manufaturas inglesas custavam mais caro para Portugal do que as receitas com as exportações de 'vinhos' para o mercado inglês, o ouro extraído das regiões mineiras da América colonial lusitana foi amplamente transferido para o mercado inglês, aí contribuindo para sedimentar as precondições para o desenvolvimento da Revolução Industrial.

d) de reciprocidade, pois o processo de urbanização das cidades industriais inglesas inspirou o planejamento urbano das povoações coloniais americanas que se expandiram para o interior, permitindo antecipar e corrigir problemas como: ocupação intensa e acelerada, traçado das ruas e das praças, integração do setor rural com o urbano, articulação com as demais vilas e cidades e com os portos de escoamento da produção mineira.

e) de modernização, pois os novos produtos da moderna tecnologia industrial inglesa puderam ser importados pelos proprietários das minas e dos escravos, permitindo incrementar a produção colonial, diminuir os custos e obter maiores lucros, dinamizando a economia e a sociedade da mineração e encaminhando o Estado português para a emancipação da hegemonia da Inglaterra.

12. (Espcex (Aman) 2011) O conflito armado travado na segunda metade do século XVIII e que ficou conhecido como

Guerras Guaraníticas,

a) foi uma reação dos índios de Sete Povos das Missões, liderados por alguns jesuítas, à ocupação de suas terras e à possível escravização.

b) ocorreu entre paulistas com o apoio de diversas tribos guaranis e os emboabas, pela hegemonia da extração do ouro das Minas Gerais.

c) definiu a conquista da Colônia do Sacramento por tropas luso-brasileiras.

d) provocou a assinatura do Tratado de Lisboa, pelo qual Portugal devolvia a área conhecida como Sete Povos das Missões à Espanha.

e) abriu caminho para a conquista e ocupação, por parte dos portugueses, da calha do rio Solimões – Amazonas.

13. (Espcex (Aman) 2011) Sobre o Governo Geral, instalado no Brasil pelo regimento de 1548, pode-se afirmar que

a) acabou, de imediato, com o sistema de capitanias hereditárias.

b) teve total sucesso ao impor a centralização política em toda a colônia, como forma de facilitar a defesa do território.

c) teve curta duração, pois foi dissolvido durante a ocupação francesa do Rio de Janeiro, em 1555.

d) durou até 1808, apesar de, a partir de 1720, os governadores passarem a ser chamados de vicereis.

e) adotou, desde o início, o Rio de Janeiro como única capital, em virtude do grande sucesso da cultura canavieira nas províncias do Rio de Janeiro e São Paulo.

14. (Unifesp 2011) (...) o paulista nunca se afez às coisas do mar. É homem do interior. A palavra interior é das que mais usa o paulista. É no sertão que está a terra boa e não na beirada do oceano, como no Norte.
(Rubem Borba de Morais. Prefácio do livro de Saint-Hilaire, Viagem à província de São Paulo, 1819.)
O texto alude às diferenças históricas existentes entre São Paulo e o Norte do Brasil (atual Nordeste brasileiro), que remontam ao início da colonização portuguesa.

a) Quais condições geográficas e econômicas favoreceram a colonização litorânea de Pernambuco e do Recôncavo baiano nos séculos XVI e XVII?

b) Explique a razão da rápida ocupação econômica do Oeste Velho paulista, a partir de 1830.

15. (Unb 2011) Em termos de contribuição para o ordenamento territorial, sobressai, na Região de Influência da Estrada Real, o processo de ocupação e de constituição de núcleos pioneiros de atividade econômica — como foram os polos de mineração —, e a criação e a organização de aldeias, vilas e cidades, muitas das quais incorporavam arruamentos, infraestruturas, serviços básicos e técnicas construtivas do mais elevado nível tecnológico, equivalente àquele prevalente no Portugal de correspondente época.


G.D. Calaes; G.Ferreira (Eds). A estrada real e a transferência da corte portuguesa. Programa Rumys – Projeto Estrada Real. Rio de Janeiro: CETEM/MCT/CNPq/CYTED, 2009, p. 36 (com adaptações).
A partir das informações acima, julgue os itens seguir.
a) No século XVIII, o desenvolvimento da economia mineradora na região da Estrada Real foi acompanhado de significativos movimentos populacionais e culminou com o deslocamento do eixo administrativo e econômico do Brasil colônia para a região Centro-Sul. É nesse contexto que se pode entender a transferência da capital do Vice-Reinado do Brasil, de Belém para o Rio de Janeiro, em 1763.

b) No século XVIII, no Centro-Sul do Brasil Colônia, onde se encontram atualmente as cidades de Goiás e Pirenópolis, surgiu a capitania de Goiás. O modelo de organização urbana e econômica utilizado nas cidades dessa capitania, que esteve na Região de Influência da Estrada Real, serviu de base para a criação do Distrito Diamantino, retardatário com relação ao processo de expansão da atividade de extrativismo mineral no Brasil.

16. (Unicamp 2011) Uma análise das lutas suscitadas pela ocupação holandesa no Brasil pode ajudar a desconstruir ideias feitas. Uma tese tradicional diz respeito ao reforço da identidade brasileira durante as lutas com os holandeses: a luta pela expulsão dos holandeses seria obra muito mais dos brasileiros e negros do que dos portugueses. Já a tese que critica essa associação entre a experiência da dominação holandesa e a gênese de um sentimento nativista insiste nas divisões – no âmbito da economia açucareira – entre senhores de engenho excluídos ou favorecidos pela ocupação holandesa.
(Adaptado de Diogo Ramada Curto, Cultura imperial e projetos coloniais (séculos XV a XVIII). Campinas: Editora da Unicamp, 2009, p. 278.)
a) Identifique no texto duas interpretações divergentes a respeito da luta contra a dominação holandesa no Brasil.

b) Mencione dois fatores que levaram à invasão de Pernambuco pelos holandeses no século XVII.

17. (Ufrgs 2011) Observe no mapa abaixo a região platina

Sobre as intervenções luso-brasileiras ocorridas na Banda Oriental durante o período joanino, são feitas as seguintes afirmações.
I. O vice-rei Francisco Elio, sitiado em Montevidéu pelas tropas artiguistas, declarou guerra à Corte portuguesa em 1811, provocando a invasão das forças militares lusitanas.

II. A intervenção em 1816 justificava-se pela necessidade de se defender o Rio Grande do Sul e de se reestabelecer a tranquilidade dos proprietários rurais, ameaçada pelas reformas sociais de Artigas.

III. Na primeira intervenção, as forças militares estacionaram em Maldonado; na segunda, alcançaram a capital oriental, recebendo apoio do Cabildo local.
Quais estão corretas?

a) Apenas I.

b) Apenas II.

c) Apenas I e III.

d) Apenas II e III.

e) I, II e III.

18. (Unicamp 2011) A arte colonial mineira seguia as proposições do Concílio de Trento (1545-1553), dando visibilidade ao catolicismo reformado. O artífice deveria representar passagens sacras.

Não era, portanto, plenamente livre na definição dos traços e temas das obras. Sua função era criar, segundo os padrões da Igreja, as peças encomendadas pelas confrarias, grandes mecenas das artes em Minas Gerais.


(Adaptado de Camila F. G. Santiago, “Traços europeus, cores mineiras: três pinturas coloniais inspiradas em uma gravura de Joaquim Carneiro da Silva”, em Junia Furtado (org.), Sons, formas, cores e movimentos na modernidade atlântica. Europa, Américas e África. São Paulo: Annablume, 2008, p. 385.)
Considerando as informações do enunciado, a arte colonial mineira pode ser definida como

a) renascentista, pois criava na colônia uma arte sacra própria do catolicismo reformado, resgatando os ideais clássicos, segundo os padrões do Concílio de Trento.

b) barroca, já que seguia os preceitos da Contrarreforma. Era financiada e encomendada pelas confrarias e criada pelos artífices locais.

c) escolástica, porque seguia as proposições do Concílio de Trento. Os artífices locais, financiados pela Igreja, apenas reproduziam as obras de arte sacra europeias.

d) popular, por ser criada por artífices locais, que incluíam escravos, libertos, mulatos e brancos pobres que se colocavam sob a proteção das confrarias.

19. (Ufpe 2007) No Brasil, a economia colonial sustentou-se com a predominância da mão de obra escrava e a exportação de produtos para a Europa, conforme os princípios mercantilistas da época. Nesse contexto, a presença dos escravos:

( ) influenciou na construção de hábitos culturais que perduram até hoje na sociedade brasileira.

( ) foi economicamente importante, não tendo, contudo, provocado repercussões significativas para a formação da religiosidade popular.

( ) contribuiu para a consolidação de preconceitos sociais e de discriminações políticas.

( ) trouxe a possibilidade de trocas culturais significativas para a constituição da sociedade brasileira.

( ) criou hierarquias sociais com repercussões nas relações de poder.

20. (Ufrgs 2007) Observe o gráfico a seguir, relativo à produção aurífera no Brasil do século XVIII.



Com base nos dados do gráfico, considere as seguintes afirmações.

I - O auge da produção de ouro em Minas Gerais foi atingido ainda na primeira metade do século XVIII, mas, na segunda metade do século, a extração aurífera na capitania entrou em declínio acentuado.

II - A produção aurífera conjunta de Goiás e de Mato Grosso suplantou durante alguns períodos a produção de ouro da capitania de Minas Gerais.

III - A produção aurífera de Goiás atingiu seu ápice ao mesmo tempo em que ocorria a queda nos rendimentos do ouro produzido na região de Minas Gerais.

Quais estão corretas?

( ) Apenas I.

( ) Apenas I e II.

( ) Apenas I e III.

( ) Apenas II e III.

( ) I, II e III.

21. (Ufrgs 2007) A cidade de Porto Alegre, atual capital do estado do Rio Grande do Sul, foi fundada no

( ) século XVI, a partir da prévia existência de uma aldeia indígena habitada basicamente por guaranis.

( ) século XVI, quando houve a repartição do território brasileiro através das capitanias hereditárias.

( ) século XVII, como uma resposta portuguesa à fundação e ao estabelecimento dos Sete Povos das Missões.

( ) século XVII, com a chegada de imigrantes espanhóis ao sul do Brasil.

( ) século XVIII, em função de sua localização estratégica para a defesa do território.

22. (Ufpe 2006) No período da expansão marítima portuguesa, as conquistas de novas terras modificaram hábitos e relações sociais. Houve uma euforia em face da exploração e da conquista de riquezas. Procurou estabelecer, com o sistema de capitanias hereditárias, o domínio sobre suas terras na América. Esse sistema:

( ) foi muito bem sucedido na descoberta do ouro e da prata, e propiciou o enriquecimento do governo português e da sua poderosa burguesia.

( ) fracassou, frustrando Portugal em seus objetivos e levando-o a abandonar as terras conquistadas.

( ) não foi amplamente bem sucedido, mas garantiu maior posse sobre as terras conquistadas e a consolidação de poderes para a Metrópole.

( ) na região Norte, fracassou; mas obteve sucesso nas outras regiões com a lavoura açucareira.

( ) no século XVIII, conseguiu êxito, graças à ajuda dos governadores-gerais, com suas forças militares, para combater exclusivamente a rebeldia dos nativos.

23. (Ufpe 2006) Portugal enfrentou resistências para manter sua dominação sobre o Brasil. Algumas rebeliões revelaram a insatisfação da população diante das cobranças dos tributos e das formas de dominação existentes. Na região das Minas Gerais, em 1720, houve a Revolta de Vila Rica, a qual:

( ) formulou um manifesto baseado nas ideias iluministas, conseguindo a adesão do clero e dos comerciantes, insatisfeitos com as cobranças de impostos.

( ) conseguiu fortalecer a ideia de abolição da escravatura, com apoio dos grandes comerciantes da região.

( ) foi uma movimento dirigido contra a cobrança de tributos, sem as propostas libertárias presentes em outras rebeliões do século XVIII.

( ) teve amplas repercussões na colônia e ameaçou o governo português com suas estratégias militares.

( ) ficou limitada aos protestos feitos na região das Minas, sendo liderada por Felipe dos Santos, que, afinal, foi punido por Portugal.

24. (Unb 2000) A grande lavoura, no Brasil colonial, organizou-se para oferecer em grande escala, para o exterior, gêneros tropicais produzidos em quantidade ínfima na Europa. A exploração agrária, por esse motivo, manteve as características condicionadas pelos objetivos mercantis.

Com o auxílio dessas informações, julgue os itens a seguir:

(1) Na grande lavoura colonial, que veio a se tornar parte da estrutura da formação social e econômica brasileira, o latifúndio foi a saída para a obtenção de avultada quantidade de produtos com baixo custo de produção.

(2) O sistema de donatários permitiu incrementar a transferência de imigrantes, à medida que governo português tornou disponíveis recursos financeiros e extensões consideráveis de terra no Brasil para os interessados.

(3) Os "objetivos mercantis" mencionados no texto estavam enquadrados na lógica do capital industrial; ou seja, a produção de matérias-primas nas colônias deveria, sobretudo, reduzir o custo de vida na Europa.

(4) A exploração colonial fez parte de um conjunto de relações que envolveram o declínio da aristocracia fundiária europeia, o fortalecimento das monarquias nacionais centralizadas e a ascensão da burguesia mercantilista das metrópoles.

25. (Ufg 2000) Os ritos semibárbaros dos Piagas

Cultores de Tupã, e a terra virgem

Donde, como dum trono, enfim se abriram

Da cruz de Cristo os piedosos braços;

As festas e batalhas mal sangradas

Do povo americano agora extinto

(...)


Agora inúteis setas, vão mostrando

A marcha triste e os passos mal seguros

De quem, na terra dos seus pais, embalde Procura asilo, e foge o humano trato.

O trecho da poesia Os timbiras, de Gonçalves Dias, apresenta o índio como representante do povo americano e realça o sentido destruidor do contato entre os índios e europeus na América portuguesa. Relativamente a esse contato, sabe-se que

( ) a unidade cultural permitiu a articulação de formas de resistência, entre as várias tribos, como modo de conter o avanço da colonização sobre as terras indígenas.

( ) o índio esteve presente na imaginação europeia, nos séculos XVII e XVIII, por meio dos relatos de viagens e da elaboração de utopias que criaram o mito do bom selvagem.

( ) o domínio da floresta, o conhecimento da fauna e da flora, o regime alimentar formaram um conjunto de conhecimentos que foram incorporados pelos colonizadores.

( ) no século XIX, o índio dominou a imaginação de nossos artistas, transformando-se em mito na obra de escritores românticos, como José de Alencar e Gonçalves Dias. Identificando-o como símbolo da nacionalidade, tais escritores deixavam de lado, quase sempre, o sentido destruidor da conquista europeia.

26. (Unb 1999) A Inconfidência Mineira não foi um fato isolado. Ela está integrada ao contexto social, político e econômico do Brasil colonial. Na Capitania de Minas Gerais, houve muito outros, e também importantes, movimentos rebeldes. Considerando a História do Brasil como um todo, a Inconfidência Mineira também não foi única: ela se coloca ao lado de movimentos como a Conjuração dos Alfaiates (Bahia, 1798), a Conjuração do Rio de Janeiro (1794) e a Revolução Pernambucana de 1817, entre outros que também enfrentaram a dominação colonial.

Carla Anastasia. "Os temas da liberdade e da Republicana na Inconfidência Mineira" (com adaptações)

Com o auxílio das informações contidas no texto, julgue os itens seguintes.

(1) Ao contrário do movimento de Vila Rica, fortemente marcado pela participação das elites locais, a Conjuração Baiana teve um cunho essencialmente popular.

(2) Todos os movimentos citados no texto inscrevem-se no quadro geral de crise do antigo sistema colonial, quadro esse que também refletia as transformações vividas pela Europa a partir da Revolução Industrial e das revoluções liberais burguesas.

(3) A Revolução Pernambucana de 1817, que eclodiu durante a permanência do Estado português no Brasil, traçou uma linha libertária que teve prolongamento na Confederação do Equador, dois anos após a Independência.

(4) A imagem de Tiradentes, cultuada durante o período monárquico, sofreu forte oposição por parte daqueles que proclamaram a República, pelo que poderia inspirar contra o novo regime.

27. (Unb 1998) "A população da Colônia viveu em sua grande maioria no campo. As cidades cresceram aos poucos e eram dependentes do meio rural. A própria capital da Colônia foi descrita por Frei Vicente do Salvador, no século XVI, como 'cidade esquisita, de casas sem moradores, pois os proprietários passavam mais tempo em suas roças rurais, só acudindo no tempo das festas'. Um padre jesuíta refere-se à pobreza da pequena São Paulo, no século XVII, como resultado da constante ausência de habitantes porque, 'fora por ocasião de três ou quatro festas principais, eles ficam em suas herdades ou andam por bosques e campos, em busca de índios, no que gastam suas vidas' ".

(Boris Fausto. "História do Brasil".)

Com o auxílio do texto, julgue os itens seguintes, relativos à vida urbana no período colonial brasileiro.

(1) O quadro descrito no texto modificou-se, em parte, pela crescente influência dos grandes comerciantes e pelo crescimento do aparelho administrativo.

(2) A relevância qualitativa das cidades foi diminuindo ao longo do período colonial.

(3) Fatos como a invasão holandesa e a vinda da família real para o Brasil tiveram grande importância no desenvolvimento dos centros urbanos.

(4) As primeiras cidades brasileiras foram construídas do interior para o litoral, seguindo, assim, o fluxo do processo de ocupação dos espaços.

28. (Unb 1998) "Quando saltavam em terra

Como um bando de animais,

Dali do porto seguiam

Logo pros canaviais

E dos entes queridos

Notícias não tinham mais".

(Rafael de Carvalho)

Com o auxílio das informações contidas no texto, julgue os itens abaixo, relativos à economia açucareira escravista no Brasil-Colônia.

(1) A utilização do trabalho escravo fazia parte da lógica do antigo sistema colonial, à medida que o próprio tráfico proporcionava acumulação de riquezas.

(2) Para estimular e favorecer o assentamento dos colonizadores no primeiro momento da colonização, a pequena produção escravista abastecia tão-somente o mercado interno.

(3) A decadência da economia açucareira colonial deveu-se à rebeldia dos escravos, que fugiam para formar os quilombos.

(4) O "banzo" era uma enfermidade que, não raras vezes, contribuía para reduzir a capacidade de produção dos negros escravos.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

Na(s) questão(ões) a seguir julgue os itens e escreva nos parênteses (V) se for verdadeiro ou (F) se for falso.


29. (Ufmt 1996) Dentro do contexto colonial brasileiro, julgue os itens.

( ) O "pacto colonial" consistiu no conjunto de normas e leis que regulavam as relações entre as Metrópoles europeias, principalmente no campo político.

( ) O Brasil sendo uma colônia de povoamento tinha como características: pequena propriedade, policultura, produção para o mercado interno, mão de obra escrava.

( ) A crise do sistema colonial, no fim do século XVIII foi acelerada pela Revolução Industrial que passou a exigir novos mercados determinando o fim do monopólio colonial.

( ) Em 1763 a capital do Brasil foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro, para tanto colaborou o incremento da economia baseada na exploração de riquezas minerais localizadas nos atuais estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES:

A historiografia que trata da emancipação política do Brasil põe quase sempre em evidência a singularidade do nosso movimento com relação à América Espanhola. Enquanto nesta última o processo de ruptura com a metrópole resultou na constituição de várias repúblicas, no Brasil, a independência monárquica garantiu a integridade do território. Entretanto, o processo iniciado em 1808 e que alcançou o seu ponto máximo em 1822 possui múltiplos aspectos.

Convém lembrar, Portugal não tinha condições de fazer frente às tropas francesas. Exercendo um papel secundário na Europa, sua margem de manobra era extremamente limitada. O tratado de Fontainebleau assinado pela França e pela Espanha já havia decidido a partilha de Portugal e do seu império. A transferência da Corte para o Brasil apresentou-se como a única solução.

Maria Eurydice de Barros Ribeiro. Os Símbolos do Poder.

30. (Unb 1996) Quanto aos múltiplos aspectos do processo de independência do Brasil, que se inicia em 1808 e culmina em 1822, julgue os seguintes itens.

(0) A decisão portuguesa de transferência da Corte para o Brasil foi um ato de soberania política.

(1) A permanência de D. Pedro de Alcântara no Brasil, coroado como imperador, foi a garantia da continuidade dos interesses de Portugal com relação ao Brasil.

(2) A Coroa britânica ocupou papel primordial nas negociações diplomáticas que levaram, de forma gradativa, entre 1808 e 1822, à emancipação política do Brasil.

(3) A partilha do império português, prevista no tratado de Fontainebleau, era parte do intento napoleônico de fazer frente aos objetivos políticos e econômicos da Grã-Bretanha na Europa Continental.

31. (Unb 1996) Com referência à singularidade do movimento de emancipação política do Brasil, julgue os itens que se seguem.

(0) Ao contrário da América Espanhola, o Brasil teve um processo de independência liderado por forças políticas renovadoras e ansiosas por uma profunda transformação das estruturas coloniais.

(1) A sociedade política colonial que Portugal criou no Brasil permitiu uma independência tranquila, sem movimentos de contestação à transição da colônia à condição de país independente.

(2) A unidade territorial mantida no Brasil durante as negociações da independência foi resultado de vários fatores, tais como a presença da Corte portuguesa no Rio de Janeiro e a manutenção do sistema escravista do norte ao sul do país.

(3) A crise do sistema colonial no Brasil tem causas econômicas e políticas profundas e bastante diversas daquelas que conduziram a América Espanhola à independência.


Gabarito:
Resposta da questão 1:
a) As disputas que se desenvolveram na região estão diretamente relacionadas à importância do Rio da Prata e de alguns afluentes. Pelo porto de Buenos Aires era escoada parte das riquezas provenientes das minas peruanas e, paralelamente, se desenvolveram diversas atividades mercantis, abrindo possibilidades de enriquecimento. Tal situação levou colonos portugueses a fundarem a colônia de Sacramento, em terras teoricamente pertencentes à Espanha. No extremo oeste do atual estado do Rio Grande, as missões de jesuítas espanholas – Sete Povos das Missões – também foram alvo de disputa entre as duas nações ibéricas.
b) no século XVIII podemos caracterizar como semelhança o latifúndio, apesar de muito melhor definido no nordeste. Enquanto no nordeste a principal atividade era agrária e destinada ao mercado externo, no sul destacou-se a pecuária, destinada ao mercado interno, tanto com a venda de animais para a região mineradora, como na produção de charque (carne salgada).
Resposta da questão 2:
a) A capitania de São Paulo conheceu intenso desenvolvimento no século XVIII devido à mineração. Como o texto destaca as duas regiões integravam a mesma capitania. Pensando na região que atualmente é denominada de São Paulo, destacava-se o comércio de passagem, como a principal atividade, com destino às regiões mineradoras – inclusive Goiás – tanto de gêneros agrícolas, como de animais provenientes do sul.
b) Nesse período houve grande preocupação com as redefinições das fronteiras, pois brasileiros ocupavam porções significativas além do limite de Tordesilhas. Atividades mineradoras e de exploração de drogas do sertão na região norte. Diversos tratados de limites foram assinados, destacando-se o Tratado de Madri, que mais que duplicou o território brasileiro.
Resposta da questão 3:
a) Para as autoridades, os quilombos representavam uma subversão à ordem; uma comunidade formada por escravos foragidos, propensos ao banditismo, representando constante ameaça aos fazendeiros – vistos como os “homens de bem”.

b) Durante todo o século XVIII, devido à mineração, a região conheceu grande crescimento, e a população de escravos se ampliou em escala vertiginosa. Chegavam escravos novos da África, mas, também, de outras regiões da colônia. As eventuais fugas deram origem a essas comunidades, em locais mais afastados das principais áreas mineradoras ou das principais rotas de comércio que ligavam a região a áreas portuárias a leste.

c) Enquanto o primeiro analisa os quilombolas como uma ameaça aos fazendeiros da região, o segundo considera que os foragidos viviam isolados em “paz e felicidade”, portanto, sem molestar as comunidades ou fazendas vizinhas.
Resposta da questão 4:
a) O estudante poderá destacar, dentre outras: a criação das companhias de comércio; o controle do contrabando de ouro e diamante; a reorganização da política fiscal. A medida mais famosa, no entanto, foi a criação da Derrama, na região das Minas Gerais. Com o intuito de cobrar os impostos atrasados dos mineradores, acabou atingindo toda a sociedade da região devido a ação violenta de governantes e militares portugueses no Brasil.

b) O estudante poderá destacar, dentre outras: a proposta de secularização do ensino, principalmente em função da expulsão dos jesuítas, que mobilizavam, até então, o ensino na colônia. Na verdade essa medida abriu caminho para a ação de outras ordens religiosas católicas, mais dóceis em relação ao Estado.


Resposta da questão 5:
[C]

Apesar de considerados mercadorias e, de muitas vezes, separados quando chegavam ao Brasil, mesmo nas senzalas, os cativos constituíram famílias. A ideia de que o senhor de engenho mantinha relações com mulheres escravas, apesar de verdadeira, se constitui em exceção no universo escravo, pois a maioria das mulheres permanecia nas senzalas junto aos escravos do sexo masculino.


Resposta da questão 6:
[C]
A mineração foi responsável pela ocupação de regiões do interior da colônia, pelo grande crescimento populacional, pela dinamização de outras atividades econômicas e criação de um mercado interno, com maior riqueza na colônia, que possibilitou um aumento de consumo de produtos artesanais e da agricultura de subsistência.
Resposta da questão 7:
Importante perceber que a questão não exige que o aluno destaque elementos quaisquer da obra, mas aqueles que mostram o “olhar europeu”, ou seja, a visão do conquistar/colonizador, frente a uma nova realidade. Nesse sentido pode-se destacar:
1. A folha cobrindo o sexo da indígena, elemento introduzido pelo autor da obra, devido ao moralismo cristão da época, uma vez que os índios andavam nus.

2. Os pedaços de corpos carregados pela índia, em sua mão e na cesta, indicando a visão de que os nativos eram selvagens e canibais, representando uma ameaça.



3. A exuberância da natureza, em uma visão idílica, influenciada pela ideia bíblica de “paraíso perdido”.
Resposta da questão 8:
Incorreto. A grande expectativa dos portugueses era quanto ao ouro, que demorou a ser encontrado, nas regiões interioranas no centro do Brasil. Apesar de ter fundado a Colônia de Sacramento às margens do Rio do Prata e existirem interesses econômicos quanto ao comércio na região, nunca foi prioridade do Estado Lusitano. Por outro lado, nunca houve a entrega da região amazônica aos espanhóis.
Resposta da questão 9:
Incorreto. De uma forma geral, o regime de trabalho, no nordeste açucareiro e na região mineradora, se assemelhava, apoiado na escravidão africana; no entanto, nas minas do século XVIII encontramos novas relações sociais, que são exceção, porém novidades diferenciadas, como a possibilidade de alforria ou mesmo o “negro de ganho”, nas áreas urbanas.
Resposta da questão 10:
[E]
Resposta ruim, mas é a melhor dentre as alternativas, pois os degredados, homens condenados ao exílio por terem cometido algum tipo de crime em Portugal, não podem ser considerados como colonizadores; não possuíam essa “missão”, nem mesmo eram vistos dessa maneira pelo rei. Vale lembrar que a pena de degredo poderia ser aplicada a qualquer um, inclusive a homens que caiam em desgraça por motivações políticas ou religiosas.
Resposta da questão 11:
[C]
As imagens referentes a processos econômicos distintos, porém, desenvolvidos no mesmo século, permitem estabelecer uma relação direta entre as duas situações: a mineração no Brasil colonial e o desenvolvimento industrial na Inglaterra. Do ponto de vista da história do Brasil, é bastante comum a ideia de que o ouro aqui explorado foi, em grande parte, parar na Inglaterra e isso não se deve a contrabando e sim à balança comercial desfavorável à Portugal em relação à Inglaterra, devido ao Tratado de Methuen, conhecido como “tratado de panos e vinhos”.
Resposta da questão 12:
[A]
Os jesuítas da região de Sete Povos não aceitaram os novos tratados assinados entre os governos de Espanha e Portugal, que transferiam a região para o controle português, vendo-o como uma ameaça a autonomia que então gozavam sobre as comunidades indígenas, que foram organizadas e estimuladas a lutar, com o argumento de que as chances de escravização aumentavam dada a ação dos bandeirantes em terras brasileiras.
Resposta da questão 13:
[D]
O Governo Geral foi instalado no Brasil em 1549, na cidade de Salvador, e pretendeu representar a Coroa em território colonial. Sua ação foi restringida pela grande dimensão do Brasil, mas manteve-se até a chegada da Corte comandada por D. João VI em 1808.
Resposta da questão 14:
a) A colonização dessas regiões foi determinada pela necessidade de obtenção de um gênero lucrativo, de grande comercialização na Europa, como o açúcar, sendo que a terra e o clima do norte eram favoráveis ao cultivo da cana-de-açúcar.
b) A ocupação do interior de São Paulo foi limitada nos primeiros séculos de colonização. A grande ocupação após 1830 está diretamente relacionada à expansão da cafeicultura, uma vez que a chamada “terra roxa”, que abunda nessa região, era muito adequada a esse gênero agrícola. A expansão da industrialização na Europa e Estados Unidos no século XIX foi fundamental para a expansão das exportações de café brasileiro.
Resposta da questão 15:
a) Incorreto. – o erro na afirmação esta no fato de considerar que a antiga capital do Brasil era Belém. A Capital foi transferida de SALVADOR para o Rio de Janeiro
b) Incorreto. – a Estrada Real fez a ligação da região mineradora ao Rio de Janeiro e, portanto, não esta relacionada à ocupação de terras a oeste, como as regiões de Goiás.
Resposta da questão 16:
a) Uma interpretação considera que a luta contra os holandeses foi movida por um elemento ideológico, abstrato, o sentimento de pertencer a uma “nacionalidade” – a brasileira - e de pertencer a um país, o Brasil, ocupado por elementos estrangeiros. A segunda interpretação valoriza os interesses econômicos, considerando que a luta pela expulsão dos holandeses se deve ao processo de exploração imposto aos latifundiários ligados a produção canavieira.
b) O interesse dos holandeses – na verdade da WIC – no comércio do açúcar, já praticado pelos holandeses antes mesmo da União Ibérica; e a luta contra a Espanha, maior potência da época, da qual a Holanda havia se separado em 1579.
Resposta da questão 17:
[D]
Sitiado pelas tropas de Artigas, o vice-rei do Prata obteve apoio do governo de D. João VI, regente português no Brasil. A situação retrata o processo de independência na região do prata e a futura anexação da Cisplatina pelo Brasil, como descrevem as afirmações I e II. De 1816 a 1828, a região (futuro Uruguaia) ficou sob domínio brasileiro.
Resposta da questão 18:
[B]
Segundo o texto a arte produzida em Minas Gerais seguiu as orientações do Concílio de Trento, ou seja, do movimento conhecido como Contra Reforma (ou Reforma Católica). Os efeitos desse movimento foram muito significativos nos países da Península Ibérica e, consequentemente, em suas colônias – como o Brasil – sendo que a arte sacra que se desenvolveu nas Minas Gerais se enquadra na ideia de “barroco tardio”.
Resposta da questão 19:
V F V V V
Resposta da questão 20:
[C]
Resposta da questão 21:
[E]
Resposta da questão 22:
F - F - V - F - F
Resposta da questão 23:
F - F - V - F - V
Resposta da questão 24:
V F F V
Resposta da questão 25:
V V F V
Resposta da questão 26:
V V V F
Resposta da questão 27:
V F V F
Resposta da questão 28:
V F F V
Resposta da questão 29:
F F V
Resposta da questão 30:
F V V V
Resposta da questão 31:
F F V F


Resumo das questões selecionadas nesta atividade
Data de elaboração: 30/08/2012 às 23:09

Nome do arquivo: Lista de exercícios

Legenda:

Q/Prova = número da questão na prova

Q/DB = número da questão no banco de dados do SuperPro®

Q/prova Q/DB Matéria Fonte Tipo
1 110436 História Fuvest/2012 Analítica

2 110665 História Unicamp/2012 Analítica

3 111874 História Ufmg/2012 Analítica

4 112343 História Ufjf/2012 Analítica

5 109121 História Uff/2012 Múltipla escolha

6 112790 História Upf/2012 Múltipla escolha

7 110053 História Unesp/2012 Analítica

8 114894 História Unb/2012 Analítica

9 114890 História Unb/2012 Analítica

10 115091 História Unesp/2012 Múltipla escolha

11 104252 História Ufsm/2011 Múltipla escolha

12 106659 História Espcex (Aman)/2011 Múltipla escolha

13 106661 História Espcex (Aman)/2011 Múltipla escolha

14 101806 História Unifesp/2011 Analítica

15 109687 História Unb/2011 Analítica

16 102101 História Unicamp/2011 Analítica

17 105453 História Ufrgs/2011 Múltipla escolha

18 100814 História Unicamp/2011 Múltipla escolha

19 72879 História Ufpe/2007 Verdadeiro/Falso

20 74206 História Ufrgs/2007 Verdadeiro/Falso

21 74214 História Ufrgs/2007 Verdadeiro/Falso

22 64854 História Ufpe/2006 Verdadeiro/Falso

23 64855 História Ufpe/2006 Verdadeiro/Falso

24 34793 História Unb/2000 Verdadeiro/Falso

25 34395 História Ufg/2000 Verdadeiro/Falso

26 29127 História Unb/1999 Verdadeiro/Falso

27 26507 História Unb/1998 Verdadeiro/Falso

28 26622 História Unb/1998 Verdadeiro/Falso

29 10006 História Ufmt/1996 Verdadeiro/Falso

30 26717 História Unb/1996 Verdadeiro/Falso



31 26716 História Unb/1996 Verdadeiro/Falso



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