Lista de exercícios jeová 3º ano dinamico



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LISTA DE EXERCÍCIOS

JEOVÁ

ANO - DINAMICO

01 - (ESPM)

(...) A batalha de Maratona foi longa e cheia de peripécias. Os bárbaros conse­guiram desbaratar as fileiras do centro do exército ateniense, pondo em fuga os re­manescentes; mas as duas alas compostas de atenienses e plateus atacaram as forças adversárias que haviam rompido o centro do exército, impondo-lhes uma derrota ir­reparável. Vendo-as fugir lançaram-se em sua perseguição, matando e esquartejando quantos encontraram pela frente, até a bei­ra mar, onde se apoderaram de alguns dos navios inimigos.

(Heródoto. História)

Assinale a alternativa que apresente, res­pectivamente, o nome da guerra em que ocorreu a batalha de Maratona bem como os bárbaros, mencionados no texto:

a) Guerra do Peloponeso – troianos;

b) Guerras Médicas – troianos;

c) Guerra do Peloponeso – persas;

d) Guerras Médicas – persas;

e) Guerras Púnicas – cartagineses.

02 - (FGV)

Na Assembleia, (...) que se reunia mais ou menos 40 vezes por ano, os atenienses discutiam e votavam os principais problemas do Estado – declaravam guerra, firmavam tratados e decidiam onde aplicar os recursos públicos. Do mais pobre sapateiro ao mais rico comerciante, todos tinham oportunidade de expressar a sua opinião, votar e exercer um cargo no governo.

(Flavio de Campos e Renan Garcia Miranda, A escrita da história)

As mulheres atenienses

a) tomavam parte dessa instância política, mas suas ações se limitavam aos temas relacionados com a família e a formação moral e militar dos filhos.

b) não detinham prerrogativas nas atividades públicas, mas possuíam direito de voto nessa Assembleia quando a decisão envolvia guerras externas.

c) participavam de todas as atividades públicas de Atenas, mas só tinham voz nessa Assembleia se estivessem acompanhadas pelo marido ou filho.

d) não podiam participar dessa Assembleia, da mesma forma como não tinham direito de exercer cargos administrativos, além da restrição a herança e posse de bens.

e) ganharam o direito de voz e voto nessa Assembleia a partir das reformas de Sólon, e com Clístenes seus direitos foram ampliados.

03 - (Fac. Direito de Sorocaba SP)

O fundamento do regime democrático é a liberdade (realmente, costuma-se dizer que somente neste regime participa-se da liberdade, pois este é, segundo se afirma, o fim de toda democracia).

Aristóteles, Política.

Entre os conflitos sociais que levaram ao regime mencionado no texto, encontra-se a luta que opôs

a) os estrangeiros, que reivindicavam mais direitos políticos para si, aos cidadãos atenienses, marcadamente xenófobos.

b) os eupátridas, proprietários de terras, aos não proprietários, que sofriam com a frequente escravização por dívida.

c) os escravos e as mulheres, que não tinham os seus direitos políticos garantidos, aos homens livres atenienses.

d) os defensores das reformas de Clístenes, baseadas no princípio da isonomia, aos camponeses e artesãos, contrários a essa ordem política igualitária.

e) os homens livres atenienses, defensores dos valores democráticos, aos cidadãos de Esparta, favoráveis a governos militares.

04 - (IFSP)

As polis gregas dependiam da mão-de-obra escrava. Havia uma certa variação entre homens livres e escravos, como nos mostra a tabela abaixo.



Sobre a mão- de- obra escrava nas polis é correto afirmar o seguinte:

a) deu origem a uma sociedade escravista, isto é, o escravo era a base de toda a sociedade.

b) era usada somente à época da guerra, quando se formavam os batalhões de soldados.

c) era tão numerosa que os escravos eram confundidos com os cidadãos livres.

d) por haver um equilíbrio entre a população livre e a escrava, a educação era dada igualmente a todos.

e) o equilíbrio numérico existente era devido aos bons tratos que os escravos recebiam dos homens livres.

05 - (UFG GO)

Leia o fragmento a seguir.

Tinha o desejo de saber por que o Nilo começa a encher no solstício de Verão. De acordo com a primeira explicação, são os ventos estivais que, desviando com seu sopro as águas do Nilo, impede-as de ir para o mar, ocasionando a cheia. A segunda versão é ainda mais absurda, embora encerre qualquer coisa de maravilhoso. Dizem que o oceano envolve toda a terra, e que o Nilo está sujeito a inundações porque vem do oceano. A terceira explicação é mais falsa. Com efeito, pretender que o Nilo provém de fontes de neve equivale a não dizer nada. Como poderia ser formado por fontes de neve se vem de um clima muito quente para um país igualmente tórrido?

HERÓDOTO. História. Rio de Janeiro: Jackson Inc.,


1964. p. 119-120. (Adaptado).

No fragmento apresentado, escrito por volta de 440 a.C., Heródoto expõe diferentes visões para explicar os motivos das cheias do rio Nilo, no Egito. A forma de exposição de Heródoto expressa uma característica da pólis grega, associada

a) ao apego a modelos explicativos baseados no empirismo.

b) à crença na interferência de elementos míticos sobre os eventos naturais.

c) à especulação filosófica como forma de transformar a realidade.

d) à relativização da verdade como meio para alcançar o conhecimento.

e) ao exercício do diálogo constituído por distintas opiniões sobre os acontecimentos.

06 - (MACK SP)

“(...) Consta que a concubina de Péricles, Aspásia, ajudou-o a escrever seus discursos. E a todos surpreendia ver o grande estadista a cada manhã, ao sair de casa, despedir-se de Aspásia com beijos.”



A elevação do espírito: 600 a.C.- 400 a.C. Rio de Janeiro, 1998

O texto acima, referindo-se ao grande líder da cidade-estado de Atenas, Péricles, retrata as contradições sociais existentes, não apenas em Atenas, mas em toda a Grécia. Sobre a sociedade grega da época, podemos afirmar que

a) As condições sociais eram idênticas tanto nas cidades-estados que evoluíram para regimes democráticos, como Atenas, por exemplo, quanto nas póleis oligárquicas, como Esparta.

b) Em toda a Grécia, a sociedade era predominantemente masculina, mas em disputas sucessórias familiares, em alguns casos, o poder era exercido pelas mulheres.

c) A democracia, instituída pelas reformas de Clístenes, era um sistema político que atendia aos interesses de apenas uma minoria da população, estando excluídos os estrangeiros, os escravos e as mulheres.

d) Em Atenas, as mulheres provenientes de ricas famílias possuíam maior autonomia, pois eram consultadas e participavam efetivamente das decisões políticas e assuntos relacionados ao destino da pólis.

e) A estabilidade social, advinda das reformas introduzidas por Clístenes, não foi acompanhada por estabilidade econômica, já que foi a partir da conquista da democracia que os gregos iniciaram seus conflitos com os persas.

07 - (UEG GO)

Ganhar mais de 40 medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos é fácil. Determine que todas as escolas de seu país descubram os alunos de 3 a 13 anos que mais de destacam nas aulas de Educação Física. Separe-os da família e interne-os em escolas de esportes até a idade adulta. Distribua-os entre os esportes olímpicos em que têm mais chances de medalha olímpica. Esse é, pelo menos o modelo que funcionou para a China nos jogos de Pequim.

ESPECIAL OLIMPÍADAS. Época, Globo, ed. 536, 25 ago. 2008. p. 153.

O trecho da reportagem da revista Época enfoca o esforço nacional chinês para obter sucesso nos Jogos Olímpicos de Pequim. Em termos comparativos, os atuais estudos de História Antiga atestam que na Grécia, berço dos jogos, existia grande competitividade entre as cidades-Estados. Filosoficamente, esse espírito competitivo dos helenos atesta que:

a) a preparação física, intelectual e cidadã dos jovens gregos era feita em conjunto, portanto, uma vitória esportiva também representava um triunfo moral.

b) a realidade dos Jogos Olímpicos da Antiguidade Clássica difere muito das Olimpíadas modernas, não sendo possível traçar nenhum tipo de comparação entre elas.

c) o estabelecimento de modalidades, como arco e flecha e tiro ao alvo, em que a concentração é mais importante do que a força, preserva o espírito olímpico.

d) o lema “o importante é competir” não foi levado em consideração durante a preparação dos atletas olímpicos chineses.



08 - (UFTM MG)

Certa ocasião, quando os espartanos enfrentaram os persas, em Termópilas, Êuritos e Aristôdamos, dois guerreiros, foram dispensados do combate por estarem doentes e tiveram permissão para regressarem a Esparta, caso quisessem. Êuritos preferiu permanecer. Ficou, lutou e morreu. Já Aristôdamos regressou sem ter combatido. Foi recebido com opróbio e desonra. Nenhum espartano queria ajudá-lo a acender o fogo de sua casa, ninguém lhe dirigia a palavra e era chamado Aristôdamos, o Covarde.

(Heródoto. História. Apud Teresa Van Acker. Grécia:


a vida cotidiana na cidade-estado
, 1985.)

O texto, cujo original é do século V a.C., exemplifica

a) a falta de disciplina e de preparo militar dos espartanos, durante os combates contra outros povos.

b) a valorização da paz que prevalecia em Esparta e a diferenciava da beligerante Atenas.

c) as constantes epidemias que grassavam em Esparta e que inviabilizavam a maioria de suas ações guerreiras.

d) os valores e princípios militares que regulavam a educação e a sociedade espartanas.

e) o temor que os espartanos sentiam ao ver ameaçada sua democracia e o esforço militar para defendê-la.

09 - (UNIRG TO)

Leia o trecho a seguir.

Tudo se passa, na realidade, como se cada indivíduo masculino adulto tivesse uma vida sexual com duas caras: uma cara privada, voltada para as mulheres, que permanece discreta e da qual nem vale a pena falar; e uma cara pública, voltada para belos rapazes, que se torna objeto de todas as atenções e de todos os comentários.

SARTRE, Maurice. A homossexualidade na Grécia


Antiga. In: Amor e sexualidade no Ocidente. Porto Alegre: L&PM, 1992. p. 46; 59.

Nos últimos anos, a historiografia tem se dedicado a estudos sobre o corpo e sobre a sexualidade, evidenciando-os como uma construção cultural e histórica. O trecho apresentado refere-se à sexualidade na Grécia Antiga, expondo que a prática sexual entre adultos e jovens do sexo masculino

a) fortalecia o poder feminino na vida privada.

b) estabelecia acordos de submissão política.

c) gerava conflito de personalidade e indefinição da sexualidade.

d) proporcionava prestígio social e reputação.



10 - (UNESP SP)

Quando sua influência [de Péricles] estava no auge, ele poderia esperar a constante aprovação de suas políticas, expressa no voto popular na Assembleia, mas suas propostas eram submetidas à Assembleia semanalmente, visões alternativas eram apresentadas às dele, e a Assembleia sempre podia abandoná-lo, bem como suas políticas, e ocasionalmente assim procedeu. A decisão era dos membros da Assembleia, não dele, ou de qualquer outro líder; o reconhecimento da necessidade de liderança não era acompanhado por uma renúncia ao poder decisório. E ele sabia disso.

(Moses I. Finley. Democracia antiga e moderna, 1988.)

Ao caracterizar o funcionamento da democracia ateniense, no século V a.C., o texto afirma que

a) os líderes políticos detinham o poder decisório, embora ouvissem às vezes as opiniões da Assembleia.

b) a eleição de líderes e representantes políticos dos cidadãos na Assembleia demonstrava o caráter indireto da democracia.

c) a Assembleia era o espaço dos debates e das decisões, o que revelava a participação direta dos cidadãos na condução política da cidade.

d) os membros da Assembleia escolhiam os líderes políticos, submetendo-se a partir de então ao seu poder e às suas decisões.

e) os cidadãos evitavam apresentar suas discordâncias na Assembleia, pois poderiam assim provocar impasses políticos.



11 - (UEM PR)

Tomando como base o texto a seguir e o contexto histórico a que ele se refere, assinale a(s) alternativa(s) correta(s) sobre os sistemas de governo na Grécia Antiga.

“Entre os Estados, em geral, se dá o nome de realeza ao que tem por finalidade o interesse coletivo; e o governo de um pequeno número de homens, ou de muitos, contando que não o seja de um apenas, denomina-se aristocracia – ou porque a autoridade está nas mãos de várias pessoas de bem, ou porque essas pessoas dela se utilizam para o maior bem do Estado. Por fim, quando a multidão governa no sentido do interesse coletivo, denomina-se esse governo de República, que é um nome comum a todos os governos.”

(ARISTÓTELES, Política: Texto Integral. São Paulo: Martin Claret, 2001, p. 90)

01. Ao longo da sua existência, a cidade-Estado de Atenas experimentou formas de governo como a monarquia e a democracia.

02. A principal característica do período Homérico (XIIVIII a.C.) era o predomínio de uma anarquia “homérica” em que cada cidade-Estado procurava subjugar a outra.

04. Ainda que os gregos tivessem produzido grandes filósofos, os textos destes não foram assimilados pelos governantes da época, pois só foram valorizados durante o Renascimento Italiano do século XV.

08. Assim como em nossos dias, a democracia praticada na Grécia Antiga garantia a liberdade política a todos os homens que habitavam os territórios gregos.

16. Nas cidades-Estado onde a nobreza guerreira monopolizava as instituições, consolidou-se o regime aristocrático em que uma minoria deliberava pelo povo.

12 - (Fac. Direito de Franca SP)

"A elaboração de uma mitologia tinha evidentemente começado cedo entre os gregos; jamais ela tinha cessado onde quer que houvesse gregos, sempre oral e solenemente. Tratava-se de uma atividade social de alto nível, e não do devaneio fortuito de um poeta ou do excesso de imaginação de um camponês. O objeto essencial do mito eram as ações, e não as ideias, as convicções ou as representações simbólicas; eram os fatos — guerras, dilúvios, aventuras em terra, mar e ar, querelas familiares, nascimentos, casamentos e mortes. Escutando as narrativas, no decorrer dos ritos (…),vivia-se por procuração a experiência que outros tinham vivido."

M. I. Finley. O mundo de Ulisses. Lisboa: Presença,


1972, p. 24-25. Adaptado.

Ao caracterizar o papel dos mitos na Grécia antiga, o texto

a) confirma a importância da fixação escrita das narrativas de guerras como base para a difusão de tais relatos.

b) destaca seu caráter instrutivo e o significado real que representavam para os gregos.

c) relembra seu vínculo direto com as disputas entre as cidades-estados, das quais se originaram.

d) valoriza a simbologia que continham e indica a improbabilidade da ocorrência verídica desses relatos.

e) explica sua importância para a constituição e para o desenvolvimento da filosofia e do teatro gregos.

13 - (UNICAMP SP)

A sabedoria de Sócrates, filósofo ateniense que viveu no século V a.C., encontra o seu ponto de partida na afirmação “sei que nada sei”, registrada na obra Apologia de Sócrates. A frase foi uma resposta aos que afirmavam que ele era o mais sábio dos homens. Após interrogar artesãos, políticos e poetas, Sócrates chegou à conclusão de que ele se diferenciava dos demais por reconhecer a sua própria ignorância.

O “sei que nada sei” é um ponto de partida para a Filosofia, pois

a) aquele que se reconhece como ignorante torna-se mais sábio por querer adquirir conhecimentos.

b) é um exercício de humildade diante da cultura dos sábios do passado, uma vez que a função da Filosofia era reproduzir os ensinamentos dos filósofos gregos.

c) a dúvida é uma condição para o aprendizado e a Filosofia é o saber que estabelece verdades dogmáticas a partir de métodos rigorosos.

d) é uma forma de declarar ignorância e permanecer distante dos problemas concretos, preocupando-se apenas com causas abstratas.

14 - (UPE)

Sobre as Guerras Médicas, travadas entre gregos e persas no início do século V a. C., assinale a alternativa CORRETA.

a) A vitória grega deveu-se à forte liderança espartana, uma vez que Atenas se submeteu aos persas desde o início dos conflitos.

b) As batalhas de Maratona, Salamina e Termópilas foram travadas em campo aberto.

c) Os gregos se destacaram na guerra por causa do uso da poderosa cavalaria ateniense.

d) Os principais instrumentos de um soldado grego eram: a lança, o escudo e a espada.

e) Temístocles, principal general do exército persa, conseguiu grandes vitórias graças à ação de mercenários financiados pelo rei Dario.

15 - (FMABC SP)

"As cidades do Mediterrâneo antigo foram algo muito diferente do que entendemos [atualmente] por cidade. (…) Uma cidade compunha-se de homens que, apesar de serem proprietários privados de suas casas, tinham algo em comum: habitavam um território herdado de seus ancestrais, precisavam defender suas terras dos inimigos de fora, eram protegidos pelos mesmos deuses e obedeciam a leis comuns a todos."

Norberto Luiz Guarinello. A cidade na antiguidade clássica.


São Paulo: Atual, 2006, p. 20.

A caracterização das cidades na antiguidade clássica, feita pelo texto, pode ser completada com a informação de que

a) havia, nessas cidades, ampla diversidade de crenças religiosas, mas absoluta indisposição para o acolhimento de estrangeiros.

b) não havia diferenciação entre núcleo urbano e rural e essas cidades eram sobretudo comunidades de homens e casas.

c) havia, nessas cidades, cerimônias e festas públicas, mas as celebrações individuais e privadas eram proibidas.

d) não havia leis nem sistemas de governos e essas cidades careciam de mecanismos de proteção militar a seus habitantes.

e) havia, nos arredores dessas cidades, áreas dedicadas ao comércio, pois os mercadores não podiam penetrar no espaço urbano.

16 - (UNISA SP)

Em Atenas, na época clássica, quando os poetas cômicos qualificavam um homem por seu ofício (Eucrates, o comerciante de estopa; Lisicles, o comerciante de carneiros), não era precisamente para honrá-los; só é homem por inteiro quem vive no ócio.

(Paul Veyne. Trabalho e ócio, 1990.)

Característico do mundo grego, o ponto de vista expresso no texto reflete uma sociedade em que o trabalho voltado para a produção do necessário à sobrevivência da sociedade é realizado por

a) prisioneiros políticos.

b) trabalhadores assalariados.

c) escravos.

d) proprietários de terras.

e) servos.



17 - (UFRN)

Nos primeiros meses de 430 a. C., Péricles proferiu um discurso em homenagem aos mortos da Guerra do Peloponeso. Nesse discurso ele afirmou:


Temos um regime que nada tem a invejar das leis estrangeiras. [...] Se, em matéria de divergências particulares, a igualdade de todos diante da lei é assegurada, cada um, em virtude das honras devidas à posição ocupada, é julgado naquilo que pode ocasionar sua distinção: no que se refere à vida pública, as origens sociais contam menos que o mérito, sem que a pobreza dificulte a alguém servir à cidade por causa da humildade de sua posição.

PINSKI, Jaime (Comp.). 100 textos de história antiga. São Paulo: HUCITEC, 1972. p. 94-95.


Desse fragmento do discurso de Péricles, pode-se inferir
a) a existência de um critério censitário como elemento definidor dos cidadãos atenienses, aos quais cabia, com exclusividade, aprovar as leis e decidir questões relativas à paz e à guerra.

b) a existência de um código de leis extremamente severas, o que mantinha, em Atenas, os privilégios da aristocracia.

c) a presença de uma estrutura social flexível da democracia em Atenas, que permitia aos escravos deixarem essa condição e se tornarem cidadãos.

d) a singularidade da estrutura da vida democrática ateniense, que se caracterizava pela primazia do espaço público e pelo zelo à igualdade entre os cidadãos.



18 - (UFPE)

A cultura grega é uma das bases da formação das concepções, dos valores e do imaginário do mundo ocidental. Nesse sentido, as obras de Sófocles são exemplares e mostram a excelência da tragédia grega. Em um dos seus dramas mais famosos, Antígona, podemos destacar:

00. a preocupação em ensinar valores democráticos, pela crítica às leis divinas e pela defesa de qualquer forma de rebeldia.

01. a exaltação feita aos poderes de Zeus, inquestionáveis e absolutos na afirmação da vida pública e religiosa.

02. os diálogos sobre as leis do homem e as leis divinas, fato importante para a organização política da sociedade.

03. a importância da diversidade no caráter moral e ético das escolhas e os conflitos que elas provocam na sociedade.

04. a força do poder despótico de Creonte, sem limites em suas decisões, uma vez que era protegido pelas divindades.

19 - (MACK SP)

Ele supõe saber alguma coisa e não sabe, enquanto eu, se não sei, tampouco suponho saber. Parece que sou um pouco mais sábio que ele exatamente por não supor que saiba o que não sei.”

Sócrates, 469-399 a. C.

O filósofo grego Sócrates, nascido em Atenas, por ensinar seus discípulos a se libertar do orgulho e da pretensão de que sabiam algo e que, somente ao se libertarem dessa postura prepotente poderiam inicar a construção de suas próprias ideias, foi considerado subversivo pelo governo ateniense. Para o filósofo, não importava a condição socioeconômica de seus discípulos e, sim, suas qualidades interiores. Acusado de coromper a juventude, foi condenado a tomar cicuta (veneno). Suas ideias contrariavam os valores dominantes da sociedade ateniense da época, porque

a) permitiriam que todo grego pudesse ser considerado “heleno”, pois participaria do processo de educação e cultura grega e, não mais, apenas os atenienses.

b) Atenas, considerada a “educadora da Hélade”, não seria mais a única cidadeestado grega a monopolizar o direito à educação, podendo tal direito ser exercido por qualquer outra pólis.

c) para a democracia ateniense, a maioria da população (composta de escravos, mulheres e estrangeiros) não tinha direito de cidadania e, portanto, não deveria participar das decisões políticas.

d) não respeitavam os valores religiosos atenienses, influenciando seus jovens discípulos a não se submeterem a nenhuma imposição ou princípio religioso, pois seria prejudicial à sua formação acadêmica.

e) o regime democrático ateniense nunca incentivou o desenvolvimento intelectual de seus cidadãos, por considerar que os valores tradicionais deveriam ser respeitados e preservados.

20 - (UEG GO)

Para os gregos da Antiguidade, a palavra “idiota” era usada para representar o cidadão que não se preocupava com a vida política da cidade-estado. Portanto, de acordo com essa acepção grega, poderia ser considerado um “idiota”

a) o filósofo Sócrates, que afirmava que a verdadeira sabedoria estava em reconhecer que “tudo que sei é que nada sei”.

b) o general Alexandre, o Grande, que, tendo sido aluno de Aristóteles, pretendia dominar militarmente todo o mundo conhecido.

c) o habitante da Pólis, portador de direitos políticos, que ignorava os discursos e as decisões tomadas durante os debates públicos ocorridos na Ágora.

d) os escravos, os estrangeiros, as mulheres e as crianças, que não tinham direito à cidadania, ao voto ou à voz na assembleia.



21 - (UNESP SP)

Aedo e adivinho têm em comum um mesmo dom de “vidência”, privilégio que tiveram de pagar pelo preço dos seus olhos. Cegos para a luz, eles veem o invisível. O deus que os inspira mostra-lhes, em uma espécie de revelação, as realidades que escapam ao olhar humano. Sua visão particular age sobre as partes do tempo inacessíveis às criaturas mortais: o que aconteceu outrora, o que ainda não é.

(Jean-Pierre Vernant. Mito e pensamento entre os gregos, 1990. Adaptado.)

O texto refere-se à cultura grega antiga e menciona, entre outros aspectos,

a) o papel exercido pelos poetas, responsáveis pela transmissão oral das tradições, dos mitos e da memória.

b) a prática da feitiçaria, estimulada especialmente nos períodos de seca ou de infertilidade da terra.

c) o caráter monoteísta da sociedade, que impedia a difusão dos cultos aos deuses da tradição clássica.

d) a forma como a história era escrita e lida entre os povos da península balcânica.

e) o esforço de diferenciar as cidades-estados e reforçar o isolamento e a autonomia em que viviam.



22 - (FGV)

Sobre a Guerra do Peloponeso (431-404 a.C.), é correto afirmar que

a) as suas origens encontram-se num momento especial da história ateniense, pois a sua democracia atingia então o seu máximo desenvolvimento.

b) a vitória militar de Atenas permitiu a ampliação dos direitos de cidadania, com a incorporação dos estrangeiros nas instâncias da democracia ateniense.

c) a sua mais importante decorrência foi a criação da democracia ateniense, fruto do contato de Atenas com a cidade-Estado de Esparta.

d) a vitória de Atenas, aliada aos tebanos, permitiu que a democracia fosse levada a todas as cidades-Estado, além de aumentar o poderio militar grego.

e) a surpreendente vitória de Corinto permitiu o seu expansionismo territorial pela Ásia Menor e a consolidação da democracia em Esparta.

23 - (ESPM)

O Partenon é um símbolo duradouro da Grécia e da democracia.



Quanto ao Partenon, é correto afirmar que:

a) foi construído em Olímpia e fazia parte de um importante santuário onde eram venerados muitos deuses.

b) situado em Delfos, fazia parte de um santuário considerado importante centro religioso e cultural, sendo conhecido por ser onde o oráculo fazia previsões.

c) foi construído na acrópole, em Atenas, tendo como destaque o Pórtico das Cariatides.

d) foi construído na acrópole de Atenas e seu nome deriva da monumental estátua de Atena Partenos, abrigada no salão leste da construção.

e) foi construído como templo em homenagem a Zeus Olímpico, protetor da liberdade.

24 - (UECE)

Aristóteles em sua obra Política, elaborou uma profunda reflexão sobre a política antiga, mostrou os mecanismos que regularam a vida social, analisou as várias formas de agregação política, ofereceu interessantes informações sobre o papel social da mulher, dos escravos e dos estrangeiros, que, segundo ele, eram inferiores, porque em decorrência da sua condição e natureza, não participavam da vida na polis.


A justificativa aristotélica de exclusão social das mulheres, escravos e estrangeiros na sociedade grega foi baseada no(a)
a) paradigma naturalista.

b) questão política.

c) paradigma moral.

d) escravidão humana.



25 - (IFGO)

“Em 1848, a Convenção dos Direitos Femininos, realizada em Nova York, publicou a “Declaração de Sentimentos”, na qual defendia o direito de voto para as mulheres. [...] em 1920, as mulheres norte-americanas conquistaram o direito de voto. (...) No Brasil, o movimento organizado em defesa do voto feminino surgiu em 1922, quando foi fundada a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, no Rio de Janeiro. Em 1932, o governo federal estabeleceu as novas regras eleitorais permitindo as mulheres votar e candidatar-se”.

CAMPOS, Flávio. MIRANDA. Renan Garcia. A Escrita da História.
São Paulo: Editora Escala Educacional, 2005. p. 61. [Adaptado].

Sobre a situação das mulheres na Grécia Antiga, marque a alternativa correta.

a) Diferente do que ocorreu no século XIX e XX na Europa e no Brasil, as mulheres, em boa parte das cidades-Estado gregas, eram tratadas como cidadãs com direitos e deveres.

b) O Código de Drácon, instituído por Solon, antecipando em vários séculos as Constituições do EUA e do Brasil, determinava que as mulheres gregas tivessem os mesmos direitos de voto que os homens.

c) O Código de Drácon, instituído por Solon, fundamentava o machismo grego e determinava que as mulheres gregas, em todas as cidades-Estado, não tivessem os mesmos direitos de voto que os homens.

d) Em Atenas, por mais que houvera a democracia, essa estava restrita aos homens atenienses adultos não escravos. Já em Esparta, as mulheres gozavam de maior liberdade.

e) Em Esparta, pólis marcada pelo militarismo, as mulheres não tinham a menor liberdade, muito menos o direito de voto. Já em Atenas, berço da democracia, houve, de certo modo, a antecipação dos direitos da mulher que seriam conquistados nos EUA e no Brasil só no século XX.

26 - (UPE)

Desde Homero, a poesia greco-romana traçou um padrão de qualidade, que se configura entre as grandes produções literárias do Ocidente. Sobre a produção poética do mundo clássico, analise as seguintes afirmações:

I. A poesia de Homero, exemplo de epopeia, serve como fonte para os primórdios da formação do povo grego.

II. A Odisséia pode ser interpretada, em especial a passagem do canto das sereias, como a afirmação do poder das elites, personificadas na figura do herói Ulisses.

III. A obra de Safo de Lesbos é marcada pelo erotismo, exaltando as figuras femininas.

IV. A Ilíada, poema que descreve a Guerra de Tróia, foi escrita por Parmênides, apesar de ser atribuída a Homero.

V. Aristóteles também se destacou na produção poética, com uma obra que teve forte influência nos escritos do poeta romano Petrônio, em especial no Satiricon.

Estão CORRETAS

a) I, II e III.

b) I, III e V.

c) II, IV e V.

d) I, II e IV.

e) II, III e IV.

27 - (UFPR)

Sobre o período helenístico (séculos IV a II a.C.) é correto afirmar:

a) Com a rápida conquista territorial feita pelos macedônios, liderados especialmente por Alexandre Magno, houve a difusão da cultura grega do Egito até a Índia, por meio da adoção da koiné, uma variante mais simples do grego. Ocorreu a fusão entre culturas orientais e a cultura grega, além da construção de polos culturais, como Alexandria. Esse período deixou uma influência duradoura, que se manteve também dentro dos limites do Império Romano.

b) Foi um longo período de desenvolvimento econômico, em que a agricultura foi incentivada por todos os territórios conquistados por Alexandre Magno. O objetivo desse imperador era rivalizar com o Império Romano, estabelecendo em Alexandria um governo despótico e centralizador. Nesse período, a cultura grega se expandiu do Egito até a China.

c) Foi marcado pelas conquistas de Alexandre Magno, que teve dificuldades em expandir o seu governo, por conta da resistência dos romanos e dos persas. Apesar de ter reinado por décadas, Alexandre Magno não conseguiu manter a independência grega, perdendo seus territórios para o nascente Império Romano.

d) Foi um período de decadência cultural, em que manifestações culturais gregas misturaram-se a influências de outras culturas conquistadas pelos exércitos de Alexandre Magno. Devido ao seu rápido crescimento, o império helenístico permitiu que as culturas e costumes locais se preservassem em troca de lealdade política. Isso levou ao fim da língua, da filosofia, do teatro e da arquitetura gregas.

e) Foi uma era de violência endêmica e de escravidão dos povos conquistados por Alexandre Magno, o que explica sua breve duração. Logo após a morte de Alexandre, o império se dividiu e foi conquistado pelos persas. Dessa forma, o projeto de difusão da cultura grega foi abandonado, deixando alguns poucos monumentos e bibliotecas pelo Oriente.

28 - (UFPA)

Aristóteles propunha dois critérios para diferenciar senhores e escravos:

O primeiro critério é de ordem política: o homem é, por natureza, um animal político, um ser cívico; por conseguinte, só o homem livre é totalmente homem porque só ele está apto para a vida política. O senhor coincide com o cidadão. Pelo contrário, o escravo é, por natureza, incapaz de deliberar; participa da razão sem a possuir.

O segundo critério articula-se com o primeiro. Certos trabalhos que implicam apenas o uso da força são, por essência, servis e são esses os que se adequam aos indivíduos que foram definidos como escravos pela sua incapacidade de raciocinar.

(Aristóteles, Política).

Baseado nos critérios de Aristóteles, é correto afirmar:

a) Na Grécia Antiga, a escravidão e a política estavam vinculadas contraditoriamente, pois a existência de uma justificava a outra, ou seja, para que os homens livres pudessem se dedicar exclusivamente à política, o trabalho, que garantia sua subsistência, deveria ser feito pelos escravos.

b) A condição de escravo, em qualquer época, implica o reconhecimento, pelo indivíduo escravizado, da perda de sua condição humana e de sua inferioridade em relação ao senhor, o que o leva a aceitar mais facilmente tal situação, que passa a ser vista como inevitável.

c) A escravidão no mundo antigo greco-romano recaia sobre povos de tradição guerreira, que, por serem portadores de grande força física e de culturas primitivas, eram considerados mais capazes de realizar trabalhos que exigiam apenas o uso da força.

d) A escravidão na Antiguidade Clássica adotava critérios étnicos e culturais, o que fazia com que somente povos considerados bárbaros, incultos, incapazes de usar a razão fossem escravizados nas guerras. Portanto, os povos vistos como civilizados ficavam isentos de tal condição.

e) Os escravos antigos assemelhavam-se aos modernos, principalmente no que dizia respeito à destinação dos produtos de seu trabalho, já que, em ambas as situações, o trabalho escravo vinculava-se à produção de alimentos que garantiam a subsistência dos homens livres.

29 - (UEMA)

Sobre a vida política na Grécia Antiga, é possível afirmar que na cidade-estado de Atenas, a Democracia era

a) ampla para os padrões da época, pois embora os escravos não tivessem direito a voto, todos os outros grupos sociais participavam da política.

b) representativa, pois a participação dos cidadãos era indireta; os seus representantes eleitos tomavam as principais decisões da polis.

c) restrita, na medida em que os metecos e os proprietários de terra não podiam se expressar politicamente; somente aqueles que moravam na cidade de Atenas podiam votar.

d) liberal, pois na sociedade ateniense as mulheres, ao contrário de outras cidades na própria Grécia, eram respeitadas e tinham direito ao voto.

e) limitada, uma vez que somente os cidadãos podiam votar; mulheres, estrangeiros e escravos não participavam das deliberações.

30 - (FUVEST SP)

As cidades [do Mediterrâneo antigo] se formaram, opondo-se ao internacionalismo praticado pelas antigas aristocracias. Elas se fecharam e criaram uma identidade própria, que lhes dava força e significado.

Norberto Luiz Guarinello, A cidade na Antiguidade Clássica.

São Paulo: Atual, p.20, 2006. Adaptado.

As cidades-estados gregas da Antiguidade Clássica podem ser caracterizadas pela

a) autossuficiência econômica e igualdade de direitos políticos entre seus habitantes.

b) disciplina militar imposta a todas as crianças durante sua formação escolar.

c) ocupação de territórios herdados de ancestrais e definição de leis e moeda próprias.

d) concentração populacional em núcleos urbanos e isolamento em relação aos grupos que habitavam o meio rural.

e) submissão da sociedade às decisões dos governantes e adoção de modelos democráticos de organização política.



31 - (UFPE)

As reflexões sobre o mundo e as relações sociais fazem parte da construção da Filosofia, desde os seus primórdios. Na Grécia, o pensamento filosófico foi muito importante para a organização da sua sociedade e o estabelecimento de uma visão crítica de suas manifestações culturais. Uma das figuras marcantes da Filosofia Grega foi Parmênides, que:

00. defendia a concepção de um universo composto pelos quatro elementos fundamentais da natureza (a água, o fogo, a terra, o ar) em constantes movimentos circulares.

01. seguiu as teorias de Heráclito sobre a permanência do sagrado e dos mitos, como princípios básicos da realização religiosa da sociedade, em todos os tempos.

02. se posicionou contra as teorias políticas dos mais democratas, pois achava a escravidão necessária para se explorar as riquezas e facilitar a organização da economia.

03. influenciou em muito o pensamento idealista da filosofia ocidental, dando destaque à ideia de permanência e considerando o movimento como uma ilusão dos sentidos.

04. estabeleceu orientações fundamentais para o pensamento de Aristóteles, de quem foi mestre, articulando as bases de uma lógica dualista com a concepção de governo monárquico vitalício.

32 - (UFTM MG)

A cultura helenística originou-se a partir

a) da conquista da Grécia pela Macedônia e da expansão da cultura grega pelo Oriente.

b) da vitória dos romanos sobre a Grécia, que impuseram sua cultura às regiões conquistadas.

c) da crise das cidades-estado gregas que, durante o século V a.C., digladiavam-se pelo poder.

d) dos valores democráticos, que se difundiram a partir do governo de Péricles.

e) do fortalecimento do cristianismo, que impôs o monoteísmo ao mundo greco-romano.

33 - (UNESP SP)

(Templo da Concórdia, Agrigento, Itália.)

O Templo da Concórdia foi construído no sul da Sicília, no século V a.C., e é um marco da

a) arte românica, caracterizada pelos arcos de meia volta e pela inspiração religiosa politeísta.

b) arquitetura clássica, imposta pelos macedônios à ilha no processo de helenização empreendido por Alexandre, o Grande.

c) arte etrusca, oriunda do norte da península itálica e desenvolvida no Mediterrâneo durante o período de hegemonia romana.

d) arquitetura dórica, levada à ilha pelos gregos na expansão e colonização mediterrânea da chamada Magna Grécia.

e) arte gótica, marcada pela verticalização das construções e pela sugestão de ascese dos homens ao reino dos céus.



34 - (UEFS BA)

A conquista militar macedônica sobre o Oriente Médio levou ao fenômeno denominado de “helenização do Oriente”.

Em contrapartida, as culturas orientais também influenciaram a cultura grega, podendo, nesse sentido, ser destacada a presença

a) de rigorosa censura à leitura de filósofos gregos.

b) da produção de obras de arte dentro de padrões estéticos egípcios.

c) de práticas despóticas e antidemocráticas nos reinos helenísticos.

d) da introdução do trabalho escravo em atividades urbanas dos estados helenísticos.

e) do desprezo às religiões tradicionais do Oriente, face à divulgação da mitologia grega.



35 - (UECE)

Heródoto e Tucídides elaboraram importantes trabalhos sobre História, Geografia, Política, Guerras. Para eles, na investigação histórica devia prevalecer o argumento da autoridade que eles obtiveram por meio dos relatos de viagem, da familiaridade com a multidão de informantes. Sobre as obras de ambos os autores, assinale o correto.


a) Heródoto, em sua obra Histórias, escreveu sobre a invasão Persa na Grécia. Tucídides compôs A Guerra do Peloponeso, a grande guerra entre Atenas e Esparta.

b) Heródoto, em sua obra Ilíada, escreveu sobre a Guerra entre Gregos e Troianos. Tucídides compôs A Odisséia, que narra o retorno de Ulisses após a derrota de Tróia para Grécia.

c) Heródoto e Tucídides são personagens fictícios e lendários da gigantesca obra do poeta Homero, autor dos maiores poemas épicos da literatura grega antiga: Ilíada e Odisséia.

d) Heródoto e Tucídides reforçaram em seus relatos a crença mítica de que os deuses participaram, assim como os homens, das guerras Greco-pérsicas.



36 - (PUC RS)

No século V a.C., após as Guerras Greco-Pérsicas e com a formação da chamada Confederação de Delos, o mundo grego conheceu um período de hegemonia de Atenas, durante o qual destacaram-se o governo e a política de Péricles. NÃO é uma característica dessa política

a) o combate contra o partido aristocrático em Atenas e nas cidades por ela controladas.

b) a consolidação de instituições como a Assembleia Popular, o Conselho dos Quinhentos e a Heleia.

c) o estabelecimento de remuneração aos cidadãos mais pobres, por participação nas sessões da Assembleia Popular.

d) a concessão dos direitos de cidadania aos metecos e às mulheres livres.

e) o apoio às manifestações artísticas e culturais em Atenas.

37 - (UFV MG)

Leia o texto abaixo:

Nosso regime político não se propõe tomar como modelo as leis de outros: antes somos modelo que imitadores. Como tudo nesse regime depende não de poucos, mas da maioria, seu nome é democracia. Nela, enquanto no tocante às leis todos são iguais para a solução de suas divergências particulares, no que se refere à atribuição de honrarias o critério se baseia no mérito e não na categoria a que se pertence; inversamente, o fato de um homem ser pobre não o impede de prestar serviços ao Estado.

(Trecho da Oração Fúnebre de Péricles, citado por Tucídides em A Guerra do Peloponeso.


In: GRAIEB, Carlos. O rei do discurso. Veja, São Paulo, n. 2057, 23 abr. 2008.
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