Literatura infantil e eliminaçÃo de preconceitos



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LITERATURA INFANTIL E ELIMINAÇÃO DE PRECONCEITOS
Irene Zanette de Castañeda1

Minha comunicação relata uma experiência que tem dado certo com crianças.

Antes de entrar no assunto, gostaria de lembrar os estudos de Antonio Candido em Literatura e Sociedade. Primeiramente, levando em consideração que a Sociologia é uma disciplina que pode auxiliar a Literatura no esclarecimento de alguns aspectos. Também, que há, decerto, uma influência exercida pelo meio social sobre a obra de arte, ao mesmo tempo que a obra pode exercer influência sobre o meio. Diante dessa possibilidade, a idéia de elaborar projetos para crianças tratando temas da realidade social contextual metaforicamente representados em obras literárias, de modo a possibilitar o debate e questionamentos que resultassem reflexão positiva para os envolvidos.

Relatarei o processo e os resultados obtidos em um trabalho em desenvolvimento no Departamento de Letras da UFSCar, com bolsistas de extensão e alunos da disciplina “Contação de Histórias” da ACIEPE (Atividades Curriculares de Ensino, Pesquisa e Extensão). Trata-se de projetos relacionados à disciplina Literatura Infanto-juvenil que leciono para alunos de Letras, Pedagogia, Psicologia, Educação Física e Biblioteconomia, alunos, portanto, de diferentes áreas, iniciados na arte de contar histórias e que atuam na comunidade de São Carlos, especificamente possibilitando o usufruto da Iiteratura Infantil e seu “uso”, não só como instrumento de lazer, mas também para despertar o gosto pela leitura e o desenvolvimento do senso crítico como forma objetiva de aumentar a tolerância e amenizar, assim, se não idealmente eliminar preconceitos, posibilitando algum tipo de expressão e resgate da auto-estima dos excluídos.

Fazer as crianças perceberem as diferenças entre as pessoas, compreendê-las, aceitá-las, tolerá-las, procurando contribuir para que todos aceitem-se como realmente são, gostem de si mesmos e sejam felizes no grupo, na família, na comunidade, contribuir para que essas crianças entendam-se como pequenos cidadãos produtores de cultura que também colaboram, de certo modo, para a transformação da sociedade, na medida de suas limitações e possibilidades, foram objetivos propostos e discutidos.

Os alunos iniciados na contação fizeram pesquisas sobre racismo, anti-racismo, relações sociais, preconceitos, violência contra a mulher etc. Posteriormente foi feita uma seleção de livros que, de certa forma, tratam metaforicamente a temática de preconceitos de cor, de raça, de religião, de idade, de gênero, de obesidade, de portadores de necessidades especiais e outros. Foram feitas leituras, discussões e, finalmente, os preparativos sobre como contar histórias com base nas teorias de Malba Tahan e de Fanny Abramovich. Para Fanny, “contar histórias é uma arte, não é declamação nem teatro... Ela é o uso simples e harmônico da voz”. Temos formado contadores de histórias com o objetivo principal de fazer a literatura cumprir seu papel social.

A questão cultural está hoje no centro das atenções dos sistemas educacionais verdadeiramente comprometidos com a formação dos cidadãos do século XXI. Tendo em vista o multiculturalismo, sobretudo num país como o nosso, com sua diversidade do que convencionou-se chamar de raças, religiões, linguagens, regiões, e considerando ainda as diferenças de idade, peso (obesidade), cor, ser ou não portador de necessidades especiais, entre ser de um sexo ou outro, para os indivíduos, acreditamos serem as valorizações das diferenças culturais e da participação social indispensáveis na geração de um mundo menos injusto, a favor da diversidade.

Essa diversidade se manifesta, diariamente, através das mais diversas formas, fazendo-se presentes na escola, com sua heterogeneidade, sobretudo em nível de conhecimento, conforme classes sociais e formas de pensar. A sociedade é constituída de seres humanos diferentes em termos de cultura, religião, política, e no entanto todos têm deveres e direitos como cidadão. Temos uma identidade nacional, mas esta é formada pela diversidade. As crianças devem, portanto, reconhecer o direito à diferença como constitutivo do direito à igualdade. A discriminação e o preconceito reproduzidos em salas de aula por muitos alunos e alguns professores revelam como o desrespeito pela diversidade humana está inserido no sistema.

As pesquisas e o contato com as crianças evidenciam que os preconceitos, sobretudo os de classe social, os raciais e de cor,

estão presentes no nosso dia-a-dia. A pesquisadora Irene Sales de Souza, da UNESP de Franca, identificou alguns apelidos pejorativos dados a crianças como: “cabelo de bombril”, “negrinha do barraco”, “macaco”, ”neguinho”, “tição”, entre outros. Diz Irene que “os dados mostram que a maioria dos professores da rede pública de ensino ignora o problema e não sabe orientar os alunos quando surge um caso de racismo na sala de aula”. “Por omissão, falta de preparo e até por visão deturpada sobre a questão, acabam reforçando preconceitos existentes na sociedade”.

Diante do fato, propomos buscar uma formação mais humana, no sentido de um contato direto com a criança. Escolhemos as atividades da Contação de Histórias, com uso da temática do preconceito, da discriminação, para levarmos às escolas, sobretudo carentes, da cidade, mas com a finalidade principal de realizar um trabalho que proporcionasse lazer, ocupasse um espaço importante para o ouvinte, no sentido de incluí-los para poder depois discutir os já mencionados preconceitos e, de alguma forma, resgatar a auto-estima dos excluídos.

Antes de entrarmos nos detalhes do trabalho, lembremos Walter Benjamin: “Quando se pede num grupo que alguém narre alguma coisa, o embaraço se generaliza. É como se estivéssemos privados de uma faculdade que nos parecia segura e inalienável: a faculdade de intercambiar experiências”. Entendemos que hoje os indivíduos, até pela falta de oportunidade, estão cada vez mais calados, sem voz diante das diversas formas de opressão no trabalho e na escola, condenados ao isolamento e à depressão.

Diante disso, resolvemos recorrer aos contadores de histórias para propiciar a “soltura” dessa voz calada, sobretudo a daqueles que sofrem discriminação.
Como todos sabemos, a arte de contar histórias foi perdendo gradativamente prestígio, não só com o advento do rádio, da tevê, do jornal, da revista, do computador, dos jogos eletrônicos, mas também com o individualismo crescente de nossos dias. No passado, contar era privilégio dos artesãos. Paralelamente ao trabalho, teciam histórias com as quais passavam seus conhecimentos, sua sabedoria, seus valores. Educavam filhos e netos com a magia da palavra. Ofereciam ao ouvinte uma ferramenta que permitia reflexões, explicar triunfos e derrotas. Enfim, exercitavam uma arte que permitia às pessoas olharem para dentro de si, melhorarem sua maneira de ser e de se comportar. Nesse sentido, exerciam papel educativo, embora informalmente.

Nascida, portanto, de conversas entre artesãos, a arte de contar difundiu-se pelo mundo na oralidade e em meio coletivo. A respeito desta arte, Walter Benjamin, no capítulo “O Narrador”, trata com sabedoria detalhes sobre sua origem e o seu gradativo desaparecimento. Também os índios, no Brasil, exerciam essa arte, tinham seus contadores de histórias. Façanhas da caça diária contadas à noite, ao pé do fogo, até chegar o sono, histórias de um imaginário repleto de valores com os quais mantinham sua tradição, sua cultura. Das narrativas indígenas, muitas foram adaptadas pelas novas culturas que aqui se estabeleceram. Muitos escritores têm ido a campo e coletado mitos que têm transformado em Literatura Infantil. Poucos mantêm sua originalidade. Delas também nos utilizamos para mostrar às crianças que índios são pessoas como outras, seres humanos com cultura e religião, cidadãos, embora diferentes nos aspectos físicos como cor da pele, cabelo e olhos.

Em Casa Grande e Senzala lemos que na época da escravidão muitas negras se dedicavam a contar histórias para os filhos dos senhores, arte que se desenvolveu por muito tempo. Traziam belíssimas histórias da África, onde contá-las também era muito comum. No Oriente das Mil e Uma Noites, os contadores eram bem considerados pela sociedade. Em Marrocos, ainda hoje há contadores profissionais. Foi pensando nesta arte que resolvi também me utilizar da Literatura Infantil, ou, mais propriamente, de alguns livros que trazem narrativas impregnadas dessa tradição oral, para tentarmos a possibilidade de melhoria do indivíduo, do relacionamento entre as crianças e a comunidade em que vivem. Foi através de projetos sobre a arte de contar que viabilizamos a concretização. Esses projetos têm alcançado grande número de crianças carentes de escolas públicas de nossa cidade (São Carlos).

Os alunos participantes dos projetos têm demonstrado que a narrativa oral pode sobreviver, ou melhor, ainda vive, também através deles. Todos têm lido, pesquisado, discutido e adaptado para as crianças questões relativas ao racismo, ao anti-racismo, aos preconceitos e às formas de eliminá-los. Mostram que todos somos diferentes nos aspectos físicos, na maneira de pensar e de agir, mas que, no entanto, somos iguais enquanto cidadãos. Esforços têm sido empregados no sentido propiciar mudanças de comportamento, sobretudo entre aquelas crianças que trazem marcas preconceituosas de casa ou da comunidade ou então entre aquelas discriminadas por algum motivo. Pelo percebido, há muito que fazer ainda.

Os fundamentos teóricos foram enriquecidos pelo texto de Walter Benjamin, “O Narrador”; pelas teorias de Zilá Bernard em Racismo e anti-racismo; pelos textos de André Carvalho, Racismo; de James Jones, Racismo e preconceito; de Juan José Mosqueira, Psicologia Social do Ensino; de Jonas Ribeiro, A arte de ouvir histórias; de Ruben Alves, Estórias de quem gosta de ensinar; de Roger Bastide, Relações raciais entre negros e brancos em São Paulo; de Lúcia Cerne Guimarães Corona, Preconceitos e estereótipos em professores e alunos; e de Irene Sales de Souza, Os educadores e as relações interétnicas na escola.
Foram contadas várias narrativas, sobretudo de autores consagrados da Literatura Infantil. A primeira foi Menina bonita do laço de fita, de Ana Maria Machado. Os objetivos principais foram mostrar a beleza da cor negra e resgatar a auto-estima de alunos negros. Seguiram-se Não me chame de gorducha, tradução de Fernanda Lopes de Almeida, que trata do preconceito contra obesidade, Os músicos da cidade de Bremem, de Maria Clara Machado, que trata dos indivíduos marginalizados quando não são mais produtivos, depois Zé diferente, de Lúcia Góes, que trata da busca da diferença para poder aceitar-se, depois Lily, a leoparda, de John Maconnel, que trata da diferença de cor entre pessoas da mesma família, do preconceito e da exclusão.

A seguir Quando eu for gente grande, de Ruth Rocha, que trata do anseio de um menino em virar adulto como única forma de tornar-se importante, Já vou indo, de Maria Helena Penteado, que trata da discriminação de pessoas portadoras de necessidades especiais, geralmente mais lentas nas escolas, depois A lagartixa que virou jacaré, de Izomar Camargo Guilherme, que trata de pessoas que não se aceitam como são, depois O planeta perfeito de Luís Galdino, que trata de uma menina que, por usar óculos, ter sardas e ser tímida tem com problemas na escola: é tratada com risos maldosos.



A verdadeira história dos três porquinhos traduzido por Jon Scieszka, que vem a seguir, trata da tradicional história do ponto de vista do lobo, não como mau, mas à vista da lei da sobrevivência, questão ecológica que desmistifica a tão falada maldade do lobo, depois vem A árvore do Beto, de Ruth Rocha, trata de criança pobre que conta com a solidariedade dos colegas e dos vizinhos, depois Nem sempre posso ouvir vocês, tradução e adaptação de Fernanda Lopes de Almeida, que trata dos problemas de uma criança surda, depois Pretinha, eu?, de Júlio Braz, que trata da rejeição da própria cor, depois Meu melhor amigo se mudou, de Maria Luísa Penteado, que trata de um menino com problemas numa perna e que necessita de amigos.

Irmão negro, de Waldir Carrasco, que vem a seguir, trata das diferenças de cor; O menino marrom, de Ziraldo, também trata do problema da cor, depois A menina do pássaro encantado, de Ruben Alves, que trata de um pássaro aprisionado e triste, questão ecológica que metaforiza a alegria da liberdade, depois vem Minha irmã é diferente, de Eva Ren Wright, que trata de uma menina portadora de necessidades especiais. O amigo do rei, de Ruth Rocha, conta a história de um menino no tempo da escravidão, A casa sonolenta, de Audrey Wood, a história de um ser minúsculo que faz com que os habitantes de uma casa acordem para a vida.

A obra De trote em trote agarrei o velhote, de Mauro Martins, que listo aqui, trata de uma velhinha que consegue um namorado passando trotes, O rato do campo e o rato da cidade, adaptação de Ruth Rocha, trata das diferenças entre os habitantes do campo e os da cidade, metaforizados pelos ratos, Pato magro e pato gordo, de Mary A. França, trata de pessoas que podem ser felizes independente de serem gordas ou magras, O cantor prisioneiro, de Assis Brasil, trata do respeito à liberdade dos pássaros, A zebra branca, de Milton Camargo Filho, trata das diferenças de cor e O povo Pataxó e suas histórias, de Vanusa Braz da Conceição e outros, mostra como os costumes daquele povo são diferentes dos nossos e como as pessoas são felizes mesmo assim.



O patinho feio, de Hans Christian Andersen, trata da discriminação, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, adaptação de Ruth Rocha e Otávio Roth, dos direitos das crianças de modo geral. Outros livros foram sugeridos e utilizados pelos alunos nas sessões de contação.

Depois da contação, dos debates, dos relatos escritos sobre as experiências relacionadas com as narrativas, os alunos faziam brincadeiras para promover a socialização.

Os contadores também perceberam quando as crianças, no seu cotidiano, em suas casas e na escola, tinham algum tipo de problema identificado com os das histórias relatadas. E isso era bem trabalhado.

Os agentes concluíram que a experiência foi maravilhosa, pois perceberam que as crianças são muito receptivas, estão abertas às transformações e dispostas a quebrar tabus, em geral mais que os adultos, demonstrando querer corajosamente reinventar o mundo, pintá-lo com novas cores, reconstruí-lo com mais harmonia. Segundo algumas professoras, o trabalho foi enriquecedor, contribuindo muito para a compreensão e produção de textos, despertando maior interesse pela arte e o gosto pela leitura e, principalmente, quebrando preconceitos dentro do próprio grupo.

Foi um trabalho gratificante que serviu como experiência profissional, enriquecendo os participantes tanto intelectual quanto socialmente. Os universitários trabalharam o que postulam: uma educação que transmita valores justos para todos e que condene todas as formas de preconceito, sobretudo nas escolas. Todos manifestaram esperar que este trabalho continue e envolva cada vez um número maior de pessoas a lutar pela inclusão de pequenos injustiçados.

Sentiram-se realizados com a pesquisa, com o ensino e com a extensão às crianças da comunidade – houve ganhos acadêmicos e profissionais, e um auxílio levado à sociedade por meio da Literatura.

Segundo depoimentos de professoras, foram observadas mudanças de comportamento das crianças, que ficaram mais atentas e mais calmas, nas aulas, e que passaram a se respeitar mutuamente.

Houve, ainda, crianças que viviam isoladas e passaram a participar do grupo. Quanto às que eram tímidas, passaram a ser mais participativas e perderam o bloqueio de falar diante dos colegas, tornando-se mais críticas ao se conhecerem e identificarem as diferenças que as caracterizam e aos seus semelhantes. As professoras dessas crianças solicitaram que o projeto tivesse continuidade.

Quanto aos alunos contadores, além de gratificante, o trabalho os enriqueceu através das pesquisas prévias, das leituras das obras infantis, da observação, vivência e formulação dos comentários e da troca de experiências que fazíamos durante os encontros semanais. Os universitários, no final das atividades, sempre mostravam o livro aos ouvintes, convidando-os a buscarem nas bibliotecas histórias que enriquecessem a sua leitura. No encerramento dos trabalhos, além dos momentos maravilhosos que todos experimentaram com as crianças divertindo-se com a literatura, a conclusão unânime foi que esse mundo mágico, se contextualizado, pode proporcionar o reconhecimento de uma possibilidade de tranformação do mundo para o indivíduo. As crianças entenderam os valores abordados e passaram a vivenciá-los embora as oportunidades para discuti-los tenham sido poucas.

Entendemos que esse é um assunto indispensável dentro de um ensino que se pretende de qualidade, que pode e deve buscar formar crianças e jovens cidadãos de caráter. Gostaria ainda de salientar que em todos os projetos os objetivos foram atingidos de modo satisfatório. A preocupação foi sempre utilizar a literatura para crianças como instrumento, no seu papel social aparentemente simples de melhorar o relacionamento entre crianças diferentes, especialmente nos aspectos difíceis de serem por elas “administrados”, de forma a resgatar a auto-estima dos discriminados.

De modo geral, os projetos procuraram também incentivar a leitura como forma de crescimento do aluno enquanto cidadão que usufrui e cria cultura. Acredito também que os resultados dos trabalhos estejam sendo levados para as famílias.

Esses projetos integram um programa mais amplo, que ambiciona reconstruir a sociedade através da Literatura Infantil – estudantes de várias áreas do conhecimento “contaminando” as escolas, abrangendo uma porcentagem cada vez maior da população, sobretudo da população descriminada, excluída. Todos, alunos e coordenadora, ganhamos muito com as sementes plantadas, aprendemos sobre racismo, preconceito, exclusão, alienação, pobreza intelectual e miséria humana, e sobre inclusão e necessidade de tolerância, de respeito aos outros, também.

Entendemos que é preciso investir na criança como possibilidade de modificar ou reformar o real injusto. Por isso agradecemos aos autores que se dedicam à arte de escrever para esse leitor especial em quem acreditam.

Quanto a nós, também acreditamos que a Literatura Infantil, além de pensar o prazer da leitura, se preocupa com o processo educativo, busca desenvolver o senso crítico, o espírito de reflexão, a análise e a ação sobre o mundo, numa linguagem que esses ouvintes entendem. Nesse sentido, comungo com o princípio de Horácio, que afirma: “a Literatura deve ser útil e agradável”.

Não há dúvida de que os bolsistas e os participantes da ACIEPE levaram alegria, magia, encantamento e afetividade às crianças – além de terem passado “ensinamentos para melhorar o relacionamento”, sobretudo para aquelas crianças que experimentaram ou experimentam a exclusão, por motivos relacionados aos diversos tipos de preconceitos que medram em nossa sociedade, carente de educação eficiente e informação cívica.

Com relação aos ganhos acadêmicos, todos os projetos cumpriram satisfatoriamente os objetivos propostos. Também os professores das escolas envolvidas aproveitaram bem o que foi passado, afirmando pretenderem dar continuidade ao processo. Quanto aos discentes envolvidos, acredito que realizaram com eficiência os seus projetos, tendo em vista as discussões constantes nos relatórios aprovados pela instituição. São resultados positivos, também, as solicitações da comunidade para darmos continuidade ao projeto.

Com relação à produção científica, os alunos têm assistido a palestras, participado de congressos de educação e extensão e têm solicitado a inclusão em iniciação científica. Eu, particularmente, me propus a fazer esta comunicação sobre Literatura Infantil e Eliminação de Preconceitos porque meu objetivo é reproduzir um trabalho que tem dado certo e, acredito, pode auxiliar consideravelmente na mudança da sociedade. Tenho escrito textos, resultados de pesquisas, estudos também relacionados à literatura para crianças, jovens e adultos. Enfim, são trabalhos que gratificam pela identificação com minha idiossincrasia com a causa social, auxiliando meu desempenho como profissional amante do meu trabalho, sobretudo com a Literatura Infantil.
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1 Professora de Literatura Infanto-juvenil da Universidade Federal de São Carlos



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