Liturgia da Palavra 3º Domingo do Tempo Comum, ano b



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Liturgia da Palavra

3º Domingo do Tempo Comum, ANO B.

É de aconselhar que se leia primeiro toda a Liturgia da Palavra.

            A Liturgia da Palavra deste 3º Domingo Comum – B, em que Cristo chama os Seus primeiros discípulos, nas três Leituras, nos faz uma advertência sobre a Brevidade da Vida.

            Ao recebermos o Baptismo, aderimos plenamente a Cristo, incorporamo-nos n’Ele, integramo-nos no Povo de Deus. Mantendo a nossa condição humana, passámos a viver uma «Vida Nova».

            O nascimento para uma «Vida Nova» implica uma ruptura com o passado, uma mudança de vida, uma conversão. Outros prometeram por nós, que seríamos fiéis. Visto que continuamos a pecar, impõe-se-nos um esforço contínuo de purificação.

            Aceitar o apelo de Cristo à conversão, apelo sempre renovado, a que a brevidade da vida dá um carácter de urgência, no dizer de S. Paulo, é condição para se pertencer ao Seu Reino.

            A 1ª Leitura, do Livro do profeta Jonas, diz-nos que a cidade de Nínive, capital dos reis assírios que haviam destruído Israel, era para o Povo Eleito o símbolo do mal e da inimizade com Deus.

            No entanto, a misericórdia de Deus não tem fronteiras e, por isso, o Senhor lhe envia o Seu profeta a pregar o arrependimento, uma vez que a brevidade da vida nos aconselha a isso :

             - «Daqui a quarenta dias  Nínive será destruída».(1ª Leitura).

             E os Ninivitas não discutem esta mensagem de salvação e fazem penitência, em contraste com o Povo Bíblico perante a pregação dos profetas e dos contemporâneos de Jesus perante o Evangelho. Os caminhos do Senhor são os mais seguros, pelo que o Salmo Responsorial, nos leva a pedir :

              - “Ensinai-me, Senhor, os  Vossos caminhos !.”

             Na 2ª Leitura, por sua vez S. Paulo diz aos Coríntios, e hoje também aos cristãos, que o tempo de que o homem dispõe para se arrepender e se salvar, passa sem se dar conta. Importa, pois, que o cristão o aproveite, lembrando-se que a vida presente, por mais bela que seja, não é ainda a verdadeira vida.

             - “De facto, o cenário deste mundo é passageiro”.(2ª Leitura).

             Por isso, o cristão, quer viva no Matrimónio, quer viva na Virgindade, tem que ser fiel às tarefas do tempo, sem deixar de aderir continuamente a Deus : só Ele é eterno. Viver fiel às tarefas do tempo é estar devidamente envolvido nas implicações da Acção Social que a Igreja promove.

            O Evangelho é de S. Marcos e começa mesmo por nos acautelar com a brevidade da vida, pelo arrependimento :

             - «O tempo chegou ao seu termo e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e acreditai na Boa Nova».(Evangelho).

             O Reino de Deus, anunciado pelos profetas, não vem entre manifestações de glória ou de poder material. Começou na maior simplicidade, quando Deus, por meio de Jesus, dirigiu ao homem a Sua Palavra. Só a seguir nos apresenta o chamamento dos primeiros discípulos. 

            Eles serão os arautos da Palavra de Deus, para o arrependimento e para a conversão, os escolhidos por Deus para anunciarem o arrependimento incondicional para garantir a Salvação. O tempo histórico, na mentalidade do homem bíblico, é marcado por grandes intervenções de Deus na história, de tal modo que a história do mundo se torna a história da Salvação.

            Esta história caminha arduamente, através de etapas sucessivas, para Cristo, que representa o seu cume e pleno acabamento. Com Jesus Cristo verificou-se o evento definitivo, mas este não deu ainda  todos os seus frutos.

            Os “últimos tempos” estão apenas inaugurados : a partir da sua ressurreição, eles dilatam-se e tornam-se  “tempos da Igreja”. Por isto é que o Reino de Deus tem uma dimensão actual e escatológica.

            A conversão ao Evangelho de Jesus Cristo representa para cada homem uma mudança de era, uma passagem do mundo presente para o mundo futuro, passagem do tempo antigo que caminha para a ruína, para o tempo novo que caminha para a plena manifestação. A importância do “tempo da Igreja” deriva do facto de ele tornar possível essa passagem; é o “momento favorável”, o “dia da salvação”.

            A vitória de Cristo sobre a morte é a superação dos limites do tempo e do espaço. Cristo opera uma demitização do tempo contra as concepções que tinham divinizado e desprestigiado o incessante e incontrolável fluxo das estações.

            A vitória sobre a morte cria um tempo e um espaço para o homem : tempo e espaço de construção da sua identidade e da identidade de toda a comunidade humana. Um “tempo para o homem” não é só um dom; deve ser também uma conquista.

            Mas a busca de tempos de produção cada vez mais breves, a impossibilidade de se deter a máquina cada vez mais veloz como símbolo de potência, a incapacidade de controlar a corrida dos acontecimentos, a necessidade frenética de atualização para não se sentir superado de um dia para o outro... podem ser sintomas de uma nova sujeição do homem do tempo, um retrocesso do homem e da sua personalidade.

             Há quem esteja cansado por já ter caminhado demais; há os que se viram repentinamente postos à margem, como inúteis e estorvo para os outros; há os que a sociedade já rejeitou e atirou para fora do caminho e para quem já não há sequer uma réstia de carinho, e todos vamos caminhando mais ou menos para o mesmo...       

            É preciso estarmos atentos aos sinais dos tempos para garantirmos a nossa participação no Plano da História da Salvação.

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            Sobre  a brevidade da vida e o Reino de Deus, diz-nos o Catecismo da Igreja Católica :

             541. - «Depois de João ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia.  Aí proclamava a Boa-Nova da vinda de Deus, nestes termos : “Os tempos chegaram ao fim e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e acreditai na Boa-Nova”».(Mc.1,14-15). «Por isso Cristo, a fim de cumprir a vontade do Pai, deu começo na Terra ao reino dos céus» (LG.3). Ora a vontade do Pai é «elevar os homens à participação da vida divina» (LG.2). E fá-lo, reunindo os homens em torno de seu Filho, Jesus Cristo. Esta reunião é a Igreja, a qual é na Terra o «germe e o princípio deste mesmo Reino».(LG.5).



John Nascimento

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