Livro Didático: um olhar nas entrelinhas da sua história



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Livro Didático: um olhar nas entrelinhas da sua história
Catiane Colaço de Bairro

UNICENTRO - Pedagogia

Este artigo tem por intenção fundamental contextualizar a história do livro didático, apoiando-se em autores como Cagliari (1998), Corrêa (2000), Mortatti (2000), Scheffer (2007), entre outros.

A fim de contextualizar o livro didático no Brasil, primeiramente, é necessário retomar de forma sucinta as primeiras manifestações impressas com o objetivo de ensino. Para tanto, serão elencados dados do contexto europeu e a organização da educação.

É importante destacar que o livro didático é um material de extrema importância para se estudar a História da Educação, pois ele é prova das circunstâncias em que o ensino de determinado lugar e período atravessaram. E imprescindivelmente, o livro didático pode ser focado como amostra dos interesses políticos e ideológicos de uma nação.
Primeiro, tratar-se de um tipo de material de significativa contribuição para a história do pensamento e das práticas educativas ao lado de outras fontes escritas, orais e iconográficas e, segundo, ser portador de conteúdos reveladores de representações e valores predominantes num certo período de uma sociedade que, simultaneamente à historiografia da educação e da teoria da história, permitem rediscutir intenções e projetos de construção e de formação social. (CORRE 2000, p. 11)
Partindo desse olhar, podemos assegurar que o livro didático é uma forma de ter a memória impressa. É o registro do momento em que está sendo inserido, podendo inclusive averiguar o currículo de determinada instituição e tempo em que foi utilizado.

1.1 Os primeiros passos do livro didático


Inúmeras mudanças estavam acontecendo na Europa. O Renascimento vinha à tona deixando de lado o teocentrismo e adquirindo a forma do antropocentrismo. Deus não era mais o centro de tudo, e agora o homem estava em foco. Com essa efervescência de idéias, a Igreja sofreria um declínio.

Segundo Cagliari (1998, p.19) “com o Renascimento (séc. XV e XVI) o uso da imprensa na Europa e a preocupação com leitores aumentou”. Essa situação foi acarretada devido à Johannes Gutenberg que inventou a imprensa. Essa possibilidade de divulgação editada colocaria um fim aos escribas da Igreja que monopolizava a escrita e sob tudo a transmissão de conhecimento.

Neste período, os candidatos à alfabetização eram a elite e membros do clero, sendo que os custos e as possibilidades a essa qualificação sempre foram dispendiosa. Fica claro que não dependia exclusivamente do valor em espécie dos livros, mas também da ideologia presente na aquisição dos estudos.

Os burgueses freqüentavam escolas, não somente para aprender a ler e escrever, mas com a finalidade de ter um preparo maior e ascensão para liderar, administrar e subordinar os demais. O clero por sua vez, dependia das letras para ler as sagradas escrituras e transmiti-las, induzindo assim, os que não sabiam ler, a ter uma crença maior em sua doutrina.


[...] o clima de angústia e desesperança diante de várias catástrofes, como guerras continuadas, peste e fome, fez com que se concentrasse a religiosidade dos povos europeus. Os indivíduos voltavam seus olhos mais ainda para o céu em busca de proteção e de salvação eterna. (VEIGA, 1995, p. 23)
Nessa citação, o autor deixa claro que a Igreja determinava o que era certo e errado. Determinava ainda que Deus era quem julgava e condenava os homens que não respeitasse seus mandamentos. E que encontraria na Igreja o consolo e amparo.

Nesse período, surge um dos primeiros manuais escolares que se tem notícia, “O ABC de Hus”, escrito pelo pensador e reformador religioso Jan Hus. Esse livro apresentava uma ortografia padrão, com frases religiosas que iniciavam com letras diferentes. Era uma obra voltada para alfabetização do povo.

Vale ressaltar que Jan Hus, foi um dos precursores da reforma protestante. Foi excomungado da Igreja e condenado pelo Concilio de Constança, vindo a ser queimado vivo.

Essa concepção didática, mesmo de cunho reformador, deixava claro seu interesse ideológico similar à Igreja. Hus vai ao encontro às tentativas do clero em manipular seus fiéis, já que havia uma batalha entre a elite que tinha o desejo do lucro sem a censura explícita, e a Igreja Católica que atrapalhava o crescimento do capitalismo, mesmo abrangendo um patrimônio considerável entre terras, edificações e moedas.

Até a Reforma Protestante, a Igreja Católica era absoluta e sustentava um poder extremo sobre os povos em geral. Essa instituição comandava reis, burgueses e plebeus. Consideravam o que era pecado e ainda vendiam as indulgências. O clero era o verdadeiro capitalista, apenas escondido atrás das batinas e edificações recobertas de ouro. Valendo destacar que nesse período estava em construção a Basílica de São Pedro, toda revestida em ouro para demonstrar a ostentação e poder da Igreja Católica.

Portanto, os reformadores brigavam não somente pela livre interpretação das palavras de Deus, mas também pelo livre comércio, sem a interferência da Igreja com seus impostos e julgamentos. Viam a escolarização como meio de disseminar essas novas idéias.


Na Idade Média, o dinheiro tinha sido considerado estéril, valioso apenas como meio de troca. Mas na época da Reforma o processo capitalista de usar dinheiro para fazer dinheiro se tornou cada vez mais generalizado. (SIMON, 1971, p. 167)
Até então, existiam os feudos e o comércio era a moeda de troca. Trocavam-se mercadoria por mercadoria. O dinheiro era escasso e ainda a Igreja, que tinha uma considerável liderança, condenada o comércio livre.

Em 1525, na cidade de Wittenberg1, Alemanha, é editada a cartilha intitulada como “Bokeschen vor leven ond kind”, que continha o alfabeto, os Dez Mandamentos, orações e algarismos. E em 1527, numa obra semelhante, Valentin Ickelsamer, inclui em sua cartilha as primeiras gravuras, por exemplo, a letra S com o desenho de uma cobra.

Nessa fase de disputas religiosas, os protestantes recorriam a uma educação igualitária e desvinculada da igreja. Para eles, o Estado deveria tomar conta dessa questão.

Ainda no século XVI, com o absolutismo como forma de poder, ou seja, com a centralização do poder na figura monárquica, a educação permanecia uma regalia para poucos. Se fosse acessível a todos acarretaria a ruína do comércio, agricultura e exército, pois não havia professores para atender a todos. A alfabetização era para a formação de comerciantes e membros do exercito, com empenho de formar uma nova elite.

Contra essa centralização de poder e desigualdade, surge o liberalismo2, difundindo a idéia de que o poder deveria ser conquistado pelo voto, não pela força ou riqueza.

Durante esse período, no ano de 1658, Comênius3, inspirado em Jan Hus, edita a obra “O mundo sensível em gravuras”, que apresentava lições acompanhadas de ilustrações. O autor acreditava que a educação deveria começar pelos sentidos.

Para Comênius era possível ensinar tudo a todos, também era possível reunir todo o conhecimento e gradativamente levar o aluno a esse mesmo conhecimento. Sem esquecer que deslumbrado com a impressa, passou a ilustrar seus livros, o que favoreceu sua propagação.

Porém, leva-se em conta que a educação sempre teve um intuito, ou seja para manter a eletização ou para a profissão. “Para ensinar ortografia, o professor mandava os alunos copiarem cartas-modelo e documentos comerciais para aprenderem, ao mesmo tempo, coisas úteis para a vida.” (CAGLIARI 1998, p. 20)

Já em 1702, São João Batista de La Salles, escreve o manual “Condutas das escolas cristãs”. Essa cartilha era dividida em lições. Primeiro o aluno recebia a tábua do alfabeto, depois passava à tábua das sílabas, encaminhava-se para o silabário, soletração, leitura de sílabas até chegar a leitura pausada. Ficava em evidência que a leitura era para a religiosidade, já que era necessário saber ler as escrituras sacras, e a escrita era para o trabalho na sociedade, ou seja, escrever para jornais e anúncios.

Todas os manuais escolares até o século XVII, mesmo com a Reforma Protestante, eram voltados aos ensinamentos cristãos. Era a forma que a Igreja mantinha para manipular seus fiés de maneira sutil. Para a Igreja Católica, a educação deveria ser votada para a formação do bom cristão, que em síntese seria aquele que serve a Igreja sem questionar e se cometer um “pecado”, com o pagamento das indulgências, estaria perdoado. Esse educar só atingia aqueles mais abastados, com maiores possibilidades financeiras.

Para os reformadores religiosos, a educação deveria ser igualmente oferecida a todos, independente de condições financeiras. Isso traria oportunidades de trabalhos e de comércio.

Após a Revolução Francesa (1789), José Hamel, escreve o livro intitulado “Ensino Mútuo”, método esse o qual foi utilizado no Brasil durante o Império, que tinha como ponto de partida fazer os alunos que sabiam mais ensinar aqueles que estavam iniciando a alfabetização. Ainda nesse período, a alfabetização é introduzida nas escolas como matéria escolar, pois isso significava a educação dos ricos que não tinham ligação com a nobreza e o estudo que passa a ser dividido em lições ganha o método ba-bé-bi-bó-bú.

E na enfervecência da Revolução Industrial, o inglês Robert Owen, inicia um jardim de infância para atender aos filhos dos operários das fábricas têxteis. Essa atitude foi de grande significância, mesmo sendo o jardim de infância, nesse periodo, de caráter assistencialista e não educacional.

Era obvio que as mães tendo com quem deixar seus filhos poderiam trabalhar nas fábricas têxteis. Tudo isso seria fantástico, se essas mesmas funcionárias, não fossem exploradas com a carga horária e baixíssimo salário.

1.2 OS Livros didáticos DE Língua Portuguesa.
Em relação as primeiras cartilhas da Língua Portuguesa a que se tem referência é “A Cartilha”, de João de Barros, publicada em 1540. Esse autor foi um educador durante o apogeu das navegações portuguesas.

Essa cartilha trazia o alfabeto em letras góticas (imprensa da época), letras ilustradas com desenhos, os Mandamentos de Deus e da Igreja e ainda algumas orações. Essa obra não tinha intensionalidade de ser usada na escola, pois possuia um método voltado para a decifração da escrita e não para o escrever corretamente.

Mais uma vez percebemos a influência cristã na educação. Considerando que nesse período, Portugal era um país extremamente católico, com uma desigualdade entre as classes espantosa.

Em Portugal, utilizava-se muito “Cartilhas do ABC”, que eram vendidas até em estações de trem. Esses tipos de manuais eram dedicados àquelas pessoas que deixavam a escola. Eram materiais baratos e de baixa qualidade. Designado ao povo em geral, dava uma falsa idéia de alfabetização. Eram conteúdos superficiais e faziam acreditar que com esse impresso poderiam ter mais aprendizagem.

Ainda em Portugal, Antonio Feliciano de Castilho, em 1850 escreve o livro intitulado “Método portuguez para o ensino do ler e escrever”, com alfabeto picturais ou icônicos e textos narrativos. E em 1853, houve uma segunda edição dessa obra, mas dessa vez intitulou-se “Método Castilho para o ensino rápido e aprazível do ler impresso, manuscrito, numeração e do escrever: obra tão própria para escola como para uso das famílias”.

Em Portugal, vários métodos de alfabetização falharam e João de Deus escreve em 1875, “Cartilha Maternal”, destacando a leitura. João de Deus foi um poeta lírico, considerado à frente do seu tempo. Talvez por essa razão, seus livros recebiam grande destaque.

Após a publicação dessa cartilha, notavelmente brotou uma rede de escolas autônomas, originalmente designadas "Associação das Escolas Móveis pelo Método de João de Deus". O que existia por trás dessa edição era uma maneira da escola desvincular-se do governo, intencionando assim formar cidadãos alfabetizados por escolas privadas e com um método rápido e eficaz. Isso daria certa posição a instituição e seus coordenadores.

Mesmo com a intenção de formar cidadãos alfabetizados de forma rápida e eficaz, observa-se a elitização, pois eram escolas privadas voltadas aqueles que tivessem condições financeiras.

Essa intencionalidade de exterminar o analfabetismo era ilusória. Considerando a notícia do aumento das escolas privadas, levantamos a questão: Quem estaria disponível a pagar por uma educação privada num país que possuía uma economia voltada para as navegações e exploração das colônias?

1.3 O livro didático no Brasil: da colÔnia ao século XXI


A “Cartilha Maternal” causou tanto progresso na alfabetização, e na criação de instituições em Portugal que foi difundida a todas as escolas portuguesas e colônias, incluindo-se nesse efeito o Brasil.

Esse foi o primeiro manual de alfabetização dos brasileiros. Vale esclarecer que o material do livro exportado para o Brasil não era o mesmo do utilizado em Portugal. Enquanto na corte o livro tinha sua capa revestida, na colônia era papel simples, e um detalhe nada espantoso, seu preço chegava ao destino elevadíssimo. A eletização ja se iniciava no trato à edição.

Em uma pesquisa Scheffer (2007), faz análise de uma parte da história do livro didático. Aponta que as cartilhas que aqui eram utilizadas, eram importadas, pois, vale ressaltar, que até a vinda da Família Real ao Brasil, era proibida a publicação de livros nacionais. Como o valor dos livros era elevado, havia alguns professores que confeccionavam seus próprios materiais, seguindo modelo de fichas, em manuscritos, e os denominavam como “cartas do ABC”.

A imprensa no Brasil, até a vinda da corte, não tinha serventia. Aqui viviam índios e os extraditados de Portugal que eram quase sempre analfabetos.

O interesse de publicações surgiu para apresentar aos súditos as tarefas e lazeres da corte. Tornando um simples passeio a cavalo do príncipe em um grande acontecimento social. Demonstrando dessa forma ostentação da realeza. “A imprensa, desde a sua oficialização no Brasil, em 1808, até o século XXI, vem caracterizando-se como instrumento de disseminação e manipulação de idéias” (ZANLORENZI, 2006, p.13)

Nesse entendimento, podemos compreender que sendo livros importados, principalmente da França, eram livros caros. Portanto, eram livros destinados ao ensino da elite, que além do poder de compra dispunham do aprendizado de outros idiomas.

As primeiras cartilhas nacionais foram acompanhadas do movimento sobre as questões dos métodos de alfabetização, que primeiramente eram sintéticos, passando então ao método analítico.

Método sintético, conhecido também como método tradicional, é o método de alfabetização onde segue o aprendizado da parte para o todo.


[...] Pode-se, por exemplo, começar pelas vogais, seguindo-se uma combinação de consoantes labiais com vogais (ba, be, bi, bo, bu) e, a partir daí, chegar a formação das primeiras palavras por duplicação dessas silabas (boba, bebê, babá). (LAROCA e SAVELI 2001, p. 187)
Já o método analítico ou global, é aquele onde a alfabetização “deverá partir de estruturas completas, consideradas mais significativas, para chegar, à discriminação das partes menores”. (Idem, p. 188)

Era uma tentativa de eliminar as dificuldades de aprendizagem. Como se novas técnicas e discussões pudessem abolir problemas antigos. Os livros com métodos sintético, baseado no bá, bé, bi, bó, bú estava sendo ultrapassado pelo método que partia do todo para o mínimo na alfabetização. “Tal anseio fez com que ocorresse uma expansão do mercado editorial brasileiro, o qual encontrou na escola um espaço privilegiado de circulação e público consumidor de seus produtos.” (SCHEFFER, 2007, p.03).

Percebeu-se que muitas editoras se aproveitaram do momento para o ganho extra. Não havia a preocupação com o que se estava sendo editado, mas sim no capital atingido com sua venda.

No Rio de Janeiro, em 1859, o brasileiro Francisco Alvez da Silva Castilho, escreve e dedica aos professores, o “Manual explicativo do método de leitura”. O escritor alfabetizou crianças pobres, passando depois a técnica à adultos. Seu método era sintético, partindo inicialmente do alfabeto. Iniciava com leitura coletiva, depois individual seguindo para exercícios escritos.

Em 1880 foi produzida a “Cartilha Nacional” de Hilário Ribeiro que propunha um trabalho simultâneo da leitura e da escrita. É lançada também a “Cartilha da Infância” de Thomaz Galhardo que foi usada até 1980, mas não exclusivamente.

A partir da Proclamação da República, em 1889, o Brasil se deslumbrou no sonho de formar cidadãos republicanos, formado pela necessidade de impor e atender uma nova ordem política e social. Se existisse ordem, o progresso seria inevitável. Essas mudanças que eram esperadas não alteraram em nada para a maioria da população.

Nesse período, a maioria da população era analfabeta. Dessa classe faziam parte além dos operários e agricultores, os negros que ganharam suas cartas de alforria.
O país inicia os primeiros passos republicanos quando a oligarquia era quem estava no poder, e a educação, desta forma, estava de acordo com interesses desses oligárquicos, o que se tinha, então, era a maioria da população, marginalizada do processo escolar. As poucas escolas que existiam estavam a serviço da preparação da “elite” brasileira. (COLLARES, 2007, p. 11)
Havia uma grande contradição quando o assunto era a melhoria da educação no país. Falava-se muito na expansão da rede escolar para combater o analfabetismo. Mas de outro lado, estava o voto de cabresto, no qual os votantes não precisavam mais que saber escrever o próprio nome para votar no candidato escolhido pelos coronéis.

Em um trecho de seu livro, Basbaum (1976, p.189) narra como era a situação do analfabeto quanto ao fato eleitoral: “... Os analfabetos aprendiam, às vezes, a assinar o nome para poder lançar na urna um voto cujo nome não podiam ler. E se pudessem seria a mesma coisa.”

Perguntamos a partir disso, que República é essa que alega se preocupar com a alfabetização se na decisão eleitoral não faz diferença saber ler e escrever? Talvez dessa forma a ordem se mantenha, mas o progresso é duvidoso. São preceitos que comprovam as idéias liberais com a proclamação da República.

Essa pontuação quem faz referência é Mortatti (2006, p. 2) quando em seu artigo articula que: “No âmbito desses ideais republicanos, saber ler e escrever se tornou um instrumento privilegiado de aquisição de saber/esclarecimento e imperativo da modernização e desenvolvimento social.” Porém, é evidente que quem se sobressai mais uma vez, agora em outro período, é a classe elitizada. Aqueles que têm condições irão à escola, concluirão suas capacitações, para ter uma maior condição de domínio.

A ideologia estava implantada na sociedade. Ideologia esta que pregava a idéia de que somente pelo estudo era possível alcançar um futuro promissor. Contudo, Barbosa (1991, p. 19) cita que essas novas “idéias republicanas passaram a excluir os indivíduos analfabetos” e ainda conclui que “a promoção coletiva, visando a ascensão social, é substituída pela escalada pessoal patrocinada pelo sucesso escolar”. Em síntese, o futuro de cada um depende de si só. Cada um é responsável pelo seu sucesso, ou seja, um princípio liberal.

E seguindo essa linha de pensamento, outra ideologia foi implantada e é visivelmente encontrada hoje: “... a educação passa a ser vista, pelos pais, como a esperança de ascensão social, poupando os filhos de um futuro de trabalhos considerados rudes e mal remunerados.” (Idem, 1991, p. 19).

Em 1892, foi publicado o “Primeiro Livro de Leitura”, de Felisberto de Carvalho, no qual defendia a silabação, mesmo havendo uma grande perspectiva a favor do método analítico. Essa cartilha deixa clara a perspectiva de que o método sintético tem que se manter no ensino.

Em 1907, foi publicada a “Cartilha Analítica” de Arnaldo Barreto, que apesar do nome estava dividida em decifração e compreensão. Essa cartilha foi utilizada em muitos estados brasileiros.

Essa obra dava ênfase ao sistema de ensino partindo das historietas, que eram frases que se relacionavam por meio de idéias lógicas. Podemos citar um exemplo extremamente lembrado dessa situação: “Ivo viu a uva”.

Muitos levantaram a bandeira do método analítico, mas poucos os seguiram de fato. Isso ocorreu porque de um lado estavam os educadores tradicionais e de outro os que queria mudança na escola, tais como Anísio Teixeira, Fernando Azevedo e Lourenço Filho. Era o pensamento da Escola Nova sendo implantado no Brasil.


[...] observa-se um movimento de institucionalização do método analítico, que se consolida com a publicação das Instruções práticas para o ensino da leitura pelo methodo analytico – modelos de lições, expedidas pela Directoria Geral da Instrucção Publica do Estado de São Paulo, em 1915. (MORTATTI 2000, p. 44)
Todavia a reforma Sampaio Dória, lei nº 1750, de 8 de dezembro 1920, passa a dar liberdade as instituições seguirem o método de alfabetização que achassem melhor. Nessa situação foi surgindo o método de alfabetização misto, que unia o sintético e o analítico.

Em 1928, Lourenço Filho, que foi um dos participantes do Movimento dos Pioneiros, escreve a “Cartilha do Povo”, baseada em métodos mistos e ecléticos, cuja finalidade era medir o nível de maturidade necessária ao aprendizado da leitura e da escrita. Mas convém ratificar que essa maturação não era a psicológica, mas sim a maturação cognitiva da criança. Dessa forma, deu-se respaldo à exercícios considerados preparatórios à alfabetização.


No ano de 1930, o Brasil entra na Segunda República e perdura até 1937. Os liberais amparados pela pedagogia da Escola Nova elaboraram o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, defendendo uma escola laica, gratuita e obrigatória, e de outro lado havia o anseio de unir liberais e católicos (tradicionais). Sem esquecer que havia a preocupação também com o fascismo e o nazismo que abalava o mundo.

Quanto a isso encontramos Mortatti4 (2006) que profere ainda que o mundo público da cultura letrada instaura novas formas de relação dos sujeitos entre si, com a natureza, com a história e com o próprio Estado, produzindo enfim, novos modos e conteúdos de pensar, sentir, querer e agir.

Começa então uma discussão educacional entre aqueles que defendiam o ensino tradicional apoiados na aristocracia rural e na Igreja, e os defensores da Escola Nova que trouxe reflexões sobre a educação popular.

Em 1937, o Estado Novo, com incentivo do Ministro Gustavo Capanema, cria um órgão específico para formular políticas do livro didático, o Instituto Nacional do Livro (INL)5, contribuindo para dar maior legitimação ao livro didático nacional e, conseqüentemente, auxiliando no aumento de sua produção.

Contudo, mesmo havendo essa contribuição ao quesito produção editorial do livro didático, alguns autores teriam preconceitos quanto esse tipo de literatura. Alguns pesquisadores, como Lajolo e Zilberman (1999), já citaram o livro didático como o primo pobre da literatura, sendo textos superados ou pelo tempo ou pelo avanço educacional do estudante.

Para constatar esse aspecto, encontramos autores que denunciam com questões básicas a produção do livro didático no Brasil em relação aos seus escritores:


Algumas indagações são inevitáveis: Estariam nossos primeiros autores motivados pelas vantagens financeiras que a empreitada poderia oferecer ou seriam outros os motivos que os levaram à realização de um trabalho intelectual considerado inferior na hierarquia da produção do conhecimento? (BITTENCOURT 2004, p. 479),
Ainda nas explanações da autora, averiguamos que muitos intelectuais e autores de livros didáticos não foram reconhecidos, mesmo tendo capacitações, devido a esse preconceito quanto à literatura destinada a escolarização.

Em defesa do método analítico, em 1940 é publicada “Cartilha Sodré”, escrita por Benedicta Stahl Sodré. E para concorrer com esta, em 1948, Branca Alves de Lima edita “Caminho Suave”, dentro do método sintético. Havia nessa ocasião uma disputa entre as publicações e suas utilizações. “Parecia que ia dar certo, mas não foi bem assim. A cartilha parecia um caminho suave, mas não era”. CAGLIARI (1998, p.26).

A década de 40 ficou marcada pela Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945). O Brasil passava por processo de urbanização e com isso crescia o proletariado, mesmo havendo muitas pessoas que viviam no interior.

Ainda nessa década, mais precisamente no ano de 1946, seguindo a Constituição, deveria ser criada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Foi entregue o projeto em 1948 e no ano seguinte, o ex-ministro da educação e saúde, Gustavo Capanema arquivou-o sendo mais tarde dado como perdido.


A história da elaboração da nova Lei de Diretrizes e base da Educação Nacional (LDB) teve inicio e desenvolvimento riquíssimos, marcados por uma ampla participação de todos os seguimentos envolvidos com a educação no país. A marca de seu desfecho, entretanto, foi frustrante. Pelo menos para aqueles que se empenharam, por quase uma década, para que tivéssemos uma LDB muito mais avançada que a atual, indutora de transformações profundas em nossa sociedade. ( BR, MEC, 1997)
Acreditava-se nesse período que a educação tomaria um rumo concreto e igualitário. Contudo, as condições do sistema educacional continuariam as mesmas. Os métodos de alfabetização apresentados nos livros didáticos continuavam sua caminhada lenta e denominadora.

Temos como mostra disso que até 1950, as cartilhas davam ênfase à leitura, voltado ao padrão social, à norma do bem escrever que era a imitação dos bons escritores. Sem esquecer que as cartilhas e professores eram considerados salvadores. “A cartilha era “logicamente” perfeita, o professor tinha todos os subsídios necessários e pontos para aplicar o método das cartilhas, então, a dificuldade deveria residir nas crianças.” (CAGLIARI 1998, p.27)

Conseqüentemente, nessa explanação, podemos averiguar que existe ai uma corrente de pensamento liberal, onde cada um é responsável por si só. Ou seja, as falhas são sempre efeito de alguma atitude estudantil. Em hipótese alguma, os livros estão errados e ainda continuam sendo utilizados sem questionamentos. Outros autores discutem essa mesma problematização quando alegam que “[...] podemos afirmar que, até hoje os textos acartilhados ainda estão presentes nas salas de turmas de alfabetização, exercendo uma influência decisiva nas práticas pedagógicas relacionadas ao ensino da língua materna.” (SCHEFFER 2007, p. 8)

Em sua tese, Corrêa (2000) afirma que os professores se utilizavam tanto dos livros didáticos quanto das práticas educacionais para condicionar saberes e condutas, visando incorporar comportamentos. Era como se os livros didáticos fossem normas a serem seguidas rigidamente.

Questão essa que pode ser comparada com a situação em que a nação vivia na década de 60. Ocorreu o golpe militar e a iniciação da ditadura, que vigiava e punia intelectuais que pudessem propor algum tipo de perigo, como as manifestações populares. O Brasil se calava diante das cartas do presidente que estavam impressas nos livros didáticos que circulavam.

Deparamo-nos com uma afirmação semelhante a essa, na questão da utilização do livro como normas de conduta, no texto de Fernandes (2004), no momento em que a autora apresenta o relato de uma pesquisa em andamento sobre a memória de usuários de livros didáticos. As reflexões estão baseadas no trabalho de história oral, de coleta e análise de entrevistas com alunos e professores, que interagiram com esses materiais no espaço escolar, entre os anos de 1940 e 1970. Um de seus entrevistados relata que a classe toda, ao fim da aula, ficava em pé, enfrente a professora, que como se fosse um maestro, segurando normalmente uma palmatória, regia o grupo. E ao seu sinal era cantado B e A, BA. Outro entrevistado expõe suas experiências do momento da leitura. Todos tinham que ficar em pé, segurando o livro com a mão esquerda, com quatro dedos apoiados e sustentando com o polegar. Ao folhear tinha que ser com a mão direita pegando no alto da página. São relatos assim que nos remetem às lembranças do ensino com o Ratio Studiorum, que foi aplicado em período colonial aqui no Brasil e prescrevia práticas rígidas de disciplina, memorização e repetição.

Fica claro que os livros didáticos são exemplares concretos dos interesses educacionais. Podemos presumir, por intermédio dos livros didáticos, as condições pelas quais os alunos foram submetidos para se chegar ao resultado da alfabetização
Por quase um século, esses esforços se concentraram, sistemática e oficialmente, na questão dos métodos de ensino da leitura e escrita, e muitas foram as disputas entre os que se consideravam portadores de um novo e revolucionário método de alfabetização e aqueles que continuavam a defender os métodos considerados antigos e tradicionais. (MORTATTI 2000, p. 3)
De um lado estavam os conservadores, que defendiam com unhas e dente o método tradicional, o sintético. Pregavam a cultura escolar como sendo uma tradição a ser transmitida. De contra partida, os defensores do método analítico difundiam um conceito inovador na alfabetização, mesmo que seu efeito fosse lento.

Na década de 70 foi lançado pelo Ministério da Educação e Cultura e pelo COLTED (Comissão do Livro Técnico e do Livro Didático) o livro intitulado Utilização do Livro Didático. Nesse período o Brasil passa pelo período da ditadura no governo Médici.


Convencido o Governo Brasileiro da importância do livro e, em especial, do livro didático, como instrumento básico para melhorar o rendimento escolar, que é fundamento de uma verdadeira integração nacional, tornou-se imperativo que esse livro alcançasse os alunos em todo território brasileiro e possuísse características que, por seu conteúdo e apresentação atendesse “ao desenvolvimento físico e social”. (BR, COLTED, 1970, p. 11)
A COLTED ainda faz um relato dos aspectos que um bom livro didático deve apresentar. Aspectos tais como possuir uma capa de papel durável para resistir ao manuseio e com ilustrações atraentes para despertar a curiosidade do aluno. Declara ainda que as imagens no conteúdo em si do livro, devem estar relacionado com o texto, refletir a realidade, esclarecer idéias e reforçar informações.

A partir da década de 80, com a contribuição dos estudos efetivos de Emilia Ferreiro na psicolingüística e na sociolingüística, e de Jean Piaget na psicogenética, a educação passou a ser questionada deixando de lado os métodos e cartilhas. Agora, o objetivo era não discutir mais o como se ensina, mas valorizar o como se aprende. No entanto, ocorreram situações contraditórias, pois alguns professores que se diziam construtivistas ainda se utilizavam de cartilhas. Tais profissionais, talvez, não tiveram uma boa fundamentação tanto para adotar o construtivismo amplamente, ou então para permanecer no método tradicional que acompanhava as cartilhas.

O governo em 1985, com o decreto nº 91.542, proporcionou aos professores a possibilidade de escolher os livros que iriam trabalhar, deixando claro que tais livros não seriam mais descartáveis, passando um tempo de utilização de no mínimo três anos.

Na década de 90, houve um apelo por parte dos educadores pela volta dos livros didáticos. “Um fato que explica tal escolha, é que muitos professores esperam encontrar nos livros de alfabetização, de hoje, a permanência de procedimentos sistemáticos e explícitos para ensinar a ler e escrever.” (Scheffer, 2007, p. 07)

Atualmente, teóricos como Goulart (2006, p. 95), contemplam a idéia de que, “se as cartilhas e os livros didáticos forem convidados para a sala de aula, que seja como material auxiliar da turma”. Os professores podem se utilizar de outros meios para que haja a alfabetização e letramento do aluno. Existem inúmeros recursos disponíveis.
1.4 CONCLUSÃO
As discussões quanto a métodos e utilização ou não do livro didático perpetua-se, e assim Mortatti (2006) afirma que para que possamos mudar o presente e o futuro do ensino, temos que reavaliar os métodos do passado sem desconsiderá-los. Dessa forma, é presumível que se possa conhecer a constituição do pensamento, sentimento, e atitudes dos atuais métodos e profissionais alfabetizadores.

Corrêa (2000, p. 22) menciona que “... provavelmente, nenhum material escolar sofreu tanto as influências das leis de mercado quanto esse.” O livro fez sua história seguindo os princípios e economia da sociedade em que atravessou e sempre teve por objetivo atingir um público certo.

Entretanto, o livro didático permanece, dentro de um molde, que sofre ajuste somente perante a necessidade de justificar e ultimar com repetidas situações.
Ao longo desses aproximados 120 anos, a cartilha sofreu alterações relativas ao método e teve aprimorados e atualizados vários de seus aspectos,especialmente o suporte material e os temas abordados nas lições. (MORTATTI, 2000, p.47)
Dando continuidade às explanações de Mortatti (2000,) vemos que o governo brasileiro vem desde o século XIX prometendo acesso à instrução e ao mundo letrado. Entretanto o que vem ocorrendo é que a escola permanece como único e exclusivo meio de entrada ao mundo “público” do letramento para as classes menos favorecidas. E é mediada por meio das cartilhas, que continua sendo um rótulo para reconhecimento tanto do aluno dentro da alfabetização, como para o professor no uso de seu oficio.

Por um lado dizem que a educação é prioridade, mas na verdade, o que acontece do outro lado, é que as instituições não apresentam condições para amparar todas as crianças que procuram as instituições. Faltam vagas para as crianças, faltam professores e também uma formação continuada. E para aquelas crianças que conseguem ingressar na escola, falta merenda escolar, estrutura física e o nosso tão discutido, livro didático.

Parafraseando o questionamento da autora, será a cartilha de alfabetização, um mal necessário de fato?

Voltamos a frisar o que o livro didático não pode ser utilizado como muleta para amparar o professor durante seu lecionado. Deve servir como uma janela para outras considerações de aprendizagem.

Devemos levar em consideração que o livro didático não tem uma história própria. Esteve sempre relacionado com os interesses educacionais. E vemos que esses interesses sempre estiveram voltados para permanência da elite, sem dar entrada às classes dominadas.
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1 Foi na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg que Martinho Lutero pregou suas 95 teses. Para saber mais ver como referência A reforma protestante. Revista O cotidiano da História.

2 Conjunto de idéias e doutrinas políticas, econômicas e sociais inspiradas nos ideais iluministas e com o objetivo de assegurar a liberdade individual, sem que aja a interferência direta ou a imposição de grupos hegemônicos ou do próprio Estado. Difundiu-se na Europa a partir do século XVIII, sendo implantado por intermédio de revoluções liberais burguesas. (QUEIROZ, 2003, p. 163)

3 Nasceu em 1592 em Nívnice. Entre suas obras escreveu a também conhecida Didática magna. Faleceu em Amsterdã no ano de 1670. Ver mais na Revista Nova Escola. Grandes Pensadores – Edição Especial , p.13.

4 Conferência proferida durante o Seminário "Alfabetização e letramento em debate", promovido pelo

Departamento de Políticas de Educação Infantil e Ensino Fundamental da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, realizado em Brasília, em 27/04/2006. (www.portal.mec..gov.br)



5 Art. 2º A autorização para uso do livro didático, cuja autoria seja no todo ou em parte de algum membro da Comissão Nacional do Livro Didático, será requerida ao Ministro da Educação, com observância do disposto no art. 12 do Decreto-lei n. 1.006, de 30 de dezembro de 1938. Recebido o livro, submetê-lo-á o Ministro da Educação ao exame de uma comissão especial de três ou cinco membros, por ele escolhidos dentre especialistas estranhos à Comissão Nacional do Livro Didático.


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