Livros de leitura: a infância nas linhas e nas imagens (1890/1950)



Baixar 40.37 Kb.
Encontro28.07.2016
Tamanho40.37 Kb.
LIVROS DE LEITURA: A INFÂNCIA NAS LINHAS E NAS IMAGENS (1890/1950)

Diane Valdez1

“Quanto daria por um daqueles velhos bancos onde me sentava

a cartilha de “ABC” nas minhas mãos de cinco anos, quanto daria

por um daqueles velhos livros de Abílio César Borges, Barão de Macaúbas

e aquelas máximas de Marquês de Marica

aquela enfadonha tabuada de Trajano

custosa demais para meu entendimento de menina

mal amada e mal alimentada.

Meus vinténs perdidos, tão vivos na memória.”

(Cora Coralina)

Introdução

Ao abordar sobre a concepção de infância na escola do período citado em minha tese de doutorado em andamento, achei relevante investigar qual era o papel delegado à infância nos Livros de leitura que para elas eram direcionados, ou seja, como as crianças aparecem nos textos e nas ilustrações. As obras conhecidas como Primeiro, Segundo, Terceiro ou Quarto livro de leitura são fontes relevantes para investigarmos qual era a concepção de criança idealizada na época. São livros de autores brasileiros que inauguram na segunda metade do século XIX uma série de obras destinadas à infância brasileira, obras essas que se tornaram populares e utilizadas até meados do século XX. São livros considerados inovadores para a época por substituírem os escassos materiais impressos destinados à infância que freqüentava as escolas, como afirma Coelho (1981:341):


Não podemos ignorar os livros de leitura que foram, no Brasil (e nas demais nações) a primeira manifestação consciente da produção de uma leitura específica para crianças. E em última análise foram também a primeira tentativa de realização de uma literatura para crianças. E como os conceitos “literatura” e “educação” andaram sempre essencialmente ligados, tais livros só poderiam, realmente, surgir no âmbito escolar.
Os autores e obras que escolhemos para essa investigação foram: Primeiro livro de leitura de Felizberto de Carvalho editado pela primeira vez em 1896; o Segundo livro de leitura de Thomaz Galhardo que teve sua primeira edição em 1910; o Terceiro livro de leitura do Dr. Abílio César Borges (o Barão de Macaúbas) de 1868; o Terceiro livro de leitura de Antonio Firmino de Proença lançado em 1920 e o Quarto livro de leitura da série Rangel Pestana e coleção de João Köpke em 1912. Salientamos que esse estudo baseou diretamente nas obras citadas em suas edições posteriores como veremos no decorrer do texto.

O objetivo dessa pesquisa é situar a infância nessas obras em um período no qual mesmo antes da ordem republicana reivindicava um espaço primordial para a criança, pois ela tinha um significado de começo que contrapunha com a velha ordem imperial, já havia um investimento na formação de uma criança idealizada que se intensifica no período republicano. Esses livros eram instrumentos importantes na divulgação dessa nova ordem, pois são incisivos no que se refere á moral, ao comportamento ideal, ás posturas consideradas “modernas”, a higienização, ás regras de boa convivência e obediência além de outros elementos considerados essenciais para a construção de um nacionalismo necessário para esse período histórico.

Selecionamos esses livros que foram adotados nas escolas públicas do Brasil, tendo como foco a região de Goiás. São obras que foram delimitadas pela ordem cronológica: 1890/1950; pelo recorte temático: livros de leitura para a infância; pelo recorte geográfico: a região goiana; pelas produções nacionais e fundamentalmente pelas obras destinadas ao ensino em que a faixa etária dos leitores fosse demarcada pela idade (não de forma rígida) entre 06/12 anos.

Muitas pesquisas vêm sido realizadas na área de História da Educação utilizando-o livro didático como caráter de documento. Essa fonte legitimada como guardiã constitui-se em um lugar de memória privilegiado, pois através de seus textos e imagens, consolidam conceitos no imaginário social, construindo uma representação globalizadora e ordenada da sociedade. É importante explorá-la em suas várias dimensões para se perceber as análises sobre o imaginário escolar e suas representações políticas, os manuais didáticos apresentam-se como parte essencial de uma determinada formulação política e de um determinado contexto cultural:


O livro didático e a educação formal não estão deslocados do contexto político e cultural e das estruturas de dominação, sendo, muitas vezes, instrumentos utilizados na legitimação de sistemas de poder, além de representativos de universos culturais específicos. Sua elaboração não parte, exclusivamente, de interesses pré-estabelecidos, mas incorpora as concepções de história e os sistemas de valores dos autores de sue tempo. Atuam na verdade como mediadores entre concepções e práticas políticas e culturais, tornando-se parte importante da engrenagem da manutenção de determinadas visões de mundo e de história. (Fonseca: 1999, p. 204)
Ao optar por esse tipo de fonte para investigar sobre a concepção de infância divulgada na época é relevante ter como apoio um olhar que vai além do que encontramos nos livros aliado a uma concepção teórica que nos dê respaldo para não cairmos no risco de transcrever o que encontramos de forma anacrônica ou superficial. Dessa forma optamos para subsidiar essa pesquisa a linha da história cultural que nos revela aspectos importantes das massas anônimas com suas resistências e permanências. Uma história que não se resume a descrever somente a vida cotidiana das crianças sem se importar com o lugar ocupado por essa categoria. Aproximamos essa pesquisa do conceito de Chartier no qual Vainfas (1997:153) define que “Valoriza o dimensionamento da cultura em termos de classes sociais, mas desde que não procure delimitar as classes em qualquer âmbito externo ao da produção e consumos culturais”.


Sobre os livros escolares destinados à infância brasileira
No Brasil de colonização portuguesa (1500/1822), havia muito pouco do que reconhecemos como livro didático para crianças nas escassas escolas que existiam. O que se utilizava nos bancos escolares eram os clássicos da literatura internacional, pois não se produziam livros no Brasil e principalmente livros didáticos. De acordo com Oliveira (1984:23):
Dos relatos sobre a história da literatura didática no Brasil, sabemos que tudo começou e foi assim até muito longe no tempo, com a leitura de cartas manuscritas que professores e pais de alunos forneciam. Capistrano de Abreu chegou a atribuir a carência de “documentos antigos no Brasil ao consumo deles nas escolas para leitura dos alunos”. É certo que até o século XIX, e mesmo no primeiro quartel do século XX, livros feitos em Portugal eram usados nas escolas brasileiras.
O que podemos perceber é que as cartinhas, mais tarde cartilhas, para ensinar a ler e a escrever e noções de catecismo marcam o surgimento da literatura didática no Brasil. De acordo com o Dicionário brasileiro de educação (Duarte: 1986,p.30) a palavra cartilha se define como: “Livro para aprender a ler. Obra que apresenta rudimentos do assunto ao qual se dedica”.O mesmo autor ainda apresenta em seu glossário a definição de Cartilha Maternal: “Nome do livro e método de alfabetização de autoria do poeta português João de Deus (1839/1896), lançado em 1876 e muito usado outrora no Brasil” (Duarte:1986,p30). Na América portuguesa do século XVI, os padres da Companhia de Jesus após fundarem a primeira escola de leitura e escrita educam os meninos tendo como referência a religião.

De acordo com Pfromm Neto (1974:155) em uma correspondência dos jesuítas datada do século XVI é dito que El-Rei manda aos meninos educados pelo padre da Companhia “vestidos e camisas e livros e tudo o que pedem”, porém pouco se sabe que livros são esses que chegavam no Brasil Importante ressaltar que estamos nos referindo há um período em que escola e religião eram inseparáveis e a cartilha provinda de Portugal eram pequenos livros que além de conter as primeiras letras continha igualmente os preceitos da religião católica.

Os viajantes que passaram no Brasil dom século XIX relataram a falta de livros especializados para o ensino. A precariedade do ensino no Brasil é notada pelo viajante Robert Walsh, em sua passagem pela Bahia em 1828. O inglês indigna-se com uma escola que funcionava num “cômodo contíguo” e era mantida por um homem instruído que era também proprietário de uma venda:
Fomos até lá e deparamos com dez ou doze meninos sentados em bancos, decentemente trajados, todos lendo juntos em voz alta. Seus livros não passavam de cartas comerciais recebidas por seu mestre e tratando de vários assuntos relativos aos seus negócios, sendo cada folha protegida de maneira que manuscritos tão preciosos não sofressem com o manuseio dos meninos. O professor via-se forçado a se valer desse recurso porque não dispunha de livros, e dessa forma seus alunos aprendiam a ler textos manuscritos antes dos impressos. (Walsh, 1828 apud Leite, 1998:p.34)
O mesmo viajante espantou-se com o fato de já existirem impressos tão modernos como jornais e gazetas, mas não se publicarem livros de ensino elementar. É no período republicano que os livros didáticos ganham espaço e são considerados essenciais para a manutenção da nova forma de governo. Do final do século XIX até a década de 30, a visão épica da história com tendência a depreciação da antiga metrópole, começou a ganhar espaços nos textos e na iconografia dos livros didáticos. Para valorizar o novo regime, continuou-se a produzir livros didáticos de história baseado nos grandes feitos, grandes homem e, sobretudo na valorização da idéia de unidade nacional.

A nova ordem republicana tinha a escola como emblema de instauração da nova ordem, era a diferença entre o passado considerado “de trevas” e um futuro harmonioso em que o saber e a cidadania trariam o progresso, a escola da velha ordem – Império – soava como tenebrosa, a falta de recursos retratava a educação do Império como desanimadora e não se poderia obter preparo da mentalidade infantil: “casas sem ar e luz, meninos sem livros sem método, escolas sem disciplina, mestres tratados como parias” (Carvalho: 1989, p. 24)


A criança nos livros para as crianças
Para analisar a imagem da criança, optamos nessa pesquisa livros e autores que além de serem pioneiros nessa linha, foram adotados em diferentes regiões do Brasil. O período no qual escolhemos trabalhar corresponde ao início do período republicano – 1889 – até meados do século XX – até os anos 50 (cinqüenta).

Foram obras que mesmo sendo produzidas no século XIX foram reeditadas até esse período. Seus autores tornaram-se clássicos no campo didático e assim permaneceram como referências durante um longo tempo. São autores como o Dr. Abílio Cesar Borges, o Barão de Macaúbas que vai ser citado em poemas, contos e histórias em diferentes lugares do Brasil, desde o Nordeste de José Lins do Rego em seu romance “Doidinho” até os poemas de Cora Coralina em Goiás.

O baiano Abílio – o Barão de Macaúbas – trocou a carreira de médico por professor e durante trinta e cinco anos empenhou-se em publicar livros que representou um avanço na pedagogia brasileira pois em suas obras, Abílio combatia os castigos corporais comuns nas escolas, escreveu em 1876 a obra “Vinte anos de propaganda contra a palmatória e outros meios alvitantes no ensino da mocidade” entre outros. O Barão também questionava o pouco acesso das crianças aos livros de leitura, apesar de terem sido distribuídas mais de 400 mil cartilhas pelo país. Dr. Abílio (1890: 18) reclamava a proporção de livros por criança na Bahia em 1890:

Na Província da Bahia, como tive ocasião de verificar o ano passado, a proporção de livros distribuídos nos nove últimos anos foi aproximadamente 1 para 500 meninos!!

E se nesta, uma das mais ilustradas províncias do Império, dá-se o fato espantoso de semelhante proporção entre os livros fornecidos e os alunos que freqüentam as escolas, figure-se o que sucederá nas demais.

Quer isto dizer que a maior parte dos meninos aprendem a ler sem livros, servindo-se, principalmente nas localidades centrais ou pouco consideráveis, das cartilhas do Pe. Ignácio, de bilhetes e cartas (às vezes, oh Deus!, com que letra e ortografia!) ou de gazetas que seus pais lhes fornecem, ou de velhos autos, pelo comum indecifráveis, que os próprios mestres alcançam dos tabeliões do lugar!

E não é por outra razão que os nossos meninos, geralmente falando, saem das escolas aos 13 e 14 anos de idade no mais lastimoso estado de ignorância, sem o hábito de pensar e sem ligar o mínimo valor ao que lêem.
De 1859 até 1890, o Barão de Macaúbas publicou uma série de “livros de leitura” além da “edição escolar dos Lusíadas de Camões” para a infância brasileira. A proposta pedagógica do Dr. Abílio e dos outros autores que optamos para esse estudo foram discorridas em um outro texto que elaboramos por não encontrarmos espaço nesse texto e também pelo fato do objetivo principal desse texto ser a análise da infância nessas obras.

O conceito de infância nem sempre foi algo definido com precisão no percurso da história do Ocidente. As diferentes infâncias foram marcadas, no período medieval por etapas não separadas da vida adulta. As crianças eram consideradas adultos em miniatura. Já no período moderno as crianças passam a serem vistas como objetos de interesses por motivos culturais e sociais que nem sempre são fáceis de distinguir. No Brasil Colônia e Império, o interesse ou a indiferença pela criança sofre transformações de acordo com a influência européia, indígena ou africana. Ou seja, nunca houve um modelo de infância que servisse para definir a infância brasileira.

 Ao percorrermos os textos desses livros e observarmos os textos e as ilustrações neles contidas é impossível não notarmos a imagem idealizada de infância que os mesmos apresentam. Apesar de estarmos trabalhando com um tempo relativamente grande (mais de cinqüenta anos) é notório a pouca diferença nessa abordagem nos livros citados e, também impossível não destacar o quanto as imagens, principalmente, continuaram decorando inúmeros livros didáticos até há pouco tempo, para não dizer até hoje.

O que podemos destacar como uma referência comum nesses livros é a preocupação em divulgar uma imagem de criança caridosa, obediente, aplicada ao estudo e ao trabalho, dedicada à família, além de inseri-la em uma corrente nacionalista e patriótica inspirada sem dúvida em modelos importados. O espaço escolar é fundamental para divulgar essas imagens como ressalta Zilberman & Lajolo (1993:19) “Daí ela imigra para o interior dos textos, tornando-se com freqüência tema privilegiada, que reforça sua função pedagógica na polaridade das figuras antípodas do bom e do mau aluno”.

Sobre as ilustrações é importante ressaltar que esses livros são pioneiros em implementar figuras de acordo com o texto sugerido. A maior parte das ilustrações são de uma cor só, em bico de pena, técnica muito utilizada também para ilustrar os livros dos adultos da época. Nas capas das obras de Felizberto de Carvalho e Antonio F. Proença, destacam-se figuras de crianças cercadas por símbolos de pureza como gatinho, flor, palmeiras, passarinho e outros elementos da natureza juntamente com imagens que simbolizavam o progresso como trens, navios, além de uma imagem de igreja e logicamente da bandeira na mão da criança.

Os outros três livros, Dr. Abílio, João Köpke e Thomaz Galhardo as capas não tem nada que chame a atenção à não ser o nome do livro, autor, edição, editora e para quem é indicado. As cores são cinzas e de nada lembra as capas dos outros dois citados. Com exceção de algumas poucas figuras coloridas do livro de Carvalho o restante das ilustrações se limitam a uma cor só: o preto e o livro de Köpke não apresenta nenhuma ilustração, talvez por ser direcionado também para as escolas secundárias, além das primárias.

Quanto às crianças que enfeitam os textos, não há muito de novidade, pois, como o modelo de civilização e de modernidade é o europeu, a infância brasileira vai ser projetada como se européia fosse. As crianças, com exceção da pobre (que são minoria em absoluto) são uniformizadas com roupas sempre de inverno, meias, boinas, chapéus, botinhas, gravatas, laços e outros elementos que pouco combinam com um país tropical. O ideal de a melhor criança ser a mais próxima do adulto é visível não só nos textos como principalmente nas imagens e se contrapõe com a criança pura sempre retratada em harmonia perfeita com a natureza.

Um outro destaque é a questão de gênero, na obra Terceiro livro de leitura do Dr. Abílio C. Borges a infância é sintonizada especificamente para o gênero masculino. O autor inicia cada capítulo dessa obra se dirigindo aos “meninos” recorrendo a frases como “Caros meninos”; “Queridos meninos”; “Meus meninos” e uma referência bem mais infantil “Meus pequenos amigos” ou “Meus amiguinhos” Em nenhum momento se refere ao gênero feminino. A criança do autor é resultado do amor, obediência e respeito bem de acordo com os princípios que norteavam a época, não há espaços para traquinagem e muito menos para aspectos que serviriam para a infância que ele tanto defende: a criança brasileira.

O asseio e a higiene são uma outra característica primordial dos textos e ilustrações. É uma prova da “boa educação” e meio de evitar as moléstias tão combatidas, a preguiça é duramente combatida e o trabalho incentivado como solução para combater o atraso assim como, a economia e administração do dinheiro para iniciar a fortuna desde a mais tenra idade.

A injustiça sempre aparece como um mal que corrompe a honestidade associada à religião e a moral e a civilidade. A boa criança também estava correlacionada a religião, obviamente a católica. Dr. Abílio dedica três capítulos de sua obra ao “menino cristão”, em dois hinos que ressalta os pedidos de livrar do pecado e do medo, além da solicitação de um lugar no céu.

O restante faz alusões as normas já citadas e é bem definido um cotidiano maniqueísta, um investimento no bem para combater o mal: aprender a ler corretamente a língua pátria para combater o analfabetismo; usar a verdade e nunca a mentira; investir no asseio para se opor a sujeira; ter um bom comportamento e não fazer travessuras; ser sempre gentileza e nunca injustiça; incentivar a coragem e desprestigiar a preguiça; amar sempre e evitar a cólera; ser obediente e jamais praticar a desobediência; investir no trabalho e ridicularizar o ócio; ser humilde e nunca vaidoso; viver na ordem e não na bagunça e muitas outras noções que nos dão um parâmetro de qual infância que era idealizada para o período e como esses livros serviam como referências para que esse ideal fosse divulgado.
4 – Conclusão
Não é a nossa intenção concluir esse estudo nesse pequeno texto. O que se pretende é investigar com mais cuidado o que essas obras trazem e analisar de forma mais criteriosa os dados ricos que estão impressos em seus textos e ilustrações.

A imagem da criança idealizada não está presente somente nessas obras que consideramos “ultrapassadas” e “antigas”. Apesar da infância não ser mais considerada um objeto ou, pelo menos para a legislação ser reconhecida como sujeitos de direitos em muito os livros didáticos ainda divulgam essa imagem que circula há mais de cem anos.

Os livros de leitura são fontes ricas para percebermos como no decorrer da história da educação brasileira os modelos copiados e importados se tornaram referências na formação da infância brasileira. A formação da criança boa e obediente é um tema importante para investigarmos a quem interessava essa formação dócil e para que servia.

Bibliografia

BORGES, A C. Terceiro livro de leitura: para uso das escolas brasileiras. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1890 (6a edição).

CARDOSO, C. F. & VAINFAS, R. Domínios da história: ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997.

CHARTIER, R. Práticas de leitura. São Paulo: Estação Liberdade, 1996.

COELHO, N.N. A literatura infantil. São Paulo: Quíron; Brasília: INL, 1981.

DE CARVALHO, F. Primeiro livro de leitura. Rio de Janeiro:Livraria Francisco Alves, 1939 (125a edição).

DUARTE, S.G. Dicionário brasileiro de educação. Rio de Janeiro: Antares/Nobel, 1986.

GALHARDO, T. Segundo livro de leitura: para a infância. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1925 (45a edição).

FONSECA, T.N.de L e. “Ver para compreender”: arte, livro didático e história da nação. In:

KÖPKE, J. (coleção de) Quarto livro de leituras: para uso das escolas primárias e secundárias.Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1926 (20a edição)

SIMAN, L. M. de C. Inaugurando a História e construindo a nação: discursos e imagens no ensino de História. Belo Horizonte: Autêntica, 2001, p. 91/122.

PFROMM NETO, S.; DIB, C. Z. & ROSAMILHA, N. O livro na educação. Rio de Janeiro, Primor/INL, 1974.

PROENÇA, F. de P. 3o livro de leitura: para o 3o ano escolar. São Paulo: Edições Melhoramentos, 1948 (34a edição).

OLIVEIRA, J. B. A; GUIMARÃES, S. D. P.; BOMÉNY, H. M. B. A política do livro didático. São Paulo: Summus e Ed. Da Universidade de Campinas, 1984.



ZILBERMAN R. & LAJOLO, M. Um Brasil para crianças – Para conhecer a literatura infantil brasileira: histórias, autores e textos. São Paulo: Global, 1993.


1 Mestra em História pela UFG, doutoranda em História e Filosofia da Educação pela FE/Unicamp e bolsista da CNPq.

Catálogo: arquivo-morto -> edicoes anteriores -> anais14 -> Cohilile
Cohilile -> Uma leitura do brasil: ferdinand denis
Cohilile -> Typographia, papelaria, livraria casa livro azul (1876-1958)
Cohilile -> A leitura e a biblioteca: alguns aspectos da história da biblioteca municipal de são carlos
Cohilile -> Célia Regina Delácio fernandes  Doutoranda no iel/unicamp fapesp
Cohilile -> Anais do I congresso de história nacional: possibilidades de leitura e mapeamento das tendências de uma disciplina
Cohilile -> Pequenas editoras e a relaçÃo com a literatura brasileira
Cohilile -> História da leitura em mato grosso no século XIX
Cohilile -> História da editora ftd sa (1902-2002)
Cohilile -> Leitura: processo de decifrar os enigmas da linguagem
Cohilile -> A precariedade do leitor e da leitura nas memórias póstumas de brás cubas


Compartilhe com seus amigos:


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal