LÍngua portuguesa e literatura brasileira



Baixar 190.95 Kb.
Página1/5
Encontro31.07.2016
Tamanho190.95 Kb.
  1   2   3   4   5

LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA BRASILEIRA




Texto 1

Estrangeirismos: “skate” ou “esqueite”?




1

5

10



15

20

25



30

35


Um dos fatores relevantes de variedade linguística são os empréstimos vocabulares em consequência do intercâmbio cultural, político e econômico entre as nações. Em geral, os países mais poderosos acabam “exportando” para os países menos poderosos palavras que definem novos objetos e necessidades em novas áreas de conhecimento.

Em princípio, não há nada de mau nesse intercâmbio vocabular, a importação de vocabulário está na essência mesmo do crescimento das línguas modernas. Por exemplo, praticamente 50% das palavras da língua inglesa são de origem latina, em decorrência da dominação do Império Romano e, mais tarde, da dominação dos normandos, embora o inglês seja uma língua não latina.

[...]

Modernamente, temos um exemplo fortíssimo no Brasil: o crescimento da informática entre nós acabou importando uma grande quantidade de palavras de origem inglesa para designar objetos e funções antes inexistentes. Nesse processo histórico, algumas palavras importadas “pegam” e se incorporam à língua, adaptando-se foneticamente, isto é, aos sons do português [...], e outras são substituídas. Durante um tempo, a palavra estrangeira transita “entre aspas”, até se adaptar ou ser substituída por outra. Exemplos: football adaptou-se para futebol, mas corner, de largo uso antigamente, acabou sendo substituída por escanteio. No caso da informática, já se usa salvar no lugar do inglês save (quando poderia ser usado simplesmente gravar), mas software ainda está à solta, à procura de uma solução... A palavra mouse (= camundongo), para designar o popular utensílio de amplíssimo uso nos computadores, ainda continua grafada em inglês, mas não é impossível que em pouco tempo ela esteja nos dicionários como mause, definitivamente incorporada ao nosso léxico (como o Aurélio, por exemplo, já oficializou a palavra máuser, designando um tipo de arma de origem alemã).



[...]

É bom lembrar que o empréstimo vocabular não é sinal de “decadência da língua”, mas justamente de vitalidade de sua cultura, em confluência com outras culturas e outras linguagens. E esse é, de fato, um terreno em que pouco se pode fazer oficialmente – o uso cotidiano da língua, multiplicado na diversificação de atividades dos seus milhões de usuários, pela fala e pela escrita, acaba separando o joio do trigo, consagrando formas novas e fazendo desaparecer outras. O fato é: não precisamos ter medo, porque a língua não corre perigo! Na verdade, os que correm perigo muitas vezes são os seus falantes, mas por outras razões!


FARACO, Carlos Alberto; TEZZA, Cristóvão. Oficina de texto. Petrópolis: Vozes, 2003. p. 37-38. [Adaptado]




Questão 01

Considerando o Texto 1, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).




  1. A pergunta formulada no título é respondida no texto: os autores defendem a grafia “skate”, pois se trata de um empréstimo vocabular.

  1. Uma das razões pelas quais as línguas variam e mudam são os empréstimos linguísticos.

  1. Os exemplos apresentados no terceiro parágrafo evidenciam a exportação e a importação de palavras feitas pelo Brasil, isto é, um intercâmbio vocabular.

  1. A importação de palavras em uma língua pode se resolver de duas maneiras: ou as palavras estrangeiras são incorporadas à língua, ou são substituídas por outras.

  1. O uso de estrangeirismos não passa de um modismo elitista alimentado pela mídia nas áreas do esporte e da informática.

  1. Quem soluciona a questão dos estrangeirismos são os próprios falantes no uso diário da língua.

  1. O estrangeirismo deve ser oficialmente combatido, pois coloca em risco a autonomia da língua portuguesa.



Questão 02


Ainda com base no Texto 1, é CORRETO afirmar que:


  1. no terceiro parágrafo, a forma verbal “pegam” (linha 15) está grafada entre aspas para indicar que se trata de uma palavra estrangeira que ainda não se adaptou à língua portuguesa.

  1. as marcas de primeira pessoa do plural – nós (linha 13), nosso (linha 25) e precisamos (linha 34) – se referem aos dois autores do texto.

  1. a parte sublinhada em “[...] não é impossível que em pouco tempo ela esteja nos dicionários [...]” (linhas 23-24) equivale, em significado, a é possível.

  1. em “[...] designar objetos e funções antes inexistentes” (linha 14), o adjetivo sublinhado está qualificando os substantivos, objetos e funções.

  1. os dois-pontos, nas linhas 12 e 18, foram usados, respectivamente, para explicar o conteúdo de uma palavra anteriormente mencionada e para anunciar uma citação.

  1. o termo se desempenha nas duas ocorrências sublinhadas em “[...] se incorporam à língua” (linha 15) e “[...] já se usa salvar” (linha 20), o termo se desempenha a mesma função, que é indicar a indeterminação do sujeito.




Questão 03


Praticamente 50% das palavras da língua inglesa são de origem latina, em decorrência da dominação do Império Romano e, mais tarde, da dominação dos normandos, embora o inglês seja uma língua não latina.
Assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S) cuja reescrita, respeitando a norma culta da língua portuguesa, não altera o sentido do período acima.


  1. Em consequência da dominação do Império Romano e, posteriormente, da dominação dos normandos, praticamente 50% das palavras da língua inglesa são de origem latina, apesar de o inglês não ser uma língua latina.

  1. Uma vez que o inglês seja uma língua não latina, em decorrência da dominação do Império Romano e, mais tarde, da dominação dos normandos, são de origem latina praticamente 50% das palavras da língua inglesa.

  1. Mesmo que o inglês não seja uma língua latina, praticamente 50% das palavras da língua inglesa são de origem latina, em virtude da dominação dos normandos e, anteriormente, da dominação do Império Romano.

  1. Praticamente por causa da dominação do Império Romano e, posteriormente, da dominação dos normandos, 50% das palavras da língua inglesa são de origem latina, contudo que o inglês seja uma língua não latina.

  1. Das palavras da língua inglesa, 50% são praticamente de origem latina, cuja decorrência resulta pela dominação do Império Romano e, mais tarde, da dominação dos normandos, embora o inglês seja uma língua não latina.

  1. Praticamente 50% das palavras da língua inglesa são de origem latina, devido à dominação do Império Romano e, em consequência disso, da dominação dos normandos, visto que o inglês é uma língua não latina.




  1   2   3   4   5


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal