Léon Denis No Invisível Título Original em Francês Léon Denis Dans l'Invisible Paris (1903)



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clxxxiiiO Dr. Geley, em sua obra “L'étre subconscient”, Félix Alcan, editor, assim se exprime: “A histeria e a neuropatia apresentam sintomas inconstantes, que variam sem causa ou sob a influência de múltiplas causas – anestesia, hiperestesia, contratura – que se sucedem e escapam a toda previsão de tempo e extensão. No ponto de vista explicativo, ignora-se completamente o que são.”

clxxxiv“Report on Spiritualism”, pág. 157, citado por G. Delanne, A Alma é Imortal”, 2ª Parte, cap. I.

clxxxvVer “Resenha do IV Congresso de Psicologia”, página 113.

clxxxviTh. Flournoy – “Des Indes à la planète Mars”, p493. 271 e 272.

clxxxviiTh. Flournoy – “Des Indes à la planète Mars”, páginas 68, 98, 99, 100, 116 e passim.

clxxxviii“Resenha do Congresso Espírita e Espiritualista”, de 1900, págs. 349 e 350.

clxxxixAksakof – “Animismo e Espiritismo”, cap. I.

cxcA. Russel Wallace – “Les Miracles et le Moderne Spiritualisme”, pág. 255.

cxci“Revue Parisiense”, junho de 1899.

cxciiAksakof, ob. cit., cap. I.

cxciiiAksakof, ob. cit., cap. I.

cxcivIdem, Ibidem.

cxcvVer Léon Denis, “Depois da Morte”, cap. XIX; William Crookes, “Recherches sur le Spiritualisme”, passim, e Aksakof, ob. cit., cap. I, B.

cxcviFl. Marryat – “Le Monde des Esprits”, 1894, tradução do “Het Toekomstig Leven”, Utrecht, agosto de 1902.

cxcviiVer Aksakof, “Animismo e Espiritismo”, cap. IV.

cxcviii“Resenha oficial do IV Congresso Internacional de Psicologia”, Paris, Félix Alcan, editor, 1901, pág. 675, reproduzido In extenso em “Annales des Sciences Psychiques”, do Dr. Darieux, fevereiro de 1901.

cxcix“Annales des Sciences Psychiques”, marco-abril de 1901.

cc“Annales des Sciences Psychiques”, marco-abril de 1901.

cciVer “Resenha do Congresso Espírita e Espiritualista”, de 1900, págs. 241 e seguintes. Leymarie, editor.

ccii“Resenha do Congresso Espírita e Espiritualista”, de 1900, págs. 203 e 204.

cciiiVer cap. XVII.

cciv“Secolo XIX”, de Genova, artigos de 21 a 25 de junho de 1901.

ccv“Revue des Études Psychiques”, setembro de 1902, Pág. 264.

ccviVer “Revue Scientifique et Morale du Spiritisme”, maio de 1901, pág. 672.

ccviiVer “Animismo e Espiritismo”, cap. 1, IV, d.

ccviiiVer E. d'Espérance, “No País das Sombras”, Leymarie, editor, 1899, com fotografias dos Espíritos Leila, Iolanda, Y-An-Ali, etc., págs. 255, 310 e 312 e prefacio de Aksakof.

ccixVer Aksakof, ob. cit., cap. 1, D.

ccxVer Aksakof, ob. cit., cap. I, D, I.

ccxiAksakof, ob. cit., cap. I, D, II.

ccxiiVer Aksakof, ob. cit., cap. I, e prefácio do livro “No Pais das Sombras”.

ccxiiiVer Florence Marryat, “O Mundo dos Espíritos”, 1894 e W. Crookes, “Recherches sur le Spiritualísme”, apêndice.

ccxivAksakof, ob. cit., cap. I, D, II.

ccxv“Revue Scientifique et Morale du Spiritisme”, abril de 1905.

ccxviAksakof, ob. cit., cap. I, IV, e.

ccxviiVer Condessa Wachtmeister, “Le Spiritisme et la Théosophie, pág. 19, Leymarie, editor.

ccxviii“Revue Scientifique et Morale du Spiritisme”, maio de 1901, pág. 672.

ccxix“Revue Scientifique et Morale du Spiritisme”, agosto de 1902, pág. 97. Tradução do Dr. Dusart.

ccxxE. d'Espérance, “No País das Sombras”, Leymarie, editor.

ccxxiVer Coronel H. L. Olcott, “Cens de l'Autre Monde” (People from the other world), 1875.

ccxxiiVer “Annales des Sciences Psychiques”, janeiro de 1906.

ccxxiiiO médium era o Dr. Monck, pastor batista. Ver G. Delanne, “Les Apparitions des Vivants et des Morts”, volume II, pág. 521.

ccxxivE. d'Espérance, “No País das Sombras”, cap. XXIII, com Prefácio de Aksakof.

ccxxvBinet e Ferré, “O Magnetismo animal”, págs., 146 e seguintes. Dr. Beaunis, “Le Somnambulisme provoqué”, páginas 24 e seguintes. “Revue de l'Hypnotisme”, dezembro de 1887, pág. 183; abril de 1899, pág. 298; junho de 1890, pág. 361. Ver também no “Progrès Médical”, 11 e 18 de outubro de 1890, um caso de cianose por sugestão.

ccxxviVer “Journal du Magnétisme”, 1901, pág. 53.

ccxxvii“Bulletin de la Société des Etudes Psychiques de Marsellle”, janeiro de 1903, pág. 17.

ccxxviiiAksakof, “Animismo e Espiritismo”, cap. I.

ccxxixG. Delanne, “A Alma é Imortal”, 3ª Parte, cap. IV.

ccxxx“Revue Scientifique et Morale du Spiritisme”, dezembro de 1902, pág. 353.

ccxxxi“Revue Scientifique et Morale du Spiritisme”, setembro de 1902, pág. 187.

ccxxxii“Proceedings” da B.P.R., reproduzidos por M. Sage, “Madame Piper”, págs. 243 e 244.

ccxxxiiiIdem, Ibidem.

ccxxxivExperiências do Sr. Hyslop. Tradução do Dr. Audais. “Revue Scientífique et Morale du Spiritisme”, dezembro de 1902, pág. 271.

ccxxxv“Animismo e Espiritismo”, cap. III, 4.

ccxxxviIdem, Ibidem, cap. IV, B, III.

ccxxxviiVer G. Delanne, “Investigações sobre a mediunidade”, pág. 463.

ccxxxviiiVer Stainton Moses, “Ensinos Espiritualistas”, págs. 21 e seguintes, e também L. Denis, “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”.

ccxxxixVer “Proceedings”, vols. XII, XIII, XIV e XV (resumido no cap. XIX, Transe e incorporações) págs. 169 e seguintes.

ccxlVer “Annales des Sciences Psychiques”, de 19 de abril de 1910.

ccxliConforme “Annales des Sciences Psychiques”, de 16 de abril de 1910.

ccxliiVer “Annales des Sciences Psychiques”, maio de 1910. Casos de identidade coligidos pelo Sr. Bozzano.

ccxliiiVer 2ª Parte, cap. XIX.

ccxliv“Animismo e Espiritismo”, cap. IV, B, I.

ccxlv“Resenha do IV Congresso Internacional de Psicologia”, relatório do Dr. Pascal, pág. 710, e “Lotus Bleu”, 27 de outubro de 1900, pág. 277.

ccxlvi“Revue Spirite”, janeiro e fevereiro de 1903.

ccxlviiAbreviatura de Benjamim.

ccxlviiiAksakof – “Animismo e Espiritismo”, cap. IV, B, V.

ccxlixVer também: “Le Médium D. Home”, por Louis Gardy, páginas 78 e 81.

cclTh. Darei – “La Folie” (Leymarie, editor), passim.

ccliAllan Kardec – “O Livro dos Médiuns”, cap. XXIII.

ccliiVer em “Choses de l’autre monde”, pág. 139, o caso de Victor Hennequin que, obstinando-se em experimentar sozinho e sem fiscalização, enlouqueceu. Recebia, pela mesa, comunicações da “alma da Terra”, e acreditou-se elevado à categoria de “vice-deus” do planeta. Nisso, porém, talvez não houvesse mais que um fenômeno de auto-sugestão inconsciente.

ccliiiReproduzido pelo “Spiritualisme Moderne”, Paris, 1903, pág. 57.

cclivVer 2ª Parte, cap. XIX.

cclvReproduzido pela “Revue Spirite”, 1902, pág. 747.

cclvi“Dux dubitantium et director perplexorum”. (Le Guide des Egarés). Tra. Munck, tomo I, pág. 328.

cclviiInserto no “Gaulois”, de 1º e 2 de junho de 1907.

cclviiiParis, Fischbacher, editor, 1911.

cclixVer, entre outras, a “Revue du Monde Invisible”, de Monsenhor Méric, “L'Echo du Merveilleux”, do Sr. Gastão Méry, e a recente brochura de um doutor em letras, de Lião, sobre o “Espiritismo”, aprovada pelo cardeal-arcebispo de Lião. Livraria Católica, 14, rua da Abadia, Paris, 1911.

cclxVer os manuais de Teologia, por exemplo: Bonal, “Institut. Theol.”, tomo I, pág. 94; “Tract. de Revelatione”, em que são expostos os principais caracteres do sobrenatural diabólico.

cclxiII Pedro, 3:9.

cclxiiNo próprio seio das igrejas o Espiritismo tem seus adeptos. O P. Lacordaire, o P. Lebrun, do Oratório, os abades Poussin, Lecanu, Marouzeau, o venerando abade Grimaud, o P. Marchal, e com eles grande número de pastores (ver “Cristianismo e Espiritismo”, cap. VII), enxergaram nas manifestações dos Espíritos um ato da vontade divina, exercendo-se por uma nova forma, para elevar o pensamento humano acima das regiões materiais.

cclxiiiO “Banner of Light”, de Boston, de 5 de agosto de 1899, anuncia ter-se descoberto a trama de uma vasta associação entre certos médiuns profissionais, para exploração do público espiritualista. Essa associação dirigiu a todos os médiuns daquela natureza uma circular, oferecendo uma série de aparelhos destinados a imitar as manifestações espíritas, com indicações dos preços, de 1 a 5 dólares”.

cclxivVide “Revue Spirite”, fevereiro e abril de 1900.

cclxv“Annales des Sciences Psychiques”, dezembro de 1908.

cclxviEssa ação já não é quase contestada nos círculos intelectuais superiores. “A ciência oficial – diz o professor Falcomer – ensina atualmente que um sensitivo pode enganar por sugestão mental proveniente de outrem.” (Phénoménographie”, pelo professor Falcomer.) Ver “Revue Spirite”, 1903, pág. 173.

cclxviiGabriel Delanne – “Investigações sobre a mediunidade”, pág. 185.

cclxviiiStainton Moses (aliás Oxon), “Spirit Identity”. “Revue Scientifique et Morale”, janeiro de 1900, pág. 397.

cclxixVer A. Erny, “Annales des Sciences Psychiques”, e “Light”, de 19 de janeiro de 1895.

cclxxVer, quanto às particularidades do processo, a “Revue des Études Psychiques”, janeiro de 1903, págs. 15 e seguintes.

cclxxi“Revue Bleu”, de 22 de março de 1902, “A Psicologia do Médium”.

cclxxii“Proceedings”, S.P.R., fascículo XLIV.

cclxxiiiTh. Flournoy – “Des Indes à la Planète Mars”, páginas 41 a 45.

cclxxivVer mais atrás, 2ª Parte, cap. XIX.

cclxxv“Light”, de 22 de março de 1902.

cclxxviSegundo a Escritura, “profetizar” não significa unicamente predizer ou adivinhar, mas também ser impulsionado por um Espírito bom ou mau (1, “Reg.”, trad. Glaire, cap. XVIII, 10). Encontram-se muitas vezes estas expressões na boca dos profetas: “O peso do Senhor caiu sobre mim”, ou ainda: “O Espírito do Senhor entrou em mim.” Esses termos claramente indicam a sensação que precede o transe, antes de ser o médium tomado pelo Espírito. E ainda: “Vi, e eis o que disse o Senhor”, o que designa a mediunidade vidente e auditiva simultâneas.

“Se entre vós se achar algum profeta, eu lhe aparecerei em visão.” (“Números”, cap. XII, 6.) “Porei na sua boca as minhas palavras.” (“Deut.”, XVIII, 18.) “O espírito me levantou e me levou consigo.” (“Ezequiel”, III, 14.) Caso de levitação que se aplica igualmente ao apóstolo Filipe.

Como em nossos dias, a mediunidade se achava por igual espalhada nos dois sexos. Havia profetas e profetisas. As mais célebres entre estas são Maria, irmã de Moisés, Deborah, Holda, Ana, mãe de Samuel, Abigail, Ester, Sara, Rebeca e Judíth.


cclxxviiVer, quanto às escolas de profetas, o estudo abundantemente documentado do Cardeal Meignan, “Les Prophètes d'Israel”, considerações preliminares, págs. 14 e seguintes, Lecoffre, editor.

cclxxviiiNa visão profética os planos visuais sucessivos são muitas vezes invertidos, e transtornadas as leis da perspectiva. É o que torna tão obscuros os oráculos proféticos de todos os tempos, particularmente os oráculos bíblicos.

Todos os sucessos da História estão previstos por Deus e gravados em sua luz. A maior dificuldade consiste em os poder e saber ler; porque é muito difícil distinguir o passado do futuro nessa rápida visão. É por isso que o oráculo fala sempre no passado, mesmo quando se trata do presente. Assim a grande epopéia humana, com seus dramas, seus episódios tão múltiplos e movimentados, está inscrita na divina luz, de onde pode, concretando-se, refletir-se no cérebro do vidente.



cclxxixQuer seja uma voz, uma luz, uma visão ou qualquer outro fenômeno, o vidente exclama: “Eu vi Deus, face a face.” (“Gên.”, XXXII, 30.) No cap. XVIII lemos: “O Eterno apareceu a Abraão no maior calor do dia; e eis que três homens apareceram junto a ele.” Esses homens discutem com Abraão e acompanham a Lot. É evidente que o texto quer dizer homens de Deus, ou Espíritos.

“Vi um deus subir da terra”, diz a pitonisa de Êndor a Saul. É sabido que se trata do Espírito Samuel; a dúvida é inadmissível (I, “Reis”, XXVII, 7-20). Samuel prediz a Saul sua morte próxima e a de seus filhos, acontecimento que se realizou.



cclxxxIV, “Esdras”, X, 41 a 44.

cclxxxi“Reis”, XVI, 14.

cclxxxiiLéon Denis – “Cristianismo e Espiritismo”, cap. VI.

cclxxxiiiCorruptela da palavra Mohammed.

cclxxxivVer Bartelemy Saint-Hilaire, « Mahomet et le Coran”, págs. 103 e 158.

cclxxxv“Alcorão”, cap. LIII, 1 a 11. Tradução de Kasimirski.

cclxxxviCaussin de Perceval – “Essai sur l’Histoire des Arabes”.

cclxxxviiE. Bonnemère – “L'âme et ses manifestations à travers l’Histoire”, pág. 210.

cclxxxviiiRosely de Lorgues – “Cristophe Colomb”, pág, 465.

cclxxxix“Procès”, tomo I, págs. 162 a 176.

ccxcVictor Hugo – “W. Shakespeare”, pág. 50.

ccxciBerthelot – “Louis Ménar det son ceuvre”, pág. 64.

ccxciiSegundo uma tese recente, as obras principais de Shakespeare deveriam ser atribuídas ao chanceler Bacon. Outros críticos, tomando por base as relações do chanceler com os ocultistas e cabalistas do tempo, fazem de Shakespeare o médium de Bacon. Como quer que seja, os fatos assinalados nem por isso conservam menos todo o seu interesse e significação.

ccxciiiFelix Rabe – “Vie de Shelley”.

ccxciv“Wie ein Schafwandler”, diz Goethe, conforme a “Occult Review”.

ccxcv“Annales Politiques et Littéraires”, de 25 de julho e de 22 de agosto de 1897.

ccxcviPaul Marleton – “Une Histoire d'Amour”, 1897, página 168.

ccxcviiG. Sand – “Elle et Luí”, XII.

ccxcviiiSra. Colet, “Lui”, XXIII, págs. 368 e 369, e cf. “Mélanges de Littérature et de Critique”. (Compilação da Srta. Garela, 1839.)

ccxcixIdem, Ibidem, XXIII, págs. 369-381.

cccG. Sand, “Elle et Lui”, VIII e XI. Sra. Colet, “Lui”, VI, VII e XXIII.

ccciC. Flammarion – “O Desconhecido e os Problemas Psíquicos”, cap. VI.

cccii“Histoire de la Littérature Française”, de Petit de Julleville. Artigo de Em. Des Essarts sobre Chateaubriand, tomo VII, pág. 4.

ccciii“Revue Latine” e “Journal des Débats”, de 6 de setembro de 1903.

cccivVictor Hugo – “William Shakespeare”, págs. 49 e 50.

cccvVer 2ª Parte, cap. XVII.

cccvi“Os mortos vivos são; partilham nossas lutas. E ouvimos sibilar suas setas.”

cccvii“Le Journal”, de 5 de agosto de 1899.

cccviii“La Paix Universelle”, de 15 de novembro de 1910.

cccixTácito – “Hist.”, liv. IV, cap. 81.

cccxLamartine (“XIe. Méditation, 1'Enthousiasme”), descreveu em esplêndidos versos esse estado:

Ainst quand tu fonds sur mon âme,


Enthousiasme, aigle vainqueur,
Au bruit de tes alies de flamme
Je frémis d'une sainte horreur;
Je me débats sous ta puissance,
Je fuis, je crains que ta présence
N'anéantisse un coeur mortel,
Comme un feu que la foudre allume,
Qui ne s’éteint plus et consume
Le bücher, le temple et 1'autel.

Mais à l’essor de la pensée


L’instinct des sens s’oppose en vain:
Sous le dieu mon âme oppressée
Bondit, s’élance et bat mon sein.
La foudre en mes veins circule.
Etonné du feu qui me brüle.
Je l’irrite en le combattant,
Et la lave de mon génie
Déborde en torrents d'harmonie
Et me consume en s’échappant.”

Destes magníficos versos, que reproduzimos em original, para permitir aos leitores apreciarem toda a sua beleza, pedimos licença para oferecer, aos que desconheçam o francês, a seguinte descolorada imitação:

Quando assim de minha alma te apoderas,
Águia vitoriosa – ó entusiasmo!
De tuas asas flamantes ao ruído
Eu estremeço de sagrado horror.
Sob o teu jugo debater-me intento,
Fujo, temendo que a presença tua
Um coração mortal pronto aniquile,
Qual labareda que produz o raio,
Que não se extingue mais e que consome
Assim a pira como o altar e o templo.

Ao arrojo, porém, do pensamento,


Em vão se opõe o instinto dos sentidos:
Sob a opressão do deus pulsa minha alma
Tumultua-me o peito a palpitar.
Sinto que o raio me percorre as veias.
Aturdido com o fogo que me abrasa,
Mais o ateio, buscando combatê-lo.
E a lava impetuosa do meu gênio
Extravasa em torrentes de harmonia,
E ao passo que se escapa me consome.”

cccxiVer “Cristianismo e Espiritismo”, caps. IV e V.

cccxiiVer suas “Olímpicas”. O Sr. A. Fuzilei, em sua biografia de Descartes”, pág. 12 (Abete, editor 1893), escreve a respeito dessa inspirarão: “Ele (Descartes) a considerava uma revelação do Espírito de Verdade acerca do caminho que lhe cumpria seguir. Porque possuía a imaginação ardente, uma espécie de exaltação interior que ia, diz Voltaire, até a singularidade. Numa de suas notas, escreveu ele relativamente há esse dia decisivo, em sinal de reconhecimento ao que considerava ter sido uma inspiração divina: “Antes do fim de novembro irei a Lorete, e para lá seguirei, de Veneza, a pé.”
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