Lucas jannoni soares



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21 A distinção feita pelos autores entre uma “historiografia moderna”, resultante do diálogo com as Ciências Sociais e a Filosofia do século XIX, e uma “historiografia” tradicional, ligada à narrativa cronológica e linear dos fatos históricos parece-nos interessante para questionar o movimento geral de transformação da historiografia do período. Fernando Novais e Rogério Forastieri da Silva. Introdução: para a historiografia da Nova História. In: mesmos. Nova História em Perspectiva. São Paulo: Cosac Naify, 2011. pp. 09-13.

22 Aqui seguimos algumas sugestões de interpretação de Fernando Nicolazzi e Valdei de Araújo, principalmente quanto eles, retomando Wilhelm Humboldt afirma: “[...] o historiador encontra um lugar como realizador de história e não simplesmente como colecionador de fatos, é porque a utilidade da sua tarefa estaria na capacidade que ela possui de avivar o senso da realidade atual, nesse efeito interior que ela permite causar.”. A história da historiografia e a atualidade do historicismo: perspectivas sobre a formação de um campo. In: Valdei Lopes Araújo...[et alli] (orgs). A dinâmica do Historicismo: revisitando a historiografia moderna. Belo Horizonte: Argvmentvm, 2008. p. 09.

23 Para citar apenas um exemplo: Fustel de Coulanges e seu esforço de compreender os descaminhos da nação francesa em virtude dos impactos da Revolução Francesa. François Hartog. O século XIX e a história – o caso de Fustel de Coulanges. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2003. E a apresentação de Manoel Luiz Salgado Guimarães, Um historiador à margem – Fustel de Coulanges e a escrita da história francesa no século XIX. pp. 10-11

24 José Mattoso. Escrita da História. In: José Tengarrinha (coordenador). A historiografia portuguesa hoje. São Paulo: HUCITEC, 1999. pp. 34-35.

25 Marc Bloch. Apologia da Historia – ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro. Jorge Zahar Editores, 2001. pp. 76-78. A convergência de testemunhos somava-se à crítica documental para ampliar as possibilidades da reconstituição histórica. O estudo da política de expansão das monarquias ibéricas, por exemplo, ganharia em profundidade quando o historiador fosse capaz de cotejar relatos de viagens, que colocavam em relevo certas informações pertinentes para descobertas auríferas, com ofícios e cartas de administradores coloniais, visando informar sua Majestade sobre a necessidade de fixar pessoas em novos territórios.

26Sérgio Buarque de Hollanda. O atual e o inatual em Leopold von Ranke. In: mesmo (organizador). Leopoldo Von Ranke. São Paulo: Editora Ática, 1977. (coleção Grandes Cientistas Sociais) pp. 22-23.

27 Wilhelm Humboldt. Sobre a tarefa do historiador. Valdei Lopes Araujo...[et alli] (orgs). A dinâmica do Historicismo: revisitando a historiografia moderna. Belo Horizonte: Argvmentvm, 2008. p. 84.

28 Cf. Reinhard Kosseleck. L’expérience de l’histoire. Paris: Gallimard, Seuil, 1997. p. 15.

29Sérgio Buarque avança ainda que “Acontece, diz o mesmo autor, que as grandes unidades de sentido não se apresentam diretamente, ao primeiro relance, em contraste com o que se pode dar nas criações artísticas, como Fausto, de Goethe, ou a Paixão Segundo São Mateus, de Bach, ou os Apóstolos, de Dürer, mas patenteiam-se verdadeiramente e adequadamente organizadas por um historiador”. O atual e... op. cit., p. 15.

30 Dizia Heródoto “Sinto o dever de relatar o que se conta, mas não estou no dever de acreditar em tudo e por tudo ( e que esta declaração seja considerada válida para toda a minha história” apud: Carlo Ginzburg. Paris,1647: um diálogo sobre ficção e história in: _____. O fio e os rastros: verdadeiro, falso fictício. São Paulo: Cia das Letras, 2007. p. 88

31 Thierry escrevia em 1842 sobre a função da história nacional na construção e funcionamento da nação: “A história nacional é para todos os homens de um mesmo país uma espécie de propriedade comum; é uma porção do patrimônio moral que cada geração que desaparece lega àquela que a substitui; nenhuma deve transmiti-la da mesma maneira que recebeu, mas todas têm por dever acrescentar algo a este patrimônio em termos de certeza e em clareza... De onde viemos, para onde vamos? Estas duas grandes interrogações: o passado e o futuro político preocupam-nos agora.”. Auguste Thierry. Récits des temps mérovingiens précedés de considérations sur l’histoire de France. Paris: Just Tessier, Libraire-Éditeur, 1842. pp. 29-30.. Apud. Manuel Luiz Salgado Guimarães. Entre amadorismo e profissionalismo: as tensões da prática histórica no século XIX . Rio de Janeiro, Topoi, dez 2002. p. 189.

32Reinhart Kosseleck. Futuro Passado... op. cit. pp. 21-41.

33Idem, pp. 50-51.

34 Johan Huizinga. En torno de la definicion del concepto de historia. In: mesmo. El concepto de la historia y otros ensayos. 3ª reimpressão. Cidade do México: Fondo de Cultura Economica, 1992. p. 88.

35. Idem, p. 89 e ss.

36Varnhagen, HGB, 1857. Epígrafe.

37 Varnhagen, HGB, 1877. pp. XI-XII. Prólogo.

38 Capistrano de Abreu. Necrológio de Francisco Adolfo de Varnhagen, Visconde de Porto Seguro. In: _____. Ensaios e Estudos (crítica e história). 2ª. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1975. Pp. 89-90. Fernando José Amed observa que, uma vez instalado no Rio de Janeiro e amadurecido intelectualmente, Capistrano recuaria dessa posição, inclusive criticando duramente os autores sociológicos (Comte e Spencer) que lhe serviam então de base para criticar Varnhagen. Atravessar o oceano para verificar uma vírgula: Francisco Adolfo de Varnhagen (1816-1878) lido por João Capistrano de Abreu (1853-1927). Tese de doutoramento. Universidade de São Paulo/FFLCH, 2007, 220f. p. 128.

39 “Nesta formação [a de Sílvio Romero em Recife] nota-se, desde logo, o predomínio das influências de ordem científica. Na segunda metade do século XIX, o advento, no Brasil, do positivismo e do evolucionismo, exigia de quem se aventurasse pela filosofia uma fundamentação científica do pensamento”. Antonio Candido. O método crítico de Silvio Romero. São Paulo: EDUSP, 1988. p.30.

40 François Dosse. História e historiadores do século XIX. In: Jurandir Malerba. Lições de história: o caminho da ciência no longo século XIX. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010. pp. 15-16.

41 Idem, p. 20.

42 Varnhagen, HGB, 1857. p. 485.

43 Cf. Lucia Maria Paschoal Guimarães. Sobre a história da historiografia brasileira como campo de estudos e reflexões. In Lucia Maria Bastos Pereira das Neves [... et alli]. Estudos de Historiografia Brasileira. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2011. p. 23.

44 “A ideia de formar esse gigantesco estoque material, de que nos fala Nora, fomos encontrá-la num ensaio, denominado “Lembranças do que devem procurar os sócios (...) para remeterem à sociedade central”, publicado por Januário da Cunha Barbosa, já no primeiro volume da Revista. Dentre as fontes a serem levantadas, Januário dava destaque especial aos seguintes testemunhos: biografias de brasileiros ilustres; cópias autênticas de documentos e extratos de notas pesquisadas em secretarias, arquivos, cartórios civis e eclesiásticos; notícias de costumes indígenas, lendas, sua catequese e civilização; descrições do comércio interno e externo das Províncias, seus principais produtos, rios, montanhas, campos, portos, navegação e estradas; fundação, prosperidade e ou decadência de vilas, arraiais e suas populações” cf. Lucia Maria Paschoal Guimarães. Debaixo da Imediata proteção de sua majestade imperial o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1838-1889). Tese de doutorado. São Paulo: FFLCH/USP, 1994, 388 fls. p. 120.

45 Oliveira Lima salienta esta vinculação entre a carreira diplomática e o trabalho em Arquivos, observando que a paixão dominante em Varnhagen era a “investigação histórica”: “foi um ardente investigador, um infatigável ressuscitador de chronicas esquecidas nas bibliothecas e de documentos soterrados nos archivos, um valioso corrector de falsidades e illustrado collecionador de factos.” Apesar de declarar-se um admirador do trabalho de Varnhagen, Lima reconhecia que era problemática a incapacidade de elaborar “sínteses luminosas”, atribuindo-a, contudo, à imaturidade da vida intelectual no país principalmente se comparada a da Europa. Os grandes historiadores europeus contavam com bases de apoio em termos de tradição e de instituições bem maiores do que aquelas disponíveis para Varnhagen, que se tornou ele mesmo uma base para a historiografia brasileira posterior.” Francisco Adolfo Varnhagen. Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP), São Paulo: IHGSP, Typographia do Diario Official, vol. 13, 1908. pp. 61-91.

46 “Sem pretender situá-lo em uma difícil e duvidosa história das influências podemos, ao menos, afirmar que Varnhagen compartilha uma série de noções gerais e difusas da moderna historiografia oitocentista que surge um pouco por todos os lugares à revelia da identificação com uma corrente teórica determinada: ou seja, aquela do estabelecimento da verdade histórica por meio do trabalho nos arquivos, da busca de documentos originais, da objetividade narrativa e da imparcialidade do historiador.” Temístocles Cézar. Varnhagen em movimento: breve antologia de uma existência. Topoi, v. 8, n. 15, jul.-dez. 2007, p. 159-207. p. 161.

47 Francisco Adolfo Varnhagen, carta (s/d), lida em reunião do IHGB em janeiro de 1843. In: Correspondência Ativa. Clado Ribeiro de Lessa (org.). Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro/Ministério da Educação e Cultura, 1961. p. 92. Alertados pelos comentários de Gisele Cristina Cipriani de Almeida sobre os problemas de transcrição presentes na edição das cartas, procuramos ter como procedimento padrão cotejar as cartas impressas com os originais guardados no Museu Imperial de Petrópolis; sempre que houver alguma discrepância anotaremos o problema, indicando a localização da carta original no Arquivo do Museu Imperial. Cf. “Correspondência Ativa” de Varnhagen - Análise da edição. Texto integrante dos Anais do XIX Encontro Regional de História: Poder, Violência e Exclusão. ANPUH/SP-USP. São Paulo, 08 a 12 de setembro de 2008. Cd-Rom.

48 O Compêndio de Abreu e Lima, publicado em 1843 pela E H Laemmert, pretendia ser um livro didático, sem pretensões de originalidade ou profundida da escrita de história, seu autor levou-o ao IHGB para obter recomendação e reconhecimento. O parecer da obra, dado por Varnhagen, foi duro, ressaltando principalmente o fato de o livro ser decalcado da obra de Alphonse de Beauchamp – que por sua vez realizara plágio da obra de Southey – resultado em prejuízos para a “verdade histórica”, mesmo considerando-se o caráter de manual da obra. Para uma descrição avultada da polêmica. Cf. Clado Ribeiro de Lessa. Vida e obra de Varnhagen. In: RIHGB, vol. 226, jan-mar 1955. pp. 20-39.

49 Francisco Adolfo Varnhagen. Réplica apologética de um escriptor calumniado e juizo final de um plagiario que se intitula general. Madrid: Imprensa de J. R. Dominguez, 1846. p. 24.

50Cf. Manoel Luiz Salgado Guimarães. Entre amadorismo... op. cit., pp. 184-200.

51 Francisco Adolfo de Varnhagen. Correspondência... op. cit., p. 53.

52 Idem. p. 59.

53 Na primeira edição de sua Corografia Brazilica, ou Relação historico-geografica, escrevia o Padre Manuel Ayres de Cazal, no capítulo dedicado a Capitania de Sâo Paulo, na nota 42 localizada nas páginas 227 e 228: “Na entrada da barra da Cannanea da banda do Continente, sobre umas pedras está um padrão de marmore Europeu, com quatro palmos de comprimento, dois de largo, um de grossura, e as Armas Reaes de Portugal sem castellos; posto que mais deteriorado do que muitos o pensariam, bem se conhece que foi collocado em mil quinhentos e tres. Este MONUMENTO prova com toda a evidencia que a armada, que neste anno sahio do Tejo para examinar a Terra Vera-Cruz, não retrocedeu do parallelo de dezoito gráus de latitude Austral, como pretende o fabulozo Americo Vespucio; e mostra tambem não ter sido collocado em mil quinhentos trinta e um, como quer o modernissimo Benedictino Fr. Gaspar, que não duvidou asseverar por conjectura que fora posto por Martim Affonso: depondo finlamente a nosso favor contra A. Vespucio que a armada de quinhentos e hum ou não tomou a costa Oriental, ou não chegou a estas paragens; porque ella devia levar padrões para authenticar a posse, que da Terra se tomava”..

54 Francisco Adolfo de Varnhagen. Correspondência... op. cit., p. 61.

55 Nesse sentido, acompanhamos a análise de Ricouer sobre o papel do Arquivo na formação do fazer histórico: “Aqui a ênfase será dada aos traços por meio dos quais o arquivo promove a ruptura com o ouvir-dizer do testemunho oral. Assume o primeiro plano a iniciativa de uma pessoa física ou jurídica que visa a preservar os rastros de sua própria atividade; essa iniciativa inaugura o ato de fazer história”. Paul Ricouer. A memória, a história, o esquecimento. Campinas: Editora da Unicamp, 2007. P. 178.

56 Francisco Adolfo de Varnhagen. Correspondência... op. cit., p. 71.

57 Paul Ricouer. A memória... op. cit., p. 188.

58 Wilhelm Humboldt. Sobre a tarefa do historiador. In: Estevão de Rezende Martins (org.). História Pensada – Teoria e Método na historiografia do século XIX. São Paulo: Contexto, 2010. P. 83. Escrito em 1821, este texto do filólogo prussiano é considerado o marco inaugural do que viria a ser conhecido como historicismo alemão. Não afirmamos aqui que Varnhagen tenha tido contato direto com os trabalhos de Humboldt ou Ranke, procuramos apenas, como afirmava Arno Wehling, buscar indícios de sua inserção na Culture Savante da época. Estado, História, Memória: Varnhagen e a construção da Identidade Nacional. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999. Pp 136-137. Muito embora, dados os contatos intelectuais de Varnhagen com Herculano e posteriormente Ferndinant Denis, Alexander Humboldt entre outros não é inverossímil cogitar aproximações, ainda que de segunda mão, entre Varnhagen e aqueles autores que estavam modificando a escrita da história na Europa.

59 Francisco Adolfo Varnhagen. Como se deve entender a nacionalidade na historia do Brasil. Mss, MI, Maço 180 – Doc. 8222. Essa memória tem uma trajetória peculiar, pois escrita em 1852 e enviada ao Imperador D. Pedro II, com um pedido para publicá-lo na Revista Guanabara e depois na revista do IHGB, seria abandonada pelo autor. Alguns anos depois Varnhagen retomaria algumas partes para escrever o “Discurso Preliminar” do tomo II de sua História Geral do Brasil. Em 1948, foi finalmente publicado no Anuário do Museu Imperial, tomo IX, p. 229-236. Cf. Hans Horch. Francisco Adolfo de Varnhagen: subsídios para uma bibliografia. São Paulo: Editoras Unidas, 1982. p. 78.

60 Francisco Adolfo de Varnhagen. Como se deve... op. cit.

61 Antonio Candido. Formação da Literatura Brasileira – Momentos decisivos. 8ª ed. 2 vols. Rio de Janeio/Belo Horizonte: Editora Itatiaia, 1997. Prefácio. p. 9.

62 Varnhagen. HGB, 1857. p. 485 e ss.

63 Francisco Adolfo Varnhagen. Como se deve... op. cit.

64 Wilhelm Humboldt. Sobre a ... op. cit.. p. 86.

65 Leopoldo von Ranke. França e Alemanha. Apud Sérgio da Mata. Leopoldo Von Ranke (1795-1886). In: Estevão de Rezende Martins (org.). História pensada... op. cit., p. 195.

66 Sérgio da Mata. Leopold von... op. Cit., pp. 197-198. Além disso, Sérgio Buarque de Holanda, retomando Marc Bloch, lembra que o esforço de ater-se apenas aos fatos – ainda que ordenados em função de um sentido – pode ser lido tanto como conselho de probidade como também convite à passividade. O atual e o inatual em Leopold Von Ranke. P. 20.

67 Francisco Adolfo Varnhagen. Como se deve... op. cit.

68 Reinhart Kosseleck. História Magistra Vitae... op. cit., p. 51

69 Francisco Adolfo de Varnhagen. Como se deve entender... op. cit.

70 Manuel Salgado Guimarães tratando do espírito geral da historiografia oitocentista brasileira, buscando enfatizar a presença de influências ilustradas no romantismo brasileiro, coloca esse impasse nos seguintes termos: “Uma articulação entre conhecimento e exercício do poder, entre demandas fundadas num conhecimento da história e do território e a implantação de um projeto de construção nacional. Um conhecimento que oscila entre duas possibilidades para a sua fundamentação: a tradição das Luzes com seu projeto de formular uma razão explicativa para o devir próprio às sociedades americanas, incluída aí evidentemente o Brasil, e a necessidade da observação do que lhe é próprio, aquilo que na formulação de Barante seria a condição de pensar a cor local.” Entre as luzes e o romantismo: as tensões da escrita da história no Brasil oitocentista. In: Manoel Luiz Salgado Guimarães (org.). Estudos sobre a escrita da história. Rio de Janeiro: 7Letras, 2006. p. 71.

71 Francisco Adolfo de Varnhagen. Como se deve... op. cit.

72 Francisco Adolfo de Varnhagen. Correspondência... op. cit, p. 34. Varnhagen tratava aqui dos artigos em geral que deveriam compor o periódico, aí incluídos os de história.

73 Francisco Adolfo de Varnhagen. Como se deve... op. cit.

74 Leopold von Ranke. O conceito... op. cit., p. 203.

75 “Não se curam os males que não ousamos olhar de frente.” .Francisco Adolfo de Varnhagen. Memorial Orgânico – Offerecido á nação In: Guanabara – Revista mensal, artística, scientifica e litteraria Tomo I. Dirigida por: Joaquim Manoel de Macedo, Antonio Gonçalves Dias e Manoel de Araujo Porto-Alegre. Rio de janeiro: Paula Brito, impressor da casa Imperial. Dez/1851. p. 357. Varnhagen afirmava que esse trabalho fora escrito, espaçadamente, desde 1839, e publicado em Madri em 1849. Hans Horch. Varnhagen...op. cit. pp. 160-161. A versão que utilizamos aqui é a versão parcial de sua 2ª edição presente na Guanabara. No prefácio, Varnhagen afirmava que, contra a vontade, havia assinado o trabalho: temia que seu nome causasse resistência as suas ideias, que sabia polêmicas.

76 Sérgio Buarque de Holanda observa que Leopold von Ranke enfrentou dilema parecido, mas no caso do historiador prussiano a sua fidelidade, para surpresa de seus contemporâneos, tendia para a ciência histórica em detrimento à que ele devia a Casa de Brandeburgo. O atual e o inatual em Leopold Von Ranke. Introdução ao Volume Ranke... op. cit., p. 11.

77 A centralidade da colonização na obra de Varnhagen já era apontada por José Honório Rodrigues, contudo, ele centra sua análise no caráter político das escolhas de Varnhagen. Por ser defensor da monarquia e do elemento português Varnhagen teria “parcelado” as “mazelas” do colonialismo português. Varnhagen, mestre da História Geral do Brasil. in: _____. História e historiografia. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 1970. pp. 128-129.

78 Fernand Braudel. Gramática das Civilizações. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2004. pp. 25-30.

79 “O conceito de “civilização” refere-se a uma grande variedade de fatos: ao nível da tecnologia, ao tipo de maneiras, ao desenvolvimento dos conhecimentos científicos, as ideias religiosas e aos costumes. Pode se referir ao tipo de habitações ou à maneira como homens e mulheres vivem juntos, a forma de punição determinada pelo sistema judiciário ou ao modo como são preparados os alimentos. Rigorosamente falando, nada há que não possa ser feito de forma ”“civilizada” ou “incivilizada”. Daí ser sempre difícil sumariar em algumas palavras tudo a que se pode descrever como civilização.”Norbert Elias, O processo civilizador – Uma história dos Costumes (1º Vol.) . 2ª ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1994. p. 23.

80“Mas se examinamos o que realmente constitui a função geral do conceito de civilização, e que qualidade comum leva todas essas várias atitudes e atividades humanas a serem descritas como civilizadas, partimos de uma descoberta muito simples: este conceito expressa a consciência que o Ocidente tem de si mesmo. Poderíamos até dizer: a consciência nacional. Ele resume tudo em que a sociedade ocidental dos últimos dois ou três séculos se julga superior a sociedades mais antigas ou a sociedades contemporâneas “mais primitivas”. Com essa palavra, a sociedade ocidental procura descrever o que lhe constitui o caráter especial e aquilo de que se orgulha: o nível de sua tecnologia, a natureza de suas maneiras, o desenvolvimento de sua cultura científica ou visão do mundo, e muito mais.” [Grifos nossos] Idem, ibidem.

81 Francisco Adolfo Varnhagen, Correspondência... op. cit. . p. 92.

82 Pedro Puntoni. O Sr. Varnhagen e o patriotismo caboclo. In: István Jancsó. Brasil: Formação do Estado e da Nação. São Paulo/Ijuí: Editora HUCITEC e FAPESP/ Editora Unijuí, 2003. pp. 641-643. Cf também Laura Nogueira Oliveira. Os índios bravos e o sr. Visconde: os indígenas brasileiros na obra de Francisco Adolfo de Varnhagen. Dissertação de Mestrado. São Paulo: FFLCH/USP, 2000, 186 fls.

83 Francisco Adolfo de Varnhagen. Como se deve entender... op .cit.

84 Idem.

85 A discussão sobre o papel geral dos intelectuais junto ao Estado Imperial é desenvolvida por Rodrigo Turim. Uma nobre, difícil e útil empresa: o ethos do historiador oitocentista. In: História da historiografia. N. 02. Março de 2009. O texto, focado em Sílvio Romero, trata principalmente da ação dos intelectuais junto ao IHGB e da relação desta instituição junto ao Imperador Pedro II.

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