Lucas jannoni soares



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154 Lucien Febvre. Combates pela história. 2ª ed. Lisboa: Editorial Presença, 1985. pp 19-20.

155 Cf. Arno Wehling. A concepção da história de von Martius. RIHGB. Rio de Janeiro, 385, out-dez., 1994.

156 Redação oferecida ao IHGB para o concurso: “Plano de se escrever a História Antiga e Moderna do Brasil, abrangendo as suas partes política, civil, eclesiástica e literária”. Escrita em Munique (direto em Português) e datada de 10 janeiro de 1843, ela foi publicada na Revista n. 24 do Instituto em janeiro de 1845. Ela foi declara vencedora no dia 20 de maio de 1847. O concorrente Júlio de Wallenstein propunha uma divisão de história em décadas nos moldes de Títo Lívio ou João de Barros, além de ser focada na História política..

157 Karl Friedrich Philipp von Martius. Como se deve escrever a história do Brasil. In: Mesmo. O estado do direito entre os autóctones do Brasil. Belo Horizonte/São Paulo: Ed. Itatiaia/EDUSP, 1982. p. 87.

158 Idem. p. 94.

159 Francisco Adolfo de Varnhagen. Como se deve entender... op. cit.

160 Idem, p. 103.

161 Clado Ribeiro de Lessa. Varnhagen Vida e Obra. RIHGB. Vol. 225. pp. 121-293, 1954. p. 216. Além disso, em capítulo dedicado à escravidão Varnhagen refere-se aos escravos como colonos africanos, marcando o papel de composição dos escravos na população brasileira. Francisco Adolfo de Varnhagen. HGB, 1854. pp. 181-191.

162 Idem, p. 185.

163 Arno Wehling. A concepção histórica de Von Martius. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, 155(385): pp. 721-731, out./dez. 1994. p. 725.

164 Lúcia Paschoal Guimarães, Debaixo da Imediata... op cit., p. 248.

165 Manuel Salgado Guimarães enfatiza o caráter excludente que a ideia de civilização teria entre aqueles que pretendiam pensar a história do Brasil. Diferentemente do que ocorria na Europa – onde a ideia de civilização estava carregada de um universalismo integrador – no Brasil ela tinha a função de definir quem participava do conjunto da nação brasileira e quem deveria ser o outro ou o excluído. Nação e Civilização... op. cit. p. 07

166 Varnhagen. HGB, 1857. p. IX. Não se trata nesse caso da “História da Civilização” no sentido de um trabalho filológico para desvendar a relação de palavras ou de situações passadas com a situação econômica ou espiritual de um dado momento, mas sim da busca de elementos materiais que correspondam à sedimentação do Estado e dos elementos constitutivos das sociedades europeias que seriam a base do que Varnhagen imaginava ser o “caráter nacional” brasileiro. Para maiores informações sobre a história da civilização naquele primeiro sentido. Cf. Ed. Fueter. Historia de la historiografia moderna. 2º vol. Buenos Aires: Editorial Nova, s/d. pp. 139-140.

167 Marechal Cunha Mattos. Verdades acerca... op. cit., p. 122.

168 Karl Martius. Como se deve... op. cit., pp. 104-105.

169 Varnhagen em sua correspondência procurava marcar a distância que o separava de Martius, apesar de reconhecer-lhe os méritos dizia-se menos influenciado por ele do que haveria a tendência de se pensar. Correspondência... op. cit. p. 172.

170 A conjunção dessas diversas formas de se pensar a história lastreava-se em uma visão do mundo ainda herdeira do pensamento iluminista. A questão dos impactos do racionalismo oriunda transformações engendradas no pós-Revolução Francesa na Europa ainda estava presente para os membros fundadores do IHGB. Arno Wehling. Estado, história... op. cit., p. 42.

171 Não deixa de ser curiosa a observação de Martius sobre o caráter da vida intelectual brasileira: “Uma tarefa de sumo interesse para o historiador pragmático do Brasil será mostrar como aí se estabeleceram e desenvolveram as ciências e artes com o reflexo da vida Europeia.” p. 99.

172 Como salienta Arno Wehling este quadro metodológico sinaliza claramente as influências iluministas e, por tanto, universalistas, de Von Martius. A concepção... op. cit., pp. 725-726. Varnhagen representou a passagem entre esse ideário transcendental e universalista para uma abordagem propriamente histórica, portanto particular e objetiva, da história brasileira.

173 O primeiro volume sofreu uma série de atrasos na sua impressão e depois sofreria maiores atrasos para sua distribuição, João Francisco de Lisboa data o seu no início no ano de 1856. Cf. Hans Horch. Francisco Adolfo de Varnhagen – subsídios para uma bibliografia. São Paulo: Editoras Unidas, 1982. p 117.

174 Na sua história da Literatura Brasileira, José Veríssimo levantava como hipóteses para o desapreço com que Varnhagen era tratado por seus contemporâneos, tanto o tipo de trabalho feito por Varnhagen – imenso esforço de erudição - quanto à defesa da colonização portuguesa e o distanciamento em relação ao romantismo de seus confrades no IHGB. Veríssimo percebia a incompreensão da obra como parte da restrição de público na qual estavam imersos os intelectuais brasileiros do II Império. Cf. José Veríssimo. História da Literatura Brasileira. P. 223 apud:Fernando Amed. Atravessar o oceano para verificar uma vírgula... op. cit., pp. 122 e ss.

175 Fernando Amed. Ser historiador no Brasil. in: Lucia Maria Bastos Pereira e alii (orgs.). Estudos de Historiografia Brasileira. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2011. pp. 128-129.

176 Em 14 de agosto de 1872 recebeu o título de Barão de Porto Seguro e em 16 de maio de 1874 era elevado a Visconde de Porto Seguro com grandeza. Cf. Clado Ribeiro de Lessa, Vida e Obra de Varnhagen In: Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, vol. 223. pp. 82-227. Rio de Janeiro: IHGB, 1954. p. 255 e p. 265.

177 Cf. Capistrano de Abreu. Sobre o Visconde de Porto Seguro. In: Ensaios e Estudos – (Crítica e História). 2ª ed. Rio de Janeiro/Brasília: Civilização Brasileira/INL, 1975. p. 147.

178 Clado Ribeiro de Lessa. Vida e Obra de Varnhagen In: Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, vol. 225. pp. 120-293. Rio de Janeiro: IHGB, out-dez– 1954. p. 205.

179 Varnhagen nutria desconfianças quanto à capacidade dos povos americanos – exceção feita aos norte-americanos – de serem capazes de lidar com a forma de governo republicana. Sua estadia de quase dez anos como representante diplomático nas republicas latino-americanas – de 1859 a 1868 - .aprofundaria estas desconfianças. Cf. Clado Ribeiro de Lessa. Vida e Obra de Varnhagen In: Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, vol. 223. pp. 88-297. Rio de Janeiro: IHGB, abri/jun – 1954, pp 181 e ss. O Chile, a exceção entre as repúblicas da América espanhola, foi a única que ele admirou. Curiosamente lá ele conheceu sua futura esposa e lá seria enterrado, até o traslado de seus ossos para a cidade de Sorocaba em 1978, no centenário de sua morte.

180 Em carta enviada ao general Francisco José de Sousa Soares de Andréa (futuro Barão de Caçapava) em 1843, ao escrever uma pequena autobiografia dos seus estudos e vínculos militares até então Varnhagen dizia que quando da “restauração de Lisboa pelas armas do Immortal e Augusto Fundador do nosso Imperio, e eu levado com muitos outros brasileiros pelos enthusiasmo de uma lucta tão justa contra um tyramno usurpador em pró de uma princieza e umas instituições emanadas do nosso solo, - julguei dever empunhar as armas [...] fiz o resto da Campanha a favor da causa Constitucional [...]”. Francisco Adolfo Varnhagen, Correspondência Ativa. Clado Ribeiro de Lessa (org.). Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro (Ministério da Educação e Cultura), 1961. p. 99.

181 Nilo Odalia. (Org.). Varnhagen. São Paulo: Ática, 1979. (Coleção Grandes Cientistas Sociais, vol. 9). p. 10.

182 O debate sobre o papel de Herculano na Historiografia portuguesa é vasto. A título de exemplificar o ponto de vista de Herculano como um dos construtores da Moderna Historiografia Portuguesa, marcada pela influência liberal, retomamos a análise de Torgal na História da História de Portugal em citação que, apesar de longa, apresenta de forma sumária a posição política de Herculano na historiografia portuguesa: “Devemos recordar, com efeito, que, antes de Herculano e preparando o aparecimento de Herculano, se deve considerar a existência de um importante movimento historiográfico, o qual, se teve o seu apogeu “científico” com homens que antecederam a revolução liberal, embora alguns a acompanhassem, teve nesse processo uma notória justificação de ordem social que não pode ser esquecida. As mudanças socioculturais operadas no fim do século XVIII e princípios do século XIX foram, sem dúvida, imprescindíveis para que se verificassem alterações na forma de ver a história, alterações essas que forma ampliadas pelo modo liberal de encara a sociedade. E insistimos neste ponto porque, se Herculano foi em todos os momentos considerado o grande obreiro da nossa historiografia, não se procurou analisar, por outro lado, o que ela deveu aos movimentos iluminista e liberal, dado que eram entendidos “oficialmente”, quase até 1974, como realidades espúrias na nossa cultura e na nossa política. Estas sofriam as pressões do racionalismo recente do século XVIII, da “monstruosa” Revolução Francesa e do seu “liberalismo desnacionalizador” e do “estúpido século XIX”, noção que historiadores católicos, como Gonçalves Cerejeira (1888-1977), para não falar dos integralistas e dos salazaristas, acalentavam (Cerejeira, 1924)” Luís Reis Torgal, José Maria Amado Mendes e Fernando Catroga, História da História em Portugal (sécs. XIX e XX). A história através da história. 2ª ed. Lisboa: Temas e Debates e Autores, 1998.p. 24.

183 Em carta ao Imperador D. Pedro II, de 14 de julho de 1857, Varnhagen deixa explícita a relação entre ser historiador e estar a serviço do Estado, comparando-se a Herculano ele não deixa de frisar aquilo que ele entendia como falta de compromisso para com o Estado – recusar ter emprego junto ao governo – como indíce de suspeição a pairar sobre a pessoa de Herculano. Francisco Adolfo de Varnhagen. Correspondência Ativa. Clado Ribeiro de Lessa (org.). Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 1961. p. 244.

184 Atas do Senado Imperial, sessão de 27 de junho de 1832. Apud: Christian Edward Cyril Lynch. O conceito de liberalismo no Brasil (1750-1850). Araucária. Revisto Iberoamericana de Filosofia, Política y humanidades, n. 17, mayo de 2007, pp 212-234. p. 222.

185 François Furet não deixa de observar isso ao afirmar que não era possível evitar o impacto político da revolução francesa, pois um evento tão impactante e estranho como aquele demandava continua posicionamento político e reflexão sobre as novas condições impostas na relação entre Estado e sociedade. Cf. François Furet. Pensando a revolução francesa. 2ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 1989. Principalmente os capítulos: O catecismo revolucionário e Tocqueville e o problema da revolução francesa.

186 O debate sobre o papel da vida política do Império foi retomado com vigor nos últimos anos, a tese das “ideias fora do lugar” de Roberto Schwarz. As ideais fora do lugar. In: mesmo. Ao vencedor as batatas. 5ª ed. São Paulo: Editora 34, 2000. tem sido duramente criticada, por exemplo, pelos trabalhos de Alfredo Bosi que buscam mostrar a não-contradição entre liberalismo e escravidão. Cf A escravidão entre dois liberalismos. In. Alfredo Bosi. Dialética da colonização. São Paulo: Cia das Letras, 1994. e Alfredo Bosi. Liberalismo ou escravidão: um falso problema? e O novo liberalismo. Êxitos e malogros de uma contra ideologia no fim do segundo reinado. In: mesmo. Ideologia e contra ideologia – temas e variações. São Paulo: Cia das Letras, 2010. Contudo, cremos que o interessante nas formulações de Schwarz é exatamente a constatação da dificuldade na recepção das ideias liberais ou constitucionais em uma sociedade como a brasileira, cujas soluções para os impasses políticos buscavam a todo tempo a conciliação em detrimento da ruptura ou do conflito. O problema não eram as ideias liberais ou a sociedade brasileira e sim a relação entre ambas, o que não passava despercebido pelos contemporâneos.

187 João Camilo Castelo Branco. A democracia coroada (Teoria política do Império do Brasil). Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1957. p. 21.

188 Ilmar Mattos. O tempo saquarema – a formação do Estado Imperial. 5ª ed. São Paulo: Editora Hucitec, 2004. (coleção Estudos Históricos), pp. 298-299.

189 Capistrano de Abreu. Sobre o Visconde ... op.cit.. p. 140. Originalmente publicado na Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro de 21, 22 e 23 de novembro de 1882.

190 Varnhagen, HGB, 1854.

191 Francisco Adolfo Varnhagen. História da Independência do Brasil – Até ao reconhecimento pela antiga metrópole, compreendendo, separadamente, a dos sucessos ocorridos em algumas províncias até essa data. 4ª ed. São Paulo: Edições Melhoramentos, s/d. pp. 14-15.

192 Francisco Adolfo de Varnhagen. Como entender a nacionalidade... op. cit.

193 Cf. Sérgio Buarque de Holanda. O atual e o inatual em Leopold von Ranke. In: _____(org.). L. von Ranke. São Paulo: Editora Ática, 1979. (Coleção Cientistas Sociais, vol. 8).

194 Varnhagen, HGB, 1877, p. XII

195 Idem, p. VI.

196 José Honório Rodrigues, Varnhagen, mestre da... op. cit., p. 130 e ss.

197 Ilmar Mattos, Tempo Saquarema – A formação do Estado Imperial. 5ª ed. São Paulo: Ed. Hucitec, 2004. P. 298.

198 A dimensão conservadora da História Romântica marcou também a primeira História do Brasil de Robert Southey. Neste sentido, podemos observar que, apesar das ressalvas de Varnhagen a Southey, ambos os autores compartilhavam o ponto de vista romântico sobre o papel superior dos europeus e dentre estes dos homens encarregados – estatistas e intelectuais – de implantar a civilização nos territórios coloniais. Cf. Maria Odila da Silva Dias, O Fardo do Homem Branco – Southey, historiador do Brasil. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1974. (Brasiliana, vol. 344). pp 2 e ss.

199 Carta para o Cônego Januário da Cunha Barbosa. Apud: Alice Canabrava, Varnhagen, Martius e Capistrano, in: História Econômica: estudos e pesquisas. São Paulo: Editora Hucitec/ Editora UNESP/ABPHE, 2005. p. 249.

200Arlette Farge. Le goût de l’archive. Paris: Seuil,1989.

201 Varnhagen, HGB, 1854.

202 Cf. Alice Piffer Canabrava, Varnhagen, Marti... op. cit. p. 254.

203 Varnhagen neste ponto se aproxima do sentimento de “Horror a hipótese” , noutras palavras na obediência irrestrita à ordem cronológica que Lucien Febvre detecta nos historiadores franceses do final do XIX. Cf. Lucien Febvre, Combates pela História. 2ª Edição. Lisboa: Editorial Presenaça. p. 20.

204 Nilo Odalia, As Formas do... op. Cit., pp. 20-21. Além disso, a tendência racista do pensamento científico europeu não tardaria a influenciar pensadores brasileiros. Sílvio Romero foi dos primeiros intelectuais brasileiros a considerar a mestiçagem como o inevitável preço a ser pago para a adaptação do branco “superior” ao clima e à terra dos trópicos; e isso apenas a partir de 1880. Cf. Antonio Candido, O Método Crítico de Sílvio Romero. São Paulo: EDUSP, 1988. (Série Passado & Presente Teses). pp. 43-44.

205 José Honório Rodrigues, História e Historiografia. Petrópolis: Ed Vozes, 1970. p. 128

206 O processo de independência do Brasil e a formação do Estando-Nacional Brasileiro no século XIX têm sido alvos de discussões nos últimos anos, adensando-se o debate sobre os problemas políticos, econômicos, sociais e culturais do Império Brasileiro. De modo geral, procuramos acompanhar tais discussões, pois elas aumentam a complexidade da análise dos textos de Varnhagen, ao permitirem maior compreensão do contexto em meio ao qual o autor buscava construir sua história nacional. Os dois seminários internacionais realizados pelo prof. István Jancsó em 2001 e 2003 resultaram na publicação de dois livros fundamentais para mapear tais debates: István Jancsó (org.), Brasil: formação do estado e da nação, São Paulo/Ijuí - RS: Ed. Hucitec/FAPESP/Editora UNIJUÍ, 2003.e Independência: História e Historiografia. São Paulo: Ed. Hucitec/FAPESP, 2005..

207 A primeira edição da História Geral do Brasil tinha por título: Historia Geral do Brazil - isto é - do descobrimento, colonisação, legislação e desenvolvimento deste Estado, hoje imperio independente, escripta em presença de muitos documentos autenticos recolhidos nos archivos do Brazil, de Portugal, da Hespanha e da Hollanda. Por Um socio do Instituto Historico do Brazil Natural de Sorocaba. Já a segunda edição: História Geral do Brasil - Antes de sua separação e independencia de Portugal pelo Visconde de Porto Seguro.

Varnhagen não assinou a primeira edição do livro, pois tinha receio que seu nome estrangeiro desse a impressão do livro não ter sido escrito por um brasileiro, escondeu-se por isso na sua condição de nascido na cidade paulista de Sorocaba. Já na segunda edição tinha sido agraciado com o título de Visconde de Porto Seguro (Com grandeza), escolhendo este para por na capa de seu livro. Cf. Varnhagen, Correspondência Ativa op. Cit., pp. 212-214. Falta uma sentença nesta carta. Original: Carta ao Imperador Pedro II, fevereiro de 1854. Maço 120 – doc. 6036. Museu Imperial de Petrópolis.



208 Francisco Adolfo de Varnhagen. Correspondência... op. cit. pp. 248-254.

209.Idem, p. 251.

210Varnhagen, HGB, 1854, p. 01.

211Francisco Solano Constancio, História do Brasil. Desde o seu descobrimento por Pedro Alvarez Cabral até a abdicação do Imperador D. Pedro I. Paris: Livraria J. P. Aillaud, 1839.). Principalmente a Introdução geográfica e primeiro capítulo.

212 No primeiro volume da revista do IHGB, publicada em 1839, encontra-se parecer sobre a obra de Francisco Constancio Solano. A comissão responsável teceu severas críticas ao livro de Solano, principalmente por entender que o autor desmerecia a relevância do processo de independência do Império e, no afã de defender a causa da ordem, teria rebaixado a criação do Império brasileiro a ato de pessoas e líderes desprovidos de habilidade ou caráter o suficiente para conduzir o processo, não poupando nem a figura de D. Pedro I. Juízo sobre a história do Brasil. RIHGB. Rio de Janeiro, Tomo I, abr/1839, pp 91-96. p. 94. É de se notar que o lugar de Constancio Solano na historiografia brasileira ainda causa certo desconforto; em obra recente, Carlos Guilherme Mota e Adriana Lopez apresentam outra visão sobre o médico historiador, defendendo o ponto de vista que, ao contrário de Varnhagen – reacionário e bragantino, ele articulava a sua história exatamente pela perspectiva da descolonização e da expulsão do Imperador. História do Brasil – uma interpretação. 2ª ed. São Paulo: Editora Senac, 2009. p. 449.

213 Conforme discutimos no capítulo anterior a visão de Varnhagen sobre o papel dos índios contrastava com as posições formais de escritores, do IHGB e até mesmo do Imperador D. Pedro II, que nutria indisfarçada simpatia pelo ideário indianista.

214 Era preciso dar “espessura histórico-cultural” tanto à ideia de nação quanto à de civilização. Varnhagen preocupa-se em compreender os impasses objetivos para o progresso do Império brasileiro e a relação entre esses impasses e o passado brasileiro. As discussões de Valdei Lopes de Araújo apontam para essa necessidade de montagem de novos “aparatos epistemológicos” capazes de sustentar o desenvolvimento teórico e histórico destes conceitos. A experiência do tempo – conceitos e narrativas na formação Nacional brasileira. São Paulo: Editora Hucitec, 2008. pp. 103-105.

215Nilo Odalia, Varnhagen... op. cit., p. 25.

216 Varnhagen. HGB, 1854.

217 A descrição que Wilma Perez Costa faz desta inversão da narrativa histórica de Varnhagen, permite-nos aprofundar a ideia de que a escrita da história de Varnhagen obedece ao problema presente de criar o fundamento para uma memória social nacional compartilhada. A independência na historiografia brasileira. In: István Jancsó (org.). Independência... op. cit. pp. 56-57.

218 Varnhagen, HGB, 1854, p. 02

219 Maria Odila da Silva Dias. O fardo do homem... op. cit.. p. 106.

220 Varnhagen, HGB, 1854, p. 58.

221 A noção de Estado em Varnhagen articula-se em torno da naturalidade dessa instituição entre povos civilizados, e liga-se as ideias de lei e escrita. Cf. Arno Wehling. Estado, história... op. Cit. P. 167. Com isso podemos compreender a importância que Varnhagen dará ação estatal como mecanismo de garantia da introdução da lei, e com isso, da ordem civilizada no território das possessões portuguesas na América.

222 A ideia do encontro entre o civilizado europeu e a terra bárbara continuou presente na historiografia brasileira até o século XX. Caio Prado, na Formação do Brasil Contemporâneo, assim descreve o encontro entre o europeu e a América: “São os trópicos brutos e indevassados que se apresentam, uma natureza hostil e amesquinhadora do Homem, semeada de obstáculos imprevisíveis sem conta para que o colono europeu não estava preparado e contra que não contava com nenhuma defesa. Aliás a dificuldade do estabelecimento de europeus civilizados nestas terras americanas, entregues ainda ao livre jogo da natureza, é comum também á zona temperada.” Caio Prado Jr.
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15665882 -> A senhora pode nos contar as circunstâncias e motivações que a levaram a este estudo? A senhora, na nota explicativa do livro, disse que o presente estudo partiu


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