Lucas jannoni soares



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História e Desenvolvimento: A contribuição da historiografia para a teoria e prática do desenvolvimento brasileiro. 1ª reimpr. Da 3ª ed. São Paulo: Editora Brasiliense, 1999. pp. 17 e ss.

298 Fernando Novais e Carlos Guilherme Mota. A Independência Política do Brasil. 2ª ed. São Paulo: Editora HUCITEC, 1996. pp. 12

299 Duas décadas depois Varnhagen continuaria insistindo neste ponto. No prologo da sua segunda edição de sua História Geral Varnhagen definira esse movimento de precisão do conhecimento histórico e sua relação com a política como combate as crenças e ilusões da história pátria, pois a “verdade” forneceria base mais sólida para o crescimento da pátria brasileira. HGB, 1877, p. XIII.

300 A ideia de construção do Brasil continuaria vigente ao longo do século XX, até mesmo em Portugal. O livro de Jorge Couto sobre o tema recorre a uma estrutura muito semelhante a de Varnhagen para entabular a escrita da história da colonização portuguesa como processo montagem da nação brasileira. Jorge Couto. A construção do Brasil. Ameríndios, portugueses e Africanos, do início do povoamento a finais de Quinhentos. Lisboa: Edições Cosmos, 1998.

301 José Carlos Reis. As identidades do Brasil... op. cit. p. 33.

302 José Honório sintetizava sua crítica a Varnhagen em dois pontos:: a falta de “espírito simpático” pelos movimentos da Inconfidência mineira e pela revolução pernambucana de 1817, a aversão à presença do negro e do índio na sociedade brasileira José Honório Rodrigues. Varnhagen, mestre da História Geral do Brasil. In: _____. História e historiografia. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 1970. pp. 129-131.

303 Idem. p. 132.

304 Rebeca Gontijo. José Honório Rodrigues e a invenção de uma moderna tradição. In: Lucia Maria Bastos Pereira das Neves et alii (orgs). Estudos de Historiografia Brasileira. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2011. p. 282.

305 Varnhagen, HGB, 1877, prólogo, p. IX.

306 Nelson Schapochnik. Letras de fundação. Varnhagen e Alencar – projetos de narrativa instituinte. Dissertação de Mestrado. São Paulo: FFLCH/USP, 1992. 242f. pp. 22.

307 As expressões de Januário da Cunha Barbosa, afirma Nelson Schapochnik, utilizadas em sua exposição do relatório dos trabalhos dos sócios no ano de 1839, visavam ressaltar a distinção entre uma história episódica e uma história geral capaz de produzir sentido para a história nacional. Idem. p. 24.

308 O pressuposto para Grahan é a relação estabelecida entre a nacionalidade e o estado. Ele divide os historiadores em dois eixos de pensamento, sendo o segundo aquele que incluía os pensadores que viam no Estado ou a criação de uma classe dominante interessada em impor seus interesses ao restante da população, ou uma entidade autônoma que não respondia a nenhuma das classes da sociedade. Richard Grahan. Construindo uma nação no Brasil do século XIX. Diálogos, DHI/UEM, v. 5, n. 1. p. 11-47, 2001. p. 12

309 Ernst Renan. Qu’est-ce qu’une nation? Marseille: Le mot et le rest, 2007. pp. 21-22.

310 No século XX podemos observar a inversão dessa questão. As continuidades entre a colônia portuguesa e a nação brasileira tornaram-se alvo de crescentes críticas, pois elas passariam de condição da construção nacional para empecilhos da realização plena na nação brasileira – capaz de integrar o conjunto da população em um povo politicamente organizado. Sérgio Buarque de Holanda em Raízes do Brasil, Caio Prado Jr em Formação do Brasil Contemporâneo, Celso Furtado na Formação Econômica do Brasil, Nelson Werneck Sodré na Formação da Sociedade Brasileira entre outros dedicaram o seu esforço de reflexão, a partir dos anos 30 do século XX, para construir a crítica dos elementos deletérios dessa continuidade. Contudo, eles também manteriam a ideia de que sem a compreensão do passado colonial não seria possível tanto a compreensão do Brasil contemporâneo quanto a ação política para transformá-lo.

311 Francisco Adolfo de Varnhagen. Correspondência ... op. cit. p. 432. Varnhagen destacava para D. Pedro II o fato das habilidades políticas de D. Pedro I terem ecoado na Europa a ponto de chegarem ao Príncipe de Metternich, através do testemunho do barão de Mariscal. Não é de menor importância essa nota, pois mantém em foco a questão de inserção do Brasil no concerto das nações civilizadas.

312 A História da Independência ocupou a mente de Varnhagen desde a publicação da primeira edição de sua História Geral em 1854. Contudo, conforme Hélio Vianna em nota explicativa à 4ª edição, somente em 1875 Varnhagen consideraria a obra terminada, com exceção de alguns ajustes que pretendia fazer após a publicação da 2ª edição da História Geral em 1877. O falecimento do historiador em 1878 o impediu de publicar a sua obra. Somente em 1916 a História da Independência do Brasil até ao reconhecimento pela antiga metrópole, compreendendo, separadamente, a dos sucessos ocorridos em algumas províncias até essa data viria a ser publicada pelo IHGB. Explicação. In: Francisco Adolfo de Varnhagen. História da Independência ... op. cit., pp. 09-10.

313 Francisco Adolfo de Varnhagen. História da Ind...op. cit, p. 201. Carneiro Campos era ministro do Império e dos Negócios estrangeiros. Dirigia aquelas palavras – em 1823 ao Conde de Rio Maior – representante de D. João VI - que buscava reestabelecer a unidade das duas Coroas.

314 Idem. p. 12.

315 Francisco Adolfo de Varnhagen. História da Inde... op. cit, pp. 17-18.

316 Idem. p. 18.

317 Carlos Guilherme Mota. Nordeste, 1817. Estruturas e argumentos. São Paulo: Editora Perspectiva, 1982. p. 251. O problema torna-se ainda mais evidente quando os revolucionários são instados a se posicionar em relação à escravidão. O manifesto lançado pelo governo provisório que tentava conter o recuo dos grandes proprietários – receosos face aos boatos de abolição da escravidão – escancara os limites da liberal revolução quanto colocada diante da realidade colonial. Quando precisaram escolher, abandoaram a “igualdade” de todos perante o governo e trataram de garantir a defesa da “inviolabilidade da propriedade”. Idem, p. 154.

318 Evaldo Cabral de Mello. Frei Caneca ou a outra independência. In: Frei Joaquim do Amor Divino Caneca. Frei Joaquim do Amor Divino Caneca. Organização e introdução Evaldo Cabral de Mello. São Paulo: Editora 34, 2001. (coleção formadores do Brasil). p. 19.

319 Idem, ibidem.

320 Varnhagen, HGB, 1857, p. 373.

321 Idem. p. 374.

322 Idem. p. 375.

323 Idem. p. 383.

324 Idem, p. 392.

325 Idem. Ibidem.

326 A história filosófica remontava ao iluminismo tinha por base um discurso apriorístico fundando nos primados da Razão, estabelecendo um sentido para o devir. Já a História narrativa ligava-se à capacidade do historiador de mimetizar a realidade passada por meio de consulta ás fontes. Cf. Nelson Schapochnik. Letras... op. cit. pp. 29-30.

327 Francisco Adolfo Varnhagen. Correspondência ... op. cit. p. 194.

328 José Honório Rodrigues salienta a dificuldade em se determinar as bases dos escrúpulos de Varnhagen para se escrever uma história contemporânea: se as reticências políticas dele ou se a pobreza da documentação disponível. Varnhagen, mestre... op. cit., pp. 136-137. As questões políticas obviamente ocupavam lugar importante na reflexão epistemológica dos membros IHGB – como bem salienta Lucia Paschoal Guimarães – principalmente nas questões relativas à história recente do Império brasileiro. Debaixo da Imediata proteção de sua Majestade imperial - O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1838 -1889), São Paulo, 1994. Tese de doutorado. São Paulo: FFLCH/USP, 1994. 388 fls. pp. 05 e ss.

329 Varnhagen, HGB, 1857, p. 442.

330 Lúcia Paschoal Guimarães destaca as preocupações atinentes à manutenção da ordem dentro do IHGB na construção do Arquivo documental sobre a história recente do país, pois a ação política dos membros do Instituto voltava-se no sentido de proteger tanto a imagem de seus membros quanto a ordem estabelecida pelo projeto político do Império. Reconhecia-se aí o papel central do discurso histórico na articulação dos interesses dentro do Estado que buscava legitimar-se no passado. Debaixo da imediata proteção... op. cit. pp 121 e ss.

331 Francisco Adolfo de Varnhagen. Correspondência... op. cit. , p. 201.

332 Varnhagen, HGB, 1857, p. 442.

333 Idem, p. 438.

334 Idem, p. 439.

335 Friedrich Von Martius. Como se deve escrever a história do Brasil. Apud. Nelson Schapochnik. Letras de fundação... op.cit., p. 40.

336 Caio Prado Jr. Evolução política… op. cit., pp 47-48.

337 Capistrano de Abreu. Necrológio de Francisco Adolfo Varnhagen, Visconde de Porto Seguro (1878) in: mesmo. Ensaios e Estudos (crítica e história). 2ª ed. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 1975. p. 90.

338 Varnhagen, HGB, 1857, p. 298.

339 José Honório Rodrigues. Varnhagen, mestre... op. Cit., p. 133. Temístocles César analisa essa descrição a partir da forma como Varnhagen fazia uso dos adjetivos para constituir as suas descrições de personagens. Temístocles Américo Corrêa Cézar. L écriture de l histoire au Brésil au XIXe siècle. Essai sur une rhétorique de la nationalité. Le cas Varnhagen. Tese doutorado. Paris: École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), 2002, 636 fls. p. 551 e ss.

340 Varnhagen, HGB, 1857, p. 313. *[em concordância com o dito por Fr. Francisco de Monte Alverne.]

341 Varnhagen, HGB, 1877a, p. 1062.

342 Francisco Solano como vimos acima, Otávio Tarquínio de Souza, em sua Vida de D. Pedro I, entre outros teriam uma visão crítica da figura do regente. Oliveira Vianna, em seu D. João VI no Brasil seguiria na linha de Varnhagen destacando as qualidades do regente. Em trabalho mais recente, Jurandir Malerba destaca o papel central de D. João VI na organização do Estado brasileiro e a sua habilidade política em, dispondo de poucos recursos, manter-se a frente do governo em um período tumultuado e que jogou por terra a maioria das cabeças coroadas da Europa. A corte no exílio – civilização e poder no Brasil às vésperas da independência (1808 a 1821). São Paulo: Cia das letras, 2000. pp. 204-205.

343 Varnhagen, HGB, 1857, pp. 332-333.

344 Idem, p. 312.

345 “O estabelecimento da Côrte no Rio de Janeiro devia necessariamente conduzir á imediata emancipação do Brasil, sendo impossível que tornasse ao estado de colônia dependente da metrópole. Era portanto natural que o ministério cuidasse em crear as instituições indispensáveis em hum Estado independente.” Francisco Solano. História do Brasil – desde o seu descobrimento por Pedro Alvares Cabral até a abdicação do Imperador D. Pedro I. Tomo II. Paris: Livraria Portuguesa de J. P. Aillaud, 1839. p. 170.

346 Idem, p. 183.

347 A recepção agressiva da obra de Francisco Constancio Solano por parte dos membros do IHGB em 1839 contrastaria vivamente com a frieza com a qual o Instituto viria a tratar a obra de Varnhagen, apesar de soluções políticas mais conciliadoras deste.

348 Varnhagen, HGB, 1857, pp. 316-317.

349 Francisco Adolfo de Varnhagen. Memorial Orgânico – Offerecido á nação – In: Guanabara – Revista mensal, artístiva, scientifica e litteraria Tomo I Dirigida por: Joaquim Manoel de Macedo, Antonio Gonçalves Dias e Manoel de Araujo Porto-Alegre. Rio de janeiro: Paula Brito, impressor da casa Imperial. Dez/1851., 1851, p. 358.

350 Nilo Odalia. As formas do mesmo – ensaios sobre o pensamento historiográfico de Varnhagen e Oliveira Vianna. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1997. (coleção Ariadne) p. 64.

351 Varnhagen, HGB, 1857, p. 340.

352 Idem, ibidem.

353 Francisco Adolfo de Varnhagen. História das lutas com os holandeses no Brasil – Desde 1624 até 1654. 2ª ed. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 2002. p. 11.

354 Arno Wehling. Apresentação. In: Idem. p. 7.

355 Idem. p. 12.

356 Idem, pp. 25-26.

357 Idem. p. 224.

358 Mesmo entre os defensores do indianismo a relação defendida seria menos aquela com o índio tal e qual encontrado nas matas do país e mais com certas imagens e ideias que se buscava atribuir-lhes. Antonio Candido, tratando dos romances indianistas de Alencar, ressalta o caráter ideal, mítico e heroico dos índios descritos nos seus romances, verdadeiros “bonecos de imaginação, realizando para nós o milagre da inviolável coerência, da suprema liberdade, que só se obtém no espírito e na arte”. Não havia uma preocupação antropológica em relação à visão que se constituía dos índios e sim objetiva-se fornecer ao país a “profundidade do tempo lendário”. Formação da literatura brasileira – (momentos decisivos). 8ª ed. Belo Horizonte/Rio de Janeiro: Editora Itatiaia, 1997. pp. 202-203. Além disso, a Revista do IHGB ao longo de todo o século XIX interessou-se apenas pela dimensão linguística dos povos indígenas, deixando de lado a participação dos silvícolas na formação da sociedade brasileira. Cf. Lucia Paschoal Guimarães. Debaixo da imediata...op. cit. p. 250 e ss.

359 Francisco Adolfo de Varnhagen. As lutas... op. cit., p. 248.

360 “Quando, há alguns anos, propúnhamos que a gratidão nacional elevasse nos Montes Guararapes um monumento em memória das duas vitórias nele alcançadas, ignorávamos que já esse voto estava realizado, de um modo bastante digno, na Igreja de Nossa senhora dos Prazeres.” Idem. p. 253.

361 Francisco Adolfo de Varnhagen. A naturalidade de Dom Antonio Filippe Camarão. - MI. Maço 140 – documento 6840.

362 Francisco Adolfo de Varnhagen. As lutas... op. cit.,. p. 99. Na sua História Geral a descrição de Varnhagen é bem mais sumária: “Henrique Dias era bravo, fogoso e ás vezes desabrido; e mais valente para obrar, que apto para conceber. Naturalmente loquaz, desconhecia o valor do segredo e discrição nas empresas; mas era dotado de coração benévolo e uma alma benfazeja.” HGB, 1857. p. 30. O interesse por Henrique Dias encontrava eco também no IHGB. Lúcia Paschoal Guimarães chama a atenção para a escassez de referências a presença dos negros na história brasileira; a exceção feita ao herói da Guerra contra os holandeses devia-se ao vínculo que este tinha com o projeto colonizador português. Debaixo da imediata... op. cit., p. 249.

363 Idem. pp. 30-31.

364 Renilson Rosa Ribeiro. Destemido bandeirante à busca da mina de ouro da verdade”: Francisco Adolfo de Varnhagen, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e a invenção da idéia de Brasil Colônia no Brasil Império. Tese doutorado, IFCH-UNICAMP, 2009. 391 fls. p. 308.

365 Michel de Certeau. A escrita da... op. cit.. pp. 09-10.

366 Joaquim Nabuco. O sentimento da nacionalidade na história do Brasil. in: mesmo. Joaquim Nabuco Essencial. São Paulo: Cia das Letras, 2010. p. 521.

367 Idem, p. 18.

368 José Honório Rodrigues. A assembleia constituinte de 1823. Petrópolis: Editora Vozes, 1974. p. 22.

369 Diários da Assembleia Geral Constituinte e Legislativa do Império do Brasil 1823. Pedro Calmon (introdução). Brasília: Senado Federal, 1973. p. 05.

370 Francisco Adolfo Varnhagen. História da indep... op. cit., p. 189.

371 Emilia Viotti da Costa. José Bonifácio: Mito e História. In: Mesmo. Da monarquia à república – momentos decisivos. 7 ª ed. São Paulo: Editora Unesp, 1999. p. 116.

372 Diários da Assembleia Geral Constituinte ... op. cit. pp. 03-06.

373 Clado Ribeiro de Lessa. Vida e Obra de Varnhagen In: Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, vol. 225. pp. 120-293. Rio de Janeiro: IHGB, out-dez– 1954. p. 205.

374 Francisco Adolfo Varnhagen. O tabaco na Bahia. Apud: Clado Ribeiro de Lessa. Vida e Obra de Varnhagen... op. cit., p. 203.

375 As ideais de Varnhagen sobre educação evidenciavam a sua perspectiva de ordenação social. Segundo Clado Ribeiro de Lessa, educação deveria ser, para Varnhagen, adequada ao horizonte de cada segmento social, para que não houvesse descompasso entre a formação dos súditos e as possibilidades que eles tinham diante de si. No Memorial Orgânico ele afirmava de modo peremptório suas reticências à generalização do ensino superior: “Não pretendemos com isto dar no Brasil ainda maior latitude à instrução superior do que ela já aí tem. Sabemos quanto recomendam os políticos que se não criem com ela habilitações fora do número das que podem comportar as rendas do Estado; por quanto essas habilitações em maior número criam ambiciosos, que se tornam elementos de perturbação social.” Idem, p. 205.

376 Anais do Parlamento Brasileiro. Rio de Janeiro: Assembleia, 1823 (1876-84). Tomo I. p. 27.

377 Anais do Parlamento... op. Cit. p. 90.

378 Arno Wehling. Estado, História, Memória: Varnhagen e a construção da identidade nacional. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999. p. 87.

379 Há uma curiosa proximidade entre tal observação crítica e a aquela que o jovem Sérgio Buarque de Holanda dirigia aos políticos e pensadores do século XIX: “E assim preferiam esquecer a realidade, feia e desconcertante, para se refugiarem no mundo ideal de onde lhes acenavam os doutrinadores do tempo. Criaram asas para não ver o espetáculo detestável que o país lhes oferecia.” Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil. 26ª ed. 14ª reimpressão. São Paulo: Cia das Letras, 2002. p. 186. O problema do ajuste das ideias e das estruturas políticas desenvolvidas na Europa foi presença constante no debate político e intelectual brasileiro. Varnhagen, apesar das limitações de sua contribuição para o debate propriamente teórico dessa questão, guardou sempre razoável desconfiança frente a aplicação de ideias estrangeiras de modo estrito no Brasil.

380 Cf. Clado Ribeiro Lessa. Varnhagen... 225. op. cit. 248.

381 A escravidão não tem destaque nos trabalhos de História de Varnhagen, visto que sua perspectiva histórica orientava-se principalmente em expor os acontecimentos históricos do ponto de vista político. Além disso, evitar por em evidência tal instituição funcionava como meio de garantir o fio civilizado de suas narrativas. Se lembrarmos de que a Constituição outorgada por D. Pedro I em 1824, não fazia menção aos escravos e apenas duas menções aos libertos, fica claro que o desconforto de Varnhagen tinha guarida no próprio sistema político imperial.

382 Francisco Adolfo de Varnhagen. História da Indepen... op. cit., p. 183.

383 Anais do parlamento... op. cit. p. 16.

384 José Honório Rodrigues. A assembleia... op. cit., p. 16.

385 Francisco Adolfo Varnhagen. História da Indepen... op. cit., p. 183.

386 Idem. pp. 183-184,

387 Idem. p.184.

388 Idem. Ibidem.

389 Idem. p. 185.

390 Varnhagen, HGB, 1857, pp. 442-443. A ideia de crise emanava exatamente da dificuldade em se estabelecer as hierarquias necessárias ao funcionamento do aparelho de Estado em pleno processo de organização.

391 Francisco Adolfo de Varnhagen. História da Indepen... op. cit., p. 187.

392 Idem. p. 189.

393 Idem. p. 190.

394 Idem, p. 195.

395 Idem, ibidem.

396 Anais do Parlamento Brasileiro... op. Cit., p. 91.

397 Varnhagen, História da Indepen... op. cit., p. 198

398 Varnhagen atribuía à imaturidade do príncipe regente, que contava então apenas 23 anos quando assumiu suas responsabilidades, as desconfianças iniciais que o “povo” lhe dirigiu. Tal situação permitiu a ascensão do Conde de Arcos que, apesar de suas qualidades, teria sido “cegado pela ambição”. O príncipe D. Pedro aparecia deste modo como vítima de um assessor que extrapolou as suas atribuições. Idem, p. 76.

399 Temístocles Cézar defende que, diferentemente do considerado por José Honório, as críticas de Varnhagen não eram feitas de tal modo a aniquilar a figura de José Bonifácio, e sim, expressão da parcialidade de Varnhagen em relação ao Patriarca da Independência. Temístocles Cézar. L écriture de l histoire au Brésil... op. cit. P. 535.

400 Francisco Adolfo de Varnhagen. História de indepen... op. cit, p. 205.

401 José Bonifácio de Andrada e Silva. Apud. Idem, ibidem.

402 Idem, ibidem.

403 Cf. José Bonifácio de Andrada e Silva. Projetos para o Brasil. Miriam Dolhnikoff (org.). São Paulo: Cia das Letras, 1998. Em especial o capítulo dedicado à escravidão, pp. 45-88.

404 Emília Viotti da Costa. José Bonifácio... op. cit., pp. 82-85.

405 Francisco Adolfo de Varnhagen. História da indep... op. cit. pp. 195-196.

406 Idem, p. 196.

407 Idem, p. 192.

408 Idem, p. 208.

409 Idem, p. 259.

410 Idem, ibdem.

411 Fernando Novais e Carlos Guilherme Mota. A Independência... op. Cit. pp. 12-13.


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