Lucas jannoni soares



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Considerações Finais

A independência do Brasil foi um processo singular, quando comparado ao restante da América. A manutenção da casa de Bragança, à cabeça do Estado, e a adoção do regime monárquico fizeram o Império do Brasil destoar do conjunto de Repúblicas que emergiam no cenário americano, apoiando sua unidade na figura do primeiro Imperador e no regime de trabalho escravo. Como escrever a história nacional dessa entidade sui generis? Qual o papel da colonização portuguesa? Como situar a independência? Francisco Adolfo de Varnhagen procurou responder tais questões, operando na escrita de sua história a afirmação do passado colonial como o âmago da nacionalidade brasileira. A colonização portuguesa seria reconstituída a partir das vicissitudes do progressivo avanço da civilização no Brasil, desconsiderando-se o processo de exploração da imensa colônia americana de Portugal. Nesse sentido, a independência surgia como a culminação do processo de amadurecimento das instituições políticas. O novo Estado, herdeiro da ex-metrópole e resultante da emancipação poderia legitimamente atuar como centro de decisões políticas nos territórios da antiga América portuguesa.

Na obra de Francisco Adolfo de Varnhagen o papel da colonização portuguesa foi central. A aparente contradição de uma história nacional, baseada na continuidade dos vetores políticos e civilizacionais do domínio português resolvia-se no entendimento da independência como maioridade, ápice da formação nacional, conforme documentos e testemunhos escolhidos. Unidade e continuidade dariam a tônica à sua análise. A passagem de colônia à nação no Brasil, dentro ordem estabelecida, impunha ao historiador o desafio de dar forma ao processo de criação da nacionalidade brasileira limitada pela solução monárquica e bragantina para o corte dos laços entre Portugal e Brasil.

Varnhagen, historiador e diplomata, pensou sua história do Brasil tendo em vista uma análise do tempo presente do Império. Para ele, tratava-se de continuar a obra aberta pelos portugueses e estender o processo de civilização ao conjunto dos territórios da nação independente. O seu olhar para o passado articulava tanto as demandas políticas prementes na organização do Império brasileiro, quanto a perspectiva de futuro para o qual a nação deveria ser conduzida. O conhecimento da história do passado colonial, da “verdadeira história” do Brasil, era crucial para avançar, de modo seguro e gradual, rumo à transformação do país em membro efetivo do concerto das nações civilizadas do mundo.

Nesse sentido, a ênfase na continuidade política e econômica entre a colônia e a nação livre aparecia como necessidade para garantir que o passado reconstituído correspondesse à algumas das demandas políticas entabuladas no interior do Estado brasileiro. O processo de colonização, que implementara a as bases civilizadas, não deveria ser interrompido, pois a missão do Império e do Imperador seria a de terminar a obra iniciada pelos portugueses no século XVI, preservando o seu legado civilizacional. A “herança colonial” desempenha, pois, em seus trabalhos papel em geral positivo. As limitações desse legado, como a escravidão e a grande propriedade improdutiva, reconhecidas por Varnhagen, não seriam entraves, contudo, às possibilidades de avanço da situação de atraso na qual o país se encontrava.

A primeira edição da obra História Geral do Brasil encerrava com o processo da independência – a vinda da família real, a pressão das Cortes de Lisboa e aclamação de D. Pedro I, uma vez que para seu autor o Império era o ponto de chegada da colonização portuguesa na América, e representava a maturação do empreendimento português: momento decisivo da constituição da nação brasileira. As cidades, os aparelhos administrativos disponíveis para governar os territórios, a agricultura de exportação e a de abastecimento haviam alcançado consistência para permitir o funcionamento de um governo interno e autônomo. Por isso, as figuras de D. João VI e de D. Pedro I foram fundamentais naquela transição, uma vez que garantiram tanto a continuidade dos elementos essenciais à autonomia do novo país como também sua integridade territorial.

O desejo nutrido por Varnhagen de ser o historiador oficial do Império, o seu “cronista-mor” como sugeria de modo casual ao Imperador D. Pedro II, explica em parte suas ressalvas em criticar o processo de colonização. No seu Memorial Orgânico e em sua memória Como se deve entender a nacionalidade na história do Brasil foram tecidas observações duras contra certos aspectos da “herança colonial” – tais como a influência da “cobiça” ou comércio na colonização e a indefinição de importantes fronteiras. Contudo, essas não teriam o mesmo espaço na sua História Geral. O historiador recuava em nome de sua concepção do papel que deveria desempenhar na cena política do Império, sendo seu dever levar em consideração os efeitos dessas críticas sobre a estabilidade do poder político do Estado imperial. Em sua avaliação, o Brasil possuía, apesar de sua herança civilizacional, distinções importantes em relação à Europa: uma sociedade racialmente heterogênea, uma classe dominante com traços “feudais” - portanto de tendências anticentralizadoras. Tais particularidades pesaram nas escolhas do historiador sobre quais fatos históricos, comprometedores para a ordem vigente, deveriam ser excluídos de sua narrativa.

A obra de Varnhagen articulava desse modo uma “ideia de Brasil” na qual os elementos dissonantes em relação ao processo de colonização não teriam lugar. A ênfase no caráter português da construção do país, que desagrava setores importantes do IHGB, garantia o fio condutor da reconstituição do passado brasileiro em consonância com as linhas de continuidade instauradas pela manutenção da casa de Bragança e pelo regime de trabalho escravo. A figura romantizada do índio poderia compor parte do esforço de dotar o país de uma “alma” literária, mas inserir o índio de modo efetivo na sua formação histórica era desafio complexo, para o qual o século XIX não encontraria uma solução adequada. Para Varnhagen o índio deveria ser incluído na sociedade brasileira, conquanto a imposição, mesmo por meios coercitivos, do padrão civilizacional europeu não fosse colocada em discussão.

A história nacional brasileira não era, desse ponto de vista, a história da formação de um povo organizado em uma nação – como Michelet a pensaria para a França revolucionada. Era a história da ação do Estado – primeiro figurado na monarquia portuguesa – cuja tarefa fora a de construir as bases para a implantação da “civilização europeia” em meio à “barbárie americana”. Varnhagen escreveu sua história tendo por foco essa teleologia que estabelecia a correlação direta entre a colonização portuguesa na América e o gradativo avanço da civilização no Brasil. Os efeitos deletérios resultantes de tal processo, como a criação de grandes propriedades e a escravidão, tendiam a ser reduzidos a custos necessários para o sucesso do empreendimento colonizador em terras americanas.
A expressão “quadros de ferro”, atribuída por Capistrano de Abreu à obra de Varnhagen”, sintetizava a sobrevivência daquela perspectiva histórica aberta por sua obra para além do contexto do século XIX. Se a ampla base documental de seus trabalhos e o esforço para aferir as informações disponíveis em outros autores ou cronistas eram os méritos mais evidentes dos trabalhos de Varnhagen, a sua visão da história do Brasil despertou acirradas polêmicas. Em suas obras a construção da nacionalidade brasileira derivava da ação do colonizador português, enfatizando-se a ação do Estado. A definição de Varnhagen de “ultraconservador” ou “conservador” provinha em grande medida daquela visão. Muito embora, a crítica de caráter ideológico tenha seu papel, procuramos compreender as escolhas do autor a partir do seu projeto de história e as dinâmicas do seu próprio tempo. Os ataques desferidos pelo IHGB à obra de Francisco Constancio Solano, crítica às práticas governativas de D. João VI e D. Pedro I, evidenciavam a disputa acirrada pelo domínio do passado a ser gestado. Enquanto as questões relativas à construção do Estado ocupassem as preocupações dos estadistas do Império, criticar de modo duro as figuras centrais daquele processo dificilmente encontraria espaço.

Varnhagen elaborou sua história naquele contexto, no qual as questões relativas ao caráter do povo ou da nação brasileiros não tinham o peso que ganhariam no último quartel do século XIX. As evidências de que a essência da nacionalidade brasileira derivava exclusivamente da portuguesa abundavam na sua obra, pois vinculava, de cima para baixo, o Estado à nação: estava nas mãos do imperador d. Pedro II a missão de continuar a obra de seus antepassados e agir como fiador da unidade nacional. O historiador do “tempo saquarema” buscava no passado as origens daquela unidade.


Deve-se a Varnhagen a fundação de um lugar decisivo na historiografia brasileira para o passado colonial. Os debates sobre o processo de colonização adentrariam o século XX, mantendo sua relevância nos estudos históricos e pautando em grande medida as reflexões políticas no país. A busca dos elementos definidores do caráter nacional continuou tendo no estudo do passado momento decisivo. E mesmo autores associados a movimentos progressistas ou nacionalistas, como Caio Prado Jr. e José Honório Rodrigues, que criticavam severamente a idéia de continuidade entre a colônia e a nação,, tomando a colonização comoobstáculo que impedia o Brasil de completar a sua transformação em Nação de fato e de direito, continuavam pensando que a chave para a compreensão do Brasil contemporâneo encontrava-se no seu passado colonial. A colonização gradativamente passaria a ser compreendida como processo comercial e econômico de exploração dos recursos americanos por suas metrópoles europeias. O legado deixado pela dominação metropolitana perdia sua positividade ao deixar-se de lado a integração à civilização europeia como critério de reconstituição do passado.
Fontes e Bibliografia
Fontes Impressas
CONSTANCIO, Francisco de Solano. História do Brasil. Desde o seu descobrimento por Pedro Alvarez Cabral até a abdicação do Imperador D. Pedro I. Paris. Livraria J. P. Aillaud, 1839.

IHGB. Catálogo dos Manuscritos do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, existentes em 31 de dezembro de 1883. Rio de Janeiro: Typografia Perseverança, 1884.

_____. Estatuto. Revista IHGB. Rio de Janeiro. Vol. 152: Suplemento: 27, 1991.

_____. Regimento Interno. Revista do IHGB, vol. 152: Suplemento: 31, 1991.

MARTIUS, Karl F. P. Von. Como se deve escrever a história do Brasil. Revista do IHGB. Rio de Janeiro, 6 (24): 381 - 403, 1844.

MATTOS, Raimundo José da Cunha. Dissertação acerca do systema de escrever a história antiga e moderna do Império do Brasil. In: Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Rio de Janeiro: tomo XXVI, 1863.

_____. Verdades offerecidas aos brasileiros por hum verdadeiro amigo do Brasil. Paris: Impremerie A. Boucher, 1825.

VARNHAGEN, Francisco Adolfo. Historia Geral do Brazil isto é do descobrimento, colonisação, legislação e desenvolvimento deste Estado, hoje imperio independente, escripta em presença de muitos documentos autenticos recolhidos nos archivos do Brazil, de Portugal, da Hespanha e da Hollanda. Por Um socio do Instituto Historico do Brazil Natural de Sorocaba. (Dois Volumes) Rio de Janeiro: E e H Laemmert. 1854-1857.

_____. História Geral do Brasil - Antes de sua separação e independencia de Portugal pelo Visconde de Porto Seguro, 2ª ed. Rio de Janeiro: E & H Laemmert, 1877.

_____. História Geral do Brasil - Antes da sua separação e independência de Portugal (5 volumes), 9ª ed. São Paulo: Edições Melhoramentos, 1975.

_____. Correspondência Ativa. (Coligida e anotada por Clado Ribeiro Lessa). Rio de Janeiro: MEC-INL, 1961.

_____. Memorial Orgânico – Offerecido á nação – Francisco Adolfo Varnhagen. In: Guanabara – Revista mensal, artístiva, scientifica e litteraria Tomo I Dirigida por: Joaquim Manoel de Macedo, Antonio Gonçalves Dias e Manoel de Araujo Porto-Alegre. Rio de janeiro: Paula Brito, impressor da casa Imperial. Dez/1851.

_____. Memorial sobre algumas innovações uteis ao exercito imperial em campanha. In: Guanabara: Revista mensal, artístiva, scientifica e litteraria. Rio de Janeiro, 1855 (?). Originalmente escrito em 1849 como um relatório para o ministro da Guerra.

WALLESTEIN, Júlio. Memória sobre o plano de se escrever a história antiga e moderna do Brasil" (1943). In: Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Rio de Janeiro. T. XLV, 1882


Anais do Parlamento Brasileiro. Rio de Janeiro: Assembleia, 1823 (1876-84).

Diários da Assembleia Geral Constituiente e Legislativa do Império do Brasil 1823. Pedro Calmon (introdução). Brasília: Senado Federal, 1973.

FONTES MANUSCRITAS
Arquivos Consultados:

Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) – USP

Biblioteca Florestan Fernandes da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH-USP)

Arquivo do Itamaraty – Rio de Janeiro

Arquivo do Museu Imperial – Petrópolis
Museu Imperial de Petrólis/Arquivo Histórico – Levantamento documental – Francisco Adolfo Varnhagen (Visconde de Porto Seguro)
Arquivo da Casa Imperial (Sigla: POB)
Maço 112 – Doc. 5526

Memorial (cópia) de Francisco Adolfo de Varnhagen sobre algumas inovações úteis ao Exército Imperial em Campanha. Madri, 2 de abril de 1849.

5 fls. duplas formando um caderno.
Maço 116 – Doc. 5784

Memória de Francisco Adolfo de Varnhagen sobre os trabalhos que se podem consultar nas negociações de limites do Império, com algumas lembranças para a demarcação destes; escrita por ordem do exmo sr. conselheiro Paulino José Soares de Sousa, ministro de Estrangeiros. Rio de Janeiro, 15 de julho de 1851.



Anexo: Apontamentos de Varnhagen para seu sucessor no cargo de secretário do Instituto Histórico [e Geográfico do Rio de Janeiro]. Secretaria do Instituto Histórico, 13 de dezembro de 1851.

17 fls. duplas.


Maço 117   Doc. 5818

Carta de Francisco Adolfo de Varnhagen a d. Pedro II – Comentando que escrevera oficialmente sobre os triunfos do Exército Imperial no sul – Remetendo uma carta de Donoso Cortes ao Heraldo e um folheto de d. Sinibaldo Mas, intitulado A Iberia. Madri, 2 de maio de 1852.

Nota: Publicada no Anuário do Museu Imperial.

1 fl. dupla.


Maço 118   Doc. 5869

Cartas (7) de Francisco Adolfo de Varnhagen a d. Pedro II – Falando da necessidade do imperador visitar as províncias do Norte e agraciar com títulos pessoas influentes da região – Comentando que em Tenerife estudou meios de fazer chegar ao Brasil alguns dromedários como o camelo, que convirá sobretudo nos sertões das províncias do Norte – Informando que em Lisboa estivera com a sua irmã e com o rei – Solicitando uma lista de livros portugueses impressos antes do século XIX a fim de que Ferreira dos Santos, secretário da Legação, possa fazer uma doação à biblioteca do paço imperial – Enviando alguns livros – Informando que de Lisboa dirigira a carta de Herculano ao Garret – Comentando que mandara litografar em Lisboa o último retrato do imperador feito por Krumholz – Tecendo comentários sobre o atentado contra a Rainha Isabel – Informando que recebera a Ilustração francesa, em que se trata com muita justiça a pessoa do imperador – Comunicando que entregara ao duque de S. Carlos a carta e o embrulho que lhe confiara para entregar a rainha Cristina – Enviando uma carta que recebera do PRÍNCIPE MAXIMILIANO – Informando que pedira ao marcos Araújo, depois visconde de Itajubá, para enviar ao PRÍNCIPE MAXIMILIANO todas as revistas do instituto – Pedindo que não consinta no atraso da Revista do Instituto – Enviando cópia dos apontamentos que deixara para seu sucessor no cargo de secretário do Instituto Histórico – Comentando que a rainha Cristina estreou as jóias no seu primeiro baile e que tivera a delicadeza de chamar sua atenção – Referindo se a sua obra História do Brasil – Enviando o tomo segundo do Ticknor, traduzido e anotado, que acabara de publicar – Submetendo lhe uma memória sobre como se deve entender a nacionalidade brasileira e sugerindo que entrasse num dos primeiros números do Guanabara – Remetendo os artigos sobre o Brasil e sobre o imperador publicados na coleção de Reyes Contemporâneos – Propondo que seja concedido ao autor dos artigos e o editor da obra, o oficialato da Rosa para o primeiro e o hábito da mesma ordem ou de outra para o segundo – Comentando que acabara de receber nova carta do PRÍNCIPE DE WIED, que ficara feliz de receber a grã cruz. Madri, 1, 6 e 7/2; 29/6; 18/7; 2/11 e 2/12/ 1852.



Anexo: carta (em francês) do príncipe Maximiliano Wied Neuwied a Francisco Adolgo de Varnhagen, datada de New Wied, 20 de abril de 1852.

12 fls. duplas.

Nota: Nas cartas de 7/2, 29/6 e 2/12/1852 fala do príncipe Maximiliano.

Todas as cartas são numeradas de 1 a 3 e de 5 a 8.

Todas as cartas foram publicadas no Anuário do Museu Imperial, inclusive a do príncipe Maximiliano.
Maço 119   Doc. 5940

Cartas (5) de Francisco Adolfo de Varnhagen a d. Pedro II, Madri em 7/2; 4/3; 6/5; 8/7 e 2/12/1853 – Enviando obras de Breton de los Herreros – Dando conta dos trabalhos da História do Brasil – Referindo se às graças feitas ao Mora, autor dos artigos e ao seu editor – Indicando o Cândido Mendes de Almeida, do Maranhão, para ocupar o cargo de secretário do Instituto Histórico que deverá vagar – Dizendo que pretende imprimir a obra em Paris e solicitando que o imperador desse uma ordem para Caetano Lopes de Moura se interessar pela edição – Comentando que já conta com a colaboração de Ferdinand Denis.



Anexos (5): Carta (minuta) por letra do imperador a Varnhagen; carta de Varnhagen a José Maria Velho da Silva, Madri 23/10/853; cópia de uma carta (em francês) de Varnhagen, Paris 18/10/853; carta sem assinatura e sem data a d. Pedro II; recorte da Gaceta de Madri, de 18/2/853 que acompanha a carta de 4/3/853.

8 fls. duplas e 3 fls. simples.

Notas: Todas as cartas são numeradas de 9 a 12 e foram publicadas no Anuário do Museu Imperial, com exceção da nº 13, de 2/12/853 e de uma nota do imperador que acompanha a de no 12, de 8/7/ 853.
Maço 120   Doc. 6036

Cartas (4) de Francisco Adolfo de Varnhagen a d. Pedro II, Madri 5 e 28/2 e 7/10/1854 e uma sem data – Acrescentando alguns dados sobre sua visita a Sevilha, entre eles, a saúde da princesa d. Francisca, o estado melancólico do príncipe de Joinville, a estada da rainha Amélia – Comentando que na primeira audiência que tivera com esses senhores, estes se surpreenderam com sua nacionalidade – Apontando ser esta uma das razões porque queria omitir seu nome na História Geral do Brasil, deixando até de assinar a dedicatória – Comentando que von Martius se ofereceu para traduzi la.

3 fls. duplas.

Nota: Foram publicadas no Anuário do Museu Imperial as datadas de 5/2 e 7/10/854.


Maço 122   Doc. 6093

Carta de Francisco Adolfo de Varnhagen a d. Pedro II, Madri 20/6/1855 – Oferecendo o 1o volume de sua História Geral do Brasil – Tecendo vários comentários sobre a obra.

2 fls. duplas.

Nota: Publicada no Anuário do Museu Imperial.


Maço 122   Doc. 6114

Cartas (2) de Francisco Adolfo de Varnhagen a d. Pedro II, Madri em 12/1 e Lisboa em 12/11/1855 – Remetendo um exemplar de poesias de Guell Ren[ ] é – Falando do [2o] volume de sua História Geral Brasil – Comentando sobre sua conversa com d. Fernando – Informando que mandara pelo dr. Costa, uma caixa de livros castelhanos – Enviando uma carta de Humboldt e pedindo que depois lhe devolva a mesma.

2 fls. duplas.
Maço 123   Doc. 6158

Carta de Francisco Adolfo de Varnhagen a d. Pedro II, Madri 24/9/1856 – Pedindo para não esquecer de acusar as poesias do duque de Ribas – Desabafando sobre a indiferença oficial, principalmente do Instituto Histórico em relação à sua obra –Referindo se ao fato que em 1851 se voltaram contra ele, só porque não quisera publicar uma biografia de Ottoni – Acusando o recebimento da obra a Confederação dos Tamoios – Comentando que no 2o volume da História Geral do Brasil será publicada uma folha de suplemento ao 1o, contendo correções e adições originadas pela visita que fizera à Torre do Tombo.

2 fls. duplas.
Maço 124   Doc. 6234

Cartas (3) de Francisco Adolfo de Varnhagen a d. Pedro II, Madri 3/6, 14/7 e 21/11/1857   Comunicando a conclusão da História Geral do Brasil – Sugerindo que se lesse no Instituto a carta que dirigi­ra a Porto Alegre, referente à resposta que dará ao d'Averac sobre a questão do Oiapoque – Informando que brevemente remetera o 4o volume da tradução ao Ticknor – Solicitando ser nomeado para alguma comissão especial – Sugerindo que o imperador publicasse as poesias de trovadores sob o título Cancioneiro de antigos trovadores portugueses (Vide M.142 – Doc.6983).



Anexos (4): cartas (2 – sendo a 1a confidencial) de Varnhagen ao visconde de Maranguape, Madri 20/6 e 20/11/1857; oficio de Antônio Peregrino Maciel Monteiro ao visconde de Maranguape, Lisboa 7/7/857; carta (cópia) em francês, Paris 31/08/1857 participando a Varnhagen que fora recebido como indivíduo da Sociedade Geográfica de Paris.

13 fls. duplas e 2 fls. simples.

Nota: Os anexos não foram publicados no Anuário do museu Imperial.
Maço 126   Doc. 6236

Cartas (2) de Francisco Adolfo de Varnhagen a d. Pedro II, Paris, 1/1 e 5/3/1858 – Enviando três livros no intento de concorrer para a restauração das candelárias que o imperador empreende – Informan­do que no dia 8/1 lera sua resposta ao d’Averac, que terá por títu­lo Dissertação sobre alguns pontos importantes da História Geográfi­ca do Brasil – Enviando uma prova da memória sobre Vespúcio que acaba de ser publicada no boletim da Sociedade Geográfica – Enviando medalhas retiradas do busto de seu pai – Pedindo que uma delas fique no museu particular do imperador e as outras para o Museu público, para o Ipanema, para a Escola de Belas-Artes e para o Instituto, caso julgue conveniente – Informando que sua resposta ao d’Averac será publicada no boletim da Sociedade Geográfica.

2 fls. duplas.
Maço 127   Doc. 6310

Carta (cópia) confidencial de Francisco Adolfo de Varnhagen ao conselheiro José Maria da Silva Paranhos, visconde do Rio Branco, Rio de Janeiro 10/06/1859 – Pedindo providências sobre a questão de limites com o Paraguai, para que não seja tomado de improviso pelo chefe a sua chegada.

2 fls. duplas.
Maço 127   Doc. 6314

Cartas (3) de Francisco Adolfo de Varnnagen a d. Pedro II, Montevidéu em 16 e 30/07 Assunção em 18/8/1859 – Informando se achar detido em Montevidéu – Por ordens superiores, primeiro esperando o Taylor e agora as instruções – Comentando a situação entre o Paraguai e o Brasil – Fazendo uma análise política das relações entre Argentina, Uruguai e Paraguai.

6 fls. duplas.
Maço 130   Doc. 6386

Carta de Francisco Adolfo de Varnhagen a d. Pedro II, Recife 18/ 4/861 – Dando notícias de sua viagem à Bahia – Enviando um folheto de autoria de [A. Joaquim Duarte de Souza Aguiar] – Solicitando que o mesmo seja condecorado com o Hábito da Rosa.

3 fls. duplas.
Maço 132   Doc. 6483

Carta de Francisco Adolfo de Varnhagen a d. Pedro II, Ilha de S. Thomas 26/1/1863 – Estimando ter tratado e conhecido o índio equatoriano e chileno – Dando sua opinião sobre o Chile, Equador e Vene­zuela, relativa a adoção da monarquia.



Anexo: carta (cópia) impressa de Francisco Adolfo de Varnhagen, ministro em Venezuela, Equador, etc. ao ministro da Agricultura, João Vieira Lins Cansanção de Sinimbu visconde de Sinimbu, a respeito principalmente de vários melhoramentos no fabrico do açúcar nas Antilhas aplicáveis ao Brasil. Caracas, 26/3/1863.

3 fls. duplas.


Maço 132   Doc. 6516

Carta de Francisco Adolfo de Varnhagen a d. Pedro II, Caracas 20/7/1863 – Remetendo um escrito sobre tabaco que deveria ser publicado no jornal da Sociedade Auxiliadora, nos periódicos da Corte e da Ba­hia e no Relatório do Ministério da Agricultura – Perguntando se ­recebera a carta impressa sobre os engenhos de açúcar (vide M.132 – Doc. 6483) e a sucinta indicação dos Mss. do Museu Britânico – Informando ter prontas para o prelo umas memórias sobre Colombo e Vespú­cio – Aguardando sua transferência e desejando que não seja o Para­guai o seu novo destino – Criticando o indivíduo que o substituirá interinamente – Enviando um documento com alguns tópicos a fim de aquilatar os méritos do candidato que irá lhe substituir – Informando ter recolhido notícias para a biografia de Abreu e Lima – Referindo­-se à escravatura e à monarquia.



Anexo: o documento supracitado contendo 4 tópicos

1 fl. dupla e 1 fl. simples.


Maço 137   Doc. 6735

Carta de Francisco Adolfo de Varnhagen a Otaviano de Almeida Rosa, Santiago 10/12/1865 – Referindo se ao teor do seu ofício ao Nélson no conflito Pareja.



Anexos (2): carta e ofício de Varnhagen a José Antônio Saraiva, datados respectivamente de Valpº em 30/12 e de Lima em 6/3/1865 – Comentando sobre o conflito Pareja e a Guerra do Paraguai.

4 fls. duplas e 2 fls. simples.


Maço 140   Doc. 6840

Cartas (4) de Francisco Adolfo de Varnhagen a d. Pedro II, datadas de Lima em 11 e 21/1 e 20/4 e do Rio de Janeiro em 26/10/1867 – Remetendo um trabalho sobre a naturalidade de Antônio Felipe Camarão e um folheto em resposta a Timon 3o – Desejando chegar o dia em que poderá ser promovido a alguma legação no sul da Europa – Comentando assuntos ligados a sua missão – Remetendo um livro sobre monarquia – Solicitando que lhe seja concedida uma legação na Europa, onde poderá entregar se aos trabalhos intelectuais, começando pelo da redação e publicação da 2a edição da História Geral do Brasil.

Anexo: o supracitado trabalho referente a Antônio Felipe Camarão.

8 fls. duplas.


Maço 142   Doc. 6983

Cartas (2) de Francisco Adolfo de Varnhagen a d. Pedro II, de Lisboa em 12/5 e de Viena em 16/11/1868 – Informando que não poderá mais publicar aquele cancioneiro, que em 1861, esteve para ser impresso em Petrópolis (vide M.124 – Doc. 6234) mas sim uma pequena coleção das trovas mais escolhidas – Comentando estar lendo a obra sobre o infante d. Henrique e os descobrimentos, de autoria de Major, do British Museum – Remetendo o trabalho sobre d. Pedro I, do marquês de Resende, Antônio Teles da Silva Caminha e Meneses.

2 fls. duplas.
Maço 143   Doc. 7019

Carta de Francisco Adolfo de Varnhagen a d. Pedro II, Viena 20/10/1868 – Comentando sobre a obra Islario General, de d. Alonso de Santa Cruz, cosmógrafo mor de Carlos V, sobre a história do Brasil e a da América em geral.

1 fl. dupla.
Maço 148   Doc. 7182

Carta de Francisco Adolfo de Varnhagen a d. Pedro II, Viena em 20/10/1869 –Remetendo dois folhetos da obra sobre Ornitologia Brasílica, com referência à coleção feita pelo Natterer – Aguardando notícias da definitiva solução da guerra do [Paraguai].



Anexo: carta de Varnhagen, do mesmo dia, solicitando ao destinatário que entregasse os supracitados folhetos ao imperador.

2 fls. duplas.


Maço 149   Doc. 7210

Carta de Francisco Adolfo de Varnhagen a d. Pedro II, Viena 6/12/ 1869 –Comentando que o aniversário do imperador foi comemorado na Legação – Referindo se ao barão de Itaúna – Falando do trabalho sobre Américo Vespúcio e sobre a cidade de Viena.

2 fls. duplas.
Maço 156   Doc. 7285

Cartas (2) de Francisco Adolfo de Varnhagen a d. Pedro II, Viena 9/3 e 20/4/870   Solicitando sua transferência para Bruxelas, em virtude do tratamento que tem recebido do duque de Saxe – Informando ter parado com a impressão da 25a edição da [História Geral do Brasil] e de ter enviado o Cancioneirinho – Felicitando o e pelo fi­nal da guerra [do Paraguai] – Comentando que ouvira a notícia de que [José Antônio Correia da] Câmara, recebeu o título de visconde de Pelotas – Dando pêsames pela morte da duquesa de Berry.

2 fls. duplas.
Maço 156   Doc. 7306

Cartas (4) de Francisco Adolfo de Varnhagen a d. Pedro II, Viena 22 e 25/4; 20/6 e 31/10/1870 – Enviando um trabalho de sua autoria publicado em espanhol sob o pseudônimo D. Genaro H. Volafan – Comentando que d’Avezac, membro do Instituto de França reconheceu ser a História [do Brasil] uma obra “d’un grand mérite” – Dizendo que preferia estar na posição ocupada pelo Brito – Informando que mandara para Paris o trabalho L’asile dans le ambassades – Comentando que por ora não se atreve a dedicar se à reimpressão da História [do Brasil] – Dizendo que a elevação do Ludolf despertara ambições – Sugerindo que agraciasse o [autor da obra Viagem à Terra Santa] – Referindo se a morte de sua filha e a viagem dos condes d’Eu a Viena – Informando que a princesa Leopoldina, seu marido e seus filhos seguem em Ebenthal e que maiores notícias serão dadas pelo Itauna.

7 fls. duplas.
Maço 160   Doc. 7397

Cartas (2) de Francisco Adolfo de Varnhagen a d. Pedro II, Vie­na 4/3 e 30/5/1871 – Tecendo comentários sobre o inventário par­cial das jóias da d. Leopoldina para que se tome providências pre­ventivas, a fim de defender os direitos de seus netos – Sugerindo que o seu genro e os seus netos retornem. imediatamente ao Brasil – Informando sobre a impressão da História dos holandeses e a reim­pressão da História Geral [do Brasil] –Aguardando ansioso a sua chegada a Viena – Comentando que o duque de Saxe irá esperá lo em Lisboa.

Nota: foram publicadas no Anuário do Museu Imperial

5 fls. duplas.


Maço 160   Doc. 7426

Cartas (2) de Francisco Adolfo de Varnhagen a d. Pedro II, Viena em 15/2 e 17/7/1871 – Apresentando pêsames pela morte de d. Leopoldina – Comunicando que concluíra a história especial do tempo dos holandeses.

3 fls. duplas.
MFN:11851

- CASTELO BRANCO, Camilo Ferreira Botelho, Maço 162 - Doc. 7502

visconde de CORREIA BOTELHO
Cartas (7) de Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco sem indicação de destinatário - Dizendo estar completando 46 anos de idade - Comentando que sua mulher Ana Augusta Plácido encontra-se muito doente e que a tuberculose tem ceifado toda a família, restando apenas no jazigo dos Plácidos ela e sua irmã, a Ferreirinha da Régua - Indagando se deveria queimar os 3000 exemplares de seu romance e dizendo que guardaria apenas um para ser lido em sua presença e depois daria o mesmo fim - Dando notícias da convalescença de d. Ana - Tecendo comentários sobre os anúncios das gazetas que publicaram opúsculos contra o imperador - Falando de seu espanto e de sua indignação diante das infâmias contra o imperador - Dizendo ter um filho doente - Prestando diversas informações sobre os seus trabalhos, entre eles, Carrasco [de Victor Hugo], Livro da Consolação [dedicado ao imperador] - Referindo-se a diversos escritores e suas obras. Seide, 16, 17 e 25/03/1872, Porto, 10/04/1872, Seide, 11/06/1872, Sem local, 01/07/1872 e Seide, 03/07/1872.

Maço 162   Doc. 7515

Cartas (4) de Francisco Adolfo de Varnhagen ao visconde de Castilho [Antônio Feliciano de Castilho], Viena em 19/5; 23, 26 e 28/6 e de São Petersburgo, 25/8/1872   Comentando sobre diversas obras e autores  Sugerindo que trabalhasse o original de Vasco de Lobeira   Acusando recebimento de uma tese.

Anexo: carta do barão de Porto Seguro a d. Pedro II, São Petersburgo, 25/08/1872 – Agradecendo as honras do baronato – Recomendando a correspondência que acerca do Congresso Estatístico mandara para o Jornal Oficial.

5 fls. duplas.


Maço 166   Doc. 7650

Carta do barão de Porto Seguro ao visconde do Bom Retiro, Viena 25/6/1873 –Sobre a abertura da seção do Brasil na Exposição de Viena.

Ao alto, à esquerda, carimbo COMISSÃO BRAZILEIRA EXo UNIV. DE 1873.

1 fl. dupla.


Maço 166   Doc. 7658

Cartas (5) do barão de Porto Seguro a d. Pedro II, Viena 8/8, 1/9, 28/10, 23/11 e 26/12/1873   Considerando inconveniente a permanência do filho do visconde de Almeida no serviço da Legação – Comentando a participação do Brasil na Exposição –Lamentando não ter recebido, a tempo de distribuir, nenhuma das edições do trabalho O Brasil na Exposição de Viena – Esperando que para a próxima exposição, em Filadélfia, o material seja preparado com antecedência – Comentando que Saldanha e Rufino se apresentarão como candidatos a postos diplomáticos ou consulares – Dizendo que dará ao major Mursa uma cópia a óleo do retrato de seu pai para entregar ao Capanema – Parabenizando o pelo aniversário – Desejando lhe boas festas – Citando Caminhoá, Benjamin, Bom Retiro, Lopes Neto e o barão de Nioac.



Anexo: carta de Carlos de Almeida ao barão de Porto Seguro, informando que não irá a Legação, pois aceitara o convite da condessa Schönbora de passar o dia no seu castelo com o arquiduque Louis Victor.

5 fls. duplas e 2 fls. simples.


MFN:11778

- PORTO ALEGRE, Manuel de Araújo Maço 166 - Doc. 7667

barão de SANTO ÂNGELO
Versos (impresso) intitulados: Saudosa Oblação, ao dia 07 de setembro de 1873, recitados na legação do Brasil em Viena, por Manuel de Araújo Porto Alegre, barão de Santo Ângelo e oferecida ao barão de Porto Seguro, Francisco Adolfo de Varnhagen, enviado extraordinário e ministro plenipotenciário e vice-presidente da Comissão Brasileira na Exposição Universal de Viena. Viena, 1873.

1 folheto.


MFN:11779

- PORTO ALEGRE, Manuel de Araújo Maço 167 - Doc. 7682

barão de SANTO ÂNGELO
Cartas (2) de Manuel de Araújo Porto Alegre, barão de Santo Ângelo, ao [barão de Mesquita, Jerônimo José de Mesquita] - Referindo-se à participação do Brasil na Exposição Internacional de Viena - Comentando que ficara pasmo diante das coisas, tratando logo, como secretário da comissão brasileira na Exposição Internacional de Viena, de tirar da exposição nacional o aspecto de armazém de molhados - Dizendo que o Brasil não se saiu mal, mas se tivesse chegado mais cedo teria tempo para tomar outras providências - Comentando que o barão de Porto Seguro, vice-presidente da comissão brasileira e ministro plenipotenciário do Brasil, lhe mostrara uma lista que o governo austríaco pedira para manifestar o reconhecimento aos representantes das nações estrangeiras em agradecimento por terem participado e concorrido com seus trabalhos - Dizendo que o mesmo barão lhe informara que só receberia uma comenda e que os barões de Nioac e Carapebus o grau de grã cruz e que diante das circunstâncias pedira ao barão de Porto Seguro que escrevesse ao governo rogando a eliminação de seu nome da lista dos agraciados - Falando que dará ao Vilares todos os conselhos paternais e artísticos para que desenvolva o seu talento. Viena, 28/10/1873 e Lisboa, 21/12/1873.

Na de 28/10, há a transcrição da carta que dirigira a d. Pedro II em 26/10, na qual justifica os motivos que o levaram a fazer o referido pedido.

3 fls. duplas.
Maço 169   Doc. 7735

Cartas (6) de Francisco Adolfo de Varnhagen a d. Pedro II, Viena 26/1, 17/2, 3/5, 9 e 26/6 o 10/9/1874 – Enviando por intermédio do Itajubá o livro Wehrmach, de autoria de Jushitseheck sobre o Exército e a Marinha da Áustria Hungria, além do caderno 4o dos relatórios oficiais da Exposição referente às invenções acerca da artilharia – Comentando sobre os conflitos com Buenos Aires e as conseqüências para o Norte do Brasil – Aconselhando a compra de encouraçados e a oferta de recompensas aos países vizinhos, no caso do Brasil sair vencedor a fim de evitar ficar a mercê dos argentinos ameaçando a integridade do Império brasileiro – Sugerindo uma lei preventiva, proposta às Câmaras com urgência, autorizando o governo no caso de guerra, declarar livres todos os escravos que tomarem armas contra o inimigo – Informando que encaixará o prefácio do 2o volume das Memórias do Maranhão, do senador C. Mendes, como posfácio da 2ª edição da História das Lutas – Congratulando se com o imperador pela inauguração do telégrafo elétrico – Informando que voltara de Estocolmo, onde assistira às sessões da Comissão Permanente de Estatística e que posteriormente enviará um pequeno relatório – Comunicando que o rei Oscar expressou interesse na visita do imperador em seu reino – Comentando que fora nomeado sócio honorário da Sociedade Geográfica Italiana, que o encarregou de presidir uma nova edição completa de Américo Vespúcio – Dizendo que para se dedicar a essa tarefa, dependerá da autorização do Caravelas para se ausentar temporariamente de Viena.



Anexo: o supracitado posfácio (impresso), de Viena, 07/05/1874.

6 fls. duplas e 1 impresso com 4 fls. duplas.


Maço 172   Doc. 7873

Carta do visconde de Porto Seguro a d. Pedro II, Viena 16/6/1875 – Comentando sobre o trabalho a História da Independência, desde 1820 a 1825 – Citando d. Pedro I, lorde Stuart, barão de Marechal, príncipe de Metternich, d. João VI e o ministro Thomás Antônio – Informando que pedira dispensa de ir a Paris ao Congresso Geográfico.

1 fl. dupla.
Maço 173   Doc. 7899

Carta do visconde de Porto Seguro sem indicação de destinatário, Viena 6/10/1875 – Solicitando que entregasse a d. Pedro II uma carta da mesma data, na qual fala ter feito uma grande descoberta, motivo pelo qual a História da Independência terá que ficar posta de lado por algum tempo.



Anexo: a supracitada carta.

2 fls. duplas.


Maço 175   Doc. 7956

Carta do visconde de Porto Seguro a d. Pedro II, Viena 19/01/1876 – Comentando que antes de se ocupar de aprimorar a História da Independência, imprimirá a 2a edição da História Geral do Brasil – Mostrando-se prazeroso com a notícia de sua vinda a Viena.

1 fl. dupla.
Maço 175   Doc. 7957

Carta do visconde de Porto Seguro a d. Pedro II, Viena 25/1/1876 – Comentando sobre suas publicações – Desejando feliz viagem até Nova York.

1 fl. dupla.
Maço 177 – Doc. 8081

Cartas (2) do visconde de Porto Seguro a d. Pedro II, Viena 7/4 e Bahia 27/9/1877 – Referindo se a retreta Thielen – Chamando atenção para o no 2820, do catálogo de quadros expostos na Academia de Belas-Artes, que trata se de uma vista do Rio tomada do morro detrás da Igreja da Glória, provavelmente pelo Eudler em 1820 aproximadamente – Informando que o Suess está acabando de imprimir um trabalho sobre minas de ouro, em que trata do Brasil – Dizendo que transmitira seus recados à condessa de Wickemburg – Comentando que nos dias que permanecera na cidade de Porto Seguro, pesquisara nos arquivos da Câmara Municipal e no da antiga Provedoria e que assistira a um concurso na Escola de Medicina, distinguindo se o Dr. Manuel Vitorino Pereira, irmão do Pacífico Pereira – Comentando sobre a saúde do conselheiro Leal.

3 fls. duplas.
Maço 180   Doc. 8222

Carta do visconde de Porto Seguro a d. Pedro II, Viena 20/10/1878 – Enviando um retrato de d. Pedro I.



Anexos (7): carta de Varnhagen, de Madri, a Pedro [...], se­cretário da Real Academia de História, doando a Biblioteca 2 volumes encadernados da História Geral do Brasil, que futuramente publicará, requerimento solicitando o oficialato do Cruzeiro; trabalho intitulado As primeiras negociações diplomáticas respectivas ao Brasil, por Varnhagen; memória intitulada Como se deve entender a nacionalidade na História do Brasil, por Varnhagen; documento intitulado “Liste des ouvrages envoyés”; impresso intitulado “Vespuce et son premier voyage”; fragmentos (impressos) de obras de autoria de Varnhagen.

14 fls. duplas, 9 fls. simples e 1 caderno impresso.


Maço 149   Doc. 1097   Cat. B

Carta de Francisco Adolfo de Varnhagen ao conde d’Eu – Pedindo que avisasse a princesa Isabel que Eduardo Strauss se apresentaria na sexta feira no Volks Garten – Informando que irá às 8 horas e os esperará à porta, salvo se lhe ordenassem o contrário pelo barão de Santa Isabel.

1 fl. dupla.
Catálogo C – No 192 *

Cartas (cópias) antigas da coleção de Varnhagen.


* A documentação do Catálogo C é de propriedade do Sr. d. Pedro de Orleans e Bragança.
Catálogo: groups -> 15665882
groups -> Gerência 5 recursos humanos 7 comercial 9 contábil/fiscal/financeira 20 tele(marketing) 27 atendente 29 design/publicidade/comunicaçÃO 30 informática 31 comércio exterior 36 logística / almoxarifado / expediçÃO 36 engenharia 41 projetos
groups -> Formado ou cursando Contábeis, Administração, Economia, Direito. Rotinas e experiência de constituição de Empresas, conhecimento de órgãos públicos. Salário à combinar + vr +VT, horário comercial. Bairro São Francisco
groups -> 1 Para o trabalhador avulso, pode ser considerado como salário de contribuição: a as gorjetas
groups -> Logo correta é a letra "C"
groups -> Pedagogia waldorf (Diversos textos retirados de sites diferentes) Introdução V. W. Setzer
groups -> Introdução
groups -> O conceito, a doutrina e as origens do cooperativismo
groups -> Marshall berman tudo que é SÓlido desmancha no ar a aventura da modernidade
15665882 -> A experiência da história numa era de expectativas decrescentes
15665882 -> A senhora pode nos contar as circunstâncias e motivações que a levaram a este estudo? A senhora, na nota explicativa do livro, disse que o presente estudo partiu


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