Luz entre os homens cristã salva mulher muçulmana



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Encontro29.07.2016
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Luz entre os homens

CRISTÃ SALVA MULHER MUÇULMANA

No Pakistão, o mesmo país em que uma mulher cristã, Asia Bibi, foi injustamente condenada à morte por denúncia de blasfémia por parte de mulheres muçulmanas, suas companheiras de trabalho, outra mulher cristã compadeceu-se de uma jovem mãe muçulmana, no hospital, e procurou os meios para que fosse operada e salva. A história li-a na revista “Notícias das Fraternidades”, das Irmãzinhas de Jesus, que recebi há dias.

Shameem é uma cristã fervorosa de uma família pobre. Foi ao hospital com a filha, que estava doente e precisava de cuidados médicos. Na cama ao lado, estava uma jovem mulher muçulmana, prestes a ser mãe. Junto dela, a sogra. A situação clínica da jovem mulher requeria uma intervenção cirúrgica de urgência. Para ser feita era preciso pagar ao cirurgião e ainda os medicamentos, a transfusão... A cristã ouve a outra dizer para a sogra: “Leva-me daqui, tu não vais ter dinheiro para o meu funeral!”

Sentindo um choque com o que ouvia e via, Shameem pôs-se a pensar no que poderia fazer para ajudar. Não importava a diferença de religião. Foi então de cama em cama pedir um contributo aos familiares dos doentes. Depois, falou com o cirurgião, que a dispensou de pagamento, e ao director do hospital, que deu gratuitamente os medicamentos disponíveis na farmácia. O genro da mulher cristã comprou os outros. Faltava somente o sangue para a transfusão. Ao sair da sala, Shameem viu um jovem militar. Saudou-o com simpatia e contou-lhe a história da jovem mãe. Ele, que era saudável, dispôs-se a dar o sangue e a pagar as despesas dos examos e o material para a transfusão. O sangue era compatível e assim a mulher pôde ser operada, dando à luz uma linda menina.

Depois deste acto de amor, Shameem nem sequer ficou com a direcção da mãe a quem ajudou. Teria gostado de saber como cresceu a menina que ajudou a nascer. Concretizou-se uma vez mais o provérbio que diz: “faz o bem e deita-o ao rio”, equivalente ao que diz Jesus “não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita”. O bem não se pode ostentar. E muito menos se pode cobrar por ele. É gratuito, desinteressado!

Shameem tem cinco filhos. Um deles obteve uma bolsa e pôde começar a estudar para ser terapeuta. Mas há seis anos desapareceu. E a família continua sem saber nada do seu paradeiro: “É tão duro ficar na incerteza, é como se a sua existência tivesse sido apagada...”, desabafa a mãe a sua amargura. Ela mesma tem problemas de saúde e há ainda uma neta cancerosa. Mas esta mulher continua a lutar e mesmo entre lágrimas caminha na confiança: “Deus não pode abandonar-nos”, declara. E a irmãzinha que escreveu esta história comenta: “Na sua noite, ela (Shameem) é para mim uma luz de esperança”.

É assim com boas obras e testemunhos como estes que a luz de Cristo brilha no mundo e leva os homens a descobrirem a existência de Deus e o seu amor por eles. Quando o amor de Cristo se acende no coração de um cristão, tal amor faz ver e leva compadecer-se dos outros. Mais, move a pessoa ao bem, dá-lhe criatividade, ousadia, coragem, generosidade, intrepidez, sabedoria.

São obras deste género que, no dizer de Jesus, levam os homens a glorificarem a Deus, que semeia o bem nos corações dos verdadeiros crentes e os leva a compadecer-se dos seus irmãos nas tribulações em que os encontram.



P. Jorge Guarda
Este artigo pode ser encontrado também no meu blog, no seguinte endereço: http://padrejorgeguarda.cancaonova.pt


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