Mais que um povo, um ideal



Baixar 168.79 Kb.
Página4/4
Encontro29.07.2016
Tamanho168.79 Kb.
1   2   3   4

7 – Vinland:
No ano de ocupação da Groenlândia por Erik, o Vermelho, e seus seguidores, ou seja, 986, um navegador Norueguês chamado Bjarni chegou à Islândia dizendo que havia avistado terras além da Groenlândia. Ninguém acreditou nele. Todos achavam que ele estava mentindo, ou que havia visto alguma parte da Groenlândia que não era habitada. Mesmo assim, o boato se espalhou pelos povos da Islândia e, sendo assim (pois estes povos povoaram-na), chegou à Groenlândia.

No início, todos achavam não passar de uma bobagem e não davam muita importância para isso. Mas o filho mais velho de Erik, o Vermelho: Leif Eriksson, começou a se interessar pela história de Bjarni.

Ele reuniu um grupo de aventureiros, em 999, e partiu rumo ao desconhecido, para ver se encontrava a tal terra de que Bjarni falara.

Por volta do começo do ano 1000, ele e seus homens avistaram terras. Eram muito frias, cobertas de gelo, por isso ele as batizou de Helluland (em alusão a Hel, o inferno gelado de Ásatrú). Tratava-se da atual ilha de Baffin, no Canadá.

Leif Eriksson tinha boas noções de navegação e sabia que não existem terras sem fim, por isso, se havia terras naquele ponto, com certeza haveria também mais abaixo, onde o frio era menos intenso. Sendo assim ele resolveu costear a terra encontrada, rumando para o sul. Alguns meses depois ele encontrou mais terras, desta vez, terras cheias de árvores, mas sem nenhum sinal de povoamento. Ele chamou o lugar de Markland (em alusão ao fato de aquele lugar ser um marco para sua expedição), e o tal lugar consistia na atual península do Labrador.

Leif não quis voltar ainda para a Groenlândia, pois quis ir mais para o sul. Nesta viagem, ele encontrou terras mais quentes e com sinal de povoamento. Resolveu então desembarcar e fazer contato com os habitantes do lugar.

Os Nórdicos eram muito claros (loiros ou até ruivos), e Leif Eriksson havia acabado de encontrar índios norte-americanos, era natural que ele os achasse diferentes, por isso os batizou de Skraelings, que quer dizer feios.

Naturalmente, a viagem havia sido desgastante e Leif Eriksson e seus homens resolveram montar acampamento para passar alguns meses antes de voltar para a Groenlândia. Neste tempo, eles conviveram com os nativos, e sua convivência foi pacífica. Eles trocaram tecidos vermelhos por peles e couros de animais e, quando retornaram a Groenlândia, contaram a História dizendo que o lugar era maravilhoso. Batizaram-no de Vinland (terra das vinhas), para atrair pessoas para o novo povoamento.

Ainda no ano 1000, Leif Eriksson retornou a Vinland e fundou a cidadezinha de L’Anse-aux-Meadows, com cerca de trinta pessoas entre homens, mulheres e crianças. Depois retornou à Groenlândia (ainda no ano 1000) para buscar mais pessoas, mas soube que seu pai havia morrido e que ele precisava assumir a vila de Brattahlid em seu lugar.

Devido a este imprevisto, Leif Eriksson abandonou o projeto de povoar Vinland, e nunca mais foi para L’Anse-aux-Meadows. Mesmo assim, continuaram a ir knorrs carregados de pessoas para lá, até o ano 1003, mas depois pararam, pois a própria população da Groenlândia já era escassa.

Por volta de 1009, a população de L’Anse-aux-Meadows beirava as duzentas ou trezentas pessoas, mas começaram a ocorrer duas crises no local.

A primeira era de ordem econômica, pois como não iam mais knorrs para lá há seis anos, estavam começando a faltar coisas como tecidos, gado e produtos que a região não tinha condições de produzir. Além disso, os indígenas, antes amigáveis, estarem agora exercendo muita pressão sobre os Vikings para que estes trocassem com eles suas armas por peles de animais, coisa que os Vikings não queriam fazer, para não armar os possíveis inimigos de amanhã.

O clima entre os Vikings e os Skraelings ficou cada vez mais tenso nos três anos subseqüentes, até que, em 1012, os índios atacaram L’Anse-aux-Meadows, mataram todos (ou pelo menos a grande maioria) de seus habitantes, queimaram ou destruíram a maioria das casas (algumas sobreviveram e foram encontradas, junto com resquícios de cerâmicas Vikings, em escavações realizadas em 1962, o que provou de fato a existência de Vinland) e assim puseram um fim às pretensões dos Vikings de colonizar aquilo que viria a ser a América.

A Groenlândia continuou a enviar knorrs a Markland para pegar madeira até 1035. Depois, as terras descobertas no ocidente começaram a se tornar inviáveis economicamente e, por isso, foram abandonadas até caírem no esquecimento inclusive do próprio povo da Groenlândia.

Desta aventura fica uma única questão:

Será que devemos reverenciar a Cristóvão Colombo por descobrir a América, ou aos Vikings, que afinal o fizeram quase quinhentos anos antes e com recursos muito menos avançados, pois não conheciam nem a bússola, nem o astrolábio, nem mesmo desenhavam mapas dos oceanos, ou seja, realizaram uma empreitada muito mais difícil e, por quê não, corajosa. É uma coisa que devemos pensar. Se na realidade é tão importante para nós fixarmos datas, marcos e reverenciarmos heróis (e não os processos que ocorreram para que os fatos se desenvolvessem, o que seria mais correto), então acho que temos mais do que a obrigação de reverenciarmos os verdadeiros heróis e, neste caso, o herói (ou meramente descobridor, como queiram) é Leif Eriksson.


8 – A União de Calmar, o Fim da Groenlândia e o Legado Viking:
Neste item falarei sobre os três temas acima descritos, que apesar de não fazerem mais parte da chamada Era Viking, considero de suma importância que sejam estudados, mesmo que superficialmente, para que não tenhamos sobre os Vikings a mesma impressão que temos sobre a Grécia após a morte de Alexandre, ou sobre Roma depois da adoção do Cristianismo e antes de sua queda, ou seja, a impressão de que tudo acabou e que nada mais resta do que havia. Essa é inclusive uma impressão muito comum para nós, já que gostamos tanto de estabelecer marcos.

Os marcos só nos servem para facilitar a contextualização dos fatos no tempo, e não para que criemos a falsa idéia de que certa coisa existia, e de um dia para o outro passou a não existir mais. Portanto, é errado pensarmos que Roma caiu, pois apesar de ter sido capturada por Godos, Roma já estava em decadência a vários anos, e sua captura só foi possível graças a isso. O mesmo ocorre com os Vikings, uma vez que sua Era só chegou ao fim devido aos erros (como a adoção do Catolicismo) de seus governantes, já que isso descaracterizou o povo. Só adotamos o marco da morte de Haraldo Hardrada na Batalha de Stamford Bridge como o final da Era Viking, pois temos a necessidade de explicar para nossos próprios cérebros quando devemos parar de chamar os Escandinavos de Vikings. Mas como já expliquei, o mais correto é não chamar de Viking a um Escandinavo Cristão.

Para melhor compreensão dos fatos neste trecho (já que um não é diretamente ligado ao outro), acredito que seja melhor estudar cada um deles isoladamente, como um item próprio, baseado na cronologia dos fatos.
8.1 – Os Legados Vikings:
Apesar de ser um verdadeiro chavão, a frase a seguir descreve com precisão o que foram os Vikings: “foram um povo à frente de seu tempo”.

É a mais pura verdade, talvez por isso tenham nos deixado tantos legados, que no mais das vezes, nem sabemos que se tratam de legados Vikings.

Durante os primeiros séculos da Idade Média, ou seja, durante a chamada Alta Idade Média, quando o que chamamos de Feudalismo ainda não existia, vários povos ditos Germânicos entraram no cenário Europeu e, como disse, os Vikings (juntamente como os Varegues) foram os últimos.

O Feudalismo foi um fenômeno que ocorreu propriamente dito na chamada Idade Média Central e, como é estudado, apenas na chamada Ilha de França, região do Reino Franco. Suas bases foram lançadas pelos Romanos, com leis como o Colonato acrescidas da moral Cristã. As invasões dos Godos (Ostrogodos (na Itália) e Visigodos (na Espanha)) trouxeram ao cenário Europeu Ocidental a tradição da Vassalagem, que somada às tradições romanas, embasaram Carlos Magno na divisão interna de seu Império, uma vez que ele, ao conquistar novas terras, submetia o Rei delas à sua suserania, sendo assim, a evolução dessa situação, que ocorreu após a morte de Carlos Magno, deu origem ao feudalismo de fato, que digamos, só principiou no século XI.

Devido a isso, podemos concluir que os Vikings existiram (no esplendor de sua Era) no período imediatamente posterior à chegada Árabe a Europa, e anterior ao estabelecimento do Feudalismo, como nós conhecemos.

A época era de muitas transformações, pois como mencionei, vários povos novos haviam entrado no contexto europeu recentemente, a Igreja Católica tentava se afirmar (e estava começando a conseguir) em meio a tantos povos não Cristãos, o ideal de restauração do Império Romano permanecia vivo na mente dos grandes Reis do período (primeiro com Justiniano, depois Carlos Magno e por fim Oto I), além de o comércio marítimo europeu estar, senão morto, adormecido depois da entrada dos Árabes na Espanha.

Foi nesse contexto que os Vikings existiram. Eles, com suas drakkars punham medo em todas as populações Européias, desde Árabes até Italianos, passando por Francos, Germânicos e principalmente Ingleses. Seus reides, inicialmente apenas com o objetivo de realizar saques, acabaram por criar colônias e bases militares, fundando e ampliando dezenas de cidades e vilas em todo o ocidente Europeu (no oriente do continente o fenômeno foi semelhante (mas em menor escala) em relação aos Varegues).

Os Vikings eram exímios artesãos, sabiam trabalhar muito bem a madeira, o marfim e o ferro. Criaram uma religião com preceitos tão avançados que só foram de novo pensados (ou copiados) no século XVI, por Lutero e Calvino. Suas técnicas de navegação eram tão avançadas que só foram, de fato, superadas pelos Portugueses no século XV, ou seja, mais de quatrocentos anos depois. Eles proporcionaram um renascimento, ainda que temporário, do comércio marítimo Europeu, com rotas através dos mares Báltico e do Norte, além de rios Europeus como o Ródano, o Reno, o Sena e o Tâmisa. Além disso, algumas palavras e jogos (como os RPGs), de hoje são baseados em palavras, atitudes e crenças Vikings. Apesar de todos esses feitos serem impressionantes, eles não constituem os principais legados Vikings. Vejamos então quais foram esses legados.

Digamos que, por causa dos Vikings, a Inglaterra se unificou, ou passou a reconhecer um único Rei como sendo o Rei de toda a Inglaterra (ainda que em períodos posteriores, este domínio não tenha sido tão forte, devido ao Feudalismo, que apesar de não ter existido como o estudamos na Inglaterra, também a atingiu) muito mais cedo do que o faria se não tivesse recebido a pressão externa que recebeu.

Os descobrimentos Vikings, como a Islândia, a Groenlândia e a América (com Vinland, Markland e Helluland) foram também tão impressionantes que podemos chamar sua época de Primeira Era dos Descobrimentos, sendo a chamada Era dos Descobrimentos, então, a Segunda Era dos Descobrimentos.

Podemos também dizer que os Vikings auxiliaram na formação de um povo: os Normandos. Inclusive, os Normandos tiveram sua Época de Ouro imediatamente após o fim da Era Viking, uma vez que a conquista da Inglaterra por Guilherme, o Conquistador, Duque da Normandia, o marco (outra vez essa palavra) inicial da Era Normanda, ocorreu um mês depois da derrota de Haraldo Hardrada na Batalha de Stamford Bridge, o marco final da Era Viking. Sendo assim, podemos realmente dizer (apesar de os Normandos já na época de Guilherme terem mais características Francas do que Vikings), que os Normandos são os herdeiros dos Vikings.
8.2 – A União de Calmar:
Após a morte de Haraldo Hardrada, os povos Escandinavos que já haviam reduzido suas incursões consideravelmente desde o início da conversão ao Catolicismo, praticamente as pararam e Noruega, Dinamarca e Suécia (agora citarei a Suécia porque ela também fez parte da União de Calmar e porque os Varegues também entraram em declínio na mesma época que os Viking, cerca de cinqüenta anos antes) limitaram-se a manterem vivas as relações comercias com as regiões que colonizaram ou dominaram no passado.

Entretanto, a Dinamarca começou a exercer certa preponderância sobre as outra duas, passando a influir diretamente sobre a Suécia (e consequentemente sobre a Finlândia que, na época, não passava de um Ducado da Suécia), mas não tão efetivamente sobre a Noruega, que mantivera suas relações com Islândia e Groenlândia (que aceitou a soberania Norueguesa em 1261, antes porém, a Noruega já exercia influência cada vez mais forte na região), apesar de ter perdido em definitivo qualquer poder sobre o Ducado das Órcadas, que agora obedecia à Escócia e também sobre a sua porção da Irlanda, que em 1170 foi derrotada e em 1171 tomada pelos Ingleses, governados pelos Rei Henrique II.

O glorioso passado Viking e Varegue já era muito mais distante nas conseqüências do que no tempo, ou seja, os Reinos Escandinavos estavam resumidos a uma pobreza muito grande, salvo pela Dinamarca que aumentava cada vez mais seu domínio comercial no Báltico. Entretanto, em 1370, Lübeck venceu Valdemar IV, Rei da Dinamarca, após uma guerra de nove anos, e estabeleceu o domínio do comércio no mar Báltico, pela Liga Hanseática (Federação Comercial de cidades do norte da Alemanha).

Valdemar IV era pai de Alberto, Rei da Suécia, e de Margaret, Rainha Consorte (esposa do Rei, quando quem governa é o Rei) da Noruega. Pois bem, após sua derrota (a de Valdemar IV). Margaret começou a pensar numa maneira de restabelecer o poder dos países Escandinavos frente ao crescente poderio da Liga Hanseática.

Nessa mesma época, Alberto, da Suécia, morreu e quem herdaria seu trono seria Érico, seu neto, uma vez que seu filho havia morrido. Porém Érico era apenas uma criança, e sua parente mais próxima era a tia-avó Margaret, agora também Rainha da Dinamarca, depois da morte do pai Valdemar IV.

Aproveitando-se de toda esta confusão nas sucessões dinásticas dos países Escandinavos, Margaret resolveu convencer todas as três nobrezas a jurarem lealdade a seu sobrinho-neto Érico. As nobrezas se reuniram e assinaram, em 1397, o que ficou conhecido como União de Calmar. À partir dessa data, Suécia (e Finlândia), Dinamarca e Noruega (Islândia e Groenlândia) estariam unidas sob uma só Monarquia, porém, as leis de cada país continuariam a ser diferentes. Margaret utilizou os pretextos de que Érico era uma criança e de que ela era sua parente mais próxima, para governar em seu lugar (por toda sua vida (vida de Margaret)). Sendo assim, a Noruega assumiu a preponderância na União de Calmar, com Margaret reinando na Suécia e Dinamarca e seu marido reinando na Noruega. Porém, após a morte de Margaret, em 1412, Érico assumiu o trono Escandinavo de fato, mas o Rei da Noruega não quis abdicar de seus privilégios, uma vez que por ser o marido de Margaret, ele além de continuar governando seu país, ainda governava os outros. Sendo assim, a Noruega passou a integrar a União apenas no papel, pois de fato não fazia mais parte dela.

O fato de a Noruega não participar efetivamente da União de Calmar, estimulou a Liga Hanseática, contra a qual a União de Calmar havia sido criada, a se infiltrar no país, fazendo de Bergen um de seus principais centros administrativos e assim, sob a proteção Norueguesa, podendo exercer o comércio no Báltico com muita facilidade.

A influência da Liga Hanseática sobre a Noruega e a recusa desta em integrar de fato a União de Calmar, aceleraram seu desmantelamento (da União de Calmar), que ocorreu finalmente em 1523. Da extinção da União de Calmar, surgiram os países Escandinavos da forma que os conhecemos hoje, exceto a Finlândia, que só conseguiu sua independência total bem depois, em 1917 (devido a Revolução Russa, pois a Rússia dominava o país desde 1713, quando o Czar Pedro, o Grande o tomou da Suécia).


8.3 – O Fim da Groenlândia:
A Groenlândia nunca foi densamente povoada devido às suas condições climáticas horríveis. Mesmo assim, havia pelo menos duas cidades Gardar e Godthaab, além de vilas (ou fazendas), como Brattahlid.

Os Esquimós que habitavam as regiões central e do norte sempre foram hostis aos Noruegueses, pois os consideravam inimigos. No entanto, os contatos entre eles eram muito esporádicos devido a distância de suas povoações.

Uma catástrofe da natureza porém, começou a colocar fim às povoações da Groenlândia, por volta da metade do século XIV. Na realidade, neste período ocorreu aquilo que os estudiosos chamam de Pequena Glaciação, ou seja, um período como o Período Glacial, só que com conseqüências bem mais brandas, talvez devido a um pequeno afastamento da Terra em relação ao Sol.

Essa Pequena Glaciação levou a uma diminuição brutal das temperaturas em toda a região Ártica, e também nas proximidades dela. Sendo assim, a vida se tornou quase impraticável no norte de países como a Groenlândia e os países Escandinavos. O que causou a morte de muitas pessoas e a migração para o sul, de outras.

Como se pode notar no mapa de item 2.1, a chamada Colônia Ocidental da Groenlândia, cuja capital era Godthaab, localizava-se muito mais ao norte do que a Colônia Oriental, por isso, a vida lá se tornou muito difícil, devido ao congelamento da água potável, e até de áreas da água do mar, próximas a terra. Além disso, a agricultura se tornou impraticável na região.

Como se não bastassem essas duas catástrofes para destruírem a Colônia Ocidental, a Noruega começou a fazer contatos cada vez mais esporádicos com a região, em virtude de suas relações com a Liga Hanseática estarem sendo mais lucrativas do que o pobre comércio que desenvolvia com a Groenlândia. Os contatos foram se tornando cada vez mais raros, até que se enceraram por volta de 1370, com a Colônia Ocidental e por volta de 1450, com a Colônia Oriental, mais próxima da Noruega.

Além desta outra tragédia, os Esquimós, que viviam mais para o centro e para o norte da ilha, começaram a procurar o sul e o litoral, por serem menos frios. O que os levou por volta de 1390, a destruir com suas incursões a cidade de Godthaab. Na verdade, eles não destruíram a cidade, apenas mataram todos os seus habitantes (os poucos que haviam resistido ao frio) e ocuparam suas casa, que eles consideravam mais quentes do que seus iglus.

As ameaças do frio, do fim do interesse Norueguês e dos ataques (cada vez mais freqüentes) dos Esquimós, estavam também atormentando as populações de Gardar e Brattahlid, mas por essa região se situar mais ao sul e também mais perto da Noruega, ela não só era menos fria como também mais populosa do que a Colônia Ocidental, sedo assim, é provável que seus habitantes tenham conseguido sobreviver até por volta de 1510, mas depois disso, os Esquimós conquistaram totalmente a região, terminando com aquele que havia sido o mais brilhante esforço colonizador da Era Viking e de toda a Europa na Idade Média: a Groenlândia.

Mas a Groenlândia é conhecida e ocupada (mesmo que pouco) ainda hoje, então como você pode dizer que sua povoação foi destruída e extinta em 1510?

Bem, é simples, mais tarde, em 1721, um missionário Dinamarquês chamado Hans Egede, acreditando no que diziam as Sagas Vikings, escritas por autores Islandeses no século XIV, navegou rumo a Groenlândia e qual não foi sua surpresa quando constatou que as Histórias eram verdadeiras, ou seja, que existia de fato a ilha mencionada nas Sagas. Sendo assim, ele tomou posse do território em nome da Dinamarca e ele pertence a esta até hoje. A cidade de Godthaab foi encontrada e reconstruída, sendo hoje a capital da província da Groenlândia, que é também a maior ilha do mundo.


9 – Bibliografia e Fontes Visuais:
 CALVINO, João. Sobre o Governo Civil
 GIBSON, Michael. Os Vikings
 LUTERO, Martinho. Sobre a Autoridade Secular
 McEVEDY, Colin. Atlas da História Medieval
 PERRUDIN, Françoise. Civilizações Antigas
 TRIGGS, Tony D.. Os Saxões
Dicionário da Idade Média. Organização: LOYN, Henry R.. Revisão

Técnica: FRANCO, Hilário Junior


 Vários. Grande Enciclopédia Delta Larousse
Revista Veja de abril de 2000
Além da Bibliografia acima citada, ainda utilizei-me de diversos sites em Português e Inglês sobre Vikigs e o Ásatrú. Para encontrar tais sites, basta ir aos sites de busca e procurar por Vikigs, Viking, Vinland, Asatru, Noruega, Dinamarca, Idade Média, Medieval Age...


Compartilhe com seus amigos:
1   2   3   4


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal