Mamãe, por que o vovô tem uma perna-prótese de metal? A menininha pergunta pra mãe, num dos micro-apartamentos



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Encontro02.08.2016
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DESTRUIÇÃO EM MASSA (One-Shot pós Monsters 3)
Numa cidade futurística, prédios de aço alcançam o céu sem estrelas, graças à fumaça de poluição que as cobre. No chão, as ruas cheias de gente por toda a parte, sem lugar pra respirar ou pra viver. Gente indo e vindo, andando, e que mal sabem que... A destruição está por vir.
-.-


  • Mamãe, por que o vovô tem uma perna-prótese de metal? - A menininha pergunta pra mãe, num dos micro-apartamentos.




  • Porque... Olha filha, mamãe vai te contar uma história que aconteceu há muito tempo, quando seu avô ainda era jovem. - A mãe começou. - Há muito tempo, nesta cidade onde vivemos, só existiam monstros.




  • Tipo aqueles que têm no monstrológico*, mãe? - A menina continua animada (*Monstrológico é uma espécie de zoológico de monstros).




  • Sim, isso mesmo. Mas haviam muitos! Milhares! - A mãe continuou. - E não havia nenhum humano como nós e nenhum andróide como seu avô.




  • Então o vovô é um andróide, mãe?




  • Claro, filha. Todos que têm as peças de metal são, lembra-se? Então, o vovô também é. - E a história prosseguiu. - Um dia, em outro planeta chamado Terra, bem distante daqui, só haviam humanos, diferente dos monstros que existem aqui e também não havia nenhum andróide.




  • Nossa! Que legal!




  • É. E havia nesse lugar uma Corporação! - A mulher ia continuar e novamente foi interrompida.




  • A Corporação Lion!? - A menininha perguntou, confusa.




  • Não, não. Era uma Corporação má! Eles abriram um portal dimensional (como aquele que tem na nossa Praça, enfeitando), e libertaram todos os monstros que haviam daqui para a Terra, e então, destruíram tudo!




  • Nossa! Eles eram realmente maus mãe!




  • Sim, eram sim! Mas o que aconteceu foi que, esta Corporação acabou transformando vários humanos como eu e você em andróides como seu avô e nossos vizinhos velhinhos, lembra deles?




  • Lembro sim! O Sr. e a Sra. Kingstone! Eles são ciborgues, não é? - A filha começava a ligar os pontos.




  • Sim, eles são, assim como o vovô. Então, uns desses ciborgues se revoltaram contra essa Corporação, porque descobriram que ela era ruim. E enfim, deram cabo dela e finalmente nos libertaram, nos trazendo para essa nova terra que não era destruída e improdutiva como a Terra que antes vivíamos. E graças à esses ciborgues heróis estamos vivos até hoje!




  • Que legal, mãe! Mas... Quem eram esses ciborgues heróis, alguém sabe!? - A garota perguntou e então a mãe sorriu.




  • Venha comigo. - Pegou na mão da menina e a levou até a janela do apartamento. - Olhe lá para a Praça Principal. Ao lado do teletransportador, o que há?




  • Hm... Uma enorme estátua de uma andróide de moicano e arma-braço! - A menininha disse, sorrindo.




  • Sim, o nome dela é Cis-Sith. E foi ela a nossa salvadora.


-.-
Meio-dia. Tudo normal no Centro. Todos os carros e motos voadoras se amontoam num espaço muito pequeno. Quem disse que os transportes voadores iriam resolver nosso problema de engarrafamento!? Seres humanos parecem adorar filas!
O problema chega ao longe, onde só há terra e água. O problema caminha com agilidade, apesar de seu gigantesco tamanho.


  • Do tamanho de um prédio, praticamente! - Diz um general, numa base subterrânea. - Estamos perdidos! Irá invadir a cidade!




  • Me lembrem de matar quem construiu esse maldito protótipo! - Um comandante bate numa mesa.




  • Mas é o que dizem... Que todos os robôs estão se revoltando contra os humanos! O mais hilário é que eles não ligam pra ciborgues ou andróides! - O outro sujeito diz, mexendo em seu grande bigode.




  • E agora? Vamos tentar mandar aviões e tanques voadores!? - O outro sujeito disse.




  • Não temos outra escolha, não é mesmo!? - E enfim, apertou um botão comunicador. - Mandem todos os veículos 737 e 714!




  • Todos, Senhor!?




  • Sim, está decretado um estado de emergência! Temos que proteger o Centro!


-.-
E lá longe, vinha com toda destruidora força, um monstro-gigantesco-de-metal! Ele corria à uma velocidade estonteante destruindo tudo em seu caminho, e sim, seu alvo e sua meta era a cidade Central. Ou seja, o Centro de tudo. Do comércio, das moradias, da tecnologia, do governo, dos patrimônios... Seria uma catástrofe! Tudo o que fora construído na revolução Pós-Síthica seria destruído!
*BROOM!!!*

*BROOM!!!*

*BROOM!!!*
O monstro vinha e logo, apareciam os caças e os tanques voadores. Terríveis fortalezas gigantescas que mesmo assim, conseguiam voar com uma razoável velocidade, mas possuíam um grande canhão de prótons poderosíssimo que faria um desastre se fosse lançado.
E os tiros foram disparados! O céu encheu-se de balas, bombas, mísseis e tiros mortais, tudo contra o dragão-gigante-de-metal! E ele resistia bravamente, nem mesmo brecava!


  • Não tem jeito... - Dizia o General. - Vamos ter que tentar o canhão.


O gigantesco canhão dos tanques foi ativado e... BOOOOOOM!!! O tiro foi certeiro. Tudo encheu-se de fumaça e... Lá estava o dragão ainda, correndo como um trovão, sem ligar pros tiros que lhe acertaram.


  • Pelo moicano sagrado de Cis-Sith! Ainda está de pé! Do que demônios é feito isso!?




  • Pelo visto, essa máquina foi criada com o mesmo material dos escudos de força dos campos de guerra da Corporação Lion. - Um cientista em seus computadores respondeu a pergunta.




  • Putz... Ele não será destruído com NADA então! - O sujeito disse, secando o suor do rosto com a manga do uniforme. - Vamos... Desistir e rezar pro Espírito Sagrado de Cis-Sith!




  • É o jeito. - O outro sujeito disse.


-.-
O gigante se aproximava mais e mais da cidade. E enfim, o governo já tinha avisado para a mídia local alertar os cidadãos pra se afastar o mais rápido possível.


  • Mamãe! O que estão falando na tevê!? - A menina perguntou e a mãe arrumava todas as malas, desesperada.




  • Vamos embora, minha filha! Senão... Nós vamos ser mortas!




  • M-mas, mamãe, o que está acontecendo!? - E a menina ouviu a tevê dizendo: “Um gigante de metal descontrolado, um protótipo-full tipo robô, se aproxima numa velocidade considerável da fronteira do Centro. Favor, pedimos a todos os moradores que levem apenas vestimentas e comida e se escondam nos abrigos subterrâneos. Repito, cidadãos levem sua vestes e comidas e se dirijam o mais rápido possível pros abrigos! - Está vindo um monstro-de-metal pra cá!? V-vai destruir tudo, mamãe!?




  • Sim, minha filha. Precisamos ir logo. - A mãe disse, desesperada, pegando todas as bolsas e indo pegar a filha. A filha começou a chorar.




  • Não quero, mamãe! Não quero perder tudo! - Ela continuou chorando.




  • Não temos escolha, minha filha. A cidade será reconstruída, eles sempre reconstroem. Mas agora, o mais importante são nossas vidas! - A mãe disse, tentando amparar a filha.




  • Mas e a estátua, mãe!? A estátua de Cis-Sith! Ela não irá nos salvar de novo, como fez da outra vez!? - A menina disse, chorando ainda. E a mãe olhou pra baixo triste.




  • Cis-Sith está morta, filha.


-.-
O monstro se aproximava, enquanto todas as pessoas tentavam fugir a tempo. Mas era óbvio que nem todo mundo conseguiria se salvar... E era isso que todos mais temiam. E o governo temia os gastos de reconstrução da cidade e seus próprios bens.
Enfim, lá de longe, em uma torre de controle de rádio, parada no topo, havia alguém com um sorriso na cara. Não, não era o inimigo... Era... Uma andróide de moicano.
A menina magra, de pele parda, de moicano branco pequeno, vestes rotas (calças jeans rasgadas, blusa branca sem mangas suja e coturnos), tatuagens e uma enorme (ENORME) arma-braço-de-metal.
Ela saltou DE CIMA DA TORRE até o chão de um vasto deserto! Ela não se machucou e ainda caiu quase de pé. Encarou numa distância razoável seu inimigo, o monstro-de-metal-gigante e enfim, começou a correr atrás dele.
Imagine a cena. Um monstro-gigante-dragão correndo à uma velocidade considerável, e atrás dele, uma mísera ciborguezinha, de no mínimo 1,70 de altura. Ela tinha dois olhos vermelhos confiantes.
E então, quando o monstro ia pisar dentro da cidade... Ela esticou o braço-arma, usando o outro como apoio, mirou certeiro e... TUM!!! UMA RAJADA GIGANTE DE ALGO NÃO-IDENTIFICADO saiu pelo cano da arma e foi à uma distância e velocidade IMPRESSIONANTES!!!
O tiro alcançou o monstro e foi ouvida uma explosão gigantesca! Todo mundo que estava nos abrigos, e até quem não estava, estava assistindo pela tevê tudo o que estava acontecendo... Eles viram a grande explosão! E alguns estilhaços de monstro-gigante se espalhando pela cidade! Era... Inacreditável!
E detrás de toda a fumaça, jazia uma ciborgue pequena, suja e suada.


  • Oh, Minha Mãezinha! Eu preciso de uma cerveja! - Ela disse.


Todo mundo abriu um sorriso de contentamento.
-.-


  • A... A n-nossa cidade está salva!!! POR CIS-SITH, ESTAMOS SALVOS!!! - O General chegou a levantar-se de sua poltrona (uma coisa incrível).




  • Mas... Quem é aquela que nos salvou!? - O cientista, frio como sempre, perguntou.




  • Não sei. Mas... Parecia Cis-Sith. - Disse o outro, sem acreditar. - Mas... Ela não estava morta?


-.-
E num bar roto da cidade, um sujeitinho ria à beça, ele usava uma roupa muito chique pro lugar. Era uma espécie de uniforme ajeitadinho do governo. Então, todo mundo o tratava com respeito. Ele estava sentado à mesa com ela... A menina que salvou a cidade e que sumiu como fumaça sem que ninguém soubesse.


  • Boa, Lil'! Você mandou bem mesmo com aquele monstrengo! - E tomou de uma caneca de chopp, o que a menina também fazia no atual momento.




  • Nada... Sabe como é, né? - E colocou os pés em cima da mesa, relaxando. - Tenho que manter a memória de mamãe viva, né?


FIM
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