Manhiça, 29 de Maio de 2008



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O PRÉMIO PRÍNCIPE DE ASTÚRIAS DE COOPERAÇÃO INTERNACIONAL DE 2008 FOI ATRIBUIDO AS INSTITUIÇÕES QUE LIDERAM A LUTA CONTRA MALÁRIA EM ÁFRICA

                                                                                 



                                                                                               

Manhiça, 29 de Maio de 2008. Os Prémios Príncipe de Astúrias são destinados, conforme os Estatutos da Fundação, a galardoar “o trabalho científico, técnico, cultural, social e humano realizado por pessoas, equipas de trabalho ou instituições no âmbito internacional”. Dentro desse espírito, o Prémio Príncipe de Astúrias da Cooperação Internacional “será outorgado a pessoas, pessoas ou instituição cujo trabalho tenha contribuído de forma exemplar e relevante para o mútuo conhecimento, o progresso ou a fraternidade entre os povos”.
Nesta edição concorriam um total de 26 candidaturas provenientes de Cabo Verde, Estados Unidos, Gana, Irlanda, Islândia, Luxemburgo, Mali, Moçambique, Portugal, Reino Unido, Suiça, Tanzânia  e Espanha.
Este é o segundo dos oito Prémios Príncipe de Astúrias a serem concedidos neste ano, em que completam a sua vigésimo oitava edição. Anteriormente foi outorgado o Prémio Príncipe de Astúrias das Artes às Orquestras Juvenis e Infantis da Venezuela, fundadas por José Antonio Abreu. Nas próximas semanas serão decididos os prémios correspondentes a (por ordem): Investigação Científica e Técnica, Comunicação e Humanidades, Ciências Sociais e Letras. Os Prémios Príncipe de Astúrias dos  Desportos e da Concórdia serão decididos no próximo mês de setembro.
As instituições que lideram a luta contra a malária em África: o Ifakara Health Research and Development Centre (Tanzânia), The Malaria Research and Training Centre (Mali), o Kintampo Health Research Centre (Gana) e o Centro de Investigação em Saúde de Manhiça (Moçambique) foram distinguidas com o Prémio Príncipe de Astúrias de Cooperação Internacional 2008, conforme anunciou no dia 28 de Maio em Oviedo o Júri responsável em outorgar o referido prémio.
Estas instituições foram reconhecidas internacionalmente como líderes na luta contra a malária em África, destacam-se pelos seus progressos na procura de uma vacina contra esta doença, bem como pelos programas de formação de profissionais. A sua contribuição para a melhoria na assistência  nos países onde operam, permite atenuar as terríveis consequências deste mal, que provoca cada ano a morte de mais de um milhão de pessoas, especialmente crianças e mulheres gravidas, em todo o mundo.
A malária, doença provocada por um parasita e transmitida por mosquitos, representa uma ameaça para cerca de 40% da população mundial. A maioria dos casos e das mortes ocorrem na África Sub-sahariana, onde, em cada 30 segundos, morre uma criança menor de 5 anos. Na comemoração do Dia Mundial contra a Malária, em 25 de abril de 2008, o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou o lançamento duma campanha informativa para reforçar o objectivo de vencer a doença no continente africano antes de final de 2010. Entre as ferramentas para alcançar este propósito, ressaltou a importância de melhorar a formação de pessoal médico nos países afectados e impulsionar a investigação.
As quatro instituições galardoadas tem nos seus objectivos estratégicos a investigação biomédica, a formação do pessoal local, a assistência sanitária e o reforço institucional, como ferramentas para romper a relação entre doença e pobreza, contribuindo para o desenvolvimento da saúde pública nacional e internacional.
O Ifakara Health Research and Development Center (IHRDC), Tanzânia, está em funcionamento desde 1956 como primeiro centro biomédico de investigação de campo, colocado em operação pelo Instituto Tropical Suíço, fundado por Rudolf Geigy. As condições de Ifakara, assentamento rural com grande incidência das doenças tropicais, foram decisivas para o centro se tornar permanente e para se envolver nos sistemas nacionais de investigação e saúde. Em 1990, o IHRDC aderiu ao Instituto Nacional de Investigação Médica da Tanzânia e, desde 1997, funciona como organização independente sem fins lucrativos. Entre os feitos significativos do IHRDC nos últimos anos encontram-se os resultados do tratamento intermitente preventivo da malária em crianças (IPTi, suas siglas em inglês). Além disso, foi constituído um consórcio de investigadores, financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates, para avaliar esses resultados em outros países como Quénia, Moçambique, Gabão, Senegal, Gana e Tanzânia. Dirigido actualmente pelo doutor Hassan Mshinda, o IHRDC em breve se designara por Ifakara Health Institute.
The Malaria Research and Training Center (MRTC), Mali, foi criado em 1989 como resultado da colaboração entre a Faculdade de Medicina, Farmácia e Odonto-estomatologia dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH), a Fundação Rockefeller e a Organização Mundial da Saúde. Posteriormente, juntaram-se ao projecto outros programas da Agência Norte-americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), bem como outras instituições de beneficiência. Actualmente, o MRTC é constituído como uma organização unitária, onde o trabalho é planificado, dirigido e executado por pessoal do Mali. O centro abrange todos as áreas de investigação da malária, e todos os esforços são focalizados no desenvolvimento e teste de estratégias apropriadas para o controlo da malária e a redução da carga de doença na população de Mali no seu território e no resto da África. O doutor Ogobara Duombo dirige o centro e o programa de ensaios de vacinas levado a cabo pelo MRTC em colaboração com a Unidade de Desenvolvimento da Vacina da Malária, do Laboratório de Doenças Parasitárias dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos. Além disso, o MRTC é pioneiro no desenvolvimento de tecnologias para detectar a presença de parasitas resistentes a partir de uma simples gota de sangue em papel de filtro, o que permite lutar contra a resistência do Parasita da malária a determinados fármacos.
O Kintampo Health Research Center (KHRC), Gana, foi estabelecido como um dos três centros de investigação do Serviço de Saúde de Gana em 1994, com o objectivo de oferecer soluções africanas aos desafios de saúde no continente. Desde a sua criação, tem desenvolvido um dos mais abrangentes sistemas de vigilância regional e, actualmente, o KHRC está a testar a vacina contra a malária designada RTS,S em Gana. Esta vacina, criada em 1987 e desenvolvida pela GSK Biologicals, mostrou-se efectiva em adultos dos Estados Unidos, Bélgica e Quénia, bem como em crianças de Gâmbia e Moçambique. O KHRC juntou-se ao projecto de desenvolvimento da vacina RTS,S em 2006, com ensaios em crianças, entre 5 e 7 meses de idade, que irão permitir fixar a segurança desta imunização na faixa dos 5 meses aos 17 anos de idade. Desde 2007, o centro é dirigido pelo epidemiologista Seth Owusu-Agyei.
O Centro de Investigação em Saúde de Manhiça (CISM) em Moçambique foi criado em 1996 como fruto de acordos bilaterais de cooperação entre Moçambique e Espanha, representados respectivamente pelo Ministério da Saúde de Moçambique (MISAU), através do Instituto Nacional de Saúde, a Universidade Eduardo Mondlane (UEM) através da Faculdade de Medicina; e de Espanha pela Agencia Española de Cooperación Internacional, actualmente designada por Agencia Española de Cooperación Internacional el Desarrollo (AECID), e pela  Fundació Clínic per la Recerca Biomédica (FCRB).

Desde 1996, o Centro é dirigido pelo Dr. Pedro L. Alonso, Director Científico do Centro.

Desde o inicio tem havido vários financiadores (Fundación BBVA, Fundació la Caixa, Instituto de Salud Carlos III e Agència Catalana de Cooperació al Desenvolupament de la Generalitat de Catalunya, entre outros), e as organizações (Fundació Clínic per a la Recerca Biomèdica, Universitat de Barcelona, Institut d'Investigacions Biomèdiques August Pi i Sunyer e o Centre de Recerca en Salut Internacional de Barcelona) que tem tornado  possível os sucessos alcançados pelos investigadores do CISM.

Ao nível internacional, o CISM também tem recebido importantes contribuições que tem possibilitado a investigação e programas de colaboração, como as realizadas pela  Fundación Bill y Melinda Gates, la PATH Malaria Vaccine Initiative, no  Sexto Programa Marco da Uniao Europea e ou European and Developing Countries Clinical Trials Partnership Programme (EDCTP).


A missão do CISM é criar um centro investigação de excelência numa zona rural de Moçambique, que contribua para o melhoramento da saúde da sua população e o desenvolvimento do pais através de três actividades fundamentais: a investigação biomédica em problemas prioritários de saúde, a assistência técnica e sanitária e a formação de pessoal moçambicano.
Desde o inicio, a  área de investigação  centrou-se em combater as doenças relacionadas com a pobreza, e em este sentido a prevenção da malária foi uma das prioridades, buscando ferramentas de prevenção e controlo da doença. Com fármacos (IPTi), onde se comprovou que o uso de Sulfadoxina-pirimetamina para prevenção da malária era seguro, tolerado e com um impacto da redução dos episódios clínicos e redução nos internamentos.

O Centro de Investigação em Saúde de Manhiça, demonstrou que o produto candidato a vacina contra a malária denominado RTSS/ASO2A é seguro, protege uma percentagem significativa de crianças contra episódios leves, novas infecções e formas graves da malária, durante um período de pelo menos seis meses.

Para alem da malária, o centro estendeu o seu trabalho em outras áreas de pesquisa tais como as infecções respiratórias agudas, a Tuberculose, o HIV/SIDA etc.
O crescimento do centro levou a busca de novos modelos para garantir a sustentabilidade estrutural, este processo terminou com a criação e escritura de fundação moçambicana de utilidade publica, a Fundação Manhiça,  
Dados de interesse:
 

Ifakara Health Research and Development Centre (Tanzânia)

Director: Hassan Mshinda 



http://www.ihrdc.or.tz/

 

The Malaria Research and Training Centre (Mali)

Director: Ogobara Doumbo 

http://obtoure.africa-web.org/

 

Kintampo Health Research Centre (Gana)

Director: Fred N. Binka

http://www.ghana-khrc.org/

 

Centro de Investigación en Salud de Manhiça (Moçambique)

Directores: Pedro Alonso e Clara Menéndez

http://www.manhica.org/
Salut Renom e Teresa Machai

(Responsáveis de comunicação e formação no CISM)


Tel. + 258 823868802 / +258 823148500

Salut.renom@manhica.org

Teresa.machai@manhica.org


ANTERIORES GALARDOADOS
1981.-  José López Portillo

1982.-  Enrique Iglesias

1983.-  Belisario Betancur

1984.-  Grupo Contadora,-Repúblicas da Colômbia, México, Panamá e Venezuela-

1985.-  Raúl Alfonsín

1986.-  Universidade de Salamanca e Universidade de Coimbra

1987.-  Javier Pérez de Cuéllar

1988.-  Oscar Arias

1989.-  Jacques Delors e Mijail Gorbachov

1990.-  Hans Dietrich Genscher

1991.-  Alto Comissionado das Nações Unidas para os Refugiados

1992.-  Frederick W. De Klerk e Nelson R. Mandela

1993.-  Agrupamentos Militares de Capacetes Azuis das Nações               Unidas em missão humanitária na antiga Iugoslávia

1994.-  Isaac Rabin e Yaser Arafat

1995.- Mario Soares

1996.-  Helmut Kohl

1997.-  Governo da Guatemala e Unidade Revolucionária Nacional Guatemalteca

1998.-  A causa da defesa e da dignificação da mulher: Fatiha Boudiaf, Olayinka Koso-Thomas, Graça Machel, Rigoberta Menchú, Fatana Ishaq Gailani, Somaly Man e Emma Bonino

1999.- John Glenn, Chiaki Mukai, Valery Polyakov e Pedro Duque

2000.-  Fernando Henrique Cardoso

2001.-  Estação Espacial Internacional

2002.-  Comité Científico para a Investigação na Antárctida

2003.-  Luiz Inácio Lula da Silva

2004.-  Programa Erasmus da União Europeia

2005.-  Simone Veil

2006.-  Fundación Bill e Melinda Gates

2007.-  Al Gore
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