Manual de Escatologia



Baixar 2.54 Mb.
Página19/37
Encontro19.07.2016
Tamanho2.54 Mb.
1   ...   15   16   17   18   19   20   21   22   ...   37

Capítulo 18 - Israel na tribulação

Um dos propósitos divinos por alcançar na tribulação é o preparo da nação de Israel para o reino a ser instituído no retorno do Messias em cumprimento às alianças de Israel.


I. Sermão do Monte das Oliveiras

Uma cronologia detalhada dos acontecimentos previstos em rela­ção à nação de Israel é apresentada na importante profecia do Senhor em Mateus 24.1-25.46.



A. O cenário do sermão. Esse sermão, pronunciado dois dias antes da morte do Senhor (Mt 26.1,2), segue-se à declaração dos ais sobre os fariseus (Mt 23.13-36) e do aviso da cegueira legal sobre a nação de Israel (Mt 23.37-39). Sobre Mateus 23.37-39, Chafer escreve:

O sermão é para os filhos de Jerusalém, que, nesse caso, são uma repre­sentação da nação de Israel [...] todo o sermão de Mateus 24.4 em diante [...] imediatamente pronunciado a Seus discípulos, que ainda eram classi­ficados como judeus e representavam um povo que passará pelas experi­ências nele descritas. O sermão é dirigido a toda a nação e especialmente àqueles que sofrerão as provações retratadas ali. A frase " quis eu reunir os teus filhos" não só prova que Ele fala a Israel, mas refere-se ao cumpri­mento de grande parte da profecia relativa à reunião final de Israel na sua própria terra [...] "Vossa casa" é uma referência à casa de Israel que se centralizou na linhagem real de Davi [...] O termo "deserta" é uma de várias palavras usadas em referência à situação de Israel no mundo du­rante a presente época [...] "Não me vereis" é uma afirmação que prevê Sua ausência total, no que diz respeito a Sua relação singular com Israel "até" que Ele volte, quando "todo olho o verá" (Ap 1.7) "e verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória" (Mt 24.30). (Lewis Sperry Chafer, Systematic theology, v, p. 116-7)


Logo, o sermão se situa no cenário da rejeição do Messias por parte de Israel e da imposição da cegueira legal sobre aquela nação.
B. As perguntas dos discípulos. Em Mateus 23 o Senhor anunciou julgamento sobre os fariseus e cegueira sobre a nação. No capítulo 24 Ele anuncia a destruição de Jerusalém (Mt 24.1,2). Na mente dos discí­pulos tais afirmações tinham significância escatológica, pois o seu cum­primento estava associado à vinda do Messias e ao fim dos séculos. Eles perguntaram: "Quando sucederão estas cousas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século?" (Mt 24.3). Talvez a promessa de Seu retorno (Mt 23.39) houvesse dado aos discípulos a associação escatológica.

A resposta à primeira pergunta não é registrada por Mateus, mas é dada em Lucas 21.20-24. Essa parte do sermão estava relacionada à des­truição de Jerusalém sob Tito em 70 d.C. (Cf. Ibid., v, p. 118-9)

Sobre as duas perguntas seguintes, Gaebelein escreve:

Voltando às duas perguntas seguintes, "Que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século?", deve-se dizer que, sem dúvida, na mente dos discípulos a pergunta era uma. Jesus havia falado várias vezes sobre Seu retorno. Como judeus verdadeiros eles esperavam, e isso com todo o direito, o estabelecimento do reino messiânico pelo Messias. Eles viram como Ele [...] fora rejeitado [...] eles tomam coragem e Lhe perguntam sobre o sinal de Sua vinda, a vinda que Ele mencionou antes [...] Essa vinda é Seu retorno visível e glorioso à terra [...] Depois perguntaram sobre o fim ou a consumação do século [...] esse é o fim da era judaica, que ainda é futuro. (Arno C. Gaebelein, The gospel according to Matthew, n, p. 175-6)


A passagem inteira de Mateus 24 e 25 foi escrita para responder à per­gunta sobre os sinais da vinda do Messias, que marcaria o fim desta era. O Senhor apresenta os acontecimentos da consumação dos séculos antes do estabelecimento do reino relacionado a Israel e ao plano de Israel. Esse plano é desenvolvido numa ordem cronológica rígida. Chafer observa: "Poucas passagens do Novo Testamento colocam os acontecimentos registrados numa ordem cronológica mais completa que esse sermão". (Chafer, op. cit., V, p. 114)
C. A interpretação do sermão. Nada é mais importante para o enten­dimento dessa passagem que o método de interpretação. Gaebelein trata dos três métodos principais de interpretação.

A interpretação mais difundida dessa parte do sermão é que tudo foi cum­prido no passado. A grande tribulação é coisa do passado, e o Senhor Jesus Cristo voltou na destruição de Jerusalém. Esse é um método insen­sato de espiritualização, que comete grande violência à Palavra de Deus[...]

Outro método de explicar as primeiras previsões do sermão proféti­co é aplicá-las à era cristã na qual vivemos [...] Alguns intérpretes dizem que o Senhor se refere a toda essa era cristã e especialmente seu fim. En­tão afirmam que a igreja deverá permanecer na terra nessa consumação do século e passar pela grande tribulação, e portanto as exortações conti­das no capítulo são destinadas a crentes que vivem no fim dos séculos [...]

Resta um terceiro modo de interpretar as palavras do nosso Senhor: é ver as previsões sobre o fim da era judaica como ainda futuras. Essa é a única chave correta para entender esses versículos [...] o sermão profético de nosso Senhor é uma previsão de como a era judaica terminará. (Gaebelein, op. cit., II, p. 167-70.)


A primeira seria a opinião do amilenarista, a segunda do defensor do arrebatamento pós-tribulacionista e a terceira do defensor do arrebata­mento pré-tribulacionista.
D. O período tribulacional. O primeiro acontecimento no plano de Israel para o fim dos séculos é o período tribulacional tratado em Mateus 24.4-26. Há uma divergência de opinião entre os defensores do arreba­tamento pré-tribulacionista quanto à cronologia dessa seção.

1. A primeira opinião é a de Chafer (Chafer, op. cit., v, p. 120-5) para quem Mateus 24.4-8 refe­re-se a acontecimentos da atual era da igreja, anteriores ao começo da sétima semana e chamados "o começo da angústia", enquanto os versículos 9-26 dizem respeito ao período tribulacional. Ele diz sobre os versículos 4-8:

Esses acontecimentos [...] não constituem sinal do fim da era judaica [...] embora sejam característicos da era imprevista nos escritos proféticos [...]

Essa passagem extensa [Mt 24.9-26] apresenta a mensagem pessoal de Cristo a Israel sobre a grande tribulação. (Ibid. v,p. 120-1)


2. A segunda opinião é a de Scofield, para quem a passagem tem dupla interpretação, parte aplicável à era da igreja e parte à tribulação. Ele diz:

Os versículos de 4 a 14 têm dupla interpretação: eles dão 1) o caráter da era — guerras, conflitos internacionais, fomes, pestes, perseguições e fal­sos cristos (cf. Dn 9.26) [...] 2) Mas a mesma resposta (v. 4-14) aplica-se de maneira específica ao fim desta era, ou seja, à septuagésima semana de Daniel [...] Tudo o que caracterizava o século assume terrível intensidade no fim. (C. I. Scofield, Reference Bible, p. 1033)


3. Uma terceira opinião é a de English, que diz:

Em Mateus 24, os versículos de 4 a 14 referem-se à primeira metade da semana, o começo do fim; e os versículos 15 a 26 referem-se à segunda metade, a grande tribulação, vindo depois o fim. (Schuyler English, Studies in the gospel according to Matthew, p. 173)


4. Uma quarta opinião entende que os versículos 4-8 referem-se à primeira metade da tribulação e os 9-26 à segunda metade da semana.

A coerência de interpretação aparentemente eliminaria qualquer aplicação dessa porção das Escrituras à igreja ou à era da igreja, visto que o Senhor está lidando com o plano profético para Israel. Além dis­so, a diferença entre interpretação e aplicação aparentemente elimina­ria a opinião que vê dupla aplicação na passagem. Parece haver evi­dência de apoio à opinião de que a primeira metade da semana é des­crita nos v. 4-8. O paralelismo entre os versículos 4-8 e Apocalipse 6 parece indicar que a primeira metade da tribulação é tratada aqui. Gaebelein observa:

Se essa é a interpretação correta [...] então deve haver perfeita harmonia entre essa parte do sermão do monte das Oliveiras contido em Mateus 24 e a parte de Apocalipse que começa com o sexto capítulo. E esse é realmen­te o caso.(Gaebelein, op. cit., n, p. 182)
Esse paralelismo é observado por English, que escreve:

O primeiro selo foi aberto revelando um homem num cavalo branco, que sai para a conquista com um arco. O Senhor Jesus virá num cavalo bran­co, mas esse homem não é Ele, e sim um falso cristo, que estabelece paz temporária. Qual é a primeira previsão de Mateus 24? "Porque virão mui­tos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo" (v. 5).

O segundo selo foi aberto revelando um homem num cavalo vermelho, que deveria tomar a paz da terra. A segunda previsão de Mateus 24 é encontrada nos versículos 6 e 7: "Guerras e rumores de guerras [...] se levantará nação contra na­ção".

O terceiro selo foi aberto revelando um homem num cavalo negro, que tinha balanças na sua mão; e "uma como que voz no meio dos quatro seres viventes" indica fome. A terceira previsão de Mateus 24 é: "Haverá fomes" (v. 7).

O quarto selo foi aberto revelando alguém num cavalo ama­relo, cujo nome era Morte, e a quarta profecia de Mateus 24 fala sobre pestes e terremotos.

O quinto selo se relaciona aos que foram mortos pela Palavra de Deus, e, sob o altar, choram: "Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habi­tam sobre a terra?". Qual é a quinta profecia de Mateus 24? "Então, sereis atribulados, e vos matarão" (v. 9). (English, op. cit., p. 173-4)


Há indícios de que os versículos 9-26 referem-se aos acontecimen­tos da última metade da semana. A abominação da desolação (24.15) é claramente afirmada por Daniel (9.27) como uma ocorrência no meio da semana que continua até o fim do período. A palavra "então" no versículo 9 parece introduzir as grandes perseguições contra Israel que foram prometidas e descritas em Apocalipse 12.12-17, em que João re­vela que a perseguição durará pela última metade do período tribulacional (Ap 12.14).

A cronologia dos acontecimentos do período tribulacional apre­sentada pelo Senhor pode ser determinada assim. Na primeira metade da semana Israel sofrerá os castigos dos versículos 4-8 (os selos de Ap 6), apesar de viver em relativa segurança sob a falsa aliança (Dn 9.27). No meio da semana ocorrerá perseguição (v. 9; Ap 12.12-17) por causa do Desolador (v. 15; 2Ts 2; Ap 13.1-10), que levará Israel a fugir da sua terra (v. 16-20). O Israel infiel será enganado pelo falso profeta (v. 11; Ap 13.11-18) e entrará em apostasia (v. 12; 2Ts 2.11). O Israel fiel será um povo de testemunho, levando as boas novas de que esses acontecimen­tos prenunciam a aproximação do Messias (v. 14). Esse período termi­nará com o segundo advento do Messias (v. 27). Esse parece ser o resu­mo que o Senhor faz da cronologia do período tribulacional.


E. O segundo advento do Messias. Após a descrição do período tribulacional, o Senhor acrescenta à cronologia o segundo advento (Mt 24.30-37). Com relação a essa vinda, vários acontecimentos são mencio­nados. 1) A vinda acontecerá "imediatamente após a tribulação daque­les dias" (v 29). Os acontecimentos do período tribulacional continu­am até o segundo advento do Messias, cuja vinda o encerra. 2) Ela será precedida por um sinal (v. 30). Qual seja esse sinal, não nos é revelado. Muitos sinais o precederam, conforme descrito nos versículos 4-26, mas esse é um sinal singular que anunciará o advento do Messias. 3) A vin­da será repentina (v. 27) e 4) será evidente (v. 30), quando Seu poder e Sua glória serão manifestos por toda a terra.
F. O ajuntamento de Israel. O v. 31 sugere que o acontecimento se­guinte ao segundo advento será o ajuntamento de Israel. Os israelitas foram espalhados por causa da raiva de Satanás (Ap 12.12) e da desola­ção da besta (Mt 24.15), mas, de acordo com a promessa, eles serão ajuntados na terra (Dt 30.3,4; Ez 20.37,38; 37.1-14). Esse ajuntamento acon­tece mediante ministérios angélicos especiais. O termo "eleitos" do v. 31 deve referir-se aos santos do plano com o qual Deus estará lidando, isto é, Israel (Dn 7.18,22,27).
G. As parábolas ilustrativas. A cronologia dos acontecimentos do fim do século é brevemente interrompida para dar exortação prática aos que testemunharão esses acontecimentos. As instruções estão con­tidas nos versículos 32-51. A parábola da figueira (v. 32-36) é contada para demonstrar a certeza da vinda. Chafer escreve:

Não há dúvida de que a figueira representa em outras passagens a nação de Israel (cf. Mt 21.28-20), mas não há razão para que esse significado seja buscado nesse uso do símbolo. Quando as coisas de que Cristo falou, in­cluindo-se o começo da tribulação, começarem a acontecer, pode-se acei­tar como certeza que Ele está perto, às portas. (Chafer, op. cit., v, p. 127.)


O cumprimento dos sinais que foram dados nos versículos anteriores declarava a vinda do Messias tão certamente quanto as novas folhas na figueira proclamavam a chegada do verão.

Há uma diferença de opinião sobre a interpretação de "geração" em Mateus 24.34. Alguns afirmam que o termo se aplica à geração à qual Cristo falou, e logo Sua profecia teria sido cumprida com a destruição de Jerusalém em 70 d.C. Outros afirmam que a palavra se refere ao futuro, e logo Cristo está falando que aqueles que testemunharem os sinais descritos anteriormente no capítulo verão a vinda do Filho do homem naquela geração. Seria quase desnecessário afirmar esse fato, visto que se sabia que apenas sete anos se passariam entre o começo desse período e a vinda do Messias, ou três anos e meio a partir da aparição do Desolador até o advento do Messias. No entanto, essa pode ser a interpretação. Outros afirmam que a palavra geração deve ser vista no seu uso básico de "raça, tribo, família, descendência, clas­se," (Scofield, op. cit., p. 1034) e logo o Senhor está prometendo aqui que a nação de Israel será preservada até a consumação do seu plano no segundo advento, apesar da intenção do Desolador de destruí-la. Essa parece ser a melhor explicação.

A parábola que demonstra a certeza de Sua vinda é seguida por exortações de vigilância por causa da incerteza da hora (v. 36-51). A referência aos dias de Noé (v. 37-39) não realça a lascívia do povo da época de Noé, mas sim a falta de preparo para o acontecimento que trouxe o julgamento. A natureza inesperada da vinda do Senhor é ressaltada na referência às duas pessoas que estavam no campo e às duas pessoas no moinho (v. 40,41), assim como na ilustração do servo fiel e do servo infiel (v. 45-50). Em cada uma das três ilustrações que mos­tram a natureza inesperada do acontecimento, os indivíduos mencio­nados estavam ocupados com a rotina cotidiana sem nenhuma preocu­pação com o retorno do Messias. A lição a ser aprendida está nas pala­vras "vigiai" (v. 42), "ficai também vós apercebidos" (v. 44) e "à hora em que não cuidais, o Filho do homem virá" (v. 44, 50).
H. O julgamento sobre Israel. A cronologia dos acontecimentos profe­tizados é resumida com base nas instruções ilustrativas da palavra "en­tão" em Mateus 25.1. Na parábola das dez virgens o Senhor declara que, após o ajuntamento de Israel (Mt 24.31), o próximo acontecimento será o julgamento do Israel vivente na terra para saber quem entrará no reino. Isso foi previsto em Mateus 24.28, quando o Israel infiel é comparado ao cadáver sem vida jogado aos abutres, um retrato de julgamento.
1. Há duas opiniões principais quanto à identidade das virgens nessa parábola. A primeira é que o Senhor está lidando exclusivamente com Israel em Mateus 24.4-44, mas de 24.45 a 25.46 está tratando da presente era e de sua conclusão, e assim é a igreja que se tem em mente aqui. Gaebelein, que apóia essa opinião, diz:

O Senhor ainda fala a Seus discípulos, mas nos deixa entender que, em­bora vistos na primeira parte como discípulos judeus e tipos do remanes­cente de Israel no fim da era judaica, aqui o Senhor olha para eles como em breve ligados a algo novo, isto é, o cristianismo. (Gaebelein, op. cit., n, p. 220)

E mais:

... essas parábolas não estão mais relacionadas à era judaica e ao remanes­cente de Seu povo terreno, que se realça tanto na primeira parte do ser­mão. (Ibid., n, p. 225)


Essa opinião baseia-se no fato de que o óleo que as virgens prudentes possuíam representa o Espírito Santo, que teria sido tirado antes do período tribulacional. Além disso, baseia-se na observação de que cren­tes judeus da tribulação não estarão dormindo porque os sinais indi­cam a proximidade do retorno do Messias. (Cf. English, op. cit., p. 183)

Parece haver várias razões para rejeitar a opinião de que as vir­gens representam a igreja durante o presente século.

1) O período indi­cado pela palavra "então" (Mt 25.1) não seria uma referência à era da igreja, mas continuaria a cronologia dos acontecimentos ligados a Isra­el, à medida que o Senhor continua a responder à pergunta original cujo referencial de tempo fora interrompido por "agora" em 24.32.

2) Já que o Senhor está voltando à terra como Noivo para as bodas, Ele deve­rá estar acompanhado pela noiva. Logo, os que estão esperando na ter­ra não poderiam ser a noiva.

3) Apesar de o óleo ser um tipo do Espírito Santo, ele não é usado tão exclusivamente na era da igreja. Já que have­rá uma relação do Espírito Santo com os santos da tribulação, especi­almente os que são Suas testemunhas, a referência ao Espírito Santo seria apropriada.

4) Na parábola não só as prudentes, mas também as néscias, que estavam destinadas ao julgamento, foram ao encontro do Noivo. Isso não poderia retratar o arrebatamento, pois nenhuma pes­soa não-salva sairia ao Seu encontro naquela hora.

5) O termo "choro e ranger de dentes" (Mt 25.30) é usado em todas as outras ocorrências que se referem a Israel nos evangelhos (Mt 8.12; 13.42,50; 22.13; Lc 13.28) e parece referir-se também a Israel aqui.

6) Em Apocalipse 19.7-16 o banquete segue-se ao casamento em si. Lucas 12.35,36 parece insinuar que, enquanto as bodas ocorrem no céu, o banquete ocorre na terra. Essa parábola então descreveria a vinda do Noivo e da noiva à terra para o banquete das bodas, em relação às quais as cinco virgens pru­dentes serão aceitas e as néscias serão excluídas.


2. A segunda opinião vê as virgens representando a nação de Isra­el. Parece melhor concluir com English:

As dez virgens representam o remanescente de Israel após a igreja ser levada. As cinco virgens prudentes são o remanescente fiel, as virgens néscias são o infiel, que só professa estar esperando o Messias vir com poder. (Ibid., p. 185)


A principal consideração nessa parábola parece estar no versículo 10: "as que estavam apercebidas entraram com ele para as bodas". Por­tanto, o Senhor está ensinando que, após o segundo advento e o ajunta­mento de Israel, haverá um julgamento na terra para o Israel vivente, a fim de determinar quem entrará no reino, chamado na parábola "bo­das", e quem será dele excluído. Os que tiverem a luz serão aceitos, e os que não a tiverem serão excluídos. Os que tiverem vida serão recebi­dos, e os que não a tiverem serão rejeitados.

A parábola dos talentos ilustra a mesma verdade de que Israel será julgado no segundo advento para apurar quem entrará no milênio e quem será excluído. English diz:

Quando o Senhor Jesus voltar com poder, Ele lidará com o remanescente de Israel (Ez 20) para verificar quem receberá a bênção do reino. "Entra no gozo do teu Senhor" é a entrada na terra para a bênção do reino (Ez 20.40-42), enquanto o destino do servo improdutivo que foi lançado na escuridão é "não entrarão na terra de Israel", de Ezequiel 20.37,38. (Ibid., p. 187-8)
I. O julgamento sobre as nações dos gentios. A cronologia da consu­mação dos séculos termina com uma descrição do julgamento de Deus que cairá sobre todos os inimigos de Israel após o segundo advento. Esse julgamento será examinado em detalhes posteriormente. Para a consideração atual, é suficiente observar que esse é um julgamento para verificar quem, dentre os gentios, terá permissão para entrar "na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo" (Mt 25.34). Devemos observar que é um julgamento sobre os indivíduos gentios vivos após o segundo advento e não está relacionado ao julgamento dos mortos que serão ressuscitados para aparecer diante do grande trono branco (Ap 20.11-15). Ele foi precedido por um tempo em que o evangelho do reino foi pregado por 144 mil testemunhas e pelo rema­nescente fiel. Esse julgamento determina a reação do indivíduo à sua pregação. Com relação ao julgamento dos gentios, Kelly escreve:

... aqui [o critério de juízo] é um assunto simples e único, que se aplica apenas àquela geração vivente de todas as nações: como você tratou os mensageiros do Rei quando eles pregaram o evangelho do reino antes da chegada do fim? O fim agora evidentemente chegou. O teste foi um fato aberto e inegável; provou claramente se tinham ou não fé no Rei vindou­ro. Os que honraram os mensageiros do reino demonstraram fé por meio de suas obras; os que os desprezaram manifestaram sua descrença. O tes­te não era só justo mas também misericordioso, e "o Rei" pronunciou Sua sentença de acordo com ele. (William Kelly, The Lord's prophecy on Olivet in Matthew xxiv., xxv., p. 68)


Logo, no sermão do monte das Oliveiras, o Senhor proveu uma crono­logia dos acontecimentos da septuagésima semana. Sua cronologia é um guia exato na interpretação dos acontecimentos subseqüentes da­quele período.

1   ...   15   16   17   18   19   20   21   22   ...   37


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal