Manual de Escatologia


Capítulo 27 - O plano do reino na presente era



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Capítulo 27 - O plano do reino na presente era

O fato de que Deus continua o desenvolvimento de Seu plano geral para o reino teocrático foi apresentado anteriormente no estudo das parábolas de Mateus 13. Era algo totalmente desconhecido no Antigo Testamento que um grande intervalo de tempo se interporia entre a oferta do reino pelo Messias na Sua vinda à terra e a recepção dessa oferta. As parábolas de Mateus 13 revelam todo o desenvolvimento do reino teocrático desde a rejeição do Rei por Israel durante a Sua primei­ra vinda até a Sua aceitação como Messias por Israel no segundo ad­vento. Ao comentar sobre Lucas 19.11-27, Peters desenvolve todo o pla­no. Ele escreve:

Jesus contou essa parábola porque eles achavam "que o reino de Deus havia de manifestar-se imediatamente". Na Sua resposta não há nenhu­ma insinuação [...] de que os judeus estivessem errados em sua idéia do reino, nem de que, se os conceitos modernos estão corretos, o reino já tivesse vindo e sido estabelecido. Se assim fosse, então a resposta de Jesus teria sido de cruel impertinência; mas, com o conceito correto do reino, ela é coerente e vigorosamente expressa. Pois não há (como não poderia haver) nenhuma declaração de que eles estivessem errados em acreditar que o reino que esperavam, o messiânico, ainda fosse futuro.

Eles esta­vam apenas errados na opinião, cuidadosamente anunciada, de que "o reino de Deus havia de manifestar-se imediatamente". Agora lhes é dada uma parábola para corrigir a crença no estabelecimento imediato do rei­no, o qual, no entanto, só viria depois que um período indefinido de tem­po tivesse passado. Pois Ele se apresenta como um nobre, que, tendo di­reito ao reino, vai "para uma terra distante, com o fim de tomar posse" (para confirmar Seu título) "de um reino e voltar". Durante a Sua ausên­cia, Seus servos negociam até que Ele volte. Então, após um intervalo de tempo não claramente fixado, chegada a hora de entrar na posse do Seu reino, tendo-o recebido, Ele retorna. Segue-se o juízo, e aqueles que O rejeitaram (dizendo, "não queremos que este reine sobre nós") são destruídos. Aqui temos:

1) os judeus pensavam que o reino apareceria de imediato; 2) mas não estava próximo, pois

a) Ele partiria,

b) eles recusari­am Seu reino proferido,

c) aqueles, no entanto, que eram dedicados a Ele deveriam "negociar" até que Ele voltasse,

d) durante Sua ausência não havia nenhum reino, pois Ele se ausentaria para receber o poder para reinar;

3) Ele voltaria e então manifestaria Seu poder adquirido [...] no estabelecimento de Seu reino. Logo temos a ausência e, depois, "a apari­ção e o reino" de Cristo. (G. N. H. Peters, Theocratic kingdom, I, p. 382)


A relação do reino teocrático com a presente era pode ser vista na relação do povo do reino teocrático, Israel, com o plano presente. Isso é delineado em Romanos 11, em que Paulo faz certas afirmações que esboçam o tratamento de Deus. Deus não abandonou Israel (v. 1,2), pois sempre manteve um remanescente para Si (v. 3,4), e há um contínuo remanescente conforme a eleição da graça (v. 5). A nação de Israel foi legalmente cegada (v. 7), cegueira que fora prevista no Antigo Testamento (v. 8-10). Por meio dessa cegueira de Israel, Deus instituiu um plano com os gentios (v. 11,12), no qual, após a retirada dos ramos natu­rais do lugar de bênção (v. 13-16), galhos selvagens, isto é, os gentios, foram enxertados (v. 17-24). No entanto, quando chegar a plenitude dos gentios, isto é, após a conclusão do plano com os gentios, Deus trará Israel de volta ao lugar da bênção (v. 25-29) e providenciará salva­ção à nação (v. 26) porque tal era Sua aliança irrevogável (v. 27-29).

Essa salvação (v. 26) é a que foi prometida a Israel no Antigo Testamento e seria realizada quando o Messias instituísse o reino milenar. Logo, Paulo nos mostra que, após a rejeição de Israel, por causa da rejeição do reino oferecido, Deus trouxe os gentios para o lugar da bênção, cujo plano continua durante a presente era.

Quando esse plano for concluído, Deus inaugurará o reino teocrático na volta do Messias e cumprirá todas as bênçãos prometidas. Assim durante todo o Novo Testamento, o reino não é pregado como estabelecido, mas ainda esperado. Em Atos 1.6 o Senhor não repreendeu os discípulos porque a sua expectativa de um reino ainda futuro fosse errada, mas apenas afirmou que o tempo da­quele reino, apesar de futuro, não seria conhecido por eles.

Muitos acreditam que o plano do reino teocrático foi oferecido a Israel após a instituição da igreja no Pentecostes e a inauguração da era da graça. Scofield diz, ao comentar Atos 3.19-21:

O apelo aqui é à nação judaica, não individual como o primeiro sermão de Pedro (At 2.38,39). Ali os que foram compungidos no coração foram exortados a salvar-se de entre a nação rebelde; aqui Pedro se dirige a todo o povo, e a promessa é que ao arrependimento nacional se seguirá a salva­ção nacional: "e Ele enviará o Cristo" para trazer os tempos que os profe­tas previram [...] A reação oficial foi a prisão dos apóstolos e a proibição de pregar, cumprindo assim Lucas 19.14. (C. I. Scofield, Reference Bible, p. 1153)
Pettingill diz: "Teria Cristo dado à nação judaica, nos primeiros capítu­los de Atos, outra chance para o estabelecimento do reino? Em Atos 3.17-21 é encontrada a oferta". (William Pettingill, Bible questions answered, p. 114)

Embora essa opinião seja compartilhada por excelentes estudio­sos da Palavra, parece haver razões para acreditar que, após a rejeição de Cristo, não poderia haver nem houve nenhuma outra oferta do rei­no até o evangelho do reino ser pregado antes da segunda vinda.

1) Todos os sinais mencionados por Cristo em Mateus 24 e em Lucas 21, que precederiam o estabelecimento do reino, não haviam sido cumpri­dos, impedindo assim outra oferta do reino em Atos.

2) Pedro demons­trou o princípio divino de que Cristo não poderia reinstituir o reino naquela época, pois ele diz a respeito de Jesus: "ao qual é necessário que o céu receba até aos tempos da restauração de todas as cousas" (At 3.21). Essa época, com seu plano, aconteceria durante a Sua ausência.

3) A instituição da igreja no dia de Pentecostes e todo o plano em causa impediam qualquer oferta do reino naquela era.

4) A nova ordem de Cristo, "E sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra" (At 1.8), não coincide com o evangelho do reino que deve preceder a instituição do reino.

5) Nenhuma oferta do reino poderia ser feita corretamente sem a presen­ça do Rei. Uma vez que, na Sua ascensão, Ele iniciou uma obra voltada para a igreja, a qual Ele deve continuar até a conclusão do plano, o reino, que necessitava da Sua presença, não poderia ser oferecido.

6) O batismo ordenado por Pedro (At 2.38) não poderia estar relacionado com a oferta do reino como outro exemplo do batismo de João, visto que esse batismo é "em nome de Jesus Cristo". Isso está relacionado à nova etapa, não à antiga.

Alguns insistem em que Pedro está oferecendo novamente o reino a Israel no capítulo 2 de Atos, uma vez que ele cita a passagem de Joel que promete a plenitude do Espírito na era milenar. No entanto, parece melhor entender que Pedro não está identificando a experiência que eles tinham testemunhado como o cumprimento da profecia de Joel, para que eles se considerassem no reino, mas sim para consubstanciar o fato de que Israel sabia, por meio das Escrituras, que uma experiência como a plenitude do Espírito era possível. O clímax da citação de Joel é alcançado nas palavras "todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (At 2.21). É essa salvação que Pedro proclama por meio do Cristo ressurrecto. Porque o "Jesus, que vós crucificastes" foi feito "Se­nhor e Cristo" (At 2.36), Pedro os convoca ao arrependimento e batis­mo. Ironside comenta:

Então Pedro diz: "Mudem a sua atitude" [...] Ele os chama a fazer algo que os separará visivelmente dessa nação sob condenação: "E cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados". (Harry A. Ironside, Lectures on the book of Acts, p. 68)


O batismo era o ato que os tirava da comunidade de Israel e os identifi­cava com a comunidade cristã. Era necessária completa mudança de pensamento em relação à sua atitude para com Cristo antes de poder dar esse passo.

Outra passagem usada para provar a nova oferta do reino em Atos é o discurso de Pedro em Atos 3.19-21. Nessa passagem, por cau­sa do impacto da cura do paralítico, Pedro tem a oportunidade de fazer a Israel outra declaração relativa a Jesus Cristo. Pelo fato de que Deus "glorificou a seu Servo Jesus" (At 3.13), Pedro conclama a nação a mudar de opinião sobre Ele, isto é, a arrepender-se "a fim de que da presença do Senhor venham tempos de refrigério". Os "tempos de refrigério" devem estar relacionados ao reconhecimento do reinado do Messias por causa da ênfase na segunda vinda em Atos 3.20. Era princípio estabelecido no Antigo Testamento e igualmente válido no Novo que as bênçãos milenares não poderiam separar-se do retorno de Cristo, e que esse acontecimento será acompanhado pela salvação e pelo arrependimento da nação de Israel. Baseado nesses pontos, o apelo de Pedro é feito aqui. A pregação de Pedro não constitui nova oferta do reino, mas sublinha a responsabilidade da nação em mudar sua opinião com respeito a Cristo, a quem eles crucificaram. Ironside acrescenta:

... se Israel se voltar ao Senhor, adiantará o tempo em que o Senhor Jesus voltará e trará Consigo refrigério para o mundo. Isso ainda é válido. A bênção final desse pobre mundo depende do arrependimento de Israel. Quando o povo de Israel se arrepender e se voltar para Deus, se tornará agente de bênção para toda a terra. (Ibid., p. 93)
Assim, Pedro os chama individualmente a fazer o que a nação sempre teve de fazer antes de receber bênçãos de qualquer espécie — voltar-se para Deus.

Durante a presente era, portanto, enquanto o Rei está ausente, o reino teocrático está suspenso no sentido do seu estabelecimento na terra. No entanto, ele permanece como o propósito determinante de Deus. Paulo declarou esse propósito quando estava "pregando o rei­no" (At 20.25). Os crentes passaram para "o reino do Filho do seu amor" (Cl 1.13) por meio do novo nascimento. Os incrédulos são advertidos de que não fazem parte desse reino (1 Co 6.9,10; Gl 5.21; Ef 5.5).

Outros trabalharam com Paulo "pelo reino de Deus" (Cl 4.11). Aos crentes foi ordenado sofrer para que sejam "considerados dignos do reino de Deus" (2 Ts 1.5). A esperança de Paulo era ser preservado "para o seu reino celestial" (2Tm 4.18). Tais referências, sem dúvida, estão relacionadas ao reino eterno e realçam a participação do crente nele. Não podemos forçá-las a apoiar a teoria de que a igreja é o reino terreno que cumpre todas as profecias da Palavra.

I. O Reino Teocrático Oferecido Novamente a Israel

O "evangelho do reino" conforme anunciado por João (Mt 3.3), pelos discípulos especialmente comissionados (Mt 10.7), pelos setenta (Lc 10.9) e pelo próprio Senhor (Mt 4.17) proclamava as boas novas de que o reino prometido estava "próximo". O Senhor mostra que as mesmas boas novas serão novamente anunciadas. "E será pregado este evan­gelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações" (Mt 24.14). Embora, na primeira vinda, as novas estivessem restritas a Israel, antes da segunda vinda elas serão anunciadas não só para Israel, mas para todo o mundo. Essa pregação por meio do remanescente fiel durante o período da tribulação (Ap 7), assim como por meio das duas testemunhas (Ap 11) e de Elias (Mt 17.11), marca o início da parte final no cumprimento do plano do reino teocrático.



II. O Reino Teocrático Instituído na Segunda Vinda

O pronunciamento angelical anuncia o estabelecimento do reino teocrático nas palavras:

O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos. E os vinte e quatro anciãos que se encontram sentados no seu trono, diante de Deus, prostraram-se sobre os seus rostos e adoraram a Deus, dizendo: Graças te damos, Senhor Deus, Todo-pode­roso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar (Ap 11.15-17).
Outro anjo, que tem "um evangelho eterno para pregar aos que se as­sentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo" (Ap 14.6), diz:

Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas (Ap 14.7).


O "evangelho eterno" é o pronunciamento de que o propósito eterno de Deus está sendo realizado agora. O evangelho eterno é substancial­mente o mesmo que o evangelho do reino. São as boas novas de que o rei está próximo, para estabelecer o reino que era o propósito eterno de Deus. Kelly, ao falar do evangelho eterno, diz:

Ele é chamado por Mateus "evangelho do reino". O "evangelho do rei­no" e o "evangelho eterno" são substancialmente iguais. Em Apocalipse ele é assim descrito porque sempre foi o propósito de Deus, pela descen­dência ferida da mulher, ferir o inimigo e abençoar o próprio homem aqui na terra. A esse propósito, Mateus chama, conforme seu objetivo, "evan­gelho do reino", porque Cristo será o Rei de um reino preparado desde a fundação do mundo. (William Kelly, The revelation expounded, p. 173)


O mundo é submetido à autoridade do Rei, e se oferece adoração a Deus. A oração silente do Rei justo foi oferecida e respondida (Sl 2.8) e o domínio foi dado Aquele que possui a terra em nome de Deus.

Várias razões podem explicar por que esse reino teocrático é abso­lutamente inevitável.

1) Ele é indispensável para preservar a integrida­de do caráter de Deus. Peters escreve:

Se tal reino teocrático, como o próprio Deus instituiu, não for restabeleci­do permanente e gloriosamente aqui na terra, segue-se que os esforços de Deus para estabelecer o governo e o interesse que Ele manifesta nesse governo não produzem resultados duradouros. Ou, em outras palavras, Seu próprio reino provou ser um fracasso [...] A honra, a majestade etc. de Deus estão imediatamente relacionadas a essa restauração; caso contrá­rio, será dito que o Todo-Poderoso iniciou uma obra que, por causa do homem, não pôde completar. (Peters, op. cit., n, p. 125-6)


2) Ele é indispensável para cumprir o propósito de Deus de de­monstrar Seu governo perfeito sobre a terra.

Essa é uma teocracia de fato e de direito, pois nesse reino organizado encontramos a idéia teocrática — a idéia divina do governo perfeito — to­talmente consumada. O governo está incorporado segura e poderosa­mente em uma Pessoa, que em Si mesmo une o humano e o divino, e se torna, de acordo com "a aliança eterna" e as "fiéis misericórdias prometi­das a Davi" (Is 55.3,4), "o príncipe e governador dos povos". (Ibid., ii, p. 123)


3) Ele é indispensável para restaurar a harmonia original entre Deus e Sua criação, entre o sobrenatural e o natural.

Sendo o reino planejado para restaurar e manifestar a união original exis­tente entre o natural e o sobrenatural, a Bíblia termina com esse reino em tal acordo. Sem o sobrenatural, o reino não pode ser produzido, pois ele requer, como previsto, um rei sobrenatural, que foi providenciado de maneira sobrenatural, e governantes que experimentaram um poder trans­formador sobrenatural. Mesmo no seu início e nas medidas preparatóri­as, assim como na sua manifestação final, ele está indissoluvelmente liga­do ao divino [...] O reino e o sobrenatural não podem ser separados [...] Quando Jesus, dotado de origem sobrenatural e glorificado pelo poder sobrenatural, vier pela segunda vez para salvação, Seu poder sobrenatu­ral será liberado para o Seu reino da maneira mais espetacular. (Ibid., ii, p. 80-1.)


4) Ele é indispensável para redimir a terra da maldição imposta sobre ela.

Os profetas a uma só voz proclamam que esse reino será estabelecido para que nele o homem possa encontrar completa e perfeita salvação do pecado e do mal. O reino será estabelecido para que o homem e a nature­za sejam afortunadamente resgatados da maldição imposta pelo pecado, sob o qual ambos sofrem e gemem.(Ibid., i, p. 102)


5) Ele é indispensável para cumprir todas as alianças feitas com Israel. Fora do reino teocrático terreno não seria cumprida a aliança abraâmica, que prometeu a Israel posse da terra, eternidade como na­ção e bênçãos universais. Fora do reino não seria cumprida a aliança davídica, que prometeu a Israel um rei da linhagem de Davi, um trono ou uma posição reconhecida de autoridade da qual esse rei governaria e um povo ou reino sobre o qual ele reinaria. Fora desse reino não seria cumprida a aliança palestina, que prometeu a Israel a ocupação da ter­ra e bênçãos nessa ocupação. Fora desse reino teocrático não seria cum­prida a nova aliança, que prometeu a Israel uma conversão, um novo coração e a plenitude das bênçãos de Deus.
6) Ele é indispensável para prover um teste final para a humanida­de caída. O homem será colocado sob as circunstâncias ideais. Com toda fonte externa de tentação eliminada, porque Satanás estará preso, e toda necessidade suprida, de modo que não haverá nada que cobiçar, será demonstrado por meio daqueles que nascerem no milênio com uma natureza decaída e pecaminosa que o homem é corrupto e digno de julgamento. Apesar da presença visível do Rei e de todas as bênçãos que Dele se originam, pela rebelião no final do milênio (Ap 20.7-9), os homens provarão que o coração é corrupto.
7) Ele é indispensável para uma manifestação completa da glória de Cristo no reino sobre o qual Ele governa.

Sob qualquer aspecto em que analisemos o assunto, parece adequado e necessário ter tal teocracia como predita. Além das razões apresentadas anteriormente, derivadas das alianças, da fidelidade de Deus, da reden­ção da terra etc, parece eminentemente apropriado que o local da humi­lhação, dos sofrimentos e da morte do Rei Cristo testemunhem também a Sua exaltação e glória.

A Bíblia, além dos apelos apresentados a nós, indi­ca o tempo vindouro em que Cristo será reconhecido aberta e visivelmen­te como o Glorioso, o Segundo Adão, que se ofereceu como nosso substi­tuto por Seu amor, sendo o Cabeça eficaz da humanidade no seu destino recém-inaugurado; como Redentor, depois de oferecer expiação e ter hon­rado a justiça de Deus, agora manifesta de maneira prática os frutos da salvação; como Profeta, depois de ter ensinado restituição, agora se exibe como a Verdade evidenciada pela obra realizada diante Dele; como Sacerdote, depois de fazer um sacrifício aceitável, agora apresenta diante do mundo o fruto dele resultante e, como Rei, em virtude mesmo da Sua união divina, que demonstrou por Seu conselho, apoio etc, agora a mani­festa de maneira especialmente designada por Deus como Rei Soberano.

Em suma, essa teocracia é a restauração da habitação de Deus com o ho­mem, um Deus acessível, que constitui em Jesus um Cabeça infalível, tal como o mundo necessita, tal como o homem durante eras esperou, e que colocará o Filho de Davi em honra e glória no mundo em que sofreu e morreu. O tratamento passado e a breve estada do Filho de Deus e Filho de Davi garantem um retorno triunfante e uma estada de poder entre os homens que Ele salvará, comprovando o nome Emanuel, Deus conosco, no sentido teocrático.(Ibid., n, p. 129.)





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