Manual de Escatologia



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Capítulo 29 - O governo e os governados no milênio




I. O Governo no Milênio

As Escrituras têm muitas informações a respeito do governo teocrático, visto que o governo administrado pelo Rei é a própria manifestação da autoridade que Deus busca restabelecer.


A. O governo será uma teocracia. Depois de tudo o que foi apresenta­do anteriormente, é desnecessário reafirmar o fato de que o governo será uma teocracia. Peters, escrevendo sobre essa forma de governo, comenta:

... muitos autores [...] esforçam-se por fazer da teocracia uma república, mas a teocracia, por natureza, não é uma república. Embora não seja uma monarquia no sentido aludido por Samuel, ou seja, de origem puramente humana, é uma monarquia em sentido mais amplo. Não se trata de repú­blica, pois os poderes legislativo, executivo e judiciário não são potencial­mente confiados ao povo, mas a Deus, o Rei; ela ainda contém os elemen­tos de uma monarquia e de uma república — monarquia porque a sobera­nia absoluta é confiada a um grande Rei, ao qual todo o resto se subordi­na, mas república porque contém o elemento republicano de preservar os direitos de todos os indivíduos, do mais humilde ao mais elevado... Em outras palavras, por meio de uma feliz combinação, uma monarquia sob divina direção, conseqüentemente infalível, traz as bênçãos que resultari­am de um governo republicano ideal bem dirigido, o qual nunca poderia existir em virtude da perversão e do desvio do homem. (G. N. H. Peters, Theocratic kingdom, i, p. 221.)


Essa teocracia deve ser vista não como um luxo, mas como uma necessidade absoluta. Isso Peters demonstra de modo conclusivo:

A relação que o homem e esta terra mantêm com o Deus Altíssimo requer que a honra e a majestade de Deus demandem o estabelecimento de uma teocracia na terra, na qual a raça se submeta a um governo honrável tanto para com Deus quanto para com o homem [...]

1) Na criação Deus deter­minou essa forma de governo [...]

2) pela desobediência o homem perdeu o domínio que Deus exerceria sobre a terra [...]

3) Deus resolveu restaurar o domínio na Pessoa de Jesus, o Segundo Adão [...]

4) Deus —para indi­car que forma de governo esse domínio assumiria quando restaurado, para testar a presente capacidade do homem para ela, e para fazer certas provisões indispensáveis para o futuro — estabeleceu a teocracia [...]

5) o homem, dada a sua pecaminosidade, foi desqualificado para a ordem teocrática, logo, foi retirado [...]

6) Deus prometeu que no futuro a restau­raria [..,]

7) essa teocracia é a forma preferida de Deus para o governo e, se não for restaurada, sua proposta de governo torna-se um fracasso [...]

8) Deus enviou Seu Filho para prover a salvação [...]

9) essa salvação, em sua consecução definitiva, está ligada à futura vinda do reino [...]

10) para assegurar o estabelecimento permanente da teocracia no futuro, Deus pre­para um grupo de governantes para se associarem com "o Cristo" [...]

11) até que a teocracia seja estabelecida, a raça humana não é levada à sujei­ção a Deus [...]

12) por mais gloriosa que seja essa dispensação em seu desígnio, a redenção permanece incompleta e assim continuará até que o Messias restaure a teocracia [...]

13) quando a teocracia for restabelecida, sob a liderança de Cristo e dos Seus santos, a própria raça será sujeitada a Deus — uma província revoltada será trazida de volta à sua lealdade e bênção original [...]

14) a teocracia é a forma de governo mais admiravelmente adaptada para assegurar esse resultado [...]

15) uma teocracia, por natureza um governo visível, deve demonstrar visivelmente a soberania e a redenção completa perante os olhos do mundo, a fim de que — como convém a Deus e como acontece no próprio céu — seja reconhecida publi­camente [...]

16) o relacionamento pessoal de Deus com Adão no paraíso, com a teocracia estabelecida no passado, com o homem em Jesus e por meio dele na primeira vinda, assegura um relacionamento pessoal espe­cial e contínuo num trono e reino restaurado... que exibe Sua supremacia da maneira mais tangível e satisfatória, e a recuperação de um povo e raça rebelde, bem como a manifestação do cumprimento da vontade de Deus tanto na terra quanto no céu, incluindo um relacionamento pessoal mediante Aquele que é "o Filho do Homem...". (Ibid., III, p. 583-4)


B. O Messias é Rei no milênio. As Escrituras deixam claro que o go­verno do milênio está sob o Messias, o Senhor Jesus Cristo (Is 2.2-4; 9.3-7; 11.1-10; 16.5; 24.21-23; 31.4-32.2; 42.1-7,13; 49.1-7; 51.4,5; 60.12; Dn 2.44; 7.15-28; Ob 17-21; Mq 4.1-8; 5.2-5,15; Sf 3.9-10,18,19; Zc 9.10-15; 14.16,17). Sua autoridade real é universal. Essa posição é dada por nomeação di­vina. O salmista registra a palavra de Jeová: "Eu, porém, constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião" (Sl 2.6).

Essa entrega do reino ao Filho do Homem pelo Pai é clara e explicitamen­te ensinada nessa aliança. Portanto, em consonância, temos a linguagem de Daniel 7.13,14; Isaías 49; Lucas 22.29 e 1.32 etc. A soberania divina assegura o reino a Ele.

Daniel (7.14) diz que "foi-lhe [o Filho do Homem] dado domínio, e glória, e o reino" etc. Lucas (1.32) "Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi" etc. [...] O próprio Salvador parece referir-se a esse acontecimento na parábola das dez minas (Lc 19.15): "Quando ele voltou, depois de ha­ver tomado posse do reino" etc. [...]

A entrega do reino pelo Pai ao Filho do Homem mostra [...] que esse reino é algo muito diferente da soberania divina exercida universalmente por Deus. O reino é um desenvolvimento dessa soberania divina, que será exibida por meio do reino, sendo constituída sob forma teocrática, em cuja forma inicial foi separada no governo de duas pessoas (i.e., Deus e Davi), mas é agora auspiciosamente unida — tornando-se então eficaz, irresistível e eterna — em um, i.e., "o Cristo". (Ibid., i, p. 577.)


O registro do Novo Testamento comprova firmemente o direito de Cristo assumir o reino de Davi. Girdlestone escreve:

1. As genealogias contidas em Mateus 1 e em Lucas 3 demonstram de modo suficiente, e em bases independentes, que José era da linhagem de Davi; e tornam provável, se não certo, que, se o trono de Davi fosse resta­belecido, José seria a pessoa cuja cabeça seria coroada. Assim ele é cha­mado Filho de Davi em Mateus 1.20 e em Lucas 1.27.

2. Também fica claro em Mateus 1 e em Lucas 1 que José não era literalmente o pai de Jesus, apesar de Maria ser literalmente sua mãe. José, contudo, atuou como seu pai. A criança nasceu sob a proteção de José e cresceu sob a sua guarda [...] José adotou Jesus como filho. Ele é chamado em Lucas 3.23 pai reconhecido [...]

3. Não se sabe com certeza a que tribo Maria pertencia; mas seu parentesco com Isabel não a impede de ser da tribo de Judá, já que casa­mentos entre as tribos de Judá e de Levi são registrados desde o tempo de Arão. As palavras em Lucas 1.32, "Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai", são incoerentes com qualquer outra opinião a não ser a de que Maria era da linhagem de Davi, e nenhuma dificuldade nesse assun­to parece ter ocorrido à mente dela [...]

4. Os evangelistas, contudo, nunca discutem a genealogia de Maria. Eles consideram o suficiente estabelecer a linhagem de José (cf. At 2.30; 13.22,23,33; Hb 7.14; Rm 1.3; Ap 5.5; 22.16).

5. Somos levados à conclusão de que a posição do nosso Senhor como Filho de Davi foi estabelecida, humanamente falando, pela ação de José em adotá-lo, e não pela possibilidade de Maria ser descendente de Davi.

A sucessão da linhagem real não se devia de fato ao nascimento, mas a uma designação.(R. B. Girdlestone, The grammar of prophecy, p. 73-5)
C. Davi é o regente no milênio. Existem várias referências que estabe­lecem a regência de Davi no milênio (Is 55.3,4; Jr 30.9; 33.15,17,20,21; Ez 34.23,24; 37.24,25; Os 3.5; Am 9.11). Não há dúvida de que o Senhor Jesus Cristo reinará no reino teocrático terreno em virtude de ter nasci­do na linhagem de Davi e de possuir os direitos reais e legais ao trono (Mt 1.1; Lc 1.32,33). A questão em jogo nos trechos citados é se o Senhor Jesus Cristo exercerá governo sobre a Palestina direta ou indiretamente por meio de um regente. Existem várias respostas a essa questão, a qual é fundamental no tratamento do governo milenar.

1. A primeira resposta é que o termo Davi é usado tipologicamente, em referência a Cristo. Ironside apresenta essa opinião quando diz:

Não entendo que isso signifique que o próprio Davi será ressuscitado e habitará na terra como rei [...] a implicação é que Aquele que foi o Filho de Davi, o próprio Senhor Jesus Cristo, será o Rei e, dessa maneira, o trono de Davi será restabelecido. (Harry A. Ironside, Ezekiel the prophet, p. 262.)
Essa opinião baseia-se no fato de que

1) muitas passagens proféticas prevêem que Cristo sentará no trono de Davi e por isso se presume que qualquer referência ao governo se aplica a Cristo, e

2) o nome de Cristo está intimamente associado ao de Davi na Palavra, de modo que Ele é chamado Filho de Davi e se afirma que Ele se assentará no trono de Davi.
As objeções a essa opinião surgem

1) do fato de que Cristo nunca é chamado de Davi nas Escrituras. Ele é chamado Renovo de Davi (Jr 23.5), Filho de Davi (15 vezes), Descendência de Davi (Jo 7.42; Rm 1.3; 2Tm 2.8), Raiz de Davi (Ap 5.5) e Raiz e Geração de Davi (Ap 22.16), mas nunca Davi.

2) O título "meu servo, Davi" é usado repetitivamente para o Davi histórico.

3) Em Oséias 3.5; Ezequiel 37.21-25; 34.24; Jeremias 30.9 e Isaías 55.4, Jeová é claramente diferenciado de Davi. Se Davi fos­se uma referência tipológica a Cristo nessas passagens, nenhuma dis­tinção poderia ser feita, nem precisaria ser tão cuidadosamente estabelecida.

4) Existem declarações concernentes a esse príncipe que impedem a aplicação do título a Cristo. Em Ezequiel 45.22, diz-se que o príncipe oferece a si mesmo uma oferta de pecado.

Mesmo se esses forem sacrifícios memoriais, como será mostrado, Cristo não poderia oferecer um sacrifício por Seus próprios pecados, visto que Ele não ti­nha pecado. Em Ezequiel 46.2 o príncipe está comprometido com atos de adoração. Cristo recebe adoração no milênio, mas não se envolve com atos de adoração. Em Ezequiel 46.16 o príncipe tem filhos e divide a herança com eles. Isso não poderia acontecer com Cristo. Por esses motivos parece que o príncipe referido como Davi não poderia ser Cristo.


2. A segunda resposta é que Davi se refere a um filho literal de Davi que se assentará no trono de Davi. Essa opinião reconhece que Cristo não poderia fazer tudo o que é declarado a respeito do príncipe e de­fende que isso será cumprido por um descendente físico de Davi.

Parece, também, por uma comparação cuidadosa dessa passagem com a última parte da profecia de Ezequiel, que um descendente físico de Davi (chamado "o príncipe") exercerá a regência na terra sobre a nação restau­rada, sob a autoridade dAquele cuja cidade-sede será a nova e celestial Jerusalém. (Harry A. Ironside, Notes on the minor prophets, p. 33)


As referências em Jeremias 33.15,17,20,21 indicariam que se espera a vinda de um filho para assumir o cargo.

Existem várias objeções a essa opinião.

1) Nenhum judeu é capaz de remontar sua linhagem familiar depois da destruição de Jerusalém. Ottman escreve:

Qualquer que seja a crença tradicional de um judeu sobre sua família e sua tribo, nenhum homem pode levantar provas documentais legítimas de que pertence à tribo de Judá e à linhagem de Davi, sendo o herdeiro legal do trono de Davi. Logo, o único homem vivo que hoje pode apresentar uma genealogia intacta é Jesus de Nazaré, nascido Rei dos Judeus, cruci­ficado Rei dos Judeus, que voltará como Rei dos Judeus. (Ford C. Otiman, God's oath, p. 74)

2) Se outro deve vir depois de Cristo, deve-se dizer que Cristo não seria o cumprimento completo das promessas de Davi. 3) A interpretação literal demandaria que o nome Davi significasse o que a palavra impli­ca em seu uso normal.

3. A terceira interpretação defende que Davi significa o Davi histórico, que vem reger após sua ressurreição na segunda vinda de Cristo. Newell defende esse ponto de vista quando diz:

Não devemos permitir que nossa mente se confunda quanto a essa situa­ção. Devemos acreditar nas simples palavras de Deus. Davi não é o Filho de Davi. Cristo, como Filho de Davi, será Rei; e Davi, seu pai segundo a carne, será o príncipe, durante o milênio. (William R. Newell, The revelation, p. 323)
Existem várias considerações que apóiam essa interpretação.

1) Ela é a mais coerente com o princípio literal de interpretação.

2) Somente Davi poderia ser regente no milênio sem violar as profecias concernentes ao reinado de Davi.

3) Os santos ressurrectos terão posições de respon­sabilidade no milênio como recompensa (Mt 19.28; Lc 19.12-27). Davi pode ser designado para assumir tal responsabilidade já que ele era "homem segundo o coração de Deus".

Concluir-se-ia que, no governo do milênio, Davi será nomeado regente sobre a Palestina e governará sobre a terra como príncipe, ministrando sob a autoridade de Jesus Cris­to, o Rei. O príncipe poderá então conduzir a adoração, oferecer sacrifí­cios, dividir entre sua descendência fiel a terra a ele designada, sem violar sua posição obtida pela ressurreição.
D. Nobres e governadores reinarão sob Davi. Na era milenar, Jesus Cristo será o "Rei dos Reis e Senhor dos Senhores" (Ap 19.16). Como tal, Ele é soberano sobre um grande número de governantes subordi­nados. Sob Davi, a Palestina será governada por esses indivíduos.

O seu príncipe procederá deles, do meio deles sairá o que há de reinar... (Jr 30.21).

Eis aí está que reinará um rei com justiça, e em retidão governarão prínci­pes [Is 32.1].

... os meus príncipes nunca mais oprimirão o meu povo; antes, distribui­rão a terra à casa de Israel, segundo as suas tribos. Assim diz o Senhor Deus: Basta, ó príncipes de Israel; afastai a violência e a opressão e praticai juízo e justiça: tirai as vossas desapropriações do meu povo, diz o Senhor Deus (Ez 45.8,9).


O Novo Testamento revela que a autoridade sobre as doze tribos de Israel será confiada às mãos dos doze discípulos.

... vós, os que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel (Mt 19.28).


Isso indicaria que, sob Davi, haverá muitos governadores subordinados, os quais exercerão o poder teocrático e administrarão o governo do milênio.
E. Muitas autoridades menores governarão. Haverá ainda uma subdi­visão menor de autoridade na administração do governo. A parábola em Lucas 19.12-28 mostra que essa autoridade será atribuída a indivíduos sobre dez cidades e cinco cidades no reino. Eles evidentemente prestarão contas ao líder da tribo, que, por sua vez, subordina-se a Davi, que se subordina ao próprio Rei. Tais posições de autoridade são concedidas como recompensa pela fidelidade. O Antigo Testamento previu isso:

Eis que o Senhor Deus virá com poder, e o seu braço dominará; eis que o seu galardão está com ele, e diante dele, a sua recompensa (Is 40.10).

Assim diz o Senhor dos Exércitos: Se andares nos meus caminhos, e observares os meus preceitos, também tu julgarás a minha casa e guardarás os meus átrios, e te darei livre acesso entre estes que aqui se encon­tram [Zc 3.7].
Os que forem levados para o milênio "reinarão com ele por mil anos". Prevê-se que esses ofícios de autoridade serão dados como recompensa.
F. Serão levantados juizes. Como os juizes do Antigo Testamento eram apontados divinamente e eram representantes por meio dos quais se administrava o reino teocrático, também os que governarão no milênio terão a mesma caracterização dos juizes, a fim de que se evidencie que sua autoridade é uma demonstração do poder teocrático.

... também tu julgarás minha casa... [Zc 3.7].

Restituir-te-ei os teus juizes, como eram antigamente, os teus conselhei­ros, como no princípio... [Is 1.26].
G. A natureza do reino. Várias características do reino são mencio­nadas nas Escrituras.
1) Será um reinado universal. A autoridade dele­gada de Cristo, passando por Davi e daí aos doze até os governadores das cidades, como esboçado acima, diz respeito à Palestina. Já que Cristo será "Rei dos Reis e Senhor dos Senhores", esta mesma delegação de autoridade também ocorrerá em outras porções da terra. Não haverá parte da terra que não experimente a autoridade do Rei (Dn 2.35; 7.14,27; Mq 4.1,2; Zc 9.10).

Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído.

O reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será reino eter­no, e todos os domínios o servirão e lhe obedecerão (Dn 7.14,27).
2) O reinado terá justiça e eqüidade inflexível (Is 11.3-5; 25.2-5; 29.17-21; 30.29-32; 42.13; 49.25,26; 66.14; Dn 2.44; Mq 5.5,6,10-15; Zc 9.3-8).

... não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos; mas julgará com justiça os pobres, e decidirá com eqüidade a favor dos mansos da terra; ferirá a terra com a vara de sua boca e com o sopro dos seus lábios matará o perverso. A justiça será o cinto dos seus lombos, e a fidelidade, o cinto dos seus rins (Is 11.3-5).


3) O reinado será exercido na plenitude do Espírito.

Repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e c e fortaleza, o Espírito de conhe­cimento e de temor do Senhor. Deleitar-se-á no temor do Senhor (Is 11.2,3).


4) O governo será um governo unificado. Israel e Judá não mais estarão divididos, nem as nações serão divididas uma contra a outra. O "go­verno mundial" cobiçado pelos homens em resposta à disputa interna­cional será realizado (Ez 37.13-28).

Os filhos de Judá e os filhos de Israel se congregarão, e constituirão sobre si uma só cabeça (Os 1.11).


5) O governo tratará sumariamente qualquer manifestação de pecado (Sl 2.9; 72.1-4; Is 29.20,21; 65.20; 66.24; Zc 14.16-21; Jr 31.29,30). "Ferirá a terra com a vara da sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará o perver­so" (Is 11.4). Qualquer ato aberto contra a autoridade do Rei será puni­do com morte física. Parece que capacidade suficiente é dada aos san­tos por meio da plenitude do Espírito, do conhecimento universal do Senhor, da eliminação de Satanás e da manifestação da presença do Rei para impedi-los de pecar.

6) O reinado será eterno (Dn 7.14,27).



II. Os Súditos no Milênio

O reino teocrático terreno, instituído pelo Senhor Jesus Cristo na segunda vinda, incluirá todos os salvos de Israel e também os gentios salvos, que estiverem vivos por ocasião de Seu retorno. As Escrituras deixam bem claro que todos os pecadores serão eliminados antes da instituição do reino (Is 1.19-31; 65.11-16; 66.15-18; Jr 25.27-33; 30.23,24; Ez 11.21; 20.33-44; Mq 5.9-15; Zc 13.9; Ml 3.2-6; 3.18; 4.3). O registro do julgamento das nações (Mt 25.35) revela que apenas os salvos entrarão no reino. A parábola do trigo e do joio (Mt 13.30,31) e a parábola da rede (Mt 13.49,50) mostram que apenas os salvos entrarão no reino. Daniel deixa claro que o reino é dado aos santos:

Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, de eternidade em eternidade.

[...] e fez justiça aos santos do Altíssimo; e veio o tempo em que os santos possuíram o reino.

O reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será reino eter­no, e todos os domínios o servirão e lhe obedecerão (Dn 7.18,22,27).
A. Israel no milênio

1.A restauração de Israel. Grande parte das profecias do Antigo Tes­tamento trata da reintegração da nação na terra, já que as alianças não poderiam ser cumpridas à parte desse reagrupamento. O reagrupamento associado à segunda vinda é observado nas palavras do Senhor:

Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ven­tos, de uma a outra extremidade dos céus (Mt 24.30,31).


Esse reagrupamento é o principal assunto da mensagem profética, como mostrarão os seguintes trechos:

... e vós [...] sereis colhidos um a um (Is 27.12).

... trarei a tua descendência desde o oriente e a ajuntarei desde o ocidente. Direi ao norte: Entrega; e ao sul: Não retenhas; trazei meus filhos de longe e minhas filhas, das extremidades da terra, a todos os que são chamados pelo meu nome, e os que criei para minha glória, e que formei, e fiz (Is

43.5-7).


E será que, depois de os haver arrancado, tornarei a compadecer-me de­les e os farei voltar, cada um à sua herança, cada um à sua terra (Jr 12.15).

... e os farei voltar para esta terra (Jr 24.6).

Sabereis que eu sou o Senhor, quando eu vos der entrada na terra de Isra­el, na terra que, levantando a mão, jurei dar a vossos pais (Ez 20.42).

Assim diz o Senhor Deus: Quando eu congregar a casa de Israel dentre os povos entre os quais estão espalhados e eu me santificar entre eles, peran­te as nações, então, habitarão na terra que dei a meu servo, a Jacó. Habita­rão nela seguros... (Ez 28.25,26).

Mas eu sou o Senhor, teu Deus, desde a terra do Egito; eu ainda te farei habitar em tendas, como nos dias da festa (Os 12.9).

Eis que, naqueles dias e naquele tempo, em que mudarei a sorte de Judá e de Jerusalém (Jl 3.1).

Mudarei a sorte do meu povo Israel, reedificarão as cidades assoladas, e nelas habitarão, plantarão vinhas e beberão o seu vinho, farão pomares e lhes comerão o fruto. Plantá-los-ei na sua terra, e, dessa terra que lhes dei, já não serão arrancados, diz o Senhor, teu Deus (Am 9.14,15).

Naquele dia, diz o Senhor, congregarei os que coxeiam e recolherei os que foram expulsos e os que eu afligira (Mq 4.6).

Naquele tempo, eu vos farei voltar e vos recolherei; certamente, farei de vós um nome e um louvor entre todos os povos da terra, quando eu vos mudar a sorte diante dos vossos olhos, diz o Senhor (Sf 3.20).

Porque eu os farei voltar da terra do Egito e os congregarei da Assíria; trá-los-ei à terra de Gileade e do Líbano, e não se achará lugar para eles (Zc 10.10).


Assim, essa esperança, tema principal de todas as passagens proféti­cas, será cumprida na segunda vinda de Cristo.
2. A regeneração de Israel. A nação de Israel experimentará uma conversão, que preparará o povo para encontrar o Messias e habitar no Seu reino milenar. Paulo demonstra que essa conversão é realizada na se­gunda vinda, pois escreve:

E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Liberta­dor e ele apartará de Jacó as impiedades. Esta é a minha aliança com eles, quando eu tirar os seus pecados (Rm 11.26,27).


Mais uma vez descobrimos ser esse o tema principal das passagens proféticas. Algumas referências serão suficientes.

Sião será redimida pelo direito, e os que se arrependem, pela justiça (Is 1.27).

... os que ficarem em Jerusalém serão chamados santos... quando o Se­nhor lavar a imundícia das filhas de Sião e limpar Jerusalém da culpa do sangue do meio dela... (Is 4.3,4).

Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; será este o seu nome, com que será chamado: Senhor, Justiça Nossa (Jr 23.6).

Dar-lhes-ei coração para que me conheçam que eu sou o Senhor; eles se­rão o meu povo, e eu serei o seu Deus; porque se voltarão para mim de todo o seu coração (Jr 24.7).

Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor. Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu ir­mão, dizendo: Conhece ao Senhor, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o Senhor. Pois perdoarei as suas iniqüida­des e dos seus pecados jamais me lembrarei (Jr 31.33,34).

Dar-lhes-ei um só coração, espírito novo porei dentro deles; tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne (Ez 11.19).

Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne (Ez 36.25,26).

E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será sal­vo; porque, no monte Sião e em Jerusalém, estarão os que forem sal­vos... (JI 2.32).

Quem, ó Deus, é semelhante a ti, que perdoas a iniqüidade e te esqueces da transgressão do restante da tua herança? O Senhor não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia. Tornará a ter compai­xão de nós; pisará aos pés as nossas iniqüidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar (Mq 7.18,19).

Mas deixarei, no meio de ti, um povo modesto e humilde, que confia em o nome do Senhor. Os restantes de Israel não cometerão iniqüidade, nem proferirão mentira, e na sua boca não se achará língua enganosa, por­que serão apascentados, deitar-se-ão, e não haverá quem os espante (Sf 3.12,13).

Naquele dia, haverá uma fonte aberta para a casa de Davi e para os habi­tantes de Jerusalém, para remover o pecado e a impureza (Zc 13.1).

Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o meu nome, e eu a ouvirei; direi: É meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus (Zc 13.9).
Já que nenhum incrédulo entrará no milênio, o que aguarda a Israel é uma conversão que o preparará para o reino prometido. A segunda vinda testemunhará a conversão da nação, isto é, de toda a nação de Israel, a fim de que as alianças feitas sejam cumpridas na era do reina­do do Messias.
3. Israel como súdito do Messias durante o milênio. Israel se tornará súdito do governo do Rei (Is 9.6,7; 33.17,22; 44.6; Jr 23.5; Mq 2.13; 4.7; Dn 4.3; 7.14,22,27). Para ser súdito

1) Israel se converterá e será reinte­grado à terra, como já foi visto.

2) Israel será reunido como nação (Jr 3.18; 33.14; Ez 20.40; 37.15-22; 39.25; Os 1.11).

3) A nação se unirá mais uma vez a Jeová por meio do casamento (Is 54.1-17; 62.2-5; Os 2.14-23).

4) Israel será exaltado acima dos gentios (Is 14.1,2; 49.22,23; 60.14-17; 61.6,7).

5) Israel será justificado (Is 1.25; 2.4; 44.22-24; 45.17-25; 48.17; 55.7; 57.18,19; 63.16; Jr 31.11; 33.8; 50.20,34; Ez 36.25,26; Os 14.4; Jl 3.21; Mq 7.18,19; Zc 13.9; Ml 3.2,3).

6) A nação será testemunha de Deus du­rante o milênio (Is 44.8,21; 61.6; 66.21; Jr 16.19-21; Mq 5.7; Sf 3.20; Zc 4.1-7; 4.11-14; 8.23).

7) Israel será embelezado para glorificar Jeová (Is 62.3; Jr 32.41; Os 14.5,6; Sf 3.16,17; Zc 9.16,17).


B. OS GENTIOS NO MILÊNIO

Os aspectos universais da aliança abraâmica, que prometia bênção universal, serão cumpridos naquela era. Os gentios terão um relaciona­mento com o Rei.

1) A participação dos gentios no milênio é prometida nas passagens proféticas (Is 2.4; 11.12; 16.1-5; 18.1-7; 19.16-25; 23.18; 42.1; 45.14; 49.6;22; 59.16-18; 60.1-14; 61.8,9; 62.2; 66.18,19; Jr 3.17; 16.19-21; 49.6; 49.39; Ez 38.23; Am 9.12; Mq 7.16,17; Sf 2.11; 3.9; Zc 8.20-22; 9.10; 10.11,12; 14.16-19). Tal admissão é essencial para que o domínio do Mes­sias seja universal.

2) Os gentios serão servos de Israel durante essa era (Is 14.1,2; 49.22,23; 60.14; 61.5; Zc 8.22,23). As nações que usurparam a autoridade de Israel em épocas passadas testemunharão aquele povo oprimido ser exaltado e se verão sujeitas a ele no seu reino.

3) Os gentios que estiverem no milênio experimentarão a conversão antes de sua admissão (Is 16.5; 18.7; 19.19-21,25; 23.18; 55.5,6; 56.6-8; 60.3-5; 61.8-9; Jr 3.17; 16.19-21; Am 9.12; Ob 17.21).

4) Eles se submeterão ao Messias (Is 42.1; 49.6; 60.3-5; Ob 21; Zc 8.22,23). A esses gentios é feito o convite: "Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo" (Mt 25.34).



III. Jerusalém e a Palestina no Milênio

Como as alianças feitas com Israel garantem a posse da terra, algo plenamente cumprido no milênio, a Palestina e Jerusalém aparecem constantemente nos escritos proféticos.


A. Jerusalém no milênio. Podemos esclarecer uma série de fatos pelo estudo das profecias concernentes ao papel de Jerusalém naquela era.

1) Jerusalém se tornará o centro do mundo milenar (Is 2.2-4; Jr 31.6; Mq 4.1; Zc 2.10,11). Pelo fato de o mundo estar sob o domínio do Rei de Israel, o centro da Palestina se tornará o centro de todo o mundo.

2) Jerusalém será o centro do governo do reino (Jr 3.17; 30.16,17; 31.6,23, Ez 43.5,6; Jl 3.17; Mq 4.7; Zc 8.2,3). A cidade que era o centro do governo de Davi se tornará o centro do governo do grande Filho de Davi.

3) A cidade será gloriosa, glorificando Jeová (Is 52.1-12; 60.14-21; 61.3; 62.1-12; 66.10-14; Jr 30.18; 33.16; Jl 3.17; Zc 2.1-13). O Rei estará tão associado a Jerusalém, que a cidade partilhará a Sua glória.

4) A cidade será pro­tegida pelo poder do Rei (Is 14.32; 25.4; 26.1-4; 33.20-24), a fim de jamais precisar temer por sua segurança.

5) A antiga área da cidade será am­pliada (Jr 31.38-40; Ez 48.30-35; Zc 14.10).

6) Ela será acessível a todos naqueles dias (Is 35.8,9), de modo que todos os que buscam o Rei en­contrarão acolhida dentro de suas muralhas.

7) Jerusalém será o centro de adoração da era milenar (Jr 30.16-21; 31.6,23; Jl 3.17; Zc 8.8,20-23). 8) A cidade durará para sempre (Is 9.7; 33.20,21; 60.15; Jl 3.19-21; Zc 8.4).


B. A Palestina no milênio. Um conjunto de fatos essenciais a respeito da terra é apresentado nas profecias.

1) A Palestina se tornará a herança de Israel (Ez 36.8,12; 47.22,23; Zc 8.12). Isso é crucial para o cumprimen­to das alianças de Israel.

2) A terra será ampliada em comparação com a área anterior (Is 26.15; 33.17; Ob 17-21; Mq 7.14). Pela primeira vez Israel tomará posse de toda a terra prometida a Abraão (Gn 15.18-21).

3) A topografia da terra será alterada (Is 33.10,11; Ez 47.1-12; Jl 3.18; Zc 4.7; 14.4,8,10). Em vez do terreno montanhoso que hoje caracteriza a Palestina, existirá uma grande e fértil planície na segunda vinda do Messias (Zc 14.4), de modo que a Palestina realmente será "bela e sobranceira" (Sl 48.2). Essa nova topografia permite ao rio fluir da cidade de Jerusalém para os dois mares e regar a terra (Ez 47.1-12).

4) Haverá fertilidade e produtividade renovada na terra (Is 29.17; 32.15; 35.1-7; 51.3; 55.13; 62.8,9; Jr 31.27,28; Ez 34.27; 36.29-35; Jl 3.18; Am 9.13). As­sim, o que arar o campo alcançará o ceifeiro por causa da produtivida­de da terra.

5) Haverá chuva abundante (Is 30.23-25; 35.6,7; 41.17,18; 49.10; Ez 34.26; Zc 10.1; Jl 2.23,24). Ao longo de todo o Antigo Testamen­to a chuva era sinal da bênção e da aprovação de Deus, e a falta de chuva era um sinal do julgamento de Deus. A abundância de chuva na terra será um sinal da bênção de Deus naquele dia.

6) A terra será reconstruída depois de ter sido devastada durante o período da tribu­lação (Is 32.16-18; 49.19; 61.4,5; Ez 36.33-38; 39.9; Am 9.14,15). As sobras da destruição serão eliminadas, para que a terra esteja novamente lim­pa.

7) A Palestina será redistribuída dentre as doze tribos de Israel. Em Ezequiel 48.1-29 essa distribuição é esboçada. Nesse capítulo a terra encontra-se dividida em três partes.

Na parte norte, a terra é repartida entre as tribos de Dã, Aser, Naftali, Manassés, Efraim, Rúben e Judá (Ez 48.1-7). A terra parece ser dividida por uma linha de leste a oeste por toda a dimensão ampliada da Palestina.

Da mesma forma, a porção meridional será distribuída entre Benjamim, Simeão, Issacar, Zebulom e Gade (Ez 48.23-27). Entre as divisões norte e sul, existe uma área conhecida como "região sagrada" (Ez 48.8-20), ou seja, a porção da terra separada para o Senhor.

Essa área terá 25 mil canas* (* A ARA traz "côvados", uma tradução duvidosa, já que o texto hebraico não tem a palavra específica para côvado nesta passagem. (N. do T.)) de comprimento e largura (Ez 48.8,20) será dividida em uma área de 25 por 10 mil canas para os levitas (Ez 45.5; 48.13,14), e a mesma área para o templo e sacerdotes (Ez 45.4; 48.10-12) e 25 por 5 mil canas para a cidade (Ez 45.6; 48.15-19). Unger escreve:

Qual é o comprimento de uma cana em Ezequiel? Essa medida é apresen­tada como "seis côvados", "um côvado e um palmo* cada" (40.5). [* Uma palma, a medida da largura da mão de um homem. (N do T.)] "Um côvado é um côvado e um palmo" (43.13). Então o verdadeiro problema é: Qual o comprimento de um côvado especificado em Ezequiel?

Pesquisas arqueológicas demonstraram que três tipos de côvado eram empregados na Babilônia antiga [...] O menor, de 28 cm ou três pal­mos, era utilizado em ourivesaria. O segundo, de quatro palmos ou 36 cm, era aplicado em construções, e o terceiro, de cinco palmos ou 45 cm, era usado para medidas de agrimensura. O côvado mais curto de três palmos (um palmo tem cerca de 9 cm), equivalente a 28 cm, é a unidade fundamental básica [...]

Como o profeta é bastante específico em relatar a unidade de medida da sua visão em "um côvado e um palmo" (40.5; 43.13), ele, sem dúvida, quer indicar o menor côvado de três palmos como uma medida básica, mais um palmo ou o que é equivalente ao côvado do meio, de 36 cm de comprimento. Com esse cálculo uma cana teria 2,5 m. A região sagrada seria um quadrado espaçoso, de 55 cm de lado, abran­gendo cerca de 3025 km2. Essa área seria o centro de todos os interesses do governo e da adoração divina estabelecidos na terra milenar. (Merrill E Unger, The temple vision of Ezekiel, Bibliotheca Sacra, 105:427-8, Oct. 1948)


Se o côvado maior fosse empregado, isso aumentaria a região sagrada em cerca de 80 km de lado. Isso só poderia ser possível à luz da área mais ampla contida nas fronteiras palestinas no milênio. (Cf. Arno C. Gaebelein, The prophet Ezekiel, p. 339)

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