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MANUAL DE

REFERÊNCIA PARA

MÉDICOS






IMPORTANTE

Este manual não foi elaborado com o propósito de ser utilizado em diagnósticos ou tratamento de qualquer doença. Ele foi elaborado com a única intenção de servir de fonte de informação sobre os programas de nutrição da Herbalife. A nutrição, as ervas medicinais ou qualquer dos programas de nutrição mencionados neste manual não são considerados pela Herbalife Internacional ou por seu Conselho Consultivo de Medicina como tratamentos clínicos ou medicamentos, nem são considerados substitutos de diagnósticos ou tratamentos clínicos apropriados.
O manual foi elaborado para ser utilizado por profissionais na área de saúde, com a intenção de servir como guia para os programas e produtos Herbalife.

Copyright © 1996 David B. Katzin, M.D., Ph.D.


Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste manual pode ser copiada ou reproduzida sob nenhum pretexto de forma ou razão sem autorização escrita do Conselho Consultivo de Medicina da Herbalife.
Manual de Referência para Médicos
Í N D I C E
Página

1. INTRODUÇÃO................................................7

1.1. - PROPÓSITO DO MANUAL DE REFERÊNCIA PARA MÉDICOS.....7

1.2. - HISTÓRICO DA EMPRESA...............................7

1.3. - FILISOFIA DA EMPRESA...................... ........8


2. FUNDAMENTOS...............................................9

2.1. - INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE NUTRRIÇÃO.................9

2.2. - TENDÊNCIAS PARA DOENÇAS NA SOCIEDADE MODERNA......10

2.3. - FATORES DE RISCO PARA DOENÇAS NO OCIDENTE.........11


3. CONTROLE DO EXCESSO DE PESO..............................13

3.1. - TIPOS E CAUSAS DE OBESIDADE.......................13

3.2. - TRATAMENTO DA OBESIDADE - GERAL...................14

3.3. - TRATAMENTO DA OBESIDADE - CIRÚGICO................14

3.4. - TRATAMENTO DA OBESIDADE - FAMACOLÓGICO............14

3.5. - TRATAMENTO DA OBESIDADE - DIETÉTICO...............15

3.5.1. - JEJUM TOTAL.................................15

3.5.2. - JEJUM SUPLEMENTADO COM PROTEÍNAS............15

3.5.3. - DIETAS DE POUCAS CALORIAS...................16

3.6. - PROGRAMA DE CONTROLE DE PESO DA HERBALIFE.........16


4. PRODUTOS NUTRICIONAIS HERBALIFE..........................17

4.1. - SUPLEMENTO ALIMENTAR..............................17

4.2. - SUPLEMENTO DE FIBRA...............................19

4.3. - SUPLEMENTO DE MICRONUTRIENTES.....................20

4.4. - ERVAS E PLANTAS...................................21

4.4.1. - GERAL.......................................21

4.4.2. - GUIA DE ERVAS DOS PRODUTOS HERBALIFE........23

4.5. - THERMOJETICS(R)....................................25


5. REFRÊNCIAS...............................................27
6. ATIVIDADE CIENTÍFICA HERBALIFE...........................29

6.1. - CONSELHO CONSULTIVO DE MEDICINA...................29

6.2. - CONFERÊNCIAS CIENTÍFICAS..........................29

6.3. - ESTUDOS CLÍNICOS..................................29


- AVALIAÇÃO CLÍNICA COMPARATIVA, MULTICENTRALIZADA, ESCOLHIDA A ESMO, DE UMA DIETA DE BAIXAS CALORIAS ISOLADAMENTE E DE UMA DIETA DO MESMO TIPO SUPLEMENTADA COM UMA FÓRMULA PATENTEADA

EM PESSOAS SADIAS COM EXCESSO DE PESO.......................31


- AVALIAÇÃO CLÍNICA DE UM MODERNO PROGRAMA DE CONTROLE

DE PESO.....................................................53


- INFLUÊNCIA DE UM COMPLEMENTO ALIMENTAR PARA CONTROLE DE

PESO TOMADO SOB DIRETRIZES DIETÉTICAS SOBRE O CONTROLE DE

PESO E CARACTERÍSTICAS DO SANGUE............................61
7. CURRICULUM(S) VITAE......................................67

7.1. - DR.DAVID B. KATZIN, M.D., Ph.D....................67

7.2. - DR. FERDINANDO CAPITANI, Ph.D.....................70

7.3. - PROF. BRUNO BERRA, Ph.D...........................72



Manual de Referência para Médicos
1. INTRODUÇÃO
1.1. - PROPÓSITO DO MANUAL DE REFÊRENCIA PARA MÉDICOS HERBALIFE
Desde a sua fundação em 1980, a Herbalife evoluiu de uma pequena empresa de produtos para perda de peso baseada na Califórnia, para uma organização internacional com operações comerciais em mais de 50 países e uma rede de distribuição com mais de 100.000 pessoas em atividade. Como parte no avanço do treinamento técnico de seus distribuidores, a Herbalife criou uma variedade de meios incluindo literatura, material audiovisual, seminários e recentemente, um acesso por televisão via satélite HBN. Com o interesse de sustentar uma firme fundação científica dos seus produtos, a Herbalife mantém um Conselho Consultivo de Medicina e fundou estudos clínicos. Além disso, a Herbalife vem patrocinando conferências científicas desde 1992 sobre diversos assuntos relacionados com nutrição e ervas medicinais.
Este volume foi concebido como manual de referência preliminar para médicos e outros profissionais da área de saúde que começaram a se interessar pela Herbalife e procuram informações sobre os fundamentos científicos dos produtos de nutrição e sua sustentação sobre estudos clínicos. A função do Manual de Referência para Médicos é informativo e introdutório. Ele não foi elaborado para servir como referencial de nutrição, um discurso exaustivo sobre os produtos Herbalife, nem pretende servir de referência para diagnósticos e tratamentos. Em nenhum caso, a nutrição pode ser considerada um substituto para a terapia clínica convencional mas pode ser considerada como um preventivo natural e como um auxiliar no tratamento dietético e de outras doenças.
O Manual de Referência para Médicos foi escrito para a comunidade médica internacional e consequentemente é de caráter genérico. Embora a filosofia geral e os princípios científicos fundamentais sejam constantes, os produtos variam um pouco de um país para outro por causa da nutrição específica nos países e das regulamentações governamentais para a fabricação e comercialização de produtos à base de ervas medicinais. Neste manual está incluída uma brochura para o país onde este manual foi requisitado. Estes folhetos têm informações de natureza mais generalizada sobre os produtos de nutrição como também dos outros produtos comercializados pela Herbalife. Perguntas sobre nutrição específica ou questões científicas devem ser endereçadas ao Dr. Fernando Capitani, Gerente Comercial da Herbalife Itália S.p.A. e Vice Presidente do Departamento Internacional de Desenvolvimento Técnico, ou ao Dr. David B. Katzin, Presidente do Conselho Consultivo de Medicina, 1800 Century Park East, Los Angeles CA 90067, USA. Questões envolvendo vendas e marketing dos produtos Herbalife devem ser endereçadas para os Centros de Distribuição Local da Herbalife.
1.2. - HISTÓRICO DA EMPRESA
As origens e o desenvolvimento da Herbalife estão profundamente ligados à imagem do seu presidente e fundador Mark Hughes. Em 1980, aos 21 anos de idade, impulsionado pela tragédia pessoal da morte de sua mãe por uma overdose de medicamentos dietéticos, Mark começou a se dedicar ao objetivo de criar um sistema de controle de peso baseado na nutrição, que pudesse ajudar a evitar os difíceis sacrifícios geralmente exigidos pelas dietas para perda de peso atualmente disponíveis ou evitar a necessidade de ingestão de supressores de apetite farmacológicos potencialmente perigosos.


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O programa Herbalife foi desenvolvido com a colaboração de especialistas em nutrição, ervas medicinais e fabricação industrial. Os resultados, demonstráveis em pouco tempo atraíram milhares de pessoas, e muitos que inicialmente eram usuários, logo se tornaram entusiásticos distribuidores dos produtos. O sucesso dos produtos nos Estados Unidos desencadeou o interesse internacional e, em poucos anos a Herbalife já vendia seus produtos também no Canadá, Reino Unido e Austrália. Em etapas, a oportunidade Herbalife se espalhou para mais de 50 países incluindo Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, República Tcheca, Dinamarca, República Dominicana, Finlândia, França, Alemanha, Grã Bretanha, Holanda, Hong Kong, Israel, Itália, Japão, México, Nova Zelândia, Noruega, Filipinas, Polônia, Portugal, Rússia, Eslováquia, Espanha, Suécia, Suíça, Taiwan e Venezuela.


A sede da empresa fica em Century City, na Califórnia e, além da sua rede de mais de 100.000 distribuidores autônomos, tem mais de 1000 empregados fixos, internacionalmente considerando. Atualmente a empresa está registrada na bolsa de valores dos Estados Unidos e em 1995 faturou mais de 923 milhões de dólares em vendas no varejo.
1.3. - FILOSOFIA DA EMPRESA
O sucesso da Herbalife é resultante da sua moderna filosofia de distribuição, alta qualidade de seus produtos nutricionais e de cuidados pessoais, elaborados com ervas, a preços de venda justos. Ela abre a oportunidade de venda a qualquer pessoa independente do seu nível educacional, raça, cultura ou situação financeira, através de uma rede de distribuidores independentes. A base científica dos produtos vem sendo validada por estudos clínicos e a Herbalife mantém um Conselho Consultivo de Medicina ativo que participa no desenvolvimento dos produtos, executa os testes e dá assistência no aprendizado dos distribuidores. A qualidade dos produtos é assegurada pelos altos padrões de produção e pela excelência do fabricante primário dos produtos de nutrição, D & F Industries em Orange, Califórnia.
O sucesso da Herbalife está em grande parte relacionado com os resultados concretos e significantes obtidos pelos seus clientes, assim como à confiabilidade e segurança do programa, tornando-o ideal para a auto administração do público em geral. O entusiasmo dos distribuidores que ficam fortemente motivados pela experiência direta adquirida com o uso pessoal dos produtos, é a pedra fundamental da filosofia de marketing da empresa. Mark Hughes, presidente e fundador da empresa, freqüentemente tem observado, “Não é o que você diz sobre os produtos que conta, mas como você sente o que diz sobre os produtos”, enfatizando a importância da experiência pessoal acima da capacidade abstrata de vendas dos distribuidores Herbalife. Esta experiência pessoal só pode vir de produtos que geram resultados concretos, confiáveis e reprodutíveis.

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2. FUNDAMENTOS
2.1. - INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE NUTRIÇÃO
O termo nutrição geralmente se refere aos alimentos que ingerimos e a como o corpo os processa e utiliza. Na verdade, a necessidade fisiológica por comida é a necessidade pelos nutrientes específicos contidos nos alimentos. Nutrientes são os componentes químicos dos alimentos, essenciais para o funcionamento adequado do corpo. Cada nutriente tem uma ou mais das seguintes funções:
a) suprir fonte de energia para o metabolismo ou as atividade;
b) suprir matéria estrutural de proteção ou sustentação, como os ossos, os músculos, os tendões, os nervos, a pele;
c) participar do processo de regulação funcional do corpo incluindo o metabolismo, o crescimento, a reposição de células e a reprodução.
Os nutrientes essenciais foram classificados como carbohidratos, lipídios, proteínas, vitaminas, minerais, água e fibra. Cada um destes grupos pode ser posteriormente classificado em subgrupos, como por exemplo, os carbohidratos em polissacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e álcool-açúcares e as proteínas em peptídios e amino ácidos. A fibra nem sempre vem classificada como um nutriente. Os alimentos contém muitas substâncias não nutritivas como álcool, cafeína e alguns aditivos e conservantes. Também são adicionadas substâncias não nutritivas mas básicas para a conservação dos alimentos como diversos antioxidantes, fitoenzimas, fitohormônios, aromatizantes e corantes, para nomear apenas alguns. Ao todo existem aproximadamente 50 nutrientes essenciais para a vida e literalmente centenas de substâncias não nutritivas mas úteis encontradas nos alimentos.
Conceitualmente, a nutrição difere da dietética na qual está incluído o processo fisiológico adicional de digestão, absorção e assimilação dos alimentos. A condição nutricional, que se refere aos tipos e quantidades de nutrientes disponíveis no corpo e à maneira como eles são utilizados por este, é consequentemente influenciada por mais do que apenas a ingestão da dieta. Fatores não nutritivos dos alimentos como os fitatos, inibidores à base de tripsina ou álcool podem prejudicar a digestão ou a absorção dos nutrientes. Até mesmo a fibra contida nos alimentos afeta a condição nutricional. Influências claramente sistêmicas, incluindo stress, problemas digestivos ou doenças crônicas também afetam a condição nutricional. Um meio conveniente de pensar sobre a condição nutricional é lembrar que o objetivo da nutrição são as células do corpo. Para que o corpo esteja apropriadamente nutrido, implica em que as células do corpo estejam apropriadamente nutridas. Desta forma, condição nutricional adequada implica em que os níveis funcionais de nutrição das células sejam mantidos. Nutrição celular é um conceito básico porque a patologia moderna nos ensina que a doença é um processo celular. Condição nutricional enfraquecida definitivamente resulta em nutrição celular enfraquecida e no aparecimento de doenças relacionadas com a nutrição.
Embora doenças crônicas, excesso de ingestão de álcool, o vício do fumo e até mesmo o stress contribuam para enfraquecer a condição nutricional na civilização ocidental, os fatores mais prejudiciais estão relacionados com os hábitos alimentares. A tendência atual, que inclui os alimentos processados e os convencionais, resulta no excesso de consumo de calorias, colesterol, gorduras saturadas, sal e dissacarídeos, enquanto a ingestão de fibra é mínima e a ingestão de micronutrientes é freqüentemente menor ainda. Estudos patrocinados por governos e pela Organização Mundial de Saúde, repetidamente demonstram que em muitos subgrupos de países ocidentais evoluídos, os níveis de micronutrientes no sangue, incluindo ferro, cálcio, cromo, magnésio, folato, tiamina e cobalamina são muito baixos, embora sintomas de deficiência observáveis sejam raros.
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Os grupos com maior risco por deficiência de nutrientes incluem crianças, mulheres grávidas ou em fase de aleitamento, adeptos crônicos de dietas e idosos. A condição nutricional está inversamente relacionada com a situação financeira e educacional, como regra geral.


2.2. - TENDÊNCIAS PARA DOENÇAS NA SOCIEDADE MODERNA
Os padrões de estado mórbido e mortalidade foram submetidos a uma mudança dramática nas sociedades ocidentais nos últimos 150 anos. Em meados do século XIX as maiores causas de morte eram acidentes e infecções. Isso ainda ocorre na maioria dos países desenvolvidos até hoje. A falta de vacinas e antibióticos e a falta de higiene geral permitem que doenças infecciosas ainda assolem a sociedade moderna. Freqüentemente, infecções graves acabam se tornando fatais por causa da incapacidade em controlá-las e da falta de tecnologia avançada de esterilização cirúrgica. No mundo moderno, o desenvolvimento de vacinas, antibióticos, saúde pública, medidas de higiene e a melhora da técnica cirúrgica relegaram as mortes por estes motivos a um segundo plano, exceto em alguns subgrupos da população. No fim do século XX, a maior causa de mortalidade entre os homens jovens de 18 a 25 anos no ocidente são os acidentes, e as infecções geralmente só são fatais nas pessoas de muita idade. Naturalmente isso não acontece, como observado acima, na maioria dos países desenvolvidos e para alguns grupos da população desenvolvida a deficiência imunológica adquirida (AIDS) é uma séria ameaça.
Na sociedade ocidental, a maior causa de mortalidade por doença permanecem sendo os problemas de arteriosclerose cardíaca. Só no oeste da Europa e nos Estados Unidos, aproximadamente quatro milhões de pessoas sofrem ataques cardíacos todos os anos, representando uma incidência em torno de um em cada 200 habitantes. Aproximadamente um terço destas pessoas, ou seja, em torno de 1.300.000 morrem antes de chegar na unidade de tratamento cardíaco intensivo. O elo entre este tipo de doença cardíaca e os fatores alimentares, incluindo excesso de gordura, colesterol e calorias na alimentação é virtualmente irrefutável hoje em dia.
O câncer é atualmente a causa de morte número dois no ocidente e contabiliza mais de 2.000.000 de mortes anualmente. É estimado por diversas associações de câncer que aproximadamente um terço dos casos de câncer têm alguma relação com componentes nutricionais. Curiosamente, os fatores nutricionais que mais contribuem para o câncer são os mesmos que contribuem para as doenças cardiovasculares e incluem alimentação com excesso de gordura e calorias e deficiência de fibra, que conduzem a condições de excesso de peso ou obesidade. Derrame cerebral é a terceira maior causa de mortalidade e está relacionada tanto com a arteriosclerose quanto com a hipertensão. A hipertensão também vem sendo relacionada com a alimentação, visto que uns 20% dos casos são sensíveis ao sal e a obesidade relacionada com a alimentação contribui significativamente para a hipertensão.
Do ponto de vista da morbidade, milhões de pessoas sofrem de diabetes iniciada na idade adulta que agora é reconhecida ser uma condição 100% controlável com alimentação apropriada. Fatores de conduta saudáveis incluindo controle de peso e mudança de hábitos alimentares podem muitas vezes eliminar completamente a necessidade de medicamentos para os diabéticos. Outra doença relacionada com a alimentação é a osteoporose ou ‘doença dos ossos quebradiços’. Esta doença aflige mulheres nos anos após partos e resulta da perda de massa cortical dos ossos. Ela é conseqüente da produção inadequada de estrógeno que resulta da involução dos ovários durante a menopausa. Existem significantes evidências científicas para indicar que mulheres que começam uma dieta suplementar desde cedo com cálcio e outros minerais importantes na formação dos ossos e continuam esta suplementação através da vida adulta podem, mesmo com uma moderada quantidade de exercícios, adiar ou possivelmente eliminar o início desta doença que representa a causa de morbidez e mortalidade número um em senhoras de idade.

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2.3. - FATORES DE RISCO PARA DOENÇAS NO OCIDENTE
Pelo exposto acima, está claro que a mudança dos padrões de doenças repentinas para doenças degenerativas crônicas na sociedade ocidental implica que a alimentação pode estar desempenhando um importante papel crescente na origem destas doenças. Há uma ironia nisso: a vida é impossível sem nutrição, mas por estarmos agora vivendo por mais tempo, os alimentos que ingerimos podem estar afetando a morbidez e mortalidade prematuramente. Análises estatísticas revelam que aproximadamente três milhões de mortes por ano no ocidente estão relacionadas com fatores alimentares e obesidade. Esta quantidade significa uma morte relacionada com a alimentação a cada 10,5 segundos.
Uma interessante descoberta neste sentido é que levantamentos revelam que mais de 90% das pessoas possuem as informações nutricionais necessárias para fazer as mudanças positivas na alimentação que poderiam prolongar suas vidas. No entanto, por diversas razões, incluindo a força e a pressão da propaganda, a conveniência das comidas modernas e a pressão da vida moderna, menos de 10% das pessoas informadas fazem as mudanças necessárias para reduzir o peso e criar um estilo de vida mais saudável.
Comparada com a atual alimentação ocidental, uma dieta mais direcionada para a longevidade teria menos proteína e gordura animal, menos gordura em geral, menos açúcar refinado, mais fibra e mais frutas e vegetais para manter uma adequada ingestão de micronutrientes. Estima-se, por exemplo, que os ocidentais consomem em média aproximadamente um galão* de gordura ou óleo por mês e aproximadamente 140 libras** de açúcar de uma forma ou outra por ano. Isto equivale a uma colher de chá de açúcar a cada vinte minutos da sua vida, noite e dia. Na nossa civilização, o segmento da indústria de alimentação que mais cresce é o da “comida rápida” e anualmente consumimos literalmente bilhões de hamburgers altamente gordurosos e pedidos associados de milk shakes e batatas fritas, dezenas de milhões de pizzas, jantares à base de frango frito, etc., a maioria dos quais ricos em gordura, calorias, colesterol e sal e deficientes em micronutrientes.

NOTAS DO TRADUTOR

* galão - medida de volume equivalente a 3,8 l (Estados Unidos) e 4,5 l (Inglaterra)

** libra - medida de peso equivalente a 453,59 g. As140 libras mencionadas equivalem a 63,5 Kg

Embora a nossa moderna alimentação ocidental seja considerada a mais segura em termos de ausência de doenças transmitidas pela alimentação e a mais avançada alimentação do mundo em variedade e pela quantidade de pessoas que a consomem, deve ser considerado o fator de maior risco pela atual situação epidêmica de doenças relacionadas com a alimentação que estão afetando nossa sociedade. O custo da doença relacionada com a alimentação em termos de perda de energia humana e despesas médicas é impressionante e a perda em termos de tragédia pessoal é imensurável. Claramente, se nós pudéssemos afetar positivamente a alimentação e a nutrição das pessoas no ocidente, poderíamos prestar uma tremenda contribuição para a produtividade, a saúde e o bem-estar da nossa sociedade. A alimentação não é o único fator de risco para doenças. A maior tragédia é que, como a alimentação, a maioria dos fatores de risco são controláveis, não passando de comportamentos adquiridos. Por concordância universal, os maiores fatores de risco incluem o fumo, excesso de consumo de álcool, o stress e o excesso de peso. Excesso de peso, embora não seja um fator de risco independente para doenças cardiovasculares em geral, é somatório com outros fatores de risco para doenças cardiovasculares e é um fator de risco importante na origem de uma série de condições não fatais como a hipertensão, a diabetes originada na fase adulta, perfil anormal de lipídios no sangue, gota, artrite e cálculo biliar. Ele pode causar considerável stress psicológico e aumentar o risco de complicações tanto em grandes como em pequenas cirurgias. Assim como a nutrição, em geral o excesso de peso representa uma das causas mais tratáveis de morbidez e mortalidade na nossa sociedade.



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3. CONTROLE DO EXCESSO DE PESO
3.1. - TIPOS E CAUSAS DE OBESIDADE
A obesidade pode ser dividida em hiperplástica e hipertrófica, dependendo de estar havendo um aumento no número de células de gordura ou simplesmente um aumento no tamanho das células. Acredita-se que, geralmente depois da adolescência, o número de células no corpo permanece constante, de forma que a obesidade decorrente é hipertrófica. A obesidade pode ser posteriormente classificada como primária ou secundária em relação a alguma causa patológica e pode ser de princípio juvenil ou adulto. Os especialistas diferem de opinião sobre a influência genética no desenvolvimento da obesidade. A existência de famílias de roedores geneticamente obesos e a regularidade com que a obesidade ocorre em algumas culturas e famílias sugerem que os fatores genéticos desempenham algum papel na obesidade humana. Até agora também está claro que, tendo a obesidade aumentado na população durante o século XX, muitas vezes em taxas alarmantes, a contribuição da genética para o problema permanece constante.
As estatísticas sobre a incidência da obesidade nas sociedades ocidentais, em geral são semelhantes às dos Estados Unidos. Em 1988, estudos indicaram que em torno de 34 milhões de adultos, ou 25% do total da população adulta foi considerada clinicamente obesa (mais de 20% acima do peso ideal) e 13 milhões ou 9,5% estariam morbidamente obesos (mais de 50% acima do peso ideal). Lamentavelmente noticia-se que este percentual estaria aumentando rapidamente. Quando menores graus de obesidade são incluídos, mais de 40% da população adulta fica incluída e estimativas sobre o número de pessoas que utilizam algum tipo de programa de controle de peso ficam na faixa acima dos 60%.
Apesar de múltiplos fatores como a genética, estilo de vida, cultura, etc., influenciarem todos o peso do corpo, a equação física que determina o peso corporal é a Equação de Balanço Energético. Ela enuncia que a estabilização de peso ocorre quando a soma da entrada de energia em forma de calorias por todas as fontes alimentares é igual ao total de energia gasta pelas atividades metabólicas e musculares. Quando o corpo está com balanço energético positivo, isto é, quando a entrada de energia em forma de calorias excede o consumo, a energia adicional é armazenada em forma de gordura.
O corpo é relativamente eficiente nisso e estoca o excesso de gordura saturada e as calorias dos carbohidratos em forma de gordura. Proteínas e complexos de carbohidratos com baixo índice glicêmico são estocados em menor quantidade. Parece que desta forma a moderna alimentação ocidental, rica em gordura saturada e carbohidratos refinados, é ideal para adicionar excesso de peso ao corpo em forma de gordura. Na verdade é isso o que acontece. Um agravante para a alimentação hipercalórica ocidental é a tendência para diminuir o gasto de calorias como conseqüência do estilo de vida muito mais sedentário. A troca da vida no campo pela das grandes cidades e o aumento da mobilidade mecânica da sociedade também contribuem para gerar um balanço positivo de energia, tendo como resultado final o aumento da quantidade de gordura no corpo.
3.2. - TRATAMENTO DA OBESIDADE - GERAL
Embora geralmente todos concordem que o peso do corpo dentro da faixa fisiológica normal é preferível, a decisão de tratar a obesidade deve ser acompanhada por uma série de considerações, incluindo a duração da condição, o histórico de repetidas dietas fracassadas, o grau de motivação pessoal, estado de saúde e disponibilidade de tratamentos confiáveis. Recentes dados de pesquisas em seres humanos demonstram que em toda a flutuação de peso, a massa corporal magra (tecido muscular e outros não gordurosos) perdida na fase de emagrecimento só é parcialmente reposta na fase de recuperação do peso anterior. A diferença é reposta com tecido gorduroso. Portanto, o organismo modifica sua própria composição a cada flutuação de peso e fica com mais gordura a cada ciclo.

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De acordo com alguns, flutuação de peso está associada com um aumento no risco de doença cardiovascular e morte. Avaliadores independentes afirmam que oscilações de peso de apenas 10% causam um aumento de risco de doenças cardiovasculares. Apesar destas descobertas, a tendência universal demonstra que é preferível tratar a obesidade do que não fazer nada, principalmente nos casos de obesidade mórbida onde os riscos à saúde ficam claramente definidos. Finalmente, o tratamento é direcionado através da criação de um balanço negativo de energia, com a combinação de restrição de calorias na alimentação e atividade física. Embora este procedimento esteja correto na superfície, empiricamente os resultados são desapontadores. Isso levou a uma variedade de procedimentos mais drásticos que serão discutidos abaixo.
3.3. - TRATAMENTO DA OBESIDADE - CIRÚRGICO
O tratamento cirúrgico da obesidade é direcionado por intervenções de curta duração para reduzir a entrada de calorias, isto é, através da instalação de uma armação no queixo, e por intervenções de longa duração para reduzir a entrada de calorias através de grampeamento do estômago, gastrectomia parcial ou desvio intestinal. Embora estas diversas práticas reivindiquem módicos sucessos por algum período de tempo, a maioria é cara, ineficaz a longo prazo e repleta de complicações. A maioria destas práticas foi abandonada, exceto em casos extremamente urgentes.

3.4. - TRATAMNTO DA OBESIDADE - FARMACOLÓGICO


A manipulação do peso através de medicações foi inicialmente direcionada para a redução do apetite por ação direta sobre o centro de sensação do hipotálamo e sobre os centros de satisfação através de um aumento da termogênese por estimulação beta-agônica. Por acaso os melhores medicamentos anoréticos conhecidos, as anfetaminas, combinam as duas atividades. Um dos problemas com as anfetaminas é a quantidade de efeitos colaterais extremos, incluindo o vício e até a morte. Drogas anoréticas modernas, como a dexfenfluramina, são anoréticos mais específicos com menor potencial de efeitos colaterais indesejáveis. Um segundo grupo de medicamentos que se mantém promissor são as do grupo da efedrina, como os beta-agônicos que podem aumentar o consumo de calorias por estimulação direta da termogênese.
Futuros medicamentos derivados da engenharia genética também se mantém teoricamente promissores, principalmente para as pessoas geneticamente obesas. Em geral, o problema dos medicamentos farmacológicos são os efeitos colaterais, a tendência de adaptação do organismo aos efeitos do medicamento, conseqüente necessidade de aumento nas dosagens e a falta de sucesso a longo prazo sem o auxílio de uma dieta.
3.5. - TRATAMENTO DA OBESIDADE - DIETÉTICO
Embora o público seja constantemente bombardeado com pseudo-dietas prometendo resultados extraordinários, poucas são nutricionalmente saudáveis ou baseadas em princípios científicos. Como foi mencionado acima, a restrição racional de calorias tem apoio científico mas muitas vezes é difícil de ser aplicada por causa das possibilidades de complicações. Outras estratégias dietéticas que foram desenvolvidas através dos anos para ajudar no combate à obesidade incluem jejum total, jejum suplementado e dietas de baixo teor calórico.

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3.5.1. - JEJUM TOTAL
O jejum total ficou popular como forma de tratamento da obesidade há aproximadamente 30 anos, embora observações sobre os efeitos do jejum prolongado apareçam na literatura desde o século XIX. A perda de peso nos dez primeiros dias é de 1,1 Kg/dia e estabiliza em 0,36 a 0,47 Kg/dia no fim do primeiro mês. Enquanto o resultado é quase espetacular, logo ficou claro que o jejum absoluto trazia complicações. A pior delas é o balanço negativo de nitrogênio, resultando em perda de tecido magro do corpo. Durante o primeiro mês a perda média de nitrogênio é de 4,0 g/dia e estabiliza em 2,4 g/dia, com uma perda resultante de 3,5 Kg/mês de massa corporal magra. O balanço negativo de nitrogênio, em geral, não afeta as proteínas do plasma mesmo durante um jejum prolongado e o total de proteínas, albumina, globulina e transferrina no plasma geralmente permanecem constantes.
A perda de peso do corpo pode ser atribuída à perda de tecido magro, gordura ou água. Durante as duas semanas iniciais do jejum total, a perda de água é elevada, e apenas 30 a 50% da perda de peso é gordura e 6 a 10% são proteínas. Após um mês, a perda de gordura é responsável por 70% da perda de peso e a perda de proteínas estabiliza em torno de 5%.
Os problemas associados com o jejum prolongado incluem anormalidades de eletrólitos, hipertensão postural, hipercalemia clara, artrite gotosa, anemia e perda acentuada de massa corporal magra.
3.5.2. - JEJUM SUPLEMENTADO COM PROTEÍNAS
No início da década de 1970, proteínas e combinações de proteínas foram usadas experimentalmente como suplementos do jejum total para prevenir a perda acentuada de massa corporal magra. Inicialmente, os resultados foram promissores, mas estudos posteriores revelaram que o balanço de nitrogênio permanecia negativo por três semanas, embora a ingestão de proteínas fosse superior a 1 g/Kg/dia.
A qualidade da proteína e a necessidade de suplementação de carbohidratos e eletrólitos começou a ficar um assunto importante quando diversas mortes súbitas, presumivelmente devido a arritmias cardíacas, foram associadas com jejuns suplementados somente com um líquido colágeno. Estas descobertas abriram caminho para as dietas de baixas calorias mais complexas.
3.5.3. - DIETAS DE BAIXO TEOR CALÓRICO (VLCD’s)
As dietas de baixo teor calórico modernas fornecem em torno de 500 Kcal, acima de 70 g de cada uma das proteínas de alta qualidade e suplemento de carbohidrato com 60 mEq de cálcio, 40 mEq de potássio e um composto de micronutrientes essenciais diariamente. A experiência com estas dietas têm sido extensiva e positiva no que se refere a perda de peso no prazo mais curto possível. A perda inicial de peso é rápida, embora não como no jejum total. O balanço de nitrogênio melhora acentuadamente e a perda de eletrólitos é mínima. Entretanto, uma série de problemas clínicos permanecem, incluindo hipertensão postural, intolerância ao frio, pele seca, constipação, afinamento ou perda de cabelos, mudanças de humor e ketosis. Por esta razão, as dietas de baixo teor calórico só são recomendadas com acompanhamento médico e práticas clínicas supervisionadas, e o sucesso das dietas a longo prazo é questionado por causa da falha na reeducação dos hábitos alimentares durante o período de perda de peso forçado pela dieta.


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3.6. - PROGRAMA DE CONTROLE DE PESO DA HERBALIFE
A base do sistema de controle de peso da Herbalife é do tipo conhecido como Dieta por Reposição Parcial de Alimentos (PRMD’s) das quais a Herbalife foi a pioneira. Para evitar algumas das dificuldades associadas com as dietas do tipo VLCD, os suplementos alimentares são usados como fonte parcial e não total de nutrição. Neste sistema, são usados suplementos alimentares formulados em duas das três refeições ingeridas diariamente. A terceira refeição é de alimentos de escolha própria individual, usando planos alimentares recomendados ou seguindo diretrizes específicas que restringem a quantidade mas não a qualidade. A dieta fornece um mínimo de 1000 Kcal e 0,75 g/kg de proteína diariamente.
A composição do suplemento alimentar usado nas dietas PMRD é similar àquelas usadas nas modernas dietas VLCD com muitos dos critérios freqüentemente estabelecidos por padrões individuais de governos. Entre 8 e 10 g de proteína de alta qualidade, 12 g de carbohidrato glicêmico e em torno de 1 g de óleo rico em ácidos gordurosos essenciais estão incluídos numa dose. A mistura para tomar é elaborada com eletrólitos, fibra, micronutrientes e aromatizantes.
É dado um grande cuidado ao planejamento e preparação da refeição. No início, para evitar complicações, os clientes são encorajados a simplesmente reduzir na quantidade. São providenciadas informações nutricionais através de brochuras e suplementos que encorajam melhores escolhas de alimentos e hábitos alimentares. É reconhecido que o sucesso a longo prazo de um programa de perda de peso ou nutrição, depende do desenvolvimento de “bons hábitos alimentares”.
As vantagens clínicas dos programa PMRD da Herbalife incluem maior ingestão de calorias e proteínas para evitar ketosis e ajudar a manter o balanço de nitrogênio. Os componentes alimentares e fibrosos do programa também fornecem melhor estrutura para eliminar mais facilmente e reduzir a incidência de constipação. Outras vantagens incluem: facilidade de planejamento das refeições, maior saciedade e valor hedônico por causa da inclusão dos alimentos preferidos, maior facilidade de incorporação nas atividades da vida diária como resultado da inclusão de uma refeição diária independente e maior facilidade de transição do período de perda de peso do programa para um programa de manutenção de peso. A manutenção pode ser facilitada por incorporar a reposição de uma refeição diária na dieta. As experiências têm demonstrado que este programa é seguro e eficaz, permitindo uma perda de peso na faixa de 0,5 a 1,0Kg/semana. O programa é extremamente confiável, mesmo quando auto administrado, e é eficaz quando usado por períodos limitados para obter um objetivo definido em perda de peso, ou por períodos prolongados para maiores perdas de peso ou como parte de um regime de manutenção psicológica de peso.


Manual de referência para Médicos 15
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