Marshall berman tudo que é SÓlido desmancha no ar a aventura da modernidade



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janelas pintadas, abrirão suas janelas uns aos outros e se esforçarão para criar uma política de autenticidade que nos envolverá a todos. Se e quando tal acontecer, isso marcará o ponto em que o modernismo dos anos 80 estará a caminho.

Vinte anos atrás, no final de outra década apolítica, Paul Goodman anunciava uma grande onda de radicalismo e de iniciativas radicais que começavam a vir à luz. Qual era a relação desse radicalismo emergente, inclusive o dele próprio, com a modernidade? Goodman colocava o argumento de que, se era verdade que os jovens de sua época viam-se “crescendo para o absurdo”, sem uma existência honrosa ou mesmo significativa a esperá-los, a fonte do problema não era “o espírito da sociedade moderna”; ao contrário, dizia, “tal espírito é que não tinha se realizado”. 23 A agenda das possibilidades modernas que Goodman reuniu sob o título “As Revoluções Perdidas” era tão aberta e premente como o é hoje. Em minha apresentação das modernidades de ontem e de hoje, procurei salientar algumas das formas que o espírito moderno pode escolher para se realizar no amanhã.

E quanto ao dia que virá depois do amanhã? Ihab Hassan, ideólogo do pós-modernismo, lamenta a obstinada recusa da modernidade a se extinguir: “Quando terminará o período moderno? Algum período jamais esperou tanto tempo? A Renascença? O Barroco? O Clássico? O Romântico? O Vitoriano? Talvez somente a Idade das Trevas. Quando terminará o modernismo e o que vem em seguida?”.24 Se o raciocínio global deste livro está correto, aqueles que estão à espera do final da era moderna deverão aguardar um tempo interminável. A economia moderna provavelmente continuará em expansão, embora talvez em novas direções, adaptando-se às crises crônicas de energia e do meio ambiente que o seu sucesso criou. As adaptações futuras exigirão grandes turbulências sociais e políticas; mas a modernização sempre sobreviveu em meio a problemas, em uma atmosfera de “incerteza e agitação constantes” em que, como diz o Manifesto Comunista, “todas as relações fixas e congeladas são suprimidas”. Em tal ambiente, a cultura do modernismo continuará a desenvolver novas visões e expressões devida, pois as mesmas tendências econômicas e sociais que incessantemente transformam o mundo que nos rodeia, tanto para o bem como para o mal, também transformam as vidas interiores dos homens e das mulheres que ocupam esse mundo e o fazem caminhar, O processo de modernização, ao mesmo tempo que nos explora e nos atormenta, nos impele a apreender e a enfrentar o mundo que a modernização constrói e a lutar por torná-lo o nosso mundo. Creio que nós e aqueles que virão depois de nós continuarão lutando para fazer com que nos sintamos em casa neste mundo, mesmo que os lares que construímos, a rua moderna, o espírito moderno continuem a desmanchar no ar.



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NOTAS

INTRODUÇÃO: MODERNIDADE — ONTEM, HOJE E AMANHÃ



  1. Emile, ou De lEducation, 1762, in Oeuvres Completei de Rousseau (Paris, Bibliothèque de la Pléiade, Gallimard, 1959), v. IV. Para a imagem rousseauniana do “tourbillon social” e como sobreviver nele, Livro IV, p. 551. Sobre o caráter volátil da sociedade européia e os movimentos revolucionários que estavam por vir, Emile, I, p. 252; III, p. 468; IV, p. 507-8.

  2. Julie, ou la Nouvele Héloise, 1761, parte II, Cartas 14 e 17, in op. cit. , v. II, p. 231-6, 255-6. Discuti estes temas e situações rousseaunianas a partir de uma perspectiva um pouco diferente em The Politics of Authenticity ( Atheneum, 1970), particularmente nas páginas 113-9,163-77.

  1. “Speech at the Anniversary of the Peoples Paper, in The Marx-Engels Reader, 2 ed. (Norton, 1978), p. 577-8. A partir desta nota, o volume aparecerá como MER.

  2. MER, p. 475-6. Modifiquei levemente a tradução clássica, feita por Samuel Moore em 1888.

  3. As passagens citadas são das Seções 262, 223 e 224, trad. Marianne Cowan, 1955 (Gateway, 1967), p. 210-1,146-50.

  4. Umberto Boceioni et alii, “Manifesto of the Futurist Painters, 1910”, trad. Robert Brain, in Futurist Manifestos, org. Umbro Apollonio( Viking, 1973), p. 25.

  5. F. T. Marinetti, “The Founding and Manifesto of Futurism, 1909”, trad. R. W. Flint, in Futurist Manifestos, p. 22.

  6. Marinetti, “Multiplied Man and the Reign of the Machine”, in War, the Worlds only Hygiene, 1911-15, trad. R. W. Flint, in Marinetti: Selected Writings (Farrar, Straus and Giroux, 1972), p. 90-1. Para um tratamento agudo do futurismo no contexto da evolução da modernidade, v. Theory and Design in the First Machine Age, de Reyner Banham (Praeger, 1967), p. 99-137.

  7. Understanding Media: The Extensions of Man (McGraw-Hill, 1965), p. 80.

10. “The Modernization of Man”, in Modernization: The Dynamnics of Growth (Basic Books, 1966), p. 149. Esta compilação fornece um bom quadro do apogeu do principal modelo americano de modernização. Trabalhos produtivos nesta linha incluem The Passing of Tradition! Society, de Daniel Lerner (Free Press, 1958) e The Stages of Economic Growth: A Non-Communist Manifesto, de W. W. Rostow (Cambridge, 1960). Para uma critica precoce e radical desta literatura, v. “The Only Revolution: Notes on the Theory of Modernization”, de Michael Walzer, Dissent (1964), 11: 132-40. Mas este corpus teórico também provocou muita critica e controvérsia dentro da principal corrente das Ciências Sociais do Ocidente. As questões são resumidas de forma incisiva em Tradition, Change and Modernity (Wiley, 1973). Vale notar que, quando o trabalho de Inkeles eventualmente apareceu em livro, como em Becoming Modem: Individual Change in Six Developing Countries (Harvard, 1974), de Inkeles e David Smith, a imagem panglossiana da vida moderna tinha cedido lugar a perspectivas muito mais complexas.

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11. The Protestant Ethics and the Spirit of Capitalism, trad. Talcott Parsons (Scribner, 1930), p. 181-3. Alterei levemente a tradução, de acordo com a versão de Peter Gay, muito mais criativa, em Man in Contemporary Society (Columbia, 1953), v. II, p. 96-7. Gay, entretanto, substitui “camisa de força” por “cárcere de ferro”.



  1. One-Dimensional Man: Studies in the Ideology of Advanced Industrial Society (Beacon Press, 1964), p. 9.

  2. Ibid. , p. 256-7. V. minha crítica deste livro na Partisan Review (outono 1964) e o debate por mim travado com Marcuse, no número seguinte (inverno 1965). O pensamento de Marcuse tornar-se-ia mais aberto e dialético no final dos anos 60 e, numa tendência diferente, em meados dos anos 70. Os marcos mais nítidos dessa mudança são An Essay on Liberation (Beacon, 1969) e o seu último livro, The Aesthetic Dimension (Beacon, 1978). Entretanto, por uma perversa ironia histórica, o Marcuse rígido, fechado, “unidimensional” é que atraiu as maiores atenções e exerceu maior influência até agora.

  3. “Modernist Painting”, 1961, in The New Art, org. Gregory Battock (Dutton, 1966), p. 100-10.

  4. Writing Degree Zero, 1953, trad. Annete Lavers e Colin Smith (Londres, Jonathan Cape, 1967), p. 58. Associo esse livro aos anos 60 porque nessa época é que seu impacto foi sentido em larga escala, tanto na França, como na Inglaterra e nos Estados Unidos.

  5. The Tradition of the New (Horizon, 1959), p. 81.

  6. Beyond Culture (Viking, 1965), Prefácio. Essa idéia é desenvolvida de forma brilhante no artigo de Trilling, “The Modern Element in Modern Literature”, publicado na Partisan Review, 1961, e novamente em Beyond Culture, p. 3-30, reintitulado “On the Teaching of Modern Literature”.

  7. The Theory of the Avant-Gard, 1962, trad, do italiano por Gerald Fitzgerald (Harvard, 1968), p. 111.

  8. Contemporary Art and the Plight of Its Public, uma conferência dada no Museum of Modern Art, em 1960, e publ. em Harpers, 1962; republ. em The New Art, de Battcock, p. 27- 47, e em Other Criteria: Confrontations with Twentieth Century Art, de Steinberg (Oxford, 1972), p. 15.

(20) Irving Howe discute criticamente a pertinente-näo-pertinente, falsa-verdadeira “guerra entre a cultura moderna e a sociedade burguesa”, em “The Culture of Modernism”, Commentary, nov. 1967, republ. sob o titulo “The Idea of the Modern” como introdução à sua antologia Literary Modernism (Fawcett Premier, 1967). Este conflito é um tema central na compilação de Howe, que apresenta os quatro escritores citados acima, juntamente com muitos outros contemporâneos interessantes, e esplêndidos manifestos de Marinetti e Zamiatin.

  1. V. a discussão penetrante em Gates of Eden: American Culture in the Sixties, de Morris Dickstein (Basic Books, 1977), p. 266-7.

  2. Bell, Cultural Contradictions of Capitalism (Basic Books, 1975), p. 19; “Modernism and Capitalism”, Partisan Review, 1978, 45: 214. Este último ensaio tornou-se o prefácio da edição em brochura do Cultural Contradictions..., em 1978.

  1. Cage, “Experimental Music”, 1957, in Silence (Wesleyan, 1961), p. 12. “Cross the Border, Close the Gap”, 1970, in Collected Essays, de Leslie Fiedler (Stein and Day, 1971), v. 2; também nesse volume, “The Death of Avant-Garde Literature”, 1964, e “The New Mutants”, 1965. Susan Sontag, “One Culture and the New Sensibility”, 1965, “Happenings”, 1962, e “Notes on ‘Camp’ “, 1964, in Against Interpretation (Farrar, Strauss & Giroux, 1966). De fato, as três correntes do modernismo dos anos 60 podem ser encontradas nos vários ensaios que constituem esse livro, ainda que sejam bastante independentes entre si. Sontag em nenhum momento tenta estabelecer relações entre esses ensaios. Richard Poirier, The Performing Self: Compositions and Decompositions in Everyday Life (Oxford, 1971). Robert Venturi, Complexity and Contradiction in Architecture (Museum of Modern Art, 1966), e Venturi; Denise Scott Brown e David Izenour, Learning from Las Vegas (MIT, 1972). Sobre Alloway. Richard Hamilton, John McHale, Reyner Banham e outros ingleses que contribuíram para a estética pop, v. Pop Art Redefined, de John Rüssel e Suzi Gablik (Praeger, 1970), e Modern Movements in Architecture, de Charles Jencks (Anchor, 1973), p. 270-98.

  2. Os primeiros expoentes mais expressivos do pós-modernismo foram Leslie Fiedler e Ihab Hassan: Fiedler, “The Death of Avant-Garde Literature”, 1964, e “The New Mutants”, 1965, in Collected Essays, v. 2; Hassan, The Dismemberment of Orpheus: Toward a Postmodern Litera

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ture (Oxford, 1961) e “POSTmodernism: a Paracritical Bibliography”, in Paracriticisms: Seven Speculations of the Times (Illinois, 1973). Para exemplos de um período posterior do pós-modernismo, The Language of Post-Modem Architecture, de Charles Jencks (Rjzoli, 1977); Performance in Post-Modern Culture, de Michel Benamou e Charles Calleo (Milwaukee: Coda Press, 1977); e o subseqüente Boundary 2: A Journal of Postmodern Literature. Para criticas sobre o projeto todo, v. “The Self-Conscious Moment: Reflexions on the Aftermath of Post-Modernism”, de Robert Alter, Triquarterly, n? 33 (primavera 1975), p. 209-30, Faces of Modernity, de Matei Calinescu (Indiana, 1977), p. 132-44. Números recentes de Boundary 2 ...sugerem alguns dos problemas inerentes à noção de pós-modernismo. Essa revista, sempre interessante, vem dando atenção cada vez maior a escritores como Melville, Poe, as irmãs Bronte, Wordsworth, até mesmo Fielding e Sterne. Mas, se esses escritores pertencem ao período pós-moderno, quando se deu então o período moderno? Na Idade Média? Diferentes problemas são revelados, no contexto das artes visuais, em “Post-Post Art”, I e II, e “Symbolism Meets the Faerie Queene”, de Douglas Davis, no Village Voice de jun. 24, ago. 13 e dez. 17 de 1979. V. também, num contexto teatral, “The Decline and Fall of the (American) Avant-Garde”, de Richard Schechner, Performing Arts Journal, 1981, 14: 48-63.

25. A justificativa mais largamente endossada para o abandono do conceito de modernização é dada com maior clareza por Samuel Huntington, em “The Change to Change: Modernization Development and Politics”, Comparative Politics, 1970-71, 3: 286-322. V. também, “The Disintegration of the Initial Paradigm”, de S. N. Eisenstadt, Tradition, Change and Modernity (citado na nota 10), p. 98-115. Apesar da tendência geral, alguns poucos cientistas sociais, nos anos 70, aprofundaram e tornaram mais preciso o conceito de modernização. V. , por exemplo, Power and Class in Africa, de Irving Leonard Markowitz(Prentice-Hall, 1977).

A teoria da modernidade tende a se desenvolver mais nos anos 80, à medida que o fecundo trabalho de Fernand Braudel e seus discípulos, em história comparativa, é assimilado. V. Capitalism and Material Life, 1400-1800, de Braudel, trad. Miriam Kochan (Harper & Row, 1973), e Afterthoughts on Material Civilization and Capitalism, trad. Patricia Ranum (Johns Hopkins, 1977); de Immanuel Wallerstein, The Modern World-System, v. I e II (Academic Press, 1974, 1980).


  1. The History of Sexuality, v. I: An Introduction, 1976, trad. Michael Hurley (Pantheon, 1978), p. 144, 155 e todo esse capítulo final.

  2. Discipline and Punish: The Birth of the Prison, 1975, trad. Alan Sheridan (Pantheon, 1977), p. 217, 226-8. No capítulo intitulado “Panopticism”, Foucault exibe todo o seu vigor. Por vezes uma visão de modernidade menos monolítica e mais dialética aparece nesse capítulo, mas essa clareza logo se extingue. Tudo isso deveria ser comparado com o trabalho, anterior e mais profundo, de Goffman; por exemplo, os ensaios “Characteristics of Total Institutions” e “The Underlife of a Public Institution”, in Asylums: Essays on the Social Situation of Mental Patients and Other Inmates (Anchor, 1961).

  1. Alternating Current, 1967, trad, do espanhol por Helen Lane (Viking, 1973), p. 161-2.

I. O FAUSTO DE GOETHE: A TRAGÉDIA DO DESENVOLVIMENTO

  1. The New Yorker, 9 abr. 1979, “Talk of the Town”, p. 27-8.

  2. Captain America n? 236, Marvel Comics, ago. 1979. Devo esta referência a Marc Berman.

  3. Citado em Georg Lukács, Goethe and His Age (Budapeste, 1947; trad. Robert Anchor, Londres, Merlin Press, 1968, e Nova Iorque, Grosset & Dunlap, 1969), p. 157. Esse trabalho me parece, depois de História e Consciência de Classe, o melhor trabalho de toda a fase comunista de Lukács. Leitores de Goethe and His Age reconhecerão quanto do presente ensaio é um diálogo com ele.

  4. Depois que a versão supostamente completa apareceu, em 1832, fragmentos adicionais, freqüentemente longos e brilhantes, continuaram surgindo durante todo o século XIX. Para uma história concisa dos muitos estágios de composição e publicação do Fausto, v. a excelente edição critica de Walter Arndt e Cyrus Hamlin (Norton, 1976), p. 346-55. Essa edição, trad, por Arndt e org. por Hamlin, contém grande número de informações e penetrantes ensaios críticos.

  5. Nas citações do Fausto, os números designam os versos. Neste caso, e em geral, usei a tradução de Walter Kaufmann (Nova Iorque, Anchor Books, 1962). Ocasionalmente, fiz uso de versões de Walter Arndt, citada acima, e de Louis MacNeice (1951, Nova Iorque, Oxford University

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Press, 1961). Algumas vezes eu mesmo fiz as traduções, usando o texto alemão de Faust: Eine Tragödie, org. por Hanns W. Eppelsheimer (Munique, Deutscher Taschenbuch Verlag, 1962).



  1. Isso não é bem verdade. Em 1798 e 1799, Goethe inseriu antes da primeira cena (“Noite”), um “Prelúdio no Teatro” e um “Prólogo no Céu”, num total de 350 versos. Ambos os textos parecem ser um artificio do autor para diluir a arrebatadora intensidade da primeira cena, e criar o que Brecht chamava de efeito aliénante entre a platéia e os impulsos e anseios do herói. O prelúdio, agradável mas facilmente esquecivel, quase sempre deixado de fora nas apresentações, pode dar bom resultado. O inesquecível prólogo, que introduz Deus e o Diabo, falha claramente em gerar alienação, só consegue aguçar o nosso apetite para a intensidade da “Noite”.

  2. O belo ensaio de Ernst Schachtel, “Memory and Childhood Amnesia”, torna claro por que experiências como os sinos de Fausto deveriam ter uma força mágica e miraculosa na vida dos adultos. Este ensaio de 1947 aparece como o último capítulo do livro de Schachtel, Metamorphosis: On the Development of Affect, Perception, Attention and Memory (Basic Books, 1959), p. 279-322.

  3. Essa tradição é recuperada com sensibilidade e simpatia, ainda que não isenta de crítica, por Raymond Williams, em Culture and Society, 7750-7950(1958, Anchor Books, 1960).

  4. Aqui Lukács faz uso de um dos primeiros e brilhantes ensaios de Marx, “The Power of Money in Bourgeois Society”, 1844, que se vale da passagem do Fausto citada acima e de outra, similar, retirada de Timon de Atenas, como pontos de partida. Recomenda-se a leitura desse ensaio em Marx-Engels Reader, trad. Martin Milligan, p. 101-5.

  1. Goethe and His Age, p. 191-2.

  2. Ibid. , p. 196-200,215-6.

  3. A respeito desse movimento fértil e fascinante, os trabalhos mais interessantes, em inglês, são The New World of Henri Saint-Simon, de Frank Manuel (1956; Notre-Dame, 1963), e The Prophets of Paris, do mesmo autor (1962; Harper Torchbooks, 1965), caps. 3e 4. V. também o estudo clássico de Durkheim, Socialism and Saint-Simon, de 1895, trad. Charlotte Sattler, intr. Alvin Gouldner ( 1958; Collier, 1962), que torna clara a influência de Saint-Simon na teoria e prática do welfare state do século XX. V. também as inteligentes discussões de Lewis Coser, em Men of Ideas (Free Press, 1965), p. 99-109; The Origins of Socialism, de George Lichteim (Praeger, 1969), p. 39-59, 235-44; France, 1848-1945: Ambition, Love and Politics, de Theodore Zeldin (Oxford, 1973), especialmente nas p. 82, 430-8, 553.

  4. Conversation of Goethe with Eckermann, trad. John Oxenford, org. J. K. Moorehead, intr. Havelock Ellis (Everyman’s Library, 1913), 21 fev. 1827, p. 173-4.

  5. Andrew Shonfield, em Modern Capitalism: The Changing Balance of Public and Private Power (Oxford, 1965), considera a supremacia das autoridades públicas e sua capacidade para criar, supranacionalmente, planos de alcance internacional o principal ingrediente do sucesso do capitalismo contemporâneo.

  6. “Goethe as a Representative of the Bourgeois Age”, in Essays of Three Decades, trad. Harriet Lowe-Porter (Knopf, 1953), p. 91.

  7. Km Isaac Babel: The Lonely Years, 1925-1939, org. Nathalie Babel, trad. Max Hayward (Noonday, 1964), p. 10-5.

  8. Life . Against Death: The Psychoanalytic Meaning of History (Wesleyan, 1959), p. 18-9, 91.

  9. “A Course in Film-making”, New American Review, 1971, 12:241. Sobre o Pentágono e seus exorcistas, consultar The Armies of the Night (Signet, 1968), especialmente as p. 135-45; minhas idéias iniciais, na versão primitiva deste ensaio, “Sympathy for the Devil: Faust, the 1960s, and the Tragedy of Development”, New American Review, 1974, especialmente 19: 22-40, 64-75, e Gates of Eden, de Morris Dickstein, p. 146-8, 260-1.

  10. The Coming of the Golden Age: A View of the End of Progress, de Günther Stent, originalmente uma série de palestras proferidas em Berkeley em 1968 e publ. pelo American Museum of Natural History (Natural History Press, 1969), p. 83-7,134-8.

  11. The Death of Progress, de Bernard James (Knopf, 1973), p. xiii 3,10,55,61.

  12. Ver, por exemplo, o influente Small is Beautiful: Economics As If People Mattered, de E. F. Schumacher (Harper & Row, 1973); The Promise of the Coming Dark Age, de L. S. Stavrianos (W. H. Freeman, 1976); The Overdevelopped Nations: The Diseconomies of Scale, de Leopold Kohr (Schocken, 1977, publ. em alemão e espanhol em 1962); Toward a History of Needs, de Ivan Mich (Pantheon, 1977).

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  1. Esta consciência pode ser encontrada de forma mais clara nos trabalhos de Barry Commoner, The Closing Circle, 1971, The Poverty of Power, 1976, e mais recentemente The Politics of Energy, 1979 (publ. pela Knopf).

  2. Essa história é contada com grande força dramática em Brighter Than a Thousand Suns: A Personal History of the Atomic Scientists, de Robert Jungk, 1956, trad, por James Cleugh (Harcourt Brace, 1958), e com grande riqueza de detalhes em A Peril and a Hope: The Scientists Move ment in America, 1945-47 (MIT, 1965), de Ellis Kimball Smith. Jungk dá especial ênfase ao conhecimento, por parte desses cientistas pioneiros, do Fausto de Goethe, e à sua consciência das terríveis implicações que o texto representa, para eles e sua iniciativa. Ele também utiliza com habilidade o tema do Fausto na interpretação da ascensão, queda e obscura redenção de J. Robert Oppenheimer.

  3. “Social Institutions and Nuclear Energy”, apresentado na American Association for the Advancement of Science, em 1971, e republ. em Science (jul. 1972), 7: 27-34. Para uma crítica convencional, v. “Living with the Faustian Bargain”, de Garrett Hardin, acompanhado da resposta de Weinberg, Bulletin of Atomic Scientists, nov. 1976, p. 21-9. Mais recentemente com o episódio de Three Mile Islands, v. a coluna “Talk of the Town”, The New Yorker, de 9 e 23 abr. 1979, e várias outras colunas do New York Times, especificamente as de Anthony Lewis, Tom Wicker e John Oakes.

II. TUDO O QUE Ê SOLIDO DESMANCHA NO AR

  1. V. The Stages of Economic Growth: A Non-Communist Manifesto, de W. W. Rostow (Cambridge, 1960). É pena que as considerações de Rostow sobre Marx sejam deturpadas e superficiais, o que é demais para um opositor. Uma abordagem mais perceptiva da relação entre Marx e estudos recentes sobre modernidade pode ser encontrada em The Marxian Revolutionary Idea, de RobertC. Tucker (Norton, 1969), cap. 5. V. também The Social and Political Thought of Karl Marx, de Shlomo Avineri (Cambridge, 1968), e Capitalism and Modem Social Theory, de Anthony Giddens (Cambridge, 1971), especialmetne as partes 1 e 4.

  2. A exceção realmente surpreendente é Harold Rosenberg. Devo muito a três de seus brilhantes ensaios: “The Ressurrected Romans” (1949), republ. em The Tradition of the New; “The Pathos of the Proletariat” (1949), e “Marxism; Criticism and/or Action” (1956), republ. em Act and the Actor: Making the Self (Meridian, 1972). V. também Introduction à la Modernité, de Henri Lefèbvre (Gallimard, 1962), e, em inglês, Everyday Life in the Modern World, 1968, trad. Sacha Rabinovitch (Harper Torchbooks, 1971); Alternating Current, de Octavio Paz, e The Modern Tradition: Backgrounds of Modern Literature (Oxford, 1965), antologia org. por Richard Ellman e Charles Feidelson que inclui uma rica seleção de escritos de Marx.

  3. A maioria das minhas citações do Manifesto são retiradas da tradução clássica de Samuel Moore (Londres, 1888), aut. e org. por Engels e mundialmente conhecida. Esse texto pode ser encontrado em Marx-Engels Reader, p. 331-62. Os números das páginas, apresentados entre parênteses, neste capítulo, são retirados dessa edição. Por vezes me afastei de Moore, à procura de maior exatidão e concretude, de um estilo menos vitoriano e mais fluente. Essas mudanças são no geral, mas assistematicamente, indicadas por citações, entre parênteses, do alemão. Uma edição recomendável do texto em alemão é Karl Marx-Friedrich Engels Studienausgabe, 4 v. , org. Irving Fetscher (Frankfurt am Main: Fischer Bücherei, 1966). O Manifesto está no v. Ill, p. 59-87.

  4. V. a imagem de Marx (1845) da “atividade prático-crítica, atividade revolucionária” (Teses sobre Feuerbach, n? 1-3; republ. em Marx-Engels Reader, p. 143-5). Essa imagem foi a base de toda uma literatura, surgida neste século, que é ao mesmo tempo tática, ética e mesmo metafísica, orientada para a procura da síntese ideal entre teoria e prática no modelo marxista da “boa vida”. Os representantes mais característicos dessa corrente são Georg Lukács (especialmente em História e Consciência de Classe, 1919-23) e Antonio Gramsci.

  5. O tema do desenvolvimento universal inevitável, mas deformado pelos imperativos da competitividade, foi primeiramente formulado por Rousseau em Discurso sobre a Origem da Desigual dade. V. o livro de minha autoria, Politics of Authenticity, especialmente p. 145-59.

  6. Retirado de “Economic and Philosophical Manuscripts of 1844”, trad. Martin Milligan; republ. em MER, p. 74. A palavra alemã que pode ser traduzida por “mental” ou por “espiritual” é geistige.

  7. The German Ideology, parte 1, trad. Roy Pascal; MER, p. 191-7.
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