Masarykova univerzita V brně Filozofická fakulta



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MASARYKOVA UNIVERZITA V BRNĚ

Filozofická fakulta
Ústav románských jazyků a literatur

Portugalský jazyk a literatura

Alosan da Goia

O período islâmico em Portugal e o seus vestígios na toponímia do país
Bakalářská diplomová práce

Vedoucí práce: Mgr. Metoděj Polášek


Brno 2011

Prohlašuji, že jsem bakalářskou diplomovou práci vypracoval

samostatně s využitím uvedených pramenů a literatury.

…………………………………….

Poděkování

Na tomto místě bych rád poděkoval vedoucímu své bakalářské práce, Mgr. Metoději Poláškovi, za veškerý věnovaný čas i věcné připomínky, které mi během jejího psaní poskytl.



ÍNDICE



ÍNDICE 4

ÍNDICE 6

PREFÁCIO 8



1. TRAÇADO CRONOLÓGICO DA HISTÓRIA DO PORTUGAL ISLÂMICO 10

1.1. Conquista e o primeiro período do domínio muçulmano (711-828) 10

1.2. Segundo período. A autonomia do ocidente peninsular (828-929) 12

1.3. Terceiro período. A soberania do califado omíado e o seu desmembramento em reinos de taifas (929-1086) 13

1.4. Quarto período. A queda do Ocidente islâmico (1086-1250) 15

2. COMPOSIÇÃO ÉTNICA E RELIGIOSA 17

2.1. Árabes 18

2.2. Berberes 19

2.3. Hispano-Romanos 20

2.4. Judeus e os Eslavos 21

3. SITUAÇÃO LINGUÍSTICA 22

3.1. Língua moçárabe 23

3.2. Árabe 24

3.2.1. Expansão do árabe 25

3.2.2. Dialecto andaluz 26

4. DIVISÃO TERRITORIAL E O POVOAMENTO DO PORTUGAL MUÇULMANO 29

4.1. Divisão territorial 30

4.1.1. Divisão administrativa na época romana e visigótica 30

4.1.2. Divisão administrativa na época islâmica 31

4.2. Povoamento 33

5. VESTÍGIOS TOPONÍMICOS DA PRESENÇA MUÇULMANA 34

5.1. Classificação etimológica dos topónimos árabes 36

5.1.1. Nomes comuns 37

5.1.2. Nomes antroponímicos 43

Como exemplos desta categoria de topónimos árabes traz o professor Melo Lopes os nomes: 43

5.1.3. Nomes de localidades islâmicas 46

5.1.4. Nomes não-árabes que testemunham a presença histórica de muçulmanos 46



5.2. Difusão geográfica dos topónimos árabes 48

5.3. Características fonéticas dos topónimos árabes 53

5.3.1. Sistema vocálico 54

5.3.2. Sistema consonântico 56

5.3.3. Fenómenos fonéticos 62

5.3.4. Fenómenos morfológicos 63

6. TOPONÍMIA PRE-ÁRABE E MOÇÁRABE 64

6.2. Características fonéticas da toponímia pre-árabe e moçárabe 66

6.1.1. Sistema vocálico 66

6.1.2. Sistema consonântico 67

6.2. Características morfológicas da toponímia pre-árabe e moçárabe 68

2) Aglutinação do termo wād ao hidrónimo românico: 68

CONCLUSÃO 69

BIBLIOGRAFIA 71



APÊNDICE 74

1. Lista dos topónimos de etimologia árabe examinados no trabalho 74

2. Tabela comparativa entre os sistemas de transcrição fonética utilizados no trabalho 79

3. Número de topónimos árabes e arabizados na Península Ibérica por 1000 km² 80

4. Mapa do território muçulmano na Península Ibérica até meados do século XI 81



PREFÁCIO

Até recentemente, a época islâmica na história da Península Ibérica era vista como um período de domínio estrangeiro, marcado pelo contínuo avanço da Reconquista, percebida como uma guerra santa contra os infiéis e como um esforço por parte dos povos ibéricos dedicado a expulsar os usurpadores árabes. Embora esta imagem ainda possa estar bem viva fora do mundo académico, na historiografia foi durante as últimas décadas gradualmente substituída por uma concepção mais objectiva, que reconhece a civilização muçulmana na Península como sendo tão legitimamente hispânica quanto a dos reconquistadores.

O aspecto da época islâmica na história dos povos peninsulares que é mais entusiasticamente apreciado é o seu legado civilizador, seja científico ou artístico. No entanto, é inegável que neste ponto os vestígios da presença islâmica na Espanha superam de longe aqueles que se encontram no território de Portugal. De facto, não existe nenhum equivalente português da Alhambra granadina ou da Mesquita de Córdova e tampouco sabemos de qualquer figura muçulmana comparável com, por exemplo, Averróis ou Maimónides que tenha nascido ou vivido no território desse país. Apesar disso, o legado do dos muçulmanos em Portugal não é de pouca importância, embora certamente seja de menor esplendor e à primeira vista menos impressionante.

Uma parte importante do património cultural da humanidade é a toponímia, a qual, além de ser um elemento indispensável do nosso cotidiano, é também uma excelente fonte de informações sobre a história e o carácter do povoamento numa dada área geográfica. É justamente no contexto da toponímia onde o domínio secular dos muçulmanos em Portugal deixou muitíssimos vestígios, seja sob a forma dos nomes que derivam directamente do árabe, ou daqueles que, não sendo de etimologia árabe, testemunham a influência deste idioma durante a sua evolução fonética ou, por fim, daqueles nomes não-árabes cuja evolução foi marcada pelas condições externas que resultaram da ocupação árabe. No entanto, devido às várias transformações que estes topónimos sofreram ao passar dos séculos, na maioria dos casos é preciso recorrer aos métodos científicos de análise para reconstruir as suas formas originais, ocultas sob uma superfície aportuguesada.

Muitos autores têm-se dedicado à examinação da toponímia árabe e arabizada no território de Portugal, particularmente a partir do início do século passado, e o seu trabalho permitiu estabelecer as etimologias de bom número de nomes locais do país. Não faltam, naturalmente, casos em que isso ainda não foi possível e a etimologia e datação do topónimo estão, por enquanto, sujeitas a conjecturas. Porém, a evidência que já temos à disposição é suficiente para ilustrar ou completar os nossos conhecimentos sobre o período islâmico, adquiridos através das fontes literárias ou pela pesquisa arqueológica.

O objectivo principal deste trabalho é, portanto, oferecer uma visão básica da problemática da toponímia portuguesa de etimologia árabe e arabizada, interpretando as informações recolhidas de várias fontes relevantes, e aludir à importância deste aspecto da contribuição árabe-muçulmana ao património linguístico e cultural de Portugal.

O primeiro capítulo é uma resenha da história do Portugal islâmico, destinada a introduzir ao leitor a temática da presença árabe nesta região e descrever as circunstâncias políticas em que se desenvolveu nela a cultura islâmica.

O segundo capítulo, que oferece algumas informações básicas sobre a composição étnico-religiosa do território ocidental da Península, é complementado pelo terceiro, dedicado à situação linguística durante o período muçulmano, com ênfase na descrição da gradual disseminação da língua árabe na sociedade peninsular, um processo sem o qual teria sido impensável o surgimento dos nomes locais de etimologia árabe ou a arabização dos nomes já existentes.

No quarto capítulo relata-se a história administrativa de Portugal desde a época romana até o período islâmico e também as características do povoamento que existiu nesta região naquela época.

O quinto capítulo, a parte fundamental do trabalho, consiste numa análise etimológica, geográfica e fonética de uma selecção representativa de topónimos árabes, aproveitando alguns conhecimentos apresentados nos capítulos precedentes e contextualizando-os.

O último capítulo é dedicado à análise das características principais dos nomes não-árabes que os muçulmanos e cristãos das regiões meridionais passaram aos reconquistadores e que os diferenciam daqueles do Norte.

Para facilitar a interpretação das informações analizadas, incluímos no apêndice a lista de todos os nomes árabes recolhidos, uma tabela comparativa que mostra a equivalência entre os símbolos dos sistemas de transcrição fonética utilizados neste trabalho e, por fim, dois mapas: um que mostra a densidade de topónimos árabes e arabizados em toda a Península Ibérica e outro, que representa as fronteiras do território peninsular sob o domínio dos muçulmanos no auge do seu poder.





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