Materialidades que se constituem na contradição: o real da história no discurso infográfico



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Encontro01.08.2016
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Materialidades que se constituem na contradição: o real da história no discurso infográfico
Silvia Regina Nunes – UNEMAT

silviarnunes@hotmail.com
Nos inscrevemos numa perspectiva materialista para observar o funcionamento de um infográfico online nas relações que se estabelecem entre suas diferentes formas materiais significantes (grafia, desenho/fotografia, cor, som, etc.). Este material que analisamos circula no espaço do discurso jornalístico online (revista Veja) produzindo efeitos de sentido de completude para a língua e de estabilidade lógica (referencial) na história. Estes efeitos instauram evidências de que vivemos num mundo semanticamente normal (conf. Pêcheux), num espaço de necessidades equívocas, ou como bem aponta Lagazzi (online) num espaço em que as necessidades são equívocas porque são, ao mesmo tempo, (im)prescindíveis. Em outra ocasião, já observamos as condições de produção dos infográficos, que são determinadas pelo discurso jornalístico e, desta maneira, afetadas pelo imaginário de objetividade e literalidade. Ao contrário do que faz circular o discurso jornalístico, assumimos, juntamente com Gadet e Pêcheux (2004: 35), que o sujeito se constitui num movimento entre o real da língua que é o impossível, a incompletude, e o real da história que se constitui pela/na contradição. Desta forma, nem o real da língua, nem o da história são diretamente apreensíveis, nem transparentemente inteligíveis. Na relação entre a formulação verbal e a visual, conforme já apontamos em um outro nosso trabalho, é possível observar a falha da língua na escrita (ritual) jornalística, pois na ânsia pela literalidade a materialidade visual funciona evidenciando a incompletude constitutiva desta. Neste trabalho que estamos propondo, nossa hipótese é a de que o infográfico online, pelo funcionamento de sua materialidade visual, põe em circulação discursos que atualizam determinadas memórias (recortes) deste real. Este recorte significante (Lagazzi, 2007) da memória que fornece as evidências deste mundo semanticamente normal se configura de acordo com uma ordem já preestabelecida pelo próprio discurso jornalístico. Assumindo que o real da história é inapreensível, observamos que os sentidos agenciados pela materialidade visual se constituem na contradição, pois são passíveis de serem outros. A noção de memória e a de materialidade já foram propostas por Lagazzi (online) para analisar a imbricação entre o verbal e o visual: memória porque consideramos que a interpretação não se restringe ao imediatismo do momento de dizer: ela é um recorte no interpretável, atravessado por esquecimentos e silenciamentos. Sobre a noção de materialidade, como leitura que se desloque do conteúdo, concebido como idéias abstratas, idéias que se delineariam independentemente dos significantes que constituem a base material para a ancoragem dos sentidos e independentemente das condições determinantes desse processo. As duas noções se constituem em dispositivo teórico-analítico importante para compreendermos as relações a que nos propomos, visto que não podemos nos deixarmos tomar por compreensões conteudísticas. A armadilha de se deixar tomar pelas compreensões conteudísticas é inevitável, principalmente num texto que imbrica materialidades contraditórias como as do infográfico. Deslocar-nos das posições binárias e homogeneizantes e praticar a “escuta” da falha na língua e da contradição na história é o caminho ético e responsável que Pêcheux (2006: 57) nos coloca, politicamente.
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