Mauad, Ana Maria



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Mauad, Ana Maria - LABHOI/UFF
Palavras e imagens de um acontecimento: o incêndio do Gran Circus Norte-americano, Niterói, 1961
No dia 17 de dezembro de 1961, faltava pouco para terminar a sessão vespertina do circo, a expectativa em torno do número final era grande. Aplausos e grandes vivas para o salto mortal da trapezista, quase ao mesmo tempo em que a platéia se maravilhava com a habilidade da artista, o pânico tomava conta das 2500 pessoas que assistiam ao espetáculo naquela tarde, ao serem cobertas pelas chamas que haviam se iniciado no ponto mais alto da cobertura do circo. Foi a maior tragédia da história do circo em todo o mundo, que deixou um rastro de 317 mortos, cerca de 500 feridos dentre os quais 120 mutilados.

Um acontecimento que comoveu toda uma nação e mobilizou ajuda de diferentes partes do país, inscrevendo-se na memória coletiva de diferentes maneiras: pela dor da perda, pela comoção social, pelo mito do incêndio, pelo trauma coletivo, pelo desenvolvimento de técnicas de cirurgia plástica, pela fundação de um novo cemitério em São Gonçalo, pelo aparecimento do profeta do Gentileza (pregador religioso e personagem urbano) - enfim, por uma série de imagens que se inscrevem pela memória na história da cidade de Niterói.

Quarenta anos depois do incêndio a equipe do Laboratório de História Oral e Imagem da UFF, toma o acontecimento como motivo para se pensar as dimensões do trauma coletivo na história. O projeto sobre o incêndio do Gran Circus Norte-americano, é composto por uma disciplina instrumental que foi ministrada ao longo do segundo semestre de 2001 (por conta da paralisação a disciplina se estendeu pelos meses de janeiro, fevereiro, março e abril), no curso de Graduação de História da UFF, onde foram realizadas entrevistas com as pessoas envolvidas no acontecimento, e por pesquisa sistemática de monitores e bolsistas de Iniciação em arquivos e bibliotecas, que deu suporte ao curso. Vale lembrar que este projeto integra a linha de memória e cidade desenvolvida pelo LABHOI, cujo objetivo precípuo é aproximar a Universidade da comunidade que a abriga, a cidade de Niterói.

Neste sentido a finalidade deste texto é apresentar a dinâmica de organização do curso, avaliando o envolvimento dos alunos de graduação com a metodologia de história oral, ao mesmo tempo em que, discute as relações entre trauma e memória no espaço urbano.



  1. Organização do curso de História oral.

A partir de 1993, o currículo do curso de graduação em história passou a contar, em sua grade de disciplinas, com os cursos instrumentais, dentre estes, o de História Oral. Desde então, os integrantes do LABHOI/UFF vêm ministrando regularmente esta disciplina, como um dos objetivos do projeto integrado financiado pelo CNPq, desde 1995.

Em geral os cursos tomam como tema central algum assunto sobre a cidade de Niterói, através dos quais, a cidade vem sendo esquadrinhada nos seus espaços na busca de significados históricos que definam a sua cultura e identidade urbana, através da história da memória de Niterói. Desta vez coube aos professores Paulo Knauss e Ana Mauad, com apoio das professoras Angela de Castro Gomes e de Ismênia de Lima Martins e dos bolsistas Ana Flávia Cicchelli e Carlos Eduardo Moreira da Costa, a tarefa de refletir, junto com a turma da disciplina de história oral do curso de graduação em História/UFF, sobre o trauma coletivo e a memória social a partir do trágico acontecimento que marcou profundamente Niterói e seus habitantes. O incêndio do circo, em Niterói, no final do ano de 1961 assumiu dimensões significativas, irradiando comoção para além das fronteiras geográficas da cidade e do país – como veremos adiante.

Notícias acompanhadas de fotografias ocuparam as páginas de jornais e revistas da Capital Federal durante todo o mês seguinte ao acontecimento, fornecendo a este a dimensão do drama coletivo. Toda uma estrutura de solidariedade foi montada por médicos, bandeirantes, autoridades e habitantes da cidade para atender a um número de vítimas que até hoje custa a ser calculado exatamente. Apesar disso, a memória da tragédia permanecia velada. Poucos comentários, conversa em voz baixa, receio em trazer a tona uma vivência tão marcante, foram os principais sentimentos que imperaram ao longo dos quarenta anos que se seguiram ao acontecimento. O silêncio e a falta de evidencia material sobre o acontecido suscitou nosso interesse e foi a partir da ausência tanto de evidencias quanto de uma reflexão mais profunda sobre o acontecimento, que orientamos o nosso trabalho.

Fizemos um planejamento que dividiu o curso em três grandes módulos:

Um módulo temático onde trabalhamos com a relação entre história e memória a partir dos seguintes tópicos: história, memória e temporalidade; lugares de memória, silêncios e o trauma; sujeito histórico e memória social - grupos identitários, história de vida, geração, trajetória, tradição oral, prosopografia e biografias.

Este módulo foi seguido por um outro onde trabalhamos com problemas teórico-metodológicos, tais como: intertextualidade como conceito-chave; a questão da interpretação; as relações entre fala, discurso e narratividade. Além disso, tratamos questões técnicas relativas a prática de entrevistas: entrevistas sobre história de vida, entrevistas temáticas, o caderno de campo, montagem de roteiros e realização da entrevista. Finalizando esta parte apresentação dos procedimentos adotados pelo LABHOI para o processamento dos dados e acesso às fontes orais (transcrição, escrita, ficha técnica, sumário, catálogos de acervo).

Enquanto preparávamos os alunos para o trabalho de campo, Eduardo e Ana Flávia realizavam a pesquisa em jornais e revistas identificados, nos municiando de evidências históricas para que o acontecimento se materializasse diante de nós. Paralelamente, iniciamos os primeiros contatos com possíveis entrevistados. As fontes históricas compulsadas – visuais e textuais – formaram um dossiê que foi distribuído aos alunos.

A terceira parte do trabalho composta pela realização de entrevistas pelos grupos de trabalho da turma, foi bastante proveitosa, com amplo envolvimento dos alunos na busca de possíveis entrevistados. No entanto, antes de procedermos a uma avaliação sobre esta etapa do projeto é importante apresentar alguns aspectos do trabalho de pesquisa sobre o acontecimento que antecedeu e norteou a própria busca dos entrevistados e organização do roteiro de entrevistas.



  1. O trabalho de pesquisa

A primeira etapa do trabalho de pesquisa consistiu no levantamento e cópia de todas as matérias publicadas nos grandes jornais do Rio de Janeiro e de Niterói, no dia imediatamente após a tragédia, 18 de dezembro de 1961, e nas semanas subseqüentes, até o momento em que o assunto tivesse perdido o destaque – o que de fato ocorreu a partir do dia 17 de janeiro de 1962, exatamente um mês após a tragédia.

Os jornais consultados foram os seguintes: Jornal do Brasil, Correio da Manhã, Tribuna da Imprensa e O Fluminense, sendo que este importante jornal não estava disponibilizado na Biblioteca Nacional não existindo cópia em nenhum outro acervo. As revistas ilustradas consultadas foram: O Cruzeiro, Manchete e Fatos e Fotos.

Em cada um destes periódicos, tanto as reportagens sobre as tragédias, quanto as fotografias foram fichadas. O jornal que deu mais ênfase à cobertura do acontecimento foi O Correio da Manhã, tradicional jornal carioca e famoso por sua equipe de fotógrafos. Do Correio da Manhã, conseguimos através da gentil colaboração do Arquivo Nacional, a reprodução das fotografias produzidas na cobertura, inclusive aquelas que não foram publicadas. Permitindo, deste modo, se avaliar a relação entre as fotografias produzidas e as veiculadas junto às matérias sobre o incêndio.

O resultado dessa etapa, voltada para o trabalho com a grande imprensa, permitiu-nos a configuração mais detalhada do acontecimento que a princípio nos chegou como legado da memória da cidade. Neste sentido, o primeiro passo, foi pensar o acontecimento segundo a lógica da história da sua memória, ou seja, como ele se configurou através dos vários focos narrativos, ao longo do tempo.

O trabalho preliminar, com o texto da imprensa periódica, permitiu-nos definir os temas que pontuaram a agenda cotidiana do desdobramento da tragédia: as vítimas, o pronto socorro, a solidariedade, o luto e o pesar. Como anéis concêntricos que envolveram o acontecimento trágico, estes temas foram sendo, pouco a pouco, tratados pelos jornais, ao mesmo tempo em que nos forneciam informações importantes para recompor o quadro histórico da tragédia, os textos da imprensa nos apresentavam os personagens envolvidos na trama histórica.

Tal apresentação serviu de base para a composição das nossas comunidades de entrevistados que, tal como, os temas arrolados mantinham uma relação de proximidade para com a tragédia. Desta forma, compusemos os seguintes anéis de entrevistados:

1° Os mais próximos: as vítimas;

2° Os envolvidos diretamente no socorro médico: médicos e enfermeiras;

3° Os envolvidos no resgate e apoio continuado às vítimas: escoteiras, assistentes sociais, entre outros;

4° Os que saíram ilesos do incêndio;

5° Os que quase foram e conheceram pessoas que foram.
Paralelamente, ao trabalho nos arquivos e bibliotecas, levantando e fichando o material escrito e visual, iniciamos as conversas com membros da comunidade de Niterói que poderiam nos ajudar a localizar e contatar os sobreviventes, bem como os demais atores sociais envolvidos no acontecimento. O primeiro contato feito foi de grande valia: D. Nely, diretora da Associação Fluminense de Reabilitação, além de ser ela mesma uma depoente em potencial (entrevistada, posteriormente, por um grupo dos alunos), pois seus marido e filho escaparam ilesos do incêndio, ainda mantém contato, tanto com vitimas da tragédia que fizeram trabalho de reabilitação na Associação, quanto com médicos que atenderam as vítimas. Pode ser considerada uma das guardiãs da memória de Niterói.

D. Nely nos apresentou logo depois deste primeiro contato, uma das vitimas do incêndio que foi atendida pela Associação e lá ficou trabalhando como secretária até se aposentar: a senhora Lenir. Conversamos com as duas e, desta conversa, que foi bastante rica, pois ambas trouxeram informações preciosas que complementaram com detalhes o que havia sido veiculado pela imprensa. Além, de nos passarem telefones para contato e se dispusessem a consultar as pessoas sobre a disponibilidade de falar sobre um tema tão delicado. Depois deste primeiro contato, nos reunimos para elaborar o roteiro da entrevista que deveria ser comum a todos os entrevistados. Optamos por um roteiro que enfatizasse a lembrança do dia, sem negligenciar um pouco da história de cada um, como também a relação que cada um mantinha com a cidade.



III De volta a sala de aula e o trabalho de campo realizado pelos alunos.

Depois de discutirmos textos de referencia para situarmos os estudos sobre história oral no campo da historiografia contemporânea, analisarmos a bibliografia clássica sobre memória e história1 e refletirmos sobre a dimensão trágica da memória, em sala de aula. Assistimos ao vídeo com as duas entrevistas realizadas pela equipe de professores e bolsistas junto com os alunos da turma. O trabalho preliminar foi avaliado coletivamente e concordamos em filmar o maior número de entrevistas o possível visando, entre outros produtos da pesquisa, a realização de um vídeo sobre o acontecimento que viesse a constituir um lugar de memória sobre a tragédia.

No entanto, não bastava que nós decidíssemos, pois houve resistência por parte de entrevistados, principalmente, por alguns integrantes da comunidade dos sobreviventes, em ter a sua imagem divulgada2. O respeito foi mantido só foram filmados os depoentes que deram o seu consentimento.

A filmagem da entrevista não substitui a fita cassete, complementando o registro oral com aspectos visuais que, em geral enriquecem muito o relato. Em entrevistas, como com a bandeirante D. Maria Pérola, uma senhora de 79 anos e cheia de vitalidade, a filmagem só veio a enriquecer seu depoimento. Esta depoente imbuída da missão bandeirante prestou socorro e atendimento às vítimas do incêndio no dia da tragédia e nos meses subseqüentes, quando a cidade aos poucos voltava a sua normalidade. Ao longo da lenta recuperação dos acidentados nas enfermarias do Hospital Antonio Pedro, em Niterói, principalmente na ala infantil, D. Maria Pérola foi uma presença incansável sendo sucessivas vezes lembradas por outros entrevistados. Para passar o tempo, levantar o moral de todos e ajudar na recuperação física das crianças acidentadas esta senhora utilizou-se das técnicas de treinamento de escoteiros – quando indagada pelos entrevistadores, sobre os jogos e movimentos que ensinava as crianças a depoente levantou-se e diante da câmera fez uma breve demonstração do alfabeto das bandeiras3.

O mapa de entrevistado de acordo com a perspectiva apresentada no item II assumiu a seguinte configuração:

1° Os mais próximos - as vítimas: 3 entrevistados.

2° Os envolvidos diretamente no socorro médico - médicos e enfermeiras: 3

3° Os envolvidos no resgate e apoio continuado às vítimas - escoteiras, assistentes sociais, entre outros: 2

4° Os que quase foram e conheceram pessoas que foram – familiares e testemunhos correlatos: 3

5° Os que narraram o acontecimento – jornalistas: 2


Cada grupo ficou encarregado de fazer o contato com o entrevistado e realizar ao menos uma entrevista, com a responsabilidade de completar todo o ciclo de produção e processamento da fonte oral –incluindo-se nesta segunda etapa: a ficha técnica, a ficha de sumário, a transcrição integral da entrevista, o caderno de campo e uma breve reflexão sobre todo o processo. A turma formada por 37 alunos dividiu-se em 10 grupos, variando o número de integrantes de no mínimo dois e no máximo cinco. Os contatos foram sendo feitos, com os possíveis entrevistados através de um trabalho quase detetivesco, cada evidencia publicada em jornal, cada vizinho que lembrasse de alguém que havia participado do acidente, cada indício de possibilidade era levado a sério e tratado como uma possibilidade. No meio do caminho as frustrações foram inevitáveis. Por outro, lado obrigava o grupo a repensar a estratégia e a conseguir um novo contato.

Somente uma das entrevistas, contou com a participação dos professores por demanda do próprio depoente. Este foi o caso do palhaço Treme-treme.

Animados pela possibilidade de entrevistar um dos integrantes do circo, o s integrantes do grupo responsável pela entrevista4, conseguiram o contato com o palhaço Treme-treme através de um morador de Niterói. No entanto, na primeira investida Treme-treme recusou-se a prestar depoimento, por não querer se recordar de tamanha desgraça, afinal de contas seu ofício é a alegria. Numa a segunda tentativa, convenci-o de que a idéia era falar menos sobre a tragédia e mais sobre a importância do circo no mundo dos espetáculos da época. Desta vez, seduzido pela idéia de poder reabilitar a memória do circo, desfazendo os laços que a unam a tragédia, o palhaço consentiu em nos dar uma entrevista. Apesar de não estar presente no dia da tragédia, por compromissos profissionais em outro lugar, Treme-treme, estava ligado diretamente ao acontecimento, pois além de integrar a trupe circense, nos espetáculos pelo Brasil, seu irmão era secretário do circo e foi, dentre outros, acusado pela polícia de ter posto fogo no circo. Ao saber da tragédia, o palhaço corre em socorro do irmão que, em suas palavras “já havia tomado muito tapa da polícia”, apesar da sua comprovada inocência. Na avaliação de Treme-treme, o incêndio foi resultado de um curto-circuito devido a precariedade das instalações elétricas, seu irmão era inocente, como também era Dequinha, o acusado que cumpriu pena e acabou morrendo na cadeia.

Da entrevista do palhaço Treme-treme se constrói uma constrói uma memória do mundo do circo da época. A importância do Gran-circo Norte –americano pode ser claramente dimensionada, afinal de contas, como relata Trem-treme, foi o circo responsável pela introdução no Brasil do espetáculo de variedades, substituindo o formato circo teatro. Além da apresentação de uma grande variedade de animais.

Outros grupos ficaram encarregados de entrevistar sobreviventes, médicos, autoridades e pessoas relacionadas ao acontecimento, por terem familiares envolvidos, ou por estarem indiretamente ligados à tragédia. Em geral todos os depoentes trouxeram alguma evidencia material sobre o acontecimento: uma revista, uma fotografia, uma matéria de jornal publicada sobre ele mesmo. Apontando a existência de um trabalho de memória que antecedeu a própria entrevista, uns mais elaborados do que outros. Este trabalho de memória evidenciou os diferentes locus discursivos associados às distintas lógicas narrativas próprias a cada comunidade de entrevistados: o discurso do político; da autoridade médica; do assistencialismo; do sobrevivente, etc.

Um dos grupos conseguiu entrevistar a mãe de um menino que havia ido ao circo com o avô, e conseguiu sobreviver chegando em casa sozinho horas depois da tragédia. Sua mãe que havia ido à praia, um dos importantes lugares de lazer de Niterói nos início dos anos 1960, só se dá conta do acontecido quando o filho chega em casa completamente “fora do ar”, com as roupas chamuscadas e muito apavorado. Seu filho fora ao circo acompanhado do avô, mais dois primos e uma tia que levara sua filha, deste grupo sobreviveram os quatro primeiros morrendo a mãe queimada sua filha asfixiada pelo corpo da própria mãe.

Esse relato indica a dificuldade de circulação de notícias na cidade que, por conta estado de pânico e confusão, não conseguiu garantir um controle das vítimas e sobreviventes. A entrevistada, moradora ainda em Niterói, guardou uma grande quantidade de matérias publicadas em jornais e revistas sobre a tragédia5

No conjunto o envolvimento da turma foi completo tanto do ponto de vista da iniciativa de conseguir novos depoentes quanto no trabalho de processar a documentação, de modo a dar um estatuto de fonte histórica ao material produzido. Colocamos como resultado primeiro do trabalho, e um primeiro produto para restituir aos nossos entrevistados, um dossiê organizado com os seguintes itens: o material histórico levantado nas revistas e jornais da época, o material trazido pelos depoentes e a transcrição das entrevistas.

O projeto sobre o incêndio do circo em Niterói não se esgota com o término do curso instrumental de História Oral, vai se desdobrar em diferentes produtos, que têm como objetivo comum: relacionar a memória da cidade à memória da tragédia como dimensões de uma mesma experiência social.

Da experiência docente com alunos de graduação trabalhando com uma temática e metodologia relacionada à história oral, podemos destacar a grande contribuição que este tipo de trabalho aporta para a formação mais ampla do historiador colocando-lhe questões sobre a natureza epistemológica da produção do conhecimento histórico que amplia significativamente sua perspectiva. A história ganha rosto e voz, os acontecimentos são trabalhados na sua projeção de lembrança, obrigando uma nova problematização das noções de tempo e escala. Cremos que o exercício renovado do ofício do historiador parece ter sido a grande conquista deste trabalho em equipe.


Bibliografia

Ballandier, Georges. A desordem. São Paulo, Bertrand, 1999

Ferreira, Marieta & Amado, Janaína (orgs.). Usos e abusos da história oral, Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas Ed., 1996

Lowith, Karl. O sentido da história. Lisboa, Edições 70, 1991

Meneses, Ulpiano Bezerra de., “História, cativa da memória: para um mapeamento da memória no campo das Ciências Sociais”, IN: Rev. Inst. Bras., SP, 34:9-24, 1992

Nora, Pierre. “Entre memória e História: a problemática dos lugares”, IN: Projeto-História, PUC, SP, (10), dez. 1993, trad. Yara Aun Khoury, pp. 7-28..

Oliveira, Roberto Cardoso de. Identidade, etnia e estrutura social. São Paulo, Pioneira, 1976

Pollak, Michael. “Memória e identidade social”, Estudos Históricos, Rio de Janeiro, 1992, vol.5, n° 10, p.200-215.

Pollak, Michael. “Memória, esquecimento e silêncio”, Estudos Históricos, Rio de Janeiro, 1989, vol.2, n° 3, p.3-15.

Velho, Gilberto, “Trajetória individual e campo de possibilidades”, Projeto e metamorfose, RJ: Jorge Zahar, 1994.

1 Os títulos discutidos constam da bibliografia deste artigo.

2 D. Marlene e um outro sobrevivente, entrevistados respectivamente por Anderson Mendes e Leonardo Gonçalves que tiveram os corpos mutilados, condicionaram o seu depoimento a presença de somente uma pessoa e negaram-se a serem filmados.

3 Entrevista realizada pelo grupo composto pelos alunos: Ana Cláudia Santos, Carlos Eduardo Rezende, Fernanda Rabelo, Mário Brum e Michelle Andrade em 31 de janeiro de 2002.

4 O grupo responsável pelo contato com o palhaço Treme-Treme é composto pelos seguintes alunos: Bruno Villela Cecília Mesquita, Flávia Esteves e Renata Lopes.

5 Entrevista realizada por Ana Carolina Oliveira, Daniele Sanches e Tamara Vieira, no dia 1 de março de 2002.

X Encontro Regional de História – ANPUH-RJ



História e Biografias - Universidade do Estado do Rio de Janeiro - 2002




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