Médico e mulheres listam motivos para trocar o absorvente comum pelo coletor menstrual



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Médico e mulheres listam motivos para trocar o absorvente comum pelo coletor menstrual


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Sucesso no Instagram, criança com síndrome de Down ajuda a combater o preconceito


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Vlogueira Ana de Cesaro emagrece 38 kg, compartilha jornada nas redes sociais e inspira seguidores

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Com 10 kg a menos, Geisy Arruda quer virar blogueira da classe C: "A mulher magra é mais elegante"

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Matéria Publicada no Jornal Laboratório Contraponto da PUC-SP

Ano 11 Nº 72 Maio 2011
Chapéu: Ditadura
Por: Alexandre Bazzan, Isabel Harari e Patricia Gebara
Lembrar para que não volte a acontecer
Brasil luta pela abertura dos documentos do Regime Militar em busca de sua memória; lembrar para que não volte a acontecer.
“São feridas que permanecem abertas”. No Brasil, o período entre 1964 e 1985 é visto através de uma catarata construída pelo Regime Militar, que impede o conhecimento completo da História. Os documentos que contém informações sobre os chamados “Anos de Chumbo” estão sob custódia do governo, que desde o processo de democratização se mostra reticente em trazê-los a público. O resgate à memória é de suma importância para que as marcas deixadas pela ditadura não sejam varridas pelo esquecimento, e o povo brasileiro não seja submetido novamente a um regime repressor e desumano.
Movimentos. Durante o governo Lula, o Ministério dos Direitos Humanos propôs a criação da Comissão da Verdade e Justiça, que visa o esclarecimento de crimes cometidos durante o período ditatorial. No mandato de Dilma Rousseff , o projeto que ainda não saiu do papel: depende da aprovação do Congresso, que articula sua implantação ainda neste semestre. A Comissão, segundo o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, não é um processo de retaliação nem de investigação: “É a recomposição da memória histórica para que também nós tenhamos segurança em relação ao futuro”.
Existem vários movimentos regionais e de âmbito nacional em prol da abertura dos arquivos do Regime Militar. O grupo Tortura Nunca Mais, criado no final de 1985 por ex-presos políticos e familiares, combate toda e qualquer violação aos direitos humanos, promovendo campanhas para o esclarecimento dos crimes cometidos pelo governo contra a sociedade brasileira.
Não são somente pessoas afetadas diretamente pela ditadura que lutam por transparência e justiça em relação ao ocorrido no período entre 1964 e 1985, Marcelo Ramos, estudante e membro da federação do movimento estudantil de História, FEMEH, conta que em 2011 já peregrinou por norte, nordeste, sul e sudeste brasileiro promovendo debates e articulando adesões de centros acadêmicos de diversas universidades na luta pela implantação da Comissão da Verdade. A campanha nacional pela abertura dos arquivos da ditadura promovida pela FEMEH realizou vários atos e debates durante esse ano, mas Ramos diz que os arquivos disponíveis ainda são poucos e de baixa relevância quando se trata de responsabilizar os culpados.
O Centro de Referência das Lutas Políticas no Brasil- Memórias Reveladas, sob administração do Arquivo Nacional colocou em rede documentos referentes às décadas de 60 a 80. Porém, o acesso aos arquivos pessoais é restrito a quem está diretamente envolvido, seus familiares, ou através de uma procuração. O portal trabalha apenas com documentos estaduais e nacionais não protegidos por leis e que não pertencem ao Centro de Inteligência do Exército, serviço do governo militar que foi parte importante na máquina da repressão.
Limitações. A restrição à abertura de arquivos do período ditatorial era justificada pela Lei 11.111: “Art. 3º. Os documentos públicos que contenham informações cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado poderão ser classificados no mais alto grau de sigilo, conforme regulamento.” A lei foi proposta no intuito de manter ocultos os nomes dos agentes públicos, civis e militares envolvidos nos casos de tortura, morte e desaparecimentos. Silvia Pimentel, jurista e professora, diz que o receio em publicar os registros é político, pois as teses de Segurança Nacional não mais vigoram.
O Brasil não teve justiça de transição. A mudança para a democracia em 1985 foi um pacto entre a cúpula governamental que garantiu a impunidade e a manutenção dos poderes dos militares. Os participantes do Regime de 64 são os mesmos que constituem o cenário político e econômico da década de 80, 90 e até hoje. A influência exercida por essas figuras continua forte o suficiente para manter escondidos nos porões da ditadura materiais que fazem parte da historia da sociedade.
Em fevereiro deste ano, o portal Wikileaks revelou um documento de 2004 em que o embaixador norte americano Clifford Sobel, em um telegrama enviado à Casa Branca, discorre sobre o desconforto e a resistência do governo brasileiro em expor arquivos da ditadura: “O presidente Lula não tem pressa de abrir os arquivos, dizendo aos chefes das Forças Armadas em 24 de outubro que ele aprova que os mantenham selados e pedindo aos oficiais que cooperem com o Comitê de Direitos Humanos se houver audiências”. Outro trecho aponta a ambiguidade de um governo democrático que sofre influências do Regime instaurado em 64: “A cultura, economia e vida política brasileiras ainda contêm muitas dessas ironias (por exemplo, a gigante da aviação Embraer, de propriedade privada, começou como uma sinecura paraestatal para ex-oficiais da Força Aérea em 1969)”.
É comum em países democráticos que se liberem, de tempos em tempos, arquivos confidenciais ao público, os EUA mesmo têm essa prática. Recentemente, alguns desses arquivos apareceram no filme “O dia que durou 21 anos” de Camilo Tavares. O filme mostra conversas do Presidente Kennedy e, posteriormente, de Lyndon Johnson com o embaixador dos EUA no Brasil, Lincoln Gordon. Na conversa, Gordon dizia temer as posições do governo de João Goulart, que era caracterizado por eles como esquerdista. O embaixador pedia, inclusive, o envio de tanques caso fosse necessário derrubar Jango. Não foi preciso, com o apoio estadunidense, os militares tomaram o poder em 1964.

Alguns desses arquivos também mostram a clara participação militar brasileira.


A publicação absoluta dos documentos da ditadura, inclusive os detidos nas mãos dos militares, ainda é incerta. Porém, a disseminação destes não possibilitará a consolidação do projeto democrático, pois as personagens envolvidas nos crimes contra os direitos humanos permanecerão sem julgamento.
A Lei da Anistia (nº6683), que por pressão popular entrou em vigor em 1979, impede a perseguição penal e a averiguação sobre a culpabilidade dos acusados de crimes políticos cometidos entre 1961 e 79, é irrevogável. Foi feita pelos próprios militares, que se auto-anistiaram, no intuito de desassociá-los dos delitos cometidos por eles contra a sociedade brasileira, e apaziguar os ânimos da população, que exigia a volta dos exilados políticos e liberdade para os que ficaram no país.
Nas palavras de Rose Nogueira, ex-presa política, jornalista e integrante do grupo Tortura Nunca Mais, a interpretação da Lei de 1979 é “oportunista, sem vergonha, anti-histórica e contra o povo brasileiro”. Isso porque os crimes lesa-humanidade não podem ser anistiados e o termo “auto-anistia” é inconstitucional. Existem movimentos que reivindicam a reestruturação da lei, para que as devidas punições ocorram, porém, ainda há certo receio por parte da cúpula governamental em revirar o passado e pressionar os militares, muitos dos quais ainda fazem parte da esfera de poder.
Reflexos. A sombra da ditadura projeta-se além das marcas da repressão política. A estrutura do país foi desmontada em prol dos interesses governamentais, pautados pela política externa americana no período da Guerra Fria. Serra Pelada tinha ouro em abundância, e se tornou um formigueiro humano, povoada por brasileiros em busca do minério. O Major Curió, conhecido por sua participação violenta na repressão da Guerrilha do Araguaia, recebeu o terreno paraense do Governo Militar, e administrava o processo de extração promovendo um trabalho semi-escravo, diz, Rose Nogueira Estimuladas pelos incentivos fiscais, as grandes empresas ocuparam a Floresta Amazônica, o desmatamento nunca foi tão intenso. A Volkswagen possuía uma fazenda do tamanho de Sergipe e trouxe trabalhadores do Sul para viverem ali, e para tanto, dizimou os índios da região. São crimes contra a humanidade e o patrimônio nacional, destaca a jornalista. O conhecimento destes e a punição dos responsáveis são de suma importância para que não ocorram novamente.
O Regime Militar desmontou o ensino brasileiro: implantou o modelo de estudo americano, estruturado em células independentes, em detrimento de um estudo universal. As ciências humanas deram lugar à OSPB (Organização Social e Política do Brasil), mais tarde denominada PB (Problemas Brasileiros), abolindo qualquer forma de contextualização do Brasil no mundo e o conhecimento da História internacional. A justificativa para a mudança na forma de ensino, segundo Rose Nogueira, é a associação que os militares fizeram entre rebeldia e conhecimento: eliminar qualquer forma de reflexão acabaria, por consequência, com a resistência ao regime. “Se dependesse deles, seria criado um país de burrinhos, mão de obra barata, que pedia pelo amor de Deus pra trabalhar e pra comer”. A restrição ao conhecimento não impediu que o povo lutasse e alcançasse a democracia. Hoje, essa restrição se encontra na reluta do governo em tornar público o passado referente às décadas de 60, 70 e 80, o que não pode interferir na luta da sociedade pela verdade.
A desestruturação também atingiu o campo ideológico; a ditadura instaurou uma cultura de medo e repressão, arrancou do brasileiro seu caráter “bom, simpático e inteligente, inaugurando a perversidade através da censura e da autocensura”, conta Rose. “O processo era: acaba com esse povo, de fome, de desemprego, e olha o que temos ainda hoje: ignorância em relação à História. Feriu todo o povo brasileiro no seu dia a dia. E por isso matava.”. A abertura total dos arquivos do período ditatorial, além do resgate à memória, tem o papel de denunciar a repressão ideológica a que a sociedade foi submetida, e de certa forma, sofre até hoje.

O povo brasileiro tem o direito de conhecer sua própria história para ter subsídios na construção do futuro. Rose Nogueira: “Eu sempre falo que a informação é tão sagrada quanto arroz e feijão”.


Box:
Rose Nogueira
Justiça de Transição.
Rose Nogueira traça um contexto histórico em que nunca se fez justiça de fato aos crimes cometidos contra o povo. Ela explica que a história se repete pela falta da “justiça na transição” de modelos governamentais.

“O Brasil não tem o costume de ter justiça de transição. Nós tivemos vários regimes: O país foi colônia, e depois da independência, instaurou-se a monarquia, mas o poder continuou nas mesmas mãos. Nós temos esse costume: a carta do Dom João XI para Dom Pedro I. proclama a Independência, mas o seu imperador brasileiro era o mesmo de Portugal. A ligação com a metrópole continuava total, promíscua e completa.

A transição da Monarquia para a República foi um golpe; até um dia antes o Marechal Hermes da Fonseca, Marechal Deodoro e outros detentores do poder, eram monarquistas, no dia seguinte, por oportunismo, uma vez proclamada a República, tornaram-se republicanos. O novo regime começa com os mesmos vícios da Monarquia; os primeiros governantes foram Marechais, e o período ficou conhecido como “República da Espada”.

No fim do Estado Novo, não houve justiça de transição; não se julgou Filinto Muller, que era chefe dos torturadores de Getúlio, nem os facistas. Em 1950, Vargas foi eleito novamente, e Luis Carlos Prestes, integrante do Partido Comunista e cuja mulher, Olga Benário Prestes foi enviada à Gestapo por ordens do próprio Getulio, apoiou a candidatura no intuito de evitar um golpe militar naquele momento. Em 54, o presidente não agüentou e suicidou-se. Uma junta de governantes reivindicou o poder, e tentou impedir a posse de Juscelino Kubitschek, em vão. O golpe de 1964 foi construído ao longo da historia do Brasil, pois o país nunca teve a justiça de transição.

O homem da “Folha da Tarde” que ficou no nosso lugar (Rose e o marido foram presos em 1969) era assessor do Tuma que anos depois virou senador e era chefe do Fleury, ambos integrantes do DOPS. Sarney deveria ter ido pra cadeia e não ter virado presidente. Tivemos que conviver também com o Antonio Carlos Magalhães, que sustentou a ditadura. Nós não julgamos a metrópole, nós não julgamos a monarquia, nós não julgamos os golpes. A História do Brasil Permanece incerta.”
Indenizações
Rose Nogueira diz receber indenização mensal do governo pelos danos provocados pela ditadura, “eu inclusive ajudei outras pessoas a entrar com processo, em média as indenizações não passam de 3 mil reais por mês”.

A jornalista ainda afirma que a maioria das pessoas que sofreram durante os anos de chumbo não recebe qualquer tipo de reparação.

As indenizações pedidas por torturados, exilados e filhos de pessoas assassinadas e desaparecidas é legítima, mas a maneira como os pagamentos são feitos ainda é uma zona nebulosa.

O Contraponto tentou localizar informações sobre as pensões, e encontrar valores gastos e nomes dos beneficiados, mas esse tipo de informação é tão difícil de encontrar como os próprios arquivos da ditadura.



Os portais da receita federal, do tribunal de contas da união, bem como o Contas Abertas foram consultados e falharam em fornecer qualquer tipo de informação que esclarecesse os critérios, bem como apresentasse valores gastos.
O Som do Lollapalooza

Link da matéria: http://stereopopclub.com.br/index.php/shows/item/35-o-som-do-lollapalooza
Festivais de música são um meio de conhecer novos gêneros de música, pessoas e vivenciar a experiência como um todo e não somente um show. Essa é a proposta do Lollapalooza, que começou em 1991 e foi criado por Perry Farrel, da banda Jane’s Addiction. O que começou como uma espécie de despedida dos palcos dura mais de vinte anos. A ideia era que levasse música, não somente rock, e cultura que estava fora do circuito, por toda a América do Norte conhecer e assim tornar mais popular o que não estava no cenário mainstream.
O primeiro festival foi reconhecido como um sucesso e reuniu muitos artistas que até hoje estão no meio. São vários palcos com uma diversidade enorme de gêneros, que vão desde o hip hop até o indie rock ou eletrônica. Em 2010 começou a jornada do Lolla pelo exterior. O primeiro festival fora dos Estados Unidos aconteceu no Chile e teve artistas como The Killers, Kayne West e Fatboy Slim.
Agora foi a vez de São Paulo: nos dias 7 e 8 de Abril de 2012 a cidade recebeu, no Jockey Club: de São Paulo o Lollapalooza e não fez feio. A estrutura estava impecável nenhum show atrasou, não houve briga e a fiscalização cumpriu seu dever. A maior reclamação foram em relação às filas o que é relativamente comum em um evento deste porte e com tantas pessoas. A Heineken também não ficou para trás e patrocinou o festival de modo inteligente, assim todos os maiores de idade, identificados por meio de pulseiras, estavam com um copo de Chopp (que custou oito reais) na mão. Os preços não eram muito amigáveis também: primeiro era preciso pegar fila para comprovar a maioridade depois para comprar fichas e ai sim para, finalmente, pegar as bebidas. Quem foi inteligente levou sua própria comida e fez um piquenique em cima de cangas no chão de grama do Jockey, fórmula que funcionou e fez com que evitassem gastos e mais filas.
O primeiro dia foi muito mais turbulento que o segundo, e foi possível perceber pela queda no público de 75 mil pessoas no sábado contra 60 mil no segundo. Foram 43 atrações ao todo divididas em quatro palcos: Cidade Jardim, o principal, Butantã, Palco Alternativo e Palco Perry, além das atrações para crianças que ocorreram no KidzaPalooza. Muitos shows foram abandonados antes de seu final, pois os horários impossibilitavam o publico de aguardar a conclusão e ainda assim conseguir um lugar bom no outro palco, pois as atrações eram muito seguidas.
Todos sabem que a atração principal do primeiro dia (talvez do festival inteiro) foi Foo Fighters, a banda não vinha para o Brasil há 17 anos e os fãs estavam sedentos por um show deles aqui. Não é a toa que o primeiro dia esgotou rapidamente enquanto os ingressos do domingo sobraram. Mesmo assim as bandas de sábado conseguiram dar conta de serem as “anteriores ao Foo Fighters”. Os queridinhos de Dave Grohl– que inclusive assistiu ao show dos bastidores com sua família – Cage de Elephant, esquentaram ainda mais o publico sob o sol no palco Butantã, o vocalista Matt Schultz enlouqueceu, se jogando nos fãs duas vezes e ainda comentou: “Nunca fui tão violentado em toda minha vida!”. Depois pegou uma bandeira do Brasil e disse que esse havia virado seu país preferido. A banda brasileira O Rappa também levantou o publico e tocou hits como “Me Deixa” e “Minha Alma”. Joan Jett também foi atração da noite. Com 53 anos não deixou a peteca cair e cantou hits como “Bad Reputation”, “I Love Rock’n Roll” e “Cherry Bomb”. Falou em português com o público e no final desejou que a platéia – já em direção ao outro palco – se divertisse no show dos companheiros Foo Fighters, com quem também cantou mais tarde.

Foo Figthers fez um show à parte. A banda conseguiu deixar os fãs emocionados e começou logo com o hit “All My Life”, que fez a platéia enlouquecer. Ao longo do espetáculo Dave Grohl interagiu muito com o público, e se disse arrependido de ter esperado tanto tempo para voltar para cá. O baterista Taylor Hawkins também dividiu os vocais com ele, e – apesar de não ter tanta voz – deu conta do recado. A música “Best of You” foi uma das mais emocionantes e contou com um flashmob, organizado pela internet pelo público que carregava cartazes escritos “Oh”, trecho da canção. Durante um intervalo do show surgiu uma câmera de visão noturna que mostrava Dave e Taylor no backstage negociando com o publico as próximas musicas. Quando voltou para o bis a banda cantou com Joan Jett (“Bad Reputation” e “I Love Rock’n Roll”) e encerrou o show – que teve 20 músicas que passaram por todas as fases da banda - com Everlong. Terminou assim o primeiro dia de Lollapalooza, um show perfeito de Foo Fighters, que emocionou todos os fãs.


O segundo dia contou com a presença de algumas bandas mais conhecidas pelos ligados no meio alternativo como MGMT, Foster the People. A atração principal eram os ingleses do Arctic Monkeys. O primeiro show, de Gogol Bordelo, agitou o publico e fez com que o sol das 14hrs não impedisse da festa acontecer. Às 16 horas foi a vez de Friendly Fires, banda que mistura de tudo e também fez a plateia sair do chão com o seu tipo de rock para dançar. Depois de tantos shows animados as atrações mais conhecidas começaram a tocar, a primeira delas foi a banda indie MGMT, sob os raios e trovões que ajudaram na performance deles. Os hits “Kids”, “Electric Feel” e “Time to Pretend” foram, obviamente, os mais aplaudidos pelo público, no restante o show acabou sendo um pouco monótono. Na ultima música, “Congratulations”, as pessoas já estavam se retirando para guardar lugar no outro palco, que ia ter Foster The People, que foi um show a parte. A banda surpreendeu e se mostrou melhor ao vivo do que em disco. Os meninos tocaram seu (único) CD inteiro, e não deixaram a plateia parar um minuto. A presença de palco combinada com a qualidade musical fez um show quase impecável e mostrou que a banda vai além do hit “Pumped up Kids”. O cantor, Mark Foster, foi ousado e desceu do palco e interagiu com a plateia. Foi um show que ofuscou os anteriores e preparou todos para Arctic Monkeys.
A banda inglesa entrou muito tempo depois de Foster, mas muitos fãs já estavam guardando lugar no palco principal. Enquanto isso estava tendo Racionais e Velhas Virgens, atrações brasileiras que levantaram o público e deram jus aos seus lugares no festival. Também teve nesse meio tempo a apresentação de Jane’s Addiction, a banda de Perry, que estava um pouco vazia, mas mesmo assim contou com fãs da banda e foi muito animada.
Os Arctic Monkeys, liderados por Alex Turner, foram pontuais – como todas as atrações- e entraram já animando o publico. Turner arriscou algumas palavras em português e já começou a tocar hits da banda, como “I Bet you look good on the Dancefloor”, “Teddy Picker”, “Fluorescent Adolescent” e algumas do CD novo, como “Suck it and see” – que dá nome ao álbum. Alex surpreendeu com um carisma inesperado que agitou a todos os fãs, que pularam ao som do indie rock dos ingleses. Ninguém ficou parado um minuto durante a apresentação dos rapazes, que fecharam com chave de ouro o festival.

Walk Off The Earth

Link da matéria: http://stereopopclub.com.br/index.php/novo-som/item/54-walk-off-the-earth
Com a popularização da internet e o boom do Youtube, é possível descobrir a cada dia novos talentos. Ficou tão fácil produzir e postar um vídeo que várias bandas utilizam a internet como instrumento principal para a divulgação de seu trabalho. Em meio de tantos vídeos bizarros e pseudo celebridades podemos encontrar um tesouro perdido em tanta poeira como a banda canadense Walk Off The Earth.
Criada em 2006 e formada por Gianni Luminatti, Sarah Blackwood, Ryan Mashall, Mike Taylor e Joel Cassady, a banda surpreende com seus artistas talentosos e multi-instrumentistas. É incrível como a qualidade musical deles é impecável e faz com que cada música, cover ou não, se torne inesquecível. Na variedade imensa de instrumentos tocados há desde violão até banjo e xilofone. Gianni, Sarah e Marshall são os que, na maioria das vezes, assumem os vocais. O vídeo que os fez deslanchar foi o cover da famigerada música Somebody That I Used To Know, de Goyte, no qual os cinco integrantes da banda tocam, simualtaneamente, um só violão de forma genial.
A partir daí foi só sucesso, foram convidados para o The Ellen Degeneres Show e provaram que ainda há espaço para música boa. O que fascina neles é que cada música que postam é cuidadosamente planejada, como o clipe do cover da música Little Boxes gravada por Malvina Reynolds. Como a maioria de seus vídeos, é feito em somente um take com direito até a instrumentos voando para as mãos dos integrantes. Um dos covers de destaque também o da clássica música dos Beatles, From me To You. Eles conseguiram homenagear a banda e ainda imprimir a própria identidade da Walk off The Earth no cover. As músicas originais não ficam para trás como Summer Vibe e Julia que tem a vibe indie que todos nós adoramos.
É impossível escolher um vídeo preferido. Confira o canal dos caras porque vale a pena, eles mandam muito bem! Que o Youtube continue revelando cada vez mais talentos.
Canal: www.youtube.com/walkofftheearth
Site: http://www.walkofftheearth.com/


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