Módulo I principais Síndromes Infecciosas Índice



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Módulo I

Principais Síndromes

Infecciosas
ÍNDICE


1. Infecções do trato urinário 1

INTRODUÇÃO 1

patogênese 2

epidemiologia e fatores de risco 2

sinais e sintomas clínicos 3

Diagnóstico Laboratorial 4

2. INFECÇÕES DE OSSOS E ARTICULAÇÕES 9

INTRODUÇÃO 9

MICRORGANISMOS MAIS FREQÜENTES 9

Coleta e transporte do material 10

Processamento de amostra 10

3. INFECÇÕES DA PELE E TECIDO SUBCUTÂNEO 12

INTRODUÇÃO 12

Lesões eritematosas e superficiais: ASPECTOS CLÍNICOS e DIAGNÓSTICO 12

Ulcerações e nódulos: ASPECTOS CLÍNICOS e DIAGNÓSTICO 14

fístulas e queimados: ASPECTOS CLÍNICOS e DIAGNÓSTICO 14

Feridas Cirúrgicas: ASPECTOS CLÍNICOS e DIAGNÓSTICO 16

Infecções complicadas e lesões causadas por mordedura: ASPECTOS CLÍNICOS e DIAGNÓSTICO 17

4. INFECÇÕES INTESTINAIS 20

INTRODUÇÃO 20

PRINCIPAIS CAUSAS INFECCIOSAS DE DESINTERIA 20

ASSOCIAÇÕES entre os aspectos clíncios e os agentes etiológicos 23

Diagnóstico Laboratorial 25

RELATÓRIO DE RESULTADOS 26

5. INFECÇÕES ABDOMINAIS 28

AGENTES MICROBIANOS MAIS FREQUENTES 28

COLETA e TRANSPORTE DO MATERIAL 28

Processamento das amostras 28

6. INFECÇÕES DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL 30

INTRODUÇÃO 30

DADOS EPIDEMIOLÓGICOS E ETIOLOGIA DE PROCESSOS INFECCIOSOS DO SNC 31

Diagnóstico laboratorial 33

7. INFECÇÕES SISTÊMICAS 36

INTRODUÇÃO 36

FATORES DE RISCO PARA BACTEREMIA E FUNGEMIA 36

DIAGNÓSTICo EM HEMOCULTURAS 37

Infecção relacionada a cateter vascular 39

8. INFECÇÕES GENITAIS 40

INTRODUÇÃO 40

Candidíase vulvo-vaginal 40

Tricomoníase 41

Vaginose Bacteriana 41

Infecção Gonocócica 42

Infecções por Chlamydia TRACHOMATIS 44

Infecções por Mycoplasma spp. 45

Outras Infecções Genitais e seus Patógenos 46

9. INFECÇÕES DO TRATO RESPIRATÓRIO SUPERIOR 47

INTRODUÇÃO 47

QUADRO CLÍNICO, agentes etiológicos e diagnóstico laboratorial 47

10. INFECÇÕES DO TRATO RESPIRATÓRIO INFERIOR 48

PNEUMONIA DA COMUNIDADE 48

PNEUMONIA HOSPITALAR 50

Diagnóstico laboratorial das Pneumonias 51

PACIENTES NEUTROPÊNICOS E IMUNOSSUPRIMIDOS 55

11. REFERÊNCIAS Bibliográficas 57




1.Infecções do trato urinário




INTRODUÇÃO


As infecções do trato urinário (ITU) estão entre as doenças infecciosas mais comuns na prática clínica, particularmente em crianças, adultos jovens e mulheres sexualmente ativas, sendo apenas menos freqüente que as do trato respiratório. No meio hospitalar são as mais freqüentes entre as infecções nosocomiais em todo o mundo. Do ponto de vista prático, por convenção, define-se como ITU tanto as infecções do trato urinário baixo (cistites) e como as do trato urinário alto (pielonefrites).


Quanto à topografia, as ITUs são divididas em:


  • Altas - que envolvem o parênquima renal (pielonefrite) ou ureteres (ureterites)

  • Baixas - que envolvem a bexiga (cistite) a uretra (uretrite), e nos homens, a próstata (prostatite) e o epidídimo (epididimite).

Significado de bacteriúria: A investigação microbiológica de suspeita da infecção urinária pela urocultura, permitiu identificar dois grupos de pacientes com bacteriúria ≥ 100.000 bactérias por ml de urina:




  • Sintomáticos, e portanto com infecção urinária

  • Assintomáticos, definidos como portadores de bacteriúria assintomática

A importância em diferenciar estes dois grupos é importante tanto do ponto de vista de conduta como prognóstico. Para o primeiro grupo há a necessidade de tratamento imediato, para o segundo grupo de pacientes, comumente constituído de meninas em idade escolar (1 a 2%) e de mulheres jovens com vida sexual ativa (5%), existe um risco maior de desenvolver ITU no futuro. Não implicando necessariamente em tratamento, pois cerca de 25% delas passam espontâneamente a ter uroculturas negativas no prazo de um ano. Um grupo importante identificado com bacteriúria assintomática que merece seguimento pelo elevado risco de ITU são as gestantes, idosos e pacientes cateterizados.


Quanto à evolução as ITUs podem limitar-se a episódio único ou isolado, a recidiva, a reinfecção e a infecção urinária crônica:


  • Episódio único ou isolado: ocorre uma única vez e resolve habitualmente pelo uso de antibioticoterapia. Um segundo episódio isolado, pode ocorrer sem relação temporal com o anterior. Entre 10 a 20% das mulheres irão apresentar no decorrer da vida pelo menos um episódio de infecção urinária.

  • Recidiva ou recaída de ITU – em conseqüência a falha no tratamento o mesmo microrganismo isolado previamente persiste no trato urinário, causando infecção ou bacteriúria assintomática. A persistência do mesmo microrganismo por meses ou anos, leva a infecção urinária crônica.

  • Reinfecção - é a ocorrência de um novo episódio de ITU, sem relação com o evento anterior, causado por outro microrganismo, exceto que pela origem e freqüência do agente etiológico que coloniza a região perineal, pode ser atribuída à mesma espécie bacteriana (ex: E.coli). Episódios repetidos de reinfeção não devem ser confundidos com infecção urinária crônica.

  • ITU crônica representa a persistência do mesmo microrganismo por meses ou anos com recidivas após tratamento, no caso de pielonefrite crônica, há associação com comprometimento da pelve e parênquima renal.

  • ITU recorrente: ocasionalmente a recorrência é pela persistência do mesmo agente (recidiva), mas em cerca de 90% dos episódios ocorre por reinfecção, com meses de intervalo entre eles. Cerca de 20% das jovens após o episódio inicial de cistite tem infecções recorrentes, que caracterizam bem este grupo. Dois ou mais episódios no período de 6 meses ou tês ou mais no período de um ano definem as infecções recorrentes na mulher. Nos homens, a ITU recorrente é definida quando ocorrem dois ou mais episódios de ITU em um período de até 3 anos, lembrando a freqüente associação com prostatite bacteriana crônica, nos pacientes sem fatores predisponentes.


Quanto á presença de fatores predisponentes ou agravantes as ITUs são classificadas em dois grupos:


  • ITU não complicada: ocorre primariamente em mulheres jovens sexualmente ativas sem anormalidade anatômica ou funcional do aparelho genitourinário.

  • ITU complicada: ocorre em indivíduos que já possuem alguma anormalidade estrutural ou funcional do processo de diurese, presença de cálculos renais ou prostáticos, doenças subjacentes em que haja predisposição a infecção renal (diabetes melittus, anemia falciforme, doença policística renal, transplante renal) ou na vigência de cateterismo vesical, instrumentação ou procedimentos cirúrgicos do trato urinário. Pelo maior risco, as ITUs em crianças, gestantes, homens e infecções do trato urinário alto são consideradas infecções complicadas.


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