Memorial de cálculo vazões do sistema de drenagem pluvial



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MEMORIAL DE CÁLCULO
VAZÕES DO SISTEMA DE DRENAGEM PLUVIAL

As vazões de contribuição foram determinadas, utilizando-se o Método Racional, mediante o emprego da expressão:

Q = (C x I x A) / 3,6 onde:

Q = vazão em m³/seg.

C = coeficiente de escoamento superficial, adimensional.

I = declividade (%)

A = área da bacia, em ha.
Este método tem como conceito básico que o pico de vazão Q, para uma determinada bacia de drenagem, ocorre quando toda a bacia esta contribuindo e que este caudal é uma fração de precipitação média.

INTENSIDADE DE PRECIPITAÇÃO


É a quantidade de chuva que ocorre em uma unidade de tempo (mm/ min.) para uma chuva de um certo tempo de recorrência e com uma duração igual ao tempo de concentração da bacia.

Para a área de projeto, os estudos hidrológicos efetuados, forneceram uma intensidade de 2,52 mm/ min., para um tempo de concentração de 6 minutos e o tempo de recorrência de 5 anos.



i = a Tr b

(t +c) d



onde:

i = intensidade pluviométrica em mm/h;

Tr = tempo de recorrência em anos;

t = tempo de duração da precipitação em minutos.

a, b , c e d , valores dos coeficientes;

Considerou-se uma intensidade de precipitação de 450 l / s / hec


TEMPO DE RECORRÊNCIA

O tempo de recorrência é determinado como sendo o número médio em anos que uma dada precipitação será igual ou superada.

Isto não significa que as precipitações de tempo de recorrência “T” vão ocorrer em intervalos regulares de “T’ anos. Uma precipitação de tempo de recorrência muito grande pode ocorrer em qualquer época, independente da extensão e do início do período considerado.

Para o projeto em questão foi fixado o tempo de recorrência em 5 anos.



TEMPO DE CONCENTRAÇÃO


Este tempo está compreendido entre 03 a 20 min, segundo recomendações feitas no ‘’ RELATÓRIO DOS ESTUDOS PARA CONTROLE DA EROSÃO’’ (OEA/DNOS), este valor não deverá ultrapassar a 10 min. Neste projeto, foi adotado este valor de 5 min, tendo em vista o fato de que as bacias em estudo são muito pequenas, geralmente menores que um hectares.
COEFICIENTE DE ESCOAMENTO SUPERFICIAL (RUNOFF)

O coeficiente de deflúvio é uma variável do método susceptível de determinação mais precisas e requer, portanto muitos cuidados na sua seleção.

No projeto de drenagem do Município de Bom Jesus do Oeste-SC, julgou-se calcular o coeficiente de deflúvio superficial em situação mais desfavorável possível, ou seja, considerou-se áreas residenciais de unidades múltiplas e ruas pavimentadas, futuramente em sua totalidade.

Considerou-se que 80 % da água da chuva escoa para as Bocas de Lobo. Esse número é adotado para não haver problemas de escoamento futuramente.

Um bom projeto de drenagem proporciona benefícios diretos ao tráfego e menores custos de manutenção das ruas. Deve ter como um dos objetivos primordiais, a proteção contra a deteriorização do pavimento e de sua base.
LIMITES DE VELOCIDADE

Para galerias de concreto a faixa admissível de velocidades é 0,60 m/s < V < 5,0 m/s. Em raros casos são admitidas velocidades até 7,00 m/s.



DECLIVIDADE DA TUBULAÇÃO


Para as ruas com declividade superior 1 %, a tubulação acompanhará o caimento da rua. Para ruas com declividade inferior a 1 %, a tubulação deverá ser executada com pelo menos o caimento indicado;

O coeficiente de rugosidade de Manning das sarjetas, pavimentos e para galerias circulares em concreto, adota-se n = 0,013.



MÉTODO DE CÁLCULO UTILIZADO:


A declividade é a diferença de cota entre a cota topográfica a montante e a jusante. A unidade de medida é m/m.

A vazão Q (l/s) é o resultado de Σ c * A multiplicado pelo i, que é a intensidade média de precipitação.


O diâmetro da tubulação é calculado pela seguinte fórmula:


n = 0,013, valor adotado para tubos de concreto;

Q = vazão em m³;

I = declividade da tubulação;

Obs.: O diâmetro mínimo adotado é de 0,4m.
A velocidade é calculada pela seguinte fórmula:

Q = vazão em m³;

d = diâmetro adotado em metros.
A vazão máxima suportada pelo tubo é calculada pela seguinte fórmula:

d = diâmetro adotado em metros;

I = declividade da tubulação;

n = 0,013, valor adotado para tubos de concreto.
Obs: A tabela de dimensionamento encontra-se em anexo:

Maravilha (SC), 05 de fevereiro de 2014.



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Assessora em Engenharia Civil

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