Memorial descritivo



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MUNICÍPIO DE AJURICABA

Estado do Rio Grande do Sul


MEMORIAL DESCRITIVO

OBRA: SISTEMA SIMPLIFICADO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA

LOCALIDADE: LINHA 25 – AJURICABA/RS

EXTENSÃO: 618,00 m

1. GENERALIDADES:

O presente memorial descritivo é relativo aos materiais e serviços à serem empregados na construção do sistema simplificado de abastecimento de água na localidade de Linha 26 distrito Medianeira, município de Ajuricaba/RS.

O sistema de abastecimento é composto por um poço profundo que já se encontra perfurado, uma bomba submersa rede de recalque, um reservatório cilíndrico em fibra de vidro e rede de distribuição que ira ser conectada a uma rede com ligações domiciliares já existentes.

O referido sistema de abastecimento de água irá atender a totalidade das benfeitorias existentes no projeto.


2. SITUAÇÃO ATUAL DA COMUNIDADE:

A população esta sofrendo com a falta de água, pois quando é época de seca o poço não da vazão suficiente para as demanda, assim sendo necessário dividir a rede em duas partes e fazer a colocação de uma bomba e de um reservatório novo em um poço profundo já perfurado.



3. ESPECIFICAÇÕES PARA MATERIAIS, EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS:

Todos os materiais necessários à execução da obra deverão ser de boa qualidade e devem atender as exigências das Normas Brasileiras.

Todos os equipamentos necessários à execução da obra deverão estar em perfeitas condições de uso, obtendo-se desta forma, um bom rendimento.

Todos os serviços necessários à execução da obra deverão ser de boa qualidade e devem atender as determinações do responsável técnico.


4. CAPTAÇÃO:

A captação será subterrânea, através de um poço tubular profundo, que já se encontra perfurado.

A captação da água será feita por instalações eletromecânicas para bombeamento, com a colocação de uma bomba submersa, bifásica, potência de 6 HP, BIFASICA, com painel de comando completo para o funcionamento da mesma. A água será bombeada até o reservatório, que por gravidade abastecerá os domicílios.

O local é provido de energia elétrica, sendo que a entrada de energia será colocada ao lado da residência, e a fiação elétrica será passada subterrânea pelo interior de mangueira corrugada até o painel de comando onde este será protegido por um abrigo de alvenaria, onde será instalada a caixa de medidor de 40 x 60 cm externa, com um disjuntor bifásico de 30 A. A ligação à rede de energia elétrica será feita seguindo as recomendações da concessionária local, a Ceriluz.



5. ABRIGO QUADRO DE COMANDO:

Para abrigar o painel de comando da bomba submersa e o equipamento para o tratamento da água será construído um abrigo em alvenaria, nas proximidades do poço, com a área de dois metros quadrados (2,00 m²), tendo as seguintes dimensões: 2,00 x 1,00 m e pé-direito de 2,20 m, com uma divisória em alvenaria na metade dos 2,00 m, ficando um lado para a colocação do painel de comando da bomba e o outro para a colocação do equipamento de tratamento da água.

Serão executadas cavas de fundação para o alicerce em toda a extensão das paredes, aprofundadas até encontrar-se solo firme e seco, com a profundidade mínima de 40 cm e largura mínima de 30 cm. Após a escavação, será executada uma camada niveladora em lastro de concreto magro 1:2:6, com espessura de 5 cm, assentada em solo firme e seco, bem compactado. As fundações serão do tipo diretas, em alvenaria de tijolos maciços, argamassadas com cimento, cal e areia, traço 1:2:6, tendo os tijolos previamente molhados. O respaldo da fundação será constituído por viga contínua de 0,20 x 0,25 m em concreto fck = 15 MPa, armada com 4 ferros de 3/8” e estribos de 4.2 mm cada 15 cm, respeitando um recobrimento de ferragem de 0,025 m. Será aplicado, no mínimo duas demãos de hidroasfalto sobre a face superior da viga, como impermeabilização, sendo que para a aplicação a superfície deverá estar limpa e livre de partículas soltas, observando-se o completo cobrimento desta.

As paredes terão a dimensão de 15 cm e serão levantadas com tijolos maciços comum, assentados com argamassa constituída por cimento, cal e areia, no traço 1:2:6. Os tijolos, antes do assentamento, deverão ser abundantemente molhados, para evitar absorção de água da argamassa de assentamento e deverão formar fiadas perfeitamente niveladas e aprumadas. Nas últimas três fiadas serão colocados dois ferros de 6.3 mm na argamassa de cimento e areia, traço 1:3. Nas paredes deverão ficar espera de ferro 4,2 mm em duplo “U” para amarração das guias de madeira do telhado. Todas as paredes serão revestidas com chapisco no traço 1:4 (cimento e areia).

A cobertura será executada com telhas de fibrocimento, espessura 6 mm, meia água, assentada sobre guias de madeira de pinus de 5 x 10 cm.

Serão colocadas duas portas de metal de 60 x 210 cm, em chapas de ferro número 24 tipo lambri, dobradiças de chapa de ferro e fechadura cilindro.

Será executado contrapiso de concreto simples, espessura 5 cm, consumo de cimento 200 kg/m³.

6. RESERVATÓRIO:

Será instalado um reservatório cilíndrico em fibra de vidro com capacidade de 15.000 litros, o qual será apoiado sobre uma estrutura metálica de seis metros (6,00 m) de altura.

A estrutura metálica, será constituída por quatro colunas, confeccionadas com ferro cantoneira perfil “L´´, tramadas com ferro cantoneira perfil “L”. A plataforma da torre metálica será constituída por uma chapa de aço, onde o reservatório será fixado com o auxílio de cabo de aço, esticadores e grampos. Terá uma escada metálica, tipo marinheiro, soldada à sua estrutura, com uma proteção metálica na parte superior, para possibilitar serviços de manutenção e inspeção do reservatório. Toda a estrutura deverá ser tratada contra ferrugem com aplicação de pintura anticorrosiva e após pintada com tinta esmalte.

As colunas metálicas serão fixadas em sapatas de concreto armado, através de chumbadores de ¾” com rosca. As sapatas terão as dimensões mínimas de 70 x 70 cm com altura de 85 cm e serão armadas com uma malha quadrada de aço CA 50 no diâmetro ½” a cada 10 cm. O concreto deverá ter o fck = 15 MPa e deverá ser executado com uma seleção cuidadosa dos materiais (cimento, agregados e água), com a dosagem correta, manipulação adequada e uma cura cuidadosa.


7. REDE DE DISTRIBUIÇÃO:

7.1. ESCAVAÇÃO:

Será feito por meio de retro-escavadeira na profundidade mínima de 80 cm e largura mínima de 60 cm. Em solo areno-argiloso, em alguns trechos com pedregulhos.


7.2. ASSENTAMENTO DA TUBULAÇÃO:

Os tubos de PVC serão assentados sobre uma camada de terra pura, compactada adequadamente, plana e isenta de saliências, pedras e outros materiais cortantes, que possam provocar a ruptura da tubulação, ou curvaturas indesejadas que possam enfraquecer aquele ponto da tubulação.

Não deverão ser feitas curvas forçadas nos tubos nas mudanças de direção da canalização onde forem necessárias, devendo nestes casos, serem utilizadas as conexões adequadas, do mesmo tipo e material do restante da tubulação, a fim de obter ângulos perfeitos. Nas extremidades da rede serão utilizados “caps” para o fechamento da canalização, de material do mesmo tipo, marca e qualidade do restante da tubulação.

Na execução das emendas, os tubos deverão ter as suas extremidades limpas com estopa, em seguida receberão uma camada fina de cola específica para tubos de PVC, sendo então as partes unidas, procurando-se um perfeito encaixe das mesmas, para evitar soluções de continuidade que venham a provocar perdas de carga localizadas.

Enquanto a obra estiver em andamento, todas as tubulações abertas deverão ser tampadas com buchas de vedação de madeira.

Toda a tubulação deverá ser testada antes de sua definitiva entrada em operação, conforme as normas da ABNT.



7.3. REATERRO:

O reaterro será feito com o material retirado da escavação, em camadas de 0,20 m, bem compactadas. Durante o reaterro, deverá ser tomado cuidado para não danificar a tubulação.




    1. CANALIZAÇÃO:

As canalizações serão executadas com tubos de PVC rígido, soldável, classe 15, nas bitolas indicadas em planta, com conexões do mesmo tipo e material. A tubulação será assentada sobre uma camada de 10 cm de argila isenta de pedras e perfeitamente nivelada, que será colocada no fundo da vala, e será recoberta com uma camada de 10cm de material com as mesmas características, logo após a vala será preenchida com os materiais antes retirados no momento de escavação.

As bitolas indicadas em planta se referem ao diâmetro nominal, ou seja, o diâmetro interno.




    1. TESTE DE ESTANQUEIDADE:

Antes do fechamento das valas, encheremos a canalização com água, submetendo-a a pressão de serviço, desta forma testaremos a estanqueidade da canalização.
9. TRATAMENTO DA ÁGUA:

Será instalado na saída do poço um dosador de cloro e flúor mecânico, com capacidade de efetuar a desinfecção necessária de água por hora. A desinfecção e fluoretação da água será feita através da aplicação de cloro e flúor em tabletes sólidos. Os tabletes de cloro + flúor serão dimensionados de acordo com a necessidade do sistema de abastecimento, sempre em observância aos padrões mínimos e máximos estabelecidos pela Portaria nº 518/2004 do Ministério da Saúde, buscando sempre manter a qualidade da água dentro dos padrões de potabilidade.

O dosador será de fibra de vidro com espessura reforçada capaz de resistir a pressão da rede. Terá uma cabine de proteção fabricada em fibra de vidro, composta por duas partes unidas ao fundo por uma dobradiça, que permite a mobilidade das partes por ocasião da abertura ou fechamento da cabine, tendo na parte frontal uma fechadura que é chaveada com a utilização de um cadeado.

O funcionamento do dosador está vinculado à produção de água do Sistema de Abastecimento, que circula pela rede adutora em direção ao reservatório. A ela é instalado um ventury que realizará um desvio de parte desta água, o suficiente para promover a lixiviação e o arraste dos insumos. Após a passagem desta água pelo dosador a mesma retorna para a rede carregando os insumos na quantidade necessária para atender os padrões de potabilidade. O arraste dos insumos inicia no momento em que a água que abluiu os tabletes sai do dosador através de uma abertura que permite sua expulsão para a rede, auxiliada pela pressão da câmara de ar instalada dentro do dosador. A ejeção está diretamente relacionada com a injeção de forma que apenas será arrastada ou ejetada a quantidade de água que foi injetada e seu retorno de volta para a rede é promovido através do mesmo ventury.

O reservatório de tratamento será colocado dentro do abrigo de alvenaria que será construído para o quadro de comando da bomba submersa.


  1. PLACA DE OBRA:

Será colocada uma placa com padrão, para a identificação do Sistema de Abastecimento de Água.

10. MÃO-DE-OBRA:

A mão-de-obra de alguns serviços, como a instalação da bomba, instalação do reservatório e dosador já está embutida no preço fornecido pelos fornecedores, que entregam os equipamentos instalados. Os fornecedores não fornecem o valor da mão-de-obra separado, pois é de sua responsabilidade a instalação dos equipamentos, visto que os mesmos requerem mão-de-obra especializada para a sua adequada instalação.
11. ENTREGA E CONCLUSÃO DA OBRA:

A obra será considerada concluída, quando todos os serviços estiverem terminados, com o sistema funcionando perfeitamente, e após a realização da vistoria por parte dos órgãos fiscalizadores, a obra será entregue à comunidade.


12. CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Não serão permitidas quaisquer alterações no projeto sem a devida autorização do Departamento de Engenharia. Não serão executados serviços e nem adquiridos materiais que porventura venham a ser solicitados após a conclusão do projeto, implicando isto na elaboração de um novo projeto e orçamento. Os serviços serão aceitos somente após vistoria e teste de funcionamento das instalações. Os materiais deverão ser de primeira qualidade. Fica a cargo da empresa fornecedora a responsabilidade pela qualidade e especificação do material, ficando a critério do Departamento de Engenharia a aceitação ou não do mesmo. Casos em que não houver concordância entre as partes serão resolvidos pelo Departamento Jurídico. Fica a cargo da empresa executante a responsabilidade pelos serviços executados e por quaisquer problemas que possam vir a ocorrer em decorrência de má execução do serviço. Quaisquer casos omissos ou não previstos serão resolvidos pelo Departamento de Engenharia.

Ajuricaba/RS , 22 de Outubro de 2014.
GILMAR ANTONIO MARQUEZIN,

Engº Civil – CREA/RS 66.403.




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